OPINIÃO PÚBLICA
 


 

 

 

 

 

Programa do Jô

Ator Dan Stulbach fala de teatro, rádio, cinema , televisão

e do Corinthians

 Dan Stulbach lê carta que escreveu para si mesmo

 aos 16 anos,para ser lida no futuro !!!



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:27 PM
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Mandela faz 91 anos; sul-africanos querem "Dia Internacional"

AP

Nelson Mandela apaga velas de bolo de aniversário durante comemoração em Johannesburgo

Nelson Mandela apaga velas de bolo de aniversário durante comemoração em Johannesburgo

Nelson Mandela, ícone da luta contra o regime segregacionista do apartheid, completa neste sábado 91 anos e os sul-africanos reforçaram o apoio a uma proposta para festejar a data como "Dia Internacional de Mandela".

A proposta foi feita em abril passado pela Fundação Mandela e a 46664, ONG liderada pelo ex-presidente sul-africano para conscientizar sobre a aids, e tem como objetivo "inspirar as pessoas a melhorar suas vidas e suas comunidades".

A Fundação Mandela e a ONG 46664 sugerem que durante esse dia em memória do ex-líder o povo poderia "investir 67 minutos de seu tempo em atividades altruístas dedicadas a mudar o mundo".

O número 46664 foi usado por Mandela no uniforme de presidiário durante os 27 anos que permaneceu recluso.

Segundo as organizações, "Nelson Mandela vem deixando sua marca no mundo há 67 anos, desde 1942, quando pela primeira vez começou a advogar pelos direitos humanos de cada sul-africano. Desde então, sua vida foi uma inspiração para o mundo".

Entre as várias atividades que grupos voluntários realizam hoje para servir à comunidade se destacam plantar árvores em locais públicos, limpar prédios de escolas e da administração pública, cuidar de crianças em orfanatos e de idosos e organizar sessões de leitura de livros para cegos.

A proposta de ter a cada ano 18 de julho como dia festivo foi apoiada pelo governante Congresso Nacional Africano (ANC) e seus aliados, o Congresso Sul-Africano de Sindicatos (Cosatu) e o Partido Comunista Sul-Africano (SACP).

Em discurso no Parlamento, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, pediu a seus concidadãos que "apoiem de todo coração o Dia de Mandela e encorajam o mundo a se unir a essa maravilhosa campanha".

Zuma dedicou esta manhã 67 minutos para conversar com idosos em um centro comunitário de um bairro pobre de Johanesburgo, enquanto ministros e deputados do ANC dedicaram também o mesmo tempo a prestar serviços em várias comunidades da capital financeira da África do Sul e de outras regiões do país.

O Movimento dos Países Não-Alinhados (NOAL) decidiu esta semana unir sua voz à do Governo sul-africano para pedir na próxima Assembleia da ONU que a data de nascimento do primeiro presidente negro da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz em 1993 seja reconhecida como "Dia da Ação Humanitária".

O evento internacional mais destacado em homenagem a Mandela acontecerá em Nova York em um show dedicado a reunir fundos para a ONG 46664 e no qual se prevê a participação de, entre outros, Stevie Wonder



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:16 PM
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Hora de Notícia - confira o jornal da Jovem Pan na Internet



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:04 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:41 PM
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Escuta Essa! – Lula, a pizza, o “porquito” e o compadrio

Um dia após a criação da CPI da Petrobras e minutos depois de saborear carne de porco assada em almoço da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma declaração que deixou parlamentares enfurecidos. Chamou senadores oposicionistas de "bons pizzaiolos". Para tentar controlar a crise polítca, que tem como foco o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Lula se esforça para manter suas alianças no Congresso. Com a ministra Dilma no palanque, elogiou o ex-rival Fernando Collor de Mello, senador pelo PTB de Alagoas, e Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado. Renan comandou a escolha do novo presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ).



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:22 PM
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zedmar



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:11 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:04 PM
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Piada perigosa

editorial

EM DESPACHO que poderia facilmente figurar na categoria "piada pronta", não fossem graves as suas implicações, o juiz João Paulo Capanema de Souza, do 24º Juizado Especial Cível do Rio, proibiu o colunista José Simão, desta Folha, de mencionar a atriz Juliana Paes, "confundindo-a com sua personagem Maya, quando motivado por assunto afeto ao papel vivido na ficção".

Trata-se de decisão clamorosamente inconstitucional. A Carta Magna, embora alguns a prefiram ignorar, veda qualquer tipo de censura, como a decretada pelo juiz.

Não é demais lembrar que a atriz havia ajuizado anteriormente ação apenas contra a Folha, na 4ª Vara Cível do Rio, mas seu pedido de liminar foi indeferido pelo magistrado Carlos Alfredo Flores da Cunha.

A decisão prestigia a ideia -estabelecida em inúmeros precedentes- de que é mais restrita a esfera de privacidade de indivíduos que se expõem voluntariamente ao público, caso das chamadas celebridades. Da mesma forma, já se consolidou o entendimento de que obras ou textos humorísticos exigem do magistrado ampla tolerância na análise de pleitos desse tipo.

Diante da negativa, a atriz foi ao Juizado Especial, desta vez contra o colunista. Incrivelmente, a estratégia tortuosa foi contemplada pelo lamentável despacho do magistrado fluminense. Tem-se, assim, um quadro insólito: uma liminar contra a Folha é rejeitada e, logo a seguir, outro juiz decide pela censura ao colunista do jornal.

Decerto todos podem se sentir feridos em sua honra e têm o direito de defender sua privacidade.

Para isso, a Justiça oferece caminhos adequados. O que não é aceitável é a tentativa de ressuscitar, pela via judicial, o famigerado instituto da censura prévia, só admitido nas ditaduras.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:43 PM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

A ideologia saiu de moda? Adote a que está em alta

Sempre que uma ideologia sai de moda, o político recorre ao primeiro modelito prêt-à-porter disponível na prateleira das conveniências.

 

Para o PT, o patrocínio incondicional da ética tornou-se démodé. O chique agora é envergar o manto diáfano da “governabilidade”.

 

Numa fase em que camiseta de Che Guevara já não serve nem para seduzir a Ideli Salvatti, o repórter sai em socorro dos petistas.

 

Vão abaixo duas listas. Relacionam o que precisam fazer e o que devem evitar os petistas que desejam salvar o charme.

 

- O que o petista não precisa mais fazer:

 

1. Lembrar que Lula já chamou Sarney de ladrão.

2. Recordar as baixarias do Collor na eleição de 89.

3. Posar de torquemada em sessões de CPI.

4. Gritar ‘Fora, FMI’.

5. Ler Neruda.

6. Comer frango com a mão.

7. Beber cachaça.

  

- O que o neopetista não pode deixar de fazer:

 

1. Rezar por Sarney antes de dormir.

2. Admitir que foi injusto com o Collor.

3. Negociar com o Renan a tática anti-CPI.

4. Exaltar o socorro do Brasil ao FMI.

5. Ler Marimbondos de Fogo.

6. Aprender a manusear os talheres.

7. Folhear um bom guia de vinhos.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:37 PM
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Folha Online
Gestão Roseana alugou prédio da Fundação Sarney por R$ 600 mil

FERNANDO BARROS DE MELLO
da Folha de S.Paulo

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O governo do Maranhão pagou cerca de R$ 600 mil à Fundação José Sarney para alugar sua sede, o Convento das Mercês, durante a primeira gestão de Roseana Sarney (1995-2002). O prédio histórico foi doado pelo Estado à fundação em 1990.

O local foi alugado para sediar a mostra dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, realizada entre novembro de 2000 e julho de 2001.

A Folha questionou o governo do Maranhão sobre o aluguel e os motivos da escolha da sede da fundação para a realização do evento.

"As contas foram aprovadas e estão disponíveis no TCE", respondeu, por e-mail, o secretário de Comunicação Social do Estado, Sérgio Macedo.

Roseana é filha de José Sarney, fundador e presidente vitalício da fundação.

A mostra dos 500 anos do Descobrimento do Brasil foi organizada pela Brasil Connects. O conselho da empresa é presidido por Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos e amigo de Sarney. Três meses depois, os dois viajaram juntos para Veneza.

Segundo relatório de 2005 da Corregedoria do Estado, a contrapartida do governo estadual para a realização da mostra dos 500 anos estava prevista inicialmente em R$ 2,87 milhões, mas chegou a mais de R$ 4,3 milhões.

Por conta disso, a Corregedoria acusou Roseana Sarney de improbidade administrativa. O processo foi remetido à Procuradoria Geral da República, que o enviou para o Ministério Público Estadual. A Promotoria do Maranhão disse não haver nenhum processo sobre o assunto.

Segundo o estatuto da fundação, a receita para manter a instituição pode vir além de doações, subvenções e legados do "saldo da receita de suas atividades, quando determinar o Conselho Curador".

Ainda de acordo com o documento, o diretor da fundação tem o poder de permitir a utilização onerosa ou gratuita das instalações da fundação para "cerimônias ou atividades cívicas ou culturais".

Casamentos

O Convento das Mercês abrigou nos últimos anos festas de casamento e encontros partidários. Em 2003, por exemplo, o PP (Partido Progressista) pagou R$ 4.500 para realizar um "encontro do partido" no local. O PMDB também realizou uma convenção partidária.

Desde 1990, Sarney assina termos de delegação de poderes para o advogado José Carlos Sousa e Silva. Segundo a assessoria de Sarney, seu vínculo com a fundação é o de um patrono. "Nesse papel, ele tem defendido os interesses da FJS, sem que isso signifique responsabilidade administrativa."

Procurado três vezes, o presidente da fundação José Sarney, José Carlos Sousa Silva, disse que já havia dado todas as explicações: "Isso tudo é preconceito contra nordestinos".

Lei estadual de 2005 determinou a reintegração do Convento das Mercês ao governo do Maranhão.

Em um documento assinado pelo próprio Sarney em novembro de 2005, ele solicita à Mesa Diretora do Senado que ingresse "o mais breve possível" com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) no STF contra a lei. O STF concedeu uma liminar que garantiu a permanência da fundação no prédio, mas a Adin ainda não foi julgada no plenário.

Casa de José Sarney serviu para reunião de lobby

Hoje na FolhaA casa do senador José Sarney, em Brasília, serviu de ponto de encontro para aproximar o grupo empresarial Abyara, de São Paulo, com Fábio Lenza, vice-presidente da Caixa Econômica Federal, em março do ano passado, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada neste sábado pela Folha (íntegra apenas para assinantes).

Segundo a reportagem, a empresa queria um empréstimo de R$ 750 milhões da CEF para financiar empreendimentos imobiliários e pediu ajuda de Fernando Sarney, filho do senador, para contato direto com a direção da Caixa.

A Folha informa que a Abyara chegou a assinar um protocolo de intenções para o empréstimo, mas a operação não se realizou, em razão da crise do mercado financeiro.

Fábio Lenza foi nomeado para a vice-presidência da Caixa por influência de Sarney. A irmã dele, Olga Lenza, é chefe de gabinete da governadora Roseana Sarney, no Maranhão.

O local para o encontro foi indicado por Fernando Sarney, segundo telefonemas gravados pela Polícia Federal no dia 5 de março de 2008, durante a Operação Boi Barrica, que investigou o filho do senador.

Outro lado

José Sarney, disse, por meio de sua assessoria, que não participou nem nunca soube da reunião em sua casa, em Brasília.

O empresário Fernando Sarney confirmou o encontro, mas disse que fez apenas a apresentação entre as partes. Ele disse que soube que houve duas ou três reuniões entre a Caixa e a Abyara e que o empréstimo não saiu.

Fábio Lenza afirmou, por telefone, que todas as informações estão no relatório da Polícia Federal e recomendou que a reportagem procurasse a assessoria da Caixa. O banco, por sua vez, emitiu uma curta nota dizendo que nunca concedeu financiamento à Abyara.

A Abayara enviou nota à Folha em que diz que, como outras empresas do setor, assinou um protocolo de intenções com a Caixa, no dia 15 de maio do ano passado, para financiamento de empreendimentos imobiliários habitacionais, e que pleiteou financiamento de R$ 750 milhões para 11 empreendimentos imobiliários.

Segundo a Abyara, caberia ao banco avaliar tecnicamente os projetos a serem financiados e nenhum contrato foi celebrado.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:27 PM
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Folha Online
A grande quadrilha
Sérgio Malbergier

O "varre, varre vassourinha / varre, varre a bandalheira / que o povo já tá cansado / de sofrer dessa maneira", imortal jingle de Maugeri Neto, fez horrores pela campanha presidencial de Jânio Quadros (embora não tenha feito nada contra a própria bandalheira).

A bandeira do combate à corrupção fica cada vez mais óbvia e popular com os novos capítulos da casa de ópera bufa brasileira também chamada de Senado Federal.

Que nenhum grande partido ou pré-candidato presidencial empunhe a bandeira (ou vassoura) da limpeza do atual sistema político mostra o quanto esse sistema é forte, abrangente e tende a se perpetuar no poder. Com ele demoramos muito mais a chegar onde podemos.

O duro e lento aprendizado sobre a necessidade de estabilidade econômica mostrou como sabemos perder tempo e desperdiçar anos. Só que hoje é a política, estúpido, não a economia, que atravanca o país. Com uma carga tributária que coloca 35% de tudo o que produzimos todo ano no triturador da máquina pública, essa máquina precisa funcionar bem.

O clã Sarney é exemplo perfeito de como ela funciona mal, dada a milhagem do senador maranhense (ou amapaense?), sua capilaridade com a máquina pública em múltiplas esferas, por décadas, e o estado mierável do seu Maranhão. Envolve ministérios, estatais, fundações, nepotismo, mordomias, banqueiros quebrados...

Assumindo a presidência do Senado, Sarney buscava justamente blindagem contra investigações da Polícia Federal que já deram no indiciamento de seu filho, Fernando, em suposto esquema no Ministério das Minas e Energia, controlado pelo patriarca do clã.

Seu controle das bilionárias Minas e Energia não foi nem é em nenhum momento colocado em questão apesar das denúncias gravíssimas já em investigação pela PF. O presidente Lula o prestigia sempre que pode.

Lula ainda abraça na mesma semana Collor e Renan em seus palanques alagoanos, prestigiando in loco esquemas nefastos de exploração da população brasileira. A política brasileira é assim. Vale tudo, e todo mundo faz com todo mundo.

O ministro logo da Justiça, Tarso Genro, disse outro dia: "É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas, seja legalmente, seja pelo caixa dois".

Ele não disse isso e mostrou provas ou iniciou investigação imdiata dada a gravidade do que já "é sabido". Nem o revelou numa conversa em off. Falou aos microfones, sem inibição, ao defender uma reforma política que incluísse financiamento público de campanha.

A tal "reforma política" virou só outra alteração casuística da legislação eleitoral para facilitar ainda mais operações já sabidas pelo tolerante ministro da Justiça.

E assim Sarney segue presidente do Senado brasileiro. Seu ministro segue comandando as Minas e Energia. Seu companheiro Renan segue dominando a Casa, apesar (ou por causa?) da ficha corrida. Colocou um folclórico senador biônico do PMDB-RJ, Paulo Duque, na presidência da comissão de ética para julgar o aliadíssimo Sarney, inocentando-o de antemão, enquanto a Câmara inocenta definitivamete o deputado do castelo que dava notas de suas próprias empresas para justificar gastos da verba oficial.

Há gente boa que defende esse jeito PMDB de ser. Um amigo brilhante economista diz que o partido de Sarney e Renan cobra, mas entrega as maiorias necessárias para a manutenção da estabilidade político-econômica no Brasil. Seria um mal necessário com custo-benefício favorável.

Discordo. Pode até ter servido para alguma coisa até algum momento da história. Não mais. O Brasil precisa amadurecer, superar essa dependência de políticos corruptos para ser governável. Precisamos avançar na política como avançamos na economia. O mundo acelera com novas tecnologias que apressam transformações. Nossa classe política parou no tempo. É preciso reformá-la, de fora para dentro provavelmente.

Como? é a pergunta ainda sem resposta. A mobilização de idéias e pessoas via internet é a melhor forma de buscá-la. Há o que fazer.

Collor: esse é o cara!

Eliane Cantanhêde

O novo procurador geral da República, Roberto Gurgel, nem tomou posse ainda (pelo menos até esta quarta, 15/07), mas pode ir se preparando para entrar na roda da CPI da Petrobras, que acabou sendo finalmente instalada no Senado. Como investigador.

A CPI está nas mãos do Planalto, com oito integrantes da bancada governista, incluindo presidente e relator do PMDB e do PT, e só três da oposição. O grande risco é não servir nem para inglês ver.

Assim, a estratégia do PSDB e do DEM é atacar em várias frentes: os requerimentos irão para a CPI, para a Mesa do Senado e para o novo procurador Gurgel, a quem caberá instaurar inquérito, caso surja algum fato que assim justifique.

Ou seja: o objetivo da oposição é usar os instrumentos da CPI para buscar o maior número de informações sobre o que anda acontecendo na maior estatal do país, mas recorrendo a outras instâncias para tentar levar as investigações adiante.

Além disso, CPIs são palcos e atraem holofotes. Quanto mais teatro, melhor. E uma cena cômica (ou dramática?) foi a disputa da oposição e do governo pela simpatia de... Fernando Collor de Melo, que caiu da Presidência em função exatamente de CPIs. Se ele for para o lado oposicionista, o placar muda para 7 a 4. O mais provável é que oscile entre um lado e outro.

Lula foi rápido: botou Collor debaixo do braço e não apenas o levou para solenidades em Alagoas como ficou de tititi com ele diante dos fotógrafos. Enquanto, em Brasília, o demo José Agripino Maia e o tucano Arthur Virgílio tentavam articular a candidatura dele, Collor, para presidir a CPI. Imagina se colou? Com aquela maioria governista?!

Sendo assim, a oposição vai tocando o barco como dá. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos que se dizem mais animados, já tem prontos uns 40 requerimentos para a comissão, para levantar contratos duvidosos, conclusões de velhas sindicâncias, novas frentes de investigação e já abrir a lista de depoimentos.

Mas, cá para nós, nem ele parece tão convencido assim de que a CPI será para valer, como nos velhos tempos. Aqueles tempos em que Collor, em vez de membro da CPI, como agora, era alvo delas e do PT que agora defende.

A CPI da Petrobras, criada oficialmente para remexer maracutaias da maior e mais conhecida estatal brasileira no exterior, nasce, assim, desequilibrada pró-governo e anti-investigação. E ainda por cima tem o efeito de surrupiar parte do espaço da mídia para os escândalos do Senado e as investigações autônomas contra os Sarney.

Definitivamente, já não se fazem mais CPIs como antigamente...



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:17 AM
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Nasa restaura vídeo da chegada do homem à Lua

Satélite japonês registra o pôr da Terra

Imagens reais



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:34 PM
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Hora de Notícia: o jornal da Jovem Pan na Internet



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:31 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:16 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:15 PM
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Férias
conheça a sarneylândia



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:03 PM
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Folha Online
Obama pede "nova mentalidade" e usa sua ascensão como exemplo para os negros

Haraz N. Ghanbari/AP

Em discurso no centenário da mais antiga associação que luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, Barack Obama apelou para que os pais sejam os vetores para que a educação amplie os horizontes das crianças negras

Em discurso no centenário da mais antiga associação que luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, Barack Obama apelou para que os pais sejam os vetores para que a educação amplie os horizontes das crianças negras

Em um discurso na comemoração do 100º aniversário da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês), o mais antigo grupo de direitos civis dos Estados Unidos, Barack Obama ligou sua própria ascensão como primeiro presidente negro do país à luta pela igualdade de direitos e pediu que, embora ainda exista discriminação, os negros assumam uma maior responsabilidade sobre suas próprias vidas e afastem-se se da dependência dos programas governamentais.

"Precisamos de uma nova mentalidade, um novo conjunto de atitudes porque uma das mais duradouras e destrutivas heranças da discriminação é o modo como nós interiorizamos um sentimento de limitação, assim como muitos em nossa comunidade passaram a esperar tão pouco de nós mesmos", disse Obama, em seu primeiro discurso dedicado à questão racial desde que assumiu a Presidência, em 20 de janeiro.

Obama disse à plateia que lotou o salão de baile de um hotel de Nova York que os negros têm de recuperar o espírito do movimento dos direitos civis de meio século atrás para resolver problemas que têm atingido os afro-americanos de maneira desproporcional desemprego, a escalada dos custos de saúde e a Aids. Implícito no discurso também estava a busca de apoio da poderosa NAACP e de seus membros para sua ambiciosa agenda doméstica, que inclui uma ampla cobertura de saúde.

"O que é necessário para superar obstáculos de hoje é o mesmo que era necessário então o mesmo compromisso. O mesmo sentimento de urgência. O mesmo espírito de sacrifício", afirmou o presidente americano durante o discurso em que, segundo a Casa Branca, trabalhou durante duas semanas.

Ele disse que uma criança negra tem cerca de cinco vezes mais chance de ser presa que uma criança branca e louvou a educação como uma ferramenta essencial para melhorar as vidas de todas as crianças. Obama disse que o estado das escolas é um problema americano, e não um problema afro-americano.

"Vocês sabem do que estou falando. Há uma razão pela qual a história do movimento dos direitos civis foi escrita nas nossas escolas", disse Obama. "É porque não existe uma arma mais forte contra a desigualdade e não há melhor caminho para as oportunidades do que uma educação que pode desbloquear o potencial dado por Deus a uma criança."

"Temos de dizer aos nossos filhos: 'Sim, se você for afro-americano, a chance de crescer em meio ao crime e gangues é mais elevada. Sim, se você vive em um bairro pobre, você enfrentará os desafios que alguém em um subúrbio rico não vai enfrentar'', disse o presidente americano tocando na mensagem de amor familiar responsável que adotou durante seus dois anos de campanha presidencial.

"Mas esse não é motivo para notas ruins, esse não é um motivo para matar aulas, esse não é um motivo para desistir da sua educação e abandonar a escola", disse ele. "Ninguém escreveu o seu destino para você. Seu destino está nas suas mãos e não se esqueça disso."

Obama expandiu sua mensagem de igualdade de direitos para além das comunidades negras. Ele disse que muitos americanos ainda enfrentam discriminação.

O racismo, disse ele, é sentido "por mulheres afro-americanas que recebem menos para fazer o mesmo trabalho que os colegas de cor e gênero diferentes. Por latinos levados a se sentirem indesejados no seu próprio país. Por muçulmanos americanos vistos com desconfiança por simplesmente ajoelharem-se para rezar. Por nossos irmãos e irmãs gays, ainda insultados, ainda ameaçados, ainda privados dos seus direitos."

Obama também pressionou para que os membros da NAACP encorajem os jovens a encontrar novos modelos além do esporte e da música.

"Eu quero que eles aspirem a ser cientistas e engenheiros, médicos e professores, e não apenas artilheiros e rappers", disse o presidente. "Eu quero que eles aspirem a ser um juízes da Suprema Corte. Eu quero que eles aspirem a ser presidente dos Estados Unidos. "

Para reforçar seu argumento de que essas aspirações estão ao alcance deles, citou sua própria vida, de filho de uma mãe solteira.

"Eu não venho de uma grande riqueza. Eu passei por minha cota de problemas na infância. Minha vida poderia facilmente ter se virado para um lado pior. Mas minha mãe me deu amor, ela me incentivou, preocupou-se com a minha educação [...] e me ensinou o certo e o errado", disse Obama. "Por causa dela, eu tive uma chance de desenvolver a maioria das minhas habilidades. Tive a oportunidade de aproveitar a maioria das minhas oportunidades."



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:08 PM
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Tribunal de Contas aponta compra de pesquisas por Sarkozy

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo

Instituto OpinionWay tinha contrato com governo para produzir pesquisas publicadas em jornal e canal de TV

PARIS - O Tribunal de Contas da França anunciou nesta sexta-feira, 17, ter flagrado na contabilidade da presidência da República o pagamento de € 1,5 milhão em 2008, por parte do Palácio do Eliseu, a um instituto de pesquisas para a produção de 15 sondagens de opinião. Os levantamentos acabaram publicados em quatro dos maiores veículos de mídia do país: o jornal Le Figaro, as redes de televisão TF1 e LCI e a rede de rádios RTL - identificados com a direita francesa.

A informação veio à público com a divulgação, inédita, de um relatório do Tribunal de Contas sobre a contabilidade do Eliseu - que representava 0,05% do orçamento do Estado francês, ou € 112,57 milhões, em 2008. "Há 218 anos o chefe de Estado esconde suas contas dos órgãos de controle, e nós nos satisfazemos de (agora) ter esta responsabilidade", afirmou o presidente da corte, Philippe Séguin.

O relatório elogia o nível de transparência das contas, mas aponta ao menos duas suspeitas de irregularidades na contabilidade da administração do presidente Nicolas Sarkozy. A mais escandalosa diz respeito à suposta contratação do instituto de pesquisas OpinionWay para aferir a popularidade do governo. O contrato, assinado pelo secretário-geral do Eliseu, Claude Guéant, prevê o gasto com um "gabinete de estudos" para aferimento de opinião pública. O relatório de Séguin considera o custo "exorbitante", em especial porque as pesquisas - uma das quais orçada em € 392,2 mil - seriam, a seguir, publicadas nos veículos de mídia impressa e eletrônica.

A presidência silenciou sobre o tema, valendo-se da ausência de Sarkozy, que, de folga, não estava em Paris. Já os partidos de oposição denunciaram "um sistema de instrumentalização da opinião". A reação também veio de parte da associação de jornalistas do Figaro, que pediu o imediato cancelamento do vínculo entre o jornal e o instituto. "Cabe à direção encerrar este tipo de coprodução, que fere gravemente a credibilidade dos títulos do grupo", argumenta a entidade.

Contatado, o instituto reagiu apenas por meio de uma nota oficial, na qual informou que mantém dois contratos, um com a TV LCI e com o jornal Le Figaro, feito uma vez por semana desde 2007, e outro com "outros clientes". "Esta prestação de serviço corresponde a questões confidenciais feitas regularmente em uma enquete omnibus (enquete única que agrupa questões compradas por diferentes clientes, e que gera economia de escala)", afirmou o OpinionWay. "Ao contrário do que o Tribunal de Contas deixa entender, esta prestação de serviços não corresponde às questões financiadas por LCI e Le Figaro."

O escândalo se soma à informação de que o TC também exigiu do Eliseu o reembolso de € 14,1 mil originários de despesas pessoais de Sarkozy, pagas com dinheiro público. O reembolso foi feito antes mesmo da divulgação do relatório. De acordo com o TC, "o pessoal da administração pública tinha por hábito, por comodidade ou frequentemente por urgência, pagar certas despesas de caráter privado", afirma Séguin, em tom complacente, dirigindo-se ao próprio presidente: "O tribunal informa-lhe que o senhor reembolsou a totalidade das despesas privadas realizadas em 2008, das quais o senhor não tinha conhecimento, no valor de € 14.123."

Até o momento, nenhuma investigação foi aberta para apurar as origens e as responsabilidades pelos "erros" cometidos contra o erário público francês.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 06:42 PM
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Claudio Abramo

Nunca houve neste país

PS: Esta nota foi escrita ontem à noite. Hoje constato que a fala de Lula comentada na nota está sendo por alguns entregada aos desavisados como se referindo apenas aos senadores da oposição a seu governo. Não procede. Lula não fez essa ressalva. É interessante observar que os que fazem a entrega distorcida estão dos dois lados da “trincheira”. A motivação é oposta, mas a distorção é deliberada e o resultado é o mesmo.

A frase predileta do presidente Lula começa com “nunca houve neste país”. O complemento são as realizações reais ou imaginárias de seu governo. (Apresso-me a esclarecer que louvar realizações imaginárias é esporte universalmente praticado por quem esteja no poder, da Conchinchina à República do Togo.)

Uma das coisas que este país nunca viu foi um presidente da República dizer o que Lula disse ontem sobre os senadores (atrevo-me a extrapolar para os políticos de modo geral). Disse ele que os senadores são uns bons pizzaiolos. Referia-se ao destino da CPI da Petrobras, antecipando que dará em nada.

Não me ocuparei de CPI da Petrobras, assunto maçante que divide o noticiário político com as picaretagens do Senado. Quem quiser se informar sobre CPI é melhor que interrompa a leitura por aqui.

Nada há a objetar quanto à literalidade do que Lula afirmou. É a mais pura verdade. Ele, como todos os seus antecessores no Planalto (com exceção de seu hoje aliado Collor, que não amassou a massa direito e foi escafedido), e igualmente governadores e prefeitos bem sucedidos pelo Brasilsão afora, sabem bem como misturar os ingredientes de uma boa pizza parlamentar. Quem não é bem sucedido não soube amassar a pizza.

Mistura-se a pizza comprando-se uma quantidade suficiente de políticos. São adquiridos pelo loteamento do Estado entre os partidos da “base”. É o que faz um governante de sucesso. É claro que a compra nao é feita à vista, mas a prestações cujos juros podem variar com o tempo.

É ainda necessário “administrar a base” continuamente, a saber, segurar a concuspicência da turma quando uns ameacem invadir o território de caça de outros, algo que procuram fazer incessantemente. Dá um trabalho danado.

Certa vez um amigo comentou que a diferença fundamental entre o governo FHC e o governo Lula é que o primeiro comprava os pizzaiolos do Congresso mas tinha vergonha disso, enquanto o segundo não só faz o negócio sem nenhum problema como ainda se jacta e exibe a mercadoria em praça pública.

Cada vez mais parece que o caso é esse mesmo. Lula manifesta desprezo infinito pelos políticos. Compra-os e, uma vez assinado o contrato, leva-os a passear na praça pela coleira.

Quando Lula aparece em comício nas Alagoas ao lado de Collor, o espetáculo não representa um rompimento com o seu próprio passado, mas a exibição da mercadoria adquirida. (Sem dúvida haverá quem interprete de forma inversa.)

Nunca houve neste país um líder que escancarasse com tamanha limpidez o esgoto que é a política brasileira.

Esgoto esse que não é novidade e não foi inventado em seu governo, como a mera longevidade política de Sarneys e Renans e Jucás torna auto-evidente.

É cedo para julgar se, sob o ponto de vista pragmático, o programa “compra e mostra” levará no longo prazo a resultados melhores do que a estratégia tradicional do “compra e esconde”.

O único que se pode talvez esperar, ou almejar (embora esperanças nesse território sejam alimentadas por conta e risco de cada um), é que, em algum momento no caminho, talvez na próxima geração, a coisa toda se dissolva por podridão.

Mais do mesmo

Logo após Fernando Collor ter sido eleito presidente, em 1989, o repórter Lucas Mendes, então correspondente da Rede Globo em Nova York, definiu-o como “jagunço yuppie”. Foi demitido no ato pela emissora, que no período eleitoral se alinhara com Collor contra Lula (vide a famosa edição do debate Collor-Lula, até hoje discutida, desmentida, reafirmada).

Collor renunciou em 1992, quando se tornou claro que seria cassado pelo Congresso por corrupção. Seu operador financeiro, Paulo César (PC) Farias, seria assassinado a tiros anos depois junto com a namorada, crime que a valorosa polícia de Alagoas nunca esclareceu e que, mesmo por isso, parece ter sido motivado por queima de arquivo ou acerto de contas.

Collor caiu por efeito de uma combinação de fatores. A mobilização de estudantes, partidos de esquerda, entidades de classe e de parte do empresariado de São Paulo produziu manifestações de rua nas principais cidades do país, o que transmitiu aos políticos a informação de que o jagunço yuppie não contava mais com o apoio da classe média. (Este que escreve teve papel subsidiário na organização anti-Collor em São Paulo. Ainda tenho, dependurado em minha sala, o crachá de organizador do Ato Público pró-impeachment realizado na Praça da Sé.)

Assumiu a Presidência o vice, Itamar Franco, cujo governo não foi acusado de nada (e cujas iniciativas de combate à corrupção, embora não cantadas, foram relevantes; alguém um dia terá de fazer esse inventário).

Seguiu-se o primeiro mandato de FHC, durante o qual o Congresso alterou as regras do jogo, passando a permitir a reeleição dos chefes de Executivo, até então proibidas. Houve fortes indícios de que a votação no Congresso foi lubrificada por propinagem (R$ 200 mil por voto favorável).

O governo FHC empreendeu a privatização de diversas empresas estatais, entre as quais a Embratel e a Vale do Rio Doce. Gravações telefônicas deram conta de que o então presidente do BNDES, José Roberto Mendonça de Barros, negociou a venda da Embratel “no limite da irresponsabilidade”.

Até hoje tais privatizações constituem a principal arma do arsenal dos anti-tucanos, os quais as associam a corrupção, embora não haja indícios reais de que o processo tenha envolvido suborno.

Após FHC veio Lula, pela primeira vez na história do Brasil um presidente eleito a bordo de um projeto popular, o do Partido dos Trabalhadores.

Cedo, porém, o governo Lula e o PT viram-se implicados no escândalo do Mensalão,  esquema de distribuição de propinas a parlamentares depois disfarçado como mecanismo de ressarcimento de dívidas eleitorais em Caixa 2 (isso foi patentemente uma invencionice para livrar a cara da turma, mas não é disso que quero tratar hoje).

O esquema empregava a fábrica de lavagem de dinheiro do publicitário Marcos Valério, o qual, ao que parece, havia nascido anos antes para servir a tucanos mineiros.

Durante o governo Lula surgiram diversos outros escândalos que seus opositores por vezes debitam em sua conta mas que, na verdade, vieram à luz devido ao fortalecimento dos mecanismos de controle empreendido por seu governo: Sanguessugas, Vampiros e dezenas de outros esquemas foram descobertos pela ação da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal.

Como é notório, surfando numa imensa popularidade, Lula não precisa politicamente de partido nenhum e se descolou do PT, o qual hoje não é mais do que um dos integrantes da “base aliada”, a qual tem como principal componente o PMDB. Diversos outros partidos mais ou menos de aluguel compõem essa “base”.

Chegamos enfim onde queria chegar. Quem eram os apoiadores de Collor e de FHC? Eram José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e os hoje oposicionistas integrantes do DEM, antigo PFL.

Exceto por estes últimos (e, naturalmente, os tucanos), são os mesmos apoiadores do governo Lula. O qual conta também com o apoio de Collor. Trata-se de representantes de oligarquias regionais que, não fosse por sua longevidade materialmente evidenciada, seriam em tese descartáveis por anacronismo fulminante.

Quem serão os apoiadores do governo que será eleito em 2010, de Dilma Rousseff ou José Serra? Serão os mesmos.

No Brasil, a prática política parece indicar que presidentes da República não conseguem governar sem entregar parte da administração a esses mestres da exploração despudorada do Estado.

São esses agentes do atraso, mais do que presidentes e partidos políticos, que de fato dominam o panorama político brasileiro.

Nada parece resistir à erosão corruptora dessa gente.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 06:31 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 06:26 PM
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Ronaldo chega a 450 gols



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:10 AM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:58 AM
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Lauro Jardim

Radar On-Line

O Satanás é um gentleman

Depois que vazou sua conversa com Paulo Maluf, a quem foi pedir apoio se candidatar-se mesmo ao governo de São Paulo, Ciro Gomes saiu-se com essa: "Faço aliança até com Satanás se for para fazer a obra de Deus'". Mais direto sobre o que acha de Maluf, impossível.

Maluf, entretanto, continua o mesmo. Veja o que o inabalável Maluf disse ao Radar On-Line sobre Ciro:

-Tenho profundo respeito por ele, é um grande quadro, um homem de bem.

Passando a sacolinha

Os produtores de Lula, o Filho do Brasil continuam rodando a sacolinha dentro das empresas para conseguir fechar as contas do filme.

O esforço para conseguir dinheiro é grande. Grandes empresas privadas do país estão sendo visitadas nas últimas semanas. Pelo menos um ministro e um presidente de um grande fundo de pensão estatal entraram na roda: estão telefonando para executivos pedindo contribuição.

O orçamento total do filme que contará a história de Lula e que será lançado em 1º de janeiro de 2010 é de 15 milhões de reais.

Como é um dinheiro que será dado sem renúncia fiscal, a dificuldade de captação é evidentemente maior.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:48 AM
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Dora Kramer

Estadista pelo avesso

Reza a boa norma da política que o estadista até leva desaforo, mas não carrega mágoas para casa. Sobrepõe as questões de Estado a ofensas pessoais. Sacrifica o individual em nome do coletivo.

É sábio para distinguir situações e, mediante o cotejo de perdas e ganhos, calibra suas atitudes de modo a equilibrar responsabilidades e necessidades.

O presidente Luiz Inácio da Silva, a despeito da celebração de suas habilidades no ramo, não possui esses atributos.

Antes, exibe características opostas e age exatamente no sentido contrário ao do governante cujo objetivo primeiro é o zelo pelo bem-estar físico, espiritual, cultural e moral dos governados.

O presidente é hábil no terreno da autoajuda de efeito imediato, comanda como ninguém o espetáculo do crescimento da própria popularidade, mas mostra-se desprovido da noção do que seja a construção de um legado de avanços de longo prazo em benefício de toda a sociedade.

Há exemplos anteriores às mais recentes exorbitâncias que agora, tardiamente, depois de um longo período de celebração de tais atos como manifestação de genial pragmatismo político, provocam reações gerais de desagrado.

Quando se sentiu pessoalmente atingido por uma reportagem do correspondente do New York Times, Lula não hesitou em confundir-se com o Estado e expor o País ao ridículo ordenando a cassação do direito do jornalista ao visto de permanência no Brasil.

Sofreu pesadas críticas e pôs o pé no freio do autoritarismo que se delineava no início do primeiro mandato. Os mesmos reparos, no entanto, não sofreu nas inúmeras vezes em que confundiu a necessidade altiva de passar por cima de idiossincrasias ideológicas com a pequenez da irresponsabilidade de passar a mão na cabeça de infratores.

Distribuiu "cheque em branco", avalizou práticas criminosas, deu abrigo a gente expulsa do poder público por desrespeito ao bem público, afrontou o Judiciário, chamou de hipócritas as restrições ao uso eleitoral da máquina administrativa, reclamou que o excesso de fiscalização faz mal ao Brasil, ignorando o mal que a impunidade secular faz ao País.

Com isso, esvaziou o valor dos princípios, aos quais costuma tratar com zombaria chamando de "principismo" e, assim, tudo se tornou permitido e as críticas ao esfacelamento ético perderam o sentido. Ou pior, adquiriram um caráter de puro farisaísmo.

Lula não fez isso sozinho. Contou com a colaboração de um razoável consenso segundo o qual os vencedores, principalmente se populares, são inimputáveis.

O presidente se sentiu à vontade e, portanto não há razão para surpresa quando Lula acelera na defesa de tudo e todos cuja representação é a desonra, imaginando que isso lhe garantirá ganhos eleitorais e um lugar privilegiado na História.

O que surpreende é que não consiga enxergar o perigo do exagero. Cumprir um dever de solidariedade a um aliado como o senador José Sarney é uma coisa. Poderia fazê-lo dentro do limite da sóbria moderação de Estado.

Mas, não, optou por jogar-se nos braços da impostura ao ponto de produzir aquela frase sobre Sarney não ser uma pessoa comum, que não lhe rende nada além de perdas.

Sarney, nesta altura com muito pouco ou quase nada a perder, fica bem. Ele, Lula, dono de um enorme capital, desperdiça patrimônio à toa.

Da mesma forma, é perdulário na derrama de elogios e afetos para Fernando Collor.

Para quê? O estadista que engole desaforos em nome de um projeto compartilha palanque em Alagoas, não hostiliza o antigo adversário e dá por cumprido o ofício da boa convivência e do respeito ao voto do eleitorado local.

O governante que exacerba e perde a medida é o mesmo que confessa a "mágoa" com o Senado pela derrubada da CPMF, porque, por falta do dinheiro do imposto do cheque, não pôde "melhorar a saúde".

Na realidade, Lula não se conforma é com a derrota política. A ajuda à saúde pública poderia ter dado apoiando o projeto do ministro José Gomes Temporão, de modernização da gestão do setor, largado no Congresso à posição contrária dos corporativistas de plantão, petistas à frente.

As pessoas percebem essas coisas. Pois é como diz o outro: não se engana todo mundo o tempo todo.


Em vão

Um dos principais, senão o principal motivo pelo qual o senador José Sarney resolveu ser presidente do Senado pela terceira vez, foi o de acreditar que no cargo teria influência sobre a Polícia Federal, na investigação envolvendo um de seus filhos.

Pois Fernando Sarney foi indiciado pela PF sob acusação de organizar quadrilha para atuar dentro do aparelho de Estado em prol de empresas privadas interessadas em ter acesso privilegiado a contratos com estatais.

Sarney achou que ao presidente do Senado ainda seriam devidas velhas reverências. Mais um de uma série de equívocos cometidos a partir da ultrapassada premissa de que o poderoso tudo pode. Foi-se o tempo.

O exemplo que Lula nos dá

João Mellão Neto

Talvez nunca antes na História um presidente tenha reunido tanto apoio, político e popular, quanto Lula. Há levantamentos que indicam ter ele alcançado a marca dos 80% de aprovação. Deve-se ter em mente que a unanimidade é inatingível. Nem mesmo Jesus Cristo a alcança, haja vista que há um determinado porcentual da população que não acredita nele.

Mas, como bem observou meu filho Ricardo, esse porcentual estratosférico lhe garante o título de grande político, não o de estadista. Estadista é alguém que deixa um legado - de feitos, comportamentos ou palavras - para as gerações seguintes. Vendo as coisas por esse prisma, qual é o legado de Lula?

Ele deixará para a posteridade alguma grande realização? Ele servirá de exemplo para alguma coisa? Existem pensamentos ou definições de sua lavra que ficarão na História?

A resposta é negativa para as três indagações. Lula não é mesmo um estadista.

Ao contrário. Por tudo o que fala e faz, ele deixa muito a desejar nesse quesito.

Os norte-americanos - que criaram a figura do presidente da República - revestem o titular do posto de um significado que transcende em muito as suas atribuições. O presidente é um rei temporário que se fez pelos seus próprios méritos. E, assim sendo, é uma referência para o comportamento de todos os seus concidadãos.

George Washington, o primeiro presidente, tinha essa noção muito clara. Como a América abrira mão de ungir um rei, era natural que depositasse na figura do presidente todas as expectativas que, em outras circunstâncias, seriam próprias de um monarca. Consciente de seu papel, ele governou os Estados Unidos por oito anos. E fez história.

Muitos dos seus procedimentos até hoje são seguidos.

Um deles é o culto à pessoa da primeira-dama. A própria expressão - primeira-dama - provém de sua época.

Outro é o exercício da presidência por apenas dois mandatos. A Constituição norte-americana, originalmente, permitia ao presidente se reeleger quantas vezes quisesse. George Washington, a seu tempo, recebeu numerosos apelos para se candidatar a novos mandatos. Mas entendeu que a alternância no posto era o principal sinal que distinguia um presidente de um rei e recusou-se a prosseguir. Todos os presidentes que se seguiram obedeceram fielmente à regra, com exceção de Franklin Roosevelt. Após a morte deste, no exercício do quarto mandato, o Congresso aprovou uma emenda constitucional proibindo expressamente a reeleição indefinida.

Os exemplos de George Washington deixam uma mensagem clara: o presidente não é gente como a gente. Ele tem de ser melhor do que a gente. É também para servir de referência que nós o colocamos lá.

Lula não tem sido uma boa referência. Ao contrário, os exemplos que ele deixará são negativos. Não se aconselha ninguém a segui-los.

O primeiro deles provém da instituição Bolsa-Família. Ela cria nas pessoas a falsa noção de que basta terem nascido pobres para que se tornem credoras do Estado. Cabe a este garantir-lhes uma renda mínima até o fim de sua vida.

Um dos efeitos não previstos pelos idealizadores do programa é que a quantia mensal recebida por família - mais de R$ 100, em média - é baixa unicamente pelos padrões do Sudeste. Nos rincões nacionais ela é suficiente para garantir o sustento de uma família sem que nenhum de seus membros trabalhe.

Ora, criar uma nação de pensionistas é algo que nenhum partido jamais ousou inscrever entre os seus objetivos. Pois o Bolsa-Família criou essa expectativa. Todo mundo doravante se acha no direito de viver à custa do Estado. E isso solapa de vez os alicerces da ética do trabalho.

Outro mau exemplo é o que nos é dado pela nossa política exterior. O governo brasileiro apoia irrestritamente todas as nações que insistem em transgredir as regras da boa convivência internacional.

Cuba e Venezuela rosnam para os Estados Unidos? Pois lá está o Brasil para prestar-lhes solidariedade. As eleições no Irã parecem ter sido fraudadas? Pois lá estamos nós de novo, para emprestar legitimidade ao processo. A Coreia do Norte afronta o mundo fazendo testes nucleares? Pois ela pode contar conosco para evitar, nos foros internacionais, que maiores sanções sejam adotadas.

Não é adotando posições como essas que o Brasil se fará valer. Somos uma nação emergente, sim. Estamos lutando para obter espaço? Sem dúvida. Mas para tanto não é necessário procurar chamar a atenção em razão de posicionamentos discutíveis, em favor de nações delinquentes.

Uma política externa consequente, lastreada na constância, na previsibilidade e na responsabilidade, faria mais pela imagem do Brasil do que todas as bravatas que têm pautado os nossos posicionamentos.

O terceiro mau exemplo que a era Lula nos está legando diz respeito à própria imagem do presidente em si.

Todos nós passamos a vida tentando incutir em nossos filhos a ideia de que sem estudos não se vai longe. Procuramos passar-lhes a noção de que somente por meio do zelo, da aplicação e do esforço é que se pode sonhar alcançar alguma coisa na vida. E tudo isso para quê?

Ninguém menos do que o nosso presidente se arvora em ser o exemplo contrário de tudo isso. Ele se vangloria de não ter estudado.

E procura passar a imagem de que, para vencer na vida, a diligência, o preparo e o esmero são valores inferiores à malandragem, à persuasão e à manha.

Então, é assim? Quem conquista um lugar ao sol são os mais espertos, e não os mais capazes?

Esses são os exemplos que Lula nos dá.

Será que posso recomendá-lo aos meus filhos?


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:31 AM
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Mais um que se lixa para opinião pública

Gerson Camarotti e Adriana Vasconcelos

 

Duque também diz se lixar para a opinião pública

O CONGRESSO MOSTRA SUAS ENTRANHAS: Presidente do Conselho de Ética, que julgará Sarney, disse não temer a sociedade


PMDB faz ameaças a governistas e oposição para manter situação sob controle no Conselho de Ética

BRASÍLIA. Após admitir que não existe independência total na política, o novo presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse ontem que não costuma dar muita importância à opinião pública porque ela "é muito volúvel". A expectativa entre os aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é que Duque fará o que for preciso para livrá-lo das quatro denúncias e uma representação já protocoladas contra ele no Conselho. Mas não sem causar constrangimento.

Duque, de 81 anos, deixou claro ontem que não se deixará levar pela pressão popular ou da imprensa:

- Não estou preocupado com isso. A opinião pública é muito volúvel. Ela flutua. E quem tem muita influência sobre ela são vocês, jornalistas.

Duque disse ainda não temer cobranças da população, caso o Conselho arquive as denúncias contra Sarney:

- Não temo ser cobrado por nada. Quem faz a opinião pública são os jornais, tanto que eles estão acabando.

No Senado, clima é de ameaças e intimidações

Admitindo que não leu as denúncias, Duque minimizou a representação feita pelo PSOL que solicita a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Sarney por ele ter sido um dos beneficiários dos 663 atos secretos que mandou anular na última segunda-feira:

- O PSOL não existe.

Além da decisão do comando do PMDB de barrar as tentativas de abertura de processo contra Sarney no Conselho, a operação para blindar o senador retomou o clima de ameaça e intimidação. Desta vez, não apenas entre governo e oposição, mas entre os próprios aliados. O recado do PMDB, repassado nos bastidores antes da debandada geral de senadores para o recesso parlamentar que começa amanhã, é claro: ou todo mundo se acalma no recesso, ou todo mundo vai parar no Conselho de Ética.

O grupo de Sarney já teria munição suficiente para representar contra vários senadores no Conselho, inclusive do PT. Vários partidos foram alertados que se houver reação à decisão de Duque de arquivar os pedidos de investigações, haverá uma avalanche de processos no colegiado.
A mensagem foi passada na quarta-feira, quando peemedebistas aproveitaram o tumulto sobre as declarações de Lula de que os senadores "são bons pizzaiolos". Como revelou ontem a coluna Panorama Político, do GLOBO, foram do PMDB 11 dos 30 votos contra a recondução do engenheiro Bruno Pagnoccheschi para uma diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA). O nome era defendido pela bancada do PT e, especialmente, pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC).



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:27 AM
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É puro deboche

Clóvis Rossi

quatro ou cinco anos, escrevi que o Brasil havia se transformado em uma república bananeira, vistas as manobras sórdidas em favor do mandato mais longo.
Hoje, sou obrigado a pedir desculpas às repúblicas bananeiras. O Brasil é pior. Ou pelo menos sua política é pior. Virou deboche. Só pode ser deboche a eleição de Paulo Duque para presidir o Conselho de Ética do Senado, a julgar pela entrevista que deu à Folha. Espremendo bem as declarações, seu conceito de ética é mais ou menos assim: roubar pouco é ético.
Só se roubar muito pode, assim mesmo eventualmente, ser investigado pelo Conselho de Duque. Aliás, o conceito de muito ou pouco também é relativo, já que o ínclito senador orgulha-se de ter nomeado 5.000 pessoas para cargos públicos e ainda acrescenta que todas estão felizes. Pudera.
Trata-se, claramente, de um caso único no mundo de caçador de talentos republicanos, um disseminador de felicidade às custas do seu, do meu, do nosso dinheirinho.
Na véspera, aquela foto do abraço Lula/Collor já era um deboche. Deu nojo, mas nem escrevi a respeito primeiro porque nojo é mau conselheiro, segundo porque sabia que o leitor dispensaria intermediários para julgar a debochada cena. Estava certíssimo, como dá prova o "Painel do Leitor" de ontem, em que Silvério Oliveira diz tudo: "Eles se merecem".
Como se o deboche fosse pouco, ainda ficamos sabendo que o presidente não sabe o que diz. Não, não é alguma iniciativa golpista da oposição. Trata-se de avaliação de um dos sumo-sacerdotes do culto à personalidade de Lula, o senador Aloizio Mercadante, para quem o que o presidente disse (sobre os senadores) "não expressa o que ele efetivamente pensa". Ou seja, não sabe se expressar.

DIÁLOGOS INDICAM TRÁFICO DE INFLUÊNCIA DE FILHO DE SARNEY

LEONARDO SOUZA e Hudson Corrêa

Em conversas captadas pela PF, Fernando Sarney discute nomeações na estatal

Alvo de cinco inquéritos abertos pela Polícia Federal, empresário foi indiciado anteontem sob acusação de ter cometido quatro crimes

Diálogos captados pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica revelam que o empresário Fernando Sarney tentava interferir em indicações e negócios realizados pela Eletrobrás, empresa estatal do setor elétrico, área controlada por seu pai, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Fernando foi indiciado anteontem sob acusação de ter cometido quatro crimes: formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Apontado como o "líder da quadrilha", o filho de Sarney é alvo de cinco inquéritos abertos pela PF -a principal linha de investigação apura a prática de tráfico de influência supostamente exercida por Fernando para beneficiar empresas privadas em contratos com o governo. Ele ainda pode ser indiciado por mais crimes.
Em uma das conversas gravadas pela PF com autorização judicial, Fernando trata da indicação de uma pessoa para um cargo na diretoria financeira da Eletrobrás. Seu interlocutor, identificado pela PF apenas como Jorge ou Vitinho, diz que precisa do aval de Fernando.
Jorge cita ainda o nome do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, que também teria defendido o nome da mesma pessoa para a função na Eletrobrás.
Procurado pela Folha, o advogado disse que usaram seu nome indevidamente e que nunca pediu cargo para ninguém em nenhuma estatal ou órgão do governo. "Isso é um absurdo completo. Nunca estive nem conheço ninguém na Eletrobrás", afirmou Teixeira.
No dia 17 de abril do ano passado, a polícia gravou o seguinte diálogo:
Jorge: "Vai ter uma diretoria que tá pra entrar lá na Eletrobrás e nós precisamos de um apoio, eu posso passar um e-mail para você?"
Fernando Sarney: "Claro [...]. Manda para mim um e-mail".
Uma semana depois, o empresário João Dória Júnior troca telefonemas com Fernando. O empresário pergunta a Fernando se ele já tinha o nome para que fosse indicado para o ministro e o presidente da Eletrobrás. Apesar de não ter citado nominalmente, o empresário se referia a Edison Lobão, indicado para comandar a pasta de Minas e Energia por José Sarney, de quem é aliado.
Dória foi presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo no governo Sarney, entre 1986 e 1988.
"Eu já passei para eles aquelas indicações e datas. Fiquei aguardando uma posição, que ainda não veio. Eu tô em Brasília, vou estar com eles hoje. Amanhã te digo alguma coisa", respondeu Fernando.
Ainda em abril de 2008, Fernando fala também sobre a Funasa. Ele conversa com uma pessoa identificada pela PF como Talvane. Fernando diz que havia ligado para ele no dia anterior, porque "o menino da Funasa" estava com ele.
"[Ele estava] me dizendo que tá tudo teu pronto, que fez o que tu tinha pedido e que tá na tua mão, mas que tu tem que correr porque os prazos estão se acabando. Ele me explicou lá na hora um negócio de uma caução. Não sei o que é direito, mas é bom você mandar alguém lá para ver isso, para gente não perder", afirmou.
Diz o inquérito da PF: "Desponta aí a prática de diversos crimes danosos aos cofres públicos, como advocacia administrativa, tráfico de influência, fraude a licitação, falsidade ideológica, falsidade documental, bem como os já aventados crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e, possivelmente, [...] crimes contra a ordem tributária".



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:23 AM
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“Alguém chamou?”



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:13 AM
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Correio Braziliense

Pizzaiolos indignados

Mirella D’Elia

pizzaiolo

Categoria critica a frase do presidente Lula em relação ao trabalho dos senadores em CPIs
Cadu Gomes/CB/D.A Press


    Se os senadores fizerem o trabalho deles com a dedicação que faço, o resultado vai ser muito bom
    Francisco André dos Santos, 27 anos, pizzaiolo

José Cruz/ABr
Estudantes aproveitaram a deixa para fazer “ato secreto” no Congresso
 


Não desceram goela abaixo dos pizzaiolos de Brasília as palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou a categoria à dos senadores. Acostumados a trabalhar atrás do balcão para produzir saborosas iguarias, eles não digeriram bem o fato de terem sido mencionados pelo chefe da nação não por suas qualificações gastronômicas, mas pelo sentido pejorativo da expressão (1)— que se cristalizou no Congresso Nacional como sinônimo de impunidade. Na última quarta-feira, ao ser perguntado se a CPI da Petrobras acabaria em pizza, Lula respondeu: “Eles (os senadores) são bons pizzaiolos”. O Correio percorreu pizzarias da cidade e ouviu uma dura reação às palavras do presidente.

Acostumado a cozinhar para políticos, empresários e magistrados, Antonio Bento Batista Neto, 38 anos, subiu o tom. “Faz tanto tempo que o Lula é político que ele esqueceu a realidade do assalariado”, alfinetou chef Bento, funcionário da Baco Napoletano, na Asa Sul, com quase 20 anos de experiência.

Para Francisco André dos Santos, que trabalha na Dona Lenha do Sudoeste, Lula foi irônico. Aos 27 anos, oito deles no ramo, ele saiu em defesa da classe. “Pizza é coisa séria. Se colocar mais sal na massa, não presta”, disse. E fez um desafio: “Se os senadores fizerem o trabalho deles com a dedicação que faço, o resultado vai ser muito bom”.

A insatisfação não se resumiu à capital. Pizzaiolos de todo o país ligaram para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) registrando a indignação. A confederação divulgou nota de repúdio. “Ainda que se creia que tal declaração se deu de forma impensada, não pode, quem quer que seja, lançar para o centro de um debate, nenhuma qualificação que diga respeito ao ofício de um trabalhador, especialmente se houver o risco de se conceder o efeito depreciativo generalizado”, citou a Contratuh. “O que está acontecendo no Senado é um problema interno. Eles que resolvam”, reclamou Moacyr Tesch, presidente da entidade.

Alheios ao desagrado dos profissionais, estudantes aproveitaram a deixa de Lula para levar pizzas ao Congresso e protestar contra o presidente do Senado. Cada um deles vestia camiseta com uma letra pintada. Juntas, formavam “Fora Sarney”. Os manifestantes batizaram a performance de “ato secreto”.

Twitter

Adeptos do microblog Twitter, parlamentares usaram a tecnologia para se referir ao tema. “Não concordo com as declarações de Lula sobre os pizzaiolos. O senado tem é ‘grands chefs’”, declarou o senador Delcídio Amaral (PT-MS). “O destempero verbal do presidente é um caso típico de TPCPI: tensão pré-CPI”, postou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou voto de censura. O requerimento, assinado por 11 parlamentares, ainda passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o plenário – o que não vai acontecer tão cedo por causa do recesso. O próprio autor admitiu que não haverá efeito prático. Mas não recuou. “O impacto é moral e histórico. Daqui a 50 anos os historiadores vão saber que o presidente fez essa besteira e que os senadores reagiram”, disse.


1 - PALESTRA ITÁLIA
Não faltam explicações na internet para a expressão “acabar em pizza”. Há quem diga que a origem foi no esporte. Na década de 1950, dirigentes do Palestra Itália, hoje Palmeiras, teriam se desentendido e, horas depois, feito as pazes com rodadas de pizza. Nos corredores do Congresso, o termo ficou conhecido a partir da década de 1990, com a profusão de CPIs – muitas sem resultados práticos.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:02 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Material inflamável

 

O indiciamento pela Polícia Federal de Fernando Sarney trouxe um novo fio para quem tenta ligar as denúncias que atingem o presidente do Senado com a CPI da Petrobras. Uma das empresas citadas no relatório da PF, a EIT (Empresa Industrial Técnica), suspeita de ter efetuado pagamentos ao grupo de Fernando, firmou contrato com a Petrobras de quase R$ 600 milhões, em parceria com a Engevix, para tocar obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

A CPI já tem requerimentos prontos para ser votados sobre a refinaria nordestina, por sua vez citada no relatório da Operação Castelo de Areia da PF por superfaturamento de R$ 59 milhões.

doou R$ 100 mil para a campanha de Roseana Sarney (PMDB-MA), irmã do empresário, ao governo em 2006.

Escrete. O time dos beneficiados com doações da CBF, de mesmo valor, inclui Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gilvam Borges (PMDB-AP), dois fiéis sarneyzistas, em 2002.

Preventivo. O líder do DEM, José Agripino (RN), recolheu assinaturas dos cinco membros da oposição no Conselho de Ética para recorrer caso o presidente do órgão, Paulo Duque (PMDB-RJ), resolva arquivar com uma canetada alguma das representações contra Sarney.

No roteiro. Antes mesmo de Lula ter chamado os senadores de "pizzaiolos", na quarta-feira, a oposição já havia decidido votar contra a recondução do diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), Bruno Pagnoccheschi. Só para marcar posição.

Inflação. A comissão que analisa os contratos do Senado fez a conta: um policial legislativo dos quadros da Casa custa o mesmo que 26 vigilantes terceirizados.

Recibo. O PSDB preparou uma resposta ao discurso de Lula, que disse em Alagoas que, antes de seu governo, não era habitual presidentes percorrerem o país para "sentir o drama do povo": FHC foi seis vezes ao Estado em oito anos.

Pós-férias. A comissão que investigou o esquema de venda de passagens da cota aérea dos deputados concluiu o trabalho, mas o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), só divulgará o resultado depois do recesso.

Inferno astral. Demitida da Receita Federal, Lina Vieira tenta desde quarta-feira voltar para o Rio Grande do Norte, sem sucesso. Por conta da Marcha dos Prefeitos, todos os voos estão lotados.

Chapa quente. Pouco antes de ser exonerada, Lina se queixou a amigos de que estava sendo boicotada por subordinados. Ela levou a reclamação a Guido Mantega (Fazenda), dizendo que o ambiente estava "muito ruim".

Lupa. O TCU fará auditoria nos gastos com cartão corporativo da Secretaria de Administração da Casa Civil no primeiro trimestre de 2009. Atenção especial será dada às viagens presidenciais, apontadas pela CGU como motivo do aumento de despesas de 169% em relação a 2008.

Vitrine. Ex-tesoureiro do PSDB e cotado para comandar o caixa da campanha presidencial em 2010, o ex-deputado Márcio Fortes assumiu o comando da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano de São Paulo), vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento.

Investigação. O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que pilota comissão na Câmara para investigar atuação de grupos neonazistas, recebeu informações de que o grupo flagrado na torcida do Grêmio se infiltrou em duas torcidas uniformizadas paulistas.

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"A demissão atentou contra toda uma carreira vitoriosa. É um autêntico renascimento das chamadas forças ocultas."

Do senador GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN), sobre a demissão da secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira.

Contraponto

Os últimos moicanos O grupo de deputados que viajou a Paris nesta semana a convite do governo francês se reuniu na terça-feira num restaurante. O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), partiu para a provocação com a oposição:
-Depois do discurso do Serra em Washington, já podemos nos aliar! As críticas dele ao BC são iguais às do PT!
-Se quiserem, eu posso ser o pacificador -, ajudou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
Diante do constrangimento do tucano José Aníbal (SP), coube a Ronaldo Caiado (DEM-GO) protestar:
-Jungmann -disse, buscando apoio do deputado do PPS -Só sobramos nós na oposição. Vamos resistir!

Eliane Cantanhede

A "enrolation" colou

Quinta-feira, 16h, plenário vazio no Senado. Mão Santa (PMDB) preside a "sessão", Cristóvam Buarque (PDT) pede voto de censura contra Lula por causa do "pizzaiolos", Álvaro Dias (PSDB) fala algo sobre a CPI da Petrobras. Em 15 minutos, encerram-se os trabalhos. Na prática, o recesso começou.
Um semestre fecha e outro vai abrir com o governo colecionando três derrotas técnicas: a própria CPI, a instalação do Conselho de Ética e a fragilidade constrangedora do aliado Sarney, debaixo de saraivadas de acusações em Brasília e no Maranhão. Mas, dentro de um quadro ruim, o governo saiu-se melhor do que a encomenda.
A maior vitória foi ter empurrado a instalação da CPI com a barriga por 60 dias, operação que um governista chama de "enrolation" (enrolação, na língua do sarcasmo). Deu tempo para a Petrobras se armar para a guerra e os líderes treinarem e municiarem a tropa de choque governista.
A intenção é forçar uma batalha na base da chantagem: tudo que tucanos e democratas apresentarem contra a Petrobras terá, imediatamente, um contraponto com o que era antes, na era FHC.
A CPI, assim, é considerada "sob controle" pelo governo, mas isso não significa tranquilidade. Petróleo é altamente inflamável, a Petrobras mexe com empresas e contratos bilionários, há um mundo desconhecido nas suas entranhas e 54 senadores são candidatos à reeleição, doidos por holofotes.
Como comparação, a CPI dos cartões corporativos remexia mesquinharias que caíam no terceiro escalão e murchavam. A CPI da Petrobras é como um balão: tudo que aparecer ali sobe na hierarquia, e ninguém sabe onde pode parar.
Portanto, não dá para o governo baixar a guarda. A oposição é desarticulada e pouco aplicada, mas, se houver bombas-relógio, elas tendem a explodir. No duro, quem faz as CPIs é a imprensa. Hoje o foco está em Sarney. Mas até quando?

Ao lado de Aécio, Ciro ataca Serra e o PSDB de São Paulo

BRENO COSTA

xingu

Deputado diz que governador de SP trata adversários como inimigos a serem destruídos


Encontro de Ciro e Aécio contrariou o comando do PSDB; Serra questionou o governador de Minas por não defendê-lo de ataque

Ao lado do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) atacou ontem o PSDB paulista e o governador de São Paulo, José Serra, que disputa com o mineiro a candidatura tucana à Presidência.
A atitude de Aécio contrariou o comando do PSDB. Num telefonema, Serra questionou Aécio por não o ter defendido.
Apesar de não ser do PT e de ter domicílio eleitoral no Ceará, Ciro é o nome preferido do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo. Ele, contudo, repete que é candidato à Presidência.
Após reunião a portas fechadas com Aécio, Ciro disse, em Belo Horizonte, que "os métodos do Serra são conhecidos". "Ele não enfrenta adversários com as linguagens naturais do antagonismo político-eleitoral. Trata os adversários como inimigos a serem destruídos."
Ciro alfinetou Serra até por conta da derrota do Cruzeiro na final da Taça Libertadores. Serra, convidado por Aécio, assistiu ao jogo no Mineirão. Questionado por jornalistas se Serra foi "pé-frio", Aécio desconversou, mas Ciro aproveitou: "Eu avisei".
A "corrupção" na base do governo Lula também foi creditada aos tucanos paulistas.
Segundo Ciro, pressionada pelo PSDB-SP, a oposição a Lula obrigou "o governo a confraternizar com os mesmos setores que estavam provocando essa âncora que não deixa o Brasil acelerar o seu passo".
Na terça-feira, o presidente Lula agradeceu a Fernando Collor (PTB-AL) e a Renan Calheiros (PMDB-AL) pela "sustentação" aos "trabalhos do governo no Senado".
Aécio não comentou as críticas de Ciro, que chegou a vincular sua eventual candidatura a presidente à situação do mineiro. "O governador Aécio, sendo candidato a presidente da República, descomprime gravemente a necessidade estratégica de eu apresentar uma candidatura", disse Ciro.
O encontro dos dois foi alvo de críticas no comando do PSDB. Tucanos se queixaram do fato de Aécio receber Ciro, desafeto declarado de Serra.
Apostando na "conduta impecável de Serra e Aécio" na disputa interna, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido "não precisa dos conselhos de Ciro". "No Brasil, há um político que se notabilizou pela linguagem inadequada e pronunciamentos inoportunos: Ciro Gomes".
Segundo o vice-governador, Alberto Goldman, Ciro pertence "às forças da situação" e "deveria cuidar da sua própria casa". "Somos as forças da oposição. Saberemos como escolher nosso candidato. Ele que trate do terreiro dele."



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:58 AM
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PF indicia nora de Sarney

Rodrigo Rangel, SÃO LUÍS; Vannildo Mendes

Acusada de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e por operar instituição financeira sem autorização, a empresária Teresa Murad, nora do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi indiciada ontem pela Polícia Federal no inquérito da Operação Boi Barrica. Mulher do empresário Fernando Sarney, filho do senador e responsável pelos negócios da família no Maranhão, Teresa figura ao lado do marido e da filha, Ana Clara, como sócia das empresas do grupo, investigadas por suspeita de transações financeiras ilegais no Estado.link

No dia anterior, Fernando já havia sido indiciado pelos mesmos crimes e mais formação de quadrilha e direção de instituição financeira irregular. O depoimento da empresária, na Superintendência da Polícia Federal do Maranhão, em São Luís, durou mais de duas horas e seu teor não foi divulgado, mas Teresa teria entrado em contradição em vários momentos, levando o delegado Márcio Anselmo a fazer o indiciamento.

Além de Teresa, foi indiciada ontem Luiza de Jesus Campos, gerente da instituição financeira São Luís Factoring e Fomento Mercantil, empresa da família Sarney suspeita de ser pivô das irregularidades. O Estado tentou ouvir Tereza Murad, depois de seu depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal em São Luís, mas ela não quis se manifestar.

SAQUE

A PF informou que hoje serão ouvidas mais quatro pessoas, de um total de 13 suspeitos de envolvimento no esquema. Outros indiciamentos poderão ocorrer. A investigação foi desencadeada a partir de um saque de R$ 2 milhões em espécie que Fernando realizou em 2006.

Interceptações telefônicas com autorização judicial e documentos apreendidos pela polícia mostram que o dinheiro seria para financiamento da campanha de Roseana Sarney, irmã de Fernando, ao governo estadual. Os dois negam as acusações. Roseana perdeu a eleição, mas assumiu o cargo há cinco meses com a cassação do mandato do então governador Jackson Lago (PDT), pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

Por enquanto, segundo a PF, a governadora ainda não figura no rol de investigados, que já somam 13 pessoas. Além de Fernando, a Polícia Federal indiciou até agora outras três pessoas acusadas de ligação com as empresas e as irregularidades. São elas Walfredo Dantas (falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro), Marcelo Aragão (falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro) e Thucidides Frota (falsidade ideológica e formação de quadrilha).

ESQUEMA

A PF abriu cinco inquéritos para investigar as irregularidades atribuídas à família Sarney no Maranhão, tendo Fernando como cabeça do suposto esquema. Os mais avançados são os que envolvem os negócios das empresas dirigidas por Fernando e a mulher. Uma delas, a São Luís Factoring e Fomento Mercantil, está na origem da operação. O filho de Sarney é apontado nas investigações como chefe de um esquema montado para desviar dinheiro e manipular licitações, por meio do tráfico de influência.

As investigações começaram em fevereiro de 2007 a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda (Coaf), que apontou no software das "movimentações atípicas" o saque de R$ 2 milhões feito por Fernando. No mesmo período, o Coaf também alertou para transações envolvendo uma factoring do grupo cujo endereço é o mesmo do organização Mirante - que integra o complexo de comunicação do clã Sarney.

A Operação Boi Barrica resultou em cinco diferentes inquéritos, que apuram crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência, além de corrupção em setores do governo federal comandados por apadrinhados de Sarney.

UNE, com verba oficial, festeja Lula

Lisandra Paraguassú e Tânia Monteiro, BRASÍLIA

Evento anual da entidade recebeu apoio de sete ministérios, da Caixa, dos Correios e da Petrobrás

Aos gritos de "Dilma presidente" e "Lula, guerreiro do povo brasileiro", os cerca de 3 mil estudantes que se reuniram ontem na abertura do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) mostraram uma adesão inquestionável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com algumas poucas reivindicações e vários elogios, deixaram claro de que lado estão. Algum desavisado poderia pensar tratar-se de uma convenção petista.

Ovacionado ao se levantar para fazer seu discurso, o presidente chegou a pedir que parassem. "Vocês vieram aqui para trabalhar ou para gritar?", brincou o presidente.

As vozes dissonantes foram poucas. De um lado, um grupo minoritário contrapunha ao nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a presidência em 2010 o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) - que integra a base aliada do governo. Mas mesmo esse grupo de estudantes se entusiasmou e começou a tirar fotos de Lula assim que o presidente entrou no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, ontem, em Brasília.

"O presidente Lula é o primeiro a participar de um congresso da UNE em 71 anos de história", destacou a presidente da entidade, Lucia Stumpf, ligada ao PC do B. Não há registros, no entanto, de outro presidente que tenha sido convidado para a cerimônia. Lula e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, foram convidados a pôr a mão no gesso em um molde que ficará exposto na nova sede da UNE, no Rio. Como Lula e Dulci demoraram muito, o gesso endureceu e os dois tiveram dificuldades para tirar a mão da massa.

APOIO

Dominada há décadas pelo PC do B, que elegeu a maioria dos presidentes desde a reconstrução da entidade, em 1979, e pelo PT, que tem o segundo maior grupo, a UNE virou base do governo desde a primeira eleição de Lula, em 2002. Nunca antes a entidade teve uma relação tão próxima com o governo federal.

Essa proximidade se traduz em recursos. Desde 2004, a UNE já recebeu R$ 10 milhões da União. Desses recursos, R$ 7 milhões foram repassados somente nos últimos 14 meses. O 51º Congresso da entidade, que começou ontem em Brasília, foi organizado com o apoio de sete ministérios, além de instituições como a Caixa Econômica Federal, Correios, o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) e a Petrobrás. Um projeto de lei que tramita no Congresso ainda vai liberar recursos federais para financiar a reconstrução da sede da entidade no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, que durou pouco mais de meia hora, o presidente Lula elogiou a independência da UNE. "A Lucia (Stumpf) fez seu discurso como se eu não estivesse aqui. E fez mais forte porque eu estava aqui. Numa relação democrática,civilizada, ninguém pode ser dependente de ninguém", afirmou o presidente.

"Eu sou amigo de vocês e vocês meus amigos. Vocês são uma entidade com autonomia e no momento em que vocês não concordarem comigo é para dizer na minha cara ?não concordo, sou contra? e vão para rua fazer passeata. Não tem nenhum problema", completou.

Com os estudantes concentrados em pedir mais investimentos na área da educação, defender o petróleo encontrado na camada pré-sal e exigir a abertura de um número maior de vagas no programa Universidade para Todos (ProUni), não se ouviu durante as cerca de duas horas em que Lula e seus 11 ministros estiveram no centro de convenções gritos de "Fora Sarney". A manifestação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que tem contado com o apoio do presidente para se manter no cargo, só ocorreu mais tarde, em frente ao Congresso.

A presidente da UNE aproveitou para dizer que a entidade não compartilha alguns pontos de vista do presidente Lula, que além de liderar a movimentação em defesa de Sarney até abraçou no início desta semana o hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), removido da Presidência da República com a ajuda de estudantes que ficaram conhecidos como os "caras-pintadas".

"Nós não nos somamos a ele (Lula) na defesa de Fernando Collor nem de Sarney. Nós repudiamos o que Collor representa na história do Brasil", afirmou Lucia. "Por isso vamos convocar um grande debate para exigir uma reforma política que dê acesso ao jovem ao Congresso Nacional. Os jovens que estão lá hoje são os filhos, os netos, os juniores (das oligarquias políticas)", completou


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:53 AM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Grampo expõe ações do filho de Sarney no governo

 

  João Sal/Folha
As escutas telefônicas captadas pela PF na Operação Boi Barrica começam a soar nas páginas dos jornais.

 

 

Deve-se aos repórteres Leonardo Souza e Hudson Corrêa a reprodução de uma parte reveladora do som dos grampos.

 

A dupla reproduz nas páginas da Folha diálogos que deixam mal Fernando Sarney.

 

O filho do presidente do Senado soa nos telefonemas tentando interferir em nomeações.

 

Entoa também demandas privadas acomodadas nas cercanias de repartições públicas.

 

Num trecho, os grampos policiais estabelecem um vínculo entre Fernando e uma estatal submetida à influência política do pai.

 

Nessa conversa, Fernando trata da indicação de uma pessoa para cargo na diretoria financeira da Eletrobrás.

 

A estatal pende do organograma da pasta de Minas e Energia, um nicho da Esplanada que Lula reservou para Sarney.

 

Fernando conversa com uma pessoa identificada pela PF ora pelo prenome –Jorge—ora pelo apelido –Vitinho.

 

O interlocutor pede ao filho de Sarney aval para a nomeação. A alturas tantas, menciona o nome do advogado Roberto Teixeira.

 

Teixeira é compadre de Lula. Estaria apadrinhando o mesmo nome para a diretoria da Eletrobras.

 

Ouvido pelos repórteres, Teixeira deu um salto: "Isso é um absurdo completo. Nunca estive nem conheço ninguém na Eletrobras".

 

O diálogo é do dia 17 de abril de 2008. Segundo a reprodução da PF, o miolo da conversa transcorreu assim:

 

- Jorge: "Vai ter uma diretoria que tá pra entrar lá na Eletrobrás e nós precisamos de um apoio, eu posso passar um e-mail para você?"
- Fernando Sarney: "Claro [...]. Manda para mim um e-mail".


Dali a uma semana, o empresário João Dória Jr. troca telefonemas com Fernando Sarney.

 

Lero vai, lero vem Dória Jr. pergunta a Fernando se ele já tinha o nome que seria levado ao ministro e ao presidente da Eletrobrás. E Fernando:

 

"Eu já passei para eles aquelas indicações e datas. Fiquei aguardando uma posição, que ainda não veio. Eu tô em Brasília, vou estar com eles hoje. Amanhã te digo alguma coisa".

 

Dória Jr., ex-presidente da Embratur no governo Sarney, não mencionou o nome do ministro a que se referia.

 

Mas, à época em que os grampos foram feitos, já respondia pelo ministério de Minas e Energia Edison Lobão, um apadrinhado de José Sarney.

 

No mesmo abril de 2008, a PF captou uma conversa de Fernando Sarney com personagem identificado como Talvane.

 

Dessa vez, o assunto é a Funasa, uma fundação do Ministério da Saúde, gerido por José Gomes Temporão, do PMDB.

 

Fernando diz a Talvane que "o menino da Funasa" estava com ele. Desce aos detalhes:

 

"[O menino da Funasa está] me dizendo que tá tudo teu pronto, que fez o que tu tinha pedido e que tá na tua mão...”

 

Recomenda pressa ao interlocutor: “...Mas que tu tem que correr porque os prazos estão se acabando...”

 

“...Ele me explicou lá na hora um negócio de uma caução. Não sei o que é direito, mas é bom você mandar alguém lá para ver isso, para gente não perder".

 

Em relatório levado às folhas do inquérito, a PF concluiu: "Desponta aí a prática de diversos crimes danosos aos cofres públicos...”

 

Crimes “...como advocacia administrativa, tráfico de influência, fraude a licitação, falsidade ideológica, falsidade documental...”

 

“...Bem como os já aventados crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e, possivelmente, [...] crimes contra a ordem tributária".

 

Na última quarta-feira (15), Fernando Sarney foi convertido pela PF de investigado em “indiciado”.

 

Nesta quinta (16), a PF indiciou também a mulher de Fernando, Teresa Murad, nora de Sarney.

 

Devagarinho, a crise que engolfa a presidência de José Sarney vai migrando da seara política para o universo da polícia.

 

Por meio de uma nota, o advogado de Fernando, Eduardo Ferrão, disse que as acusações da PF são improcedentes.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:48 AM
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Cruzeirense, não chore! Dias melhores Verón!

Padaria Veron



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:18 PM
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Reinaldo Azevedo

Pizzaiolo espertalhão

Nos jornais de quarta-feira, vimos Schopenhauer Lula da Silva abraçado ao senador Fernando Collor (PTB-AL) num palanque em Alagoas. No discurso, ele atacou as relações de compadrio entre os políticos, censurou antecessores (para ele, na verdade, só existe um: FHC) e exaltou as virtudes de Collor e, claro, de Renan Calheiros (PMDB-AL), que nem estava presente, mas mereceu mesmo assim os mimos. Quem, em companhia tão ilustre e com aliados desse talante, ataca a “política do compadrio” está destinado a fazer história. Se Lula não existisse, já escrevi aqui, não deveria ser inventado. Se este senhor disputasse um campeonato do rebaixamento institucional do Brasil, bateria sempre o próprio recorde. Ontem, ele estabeleceu uma nova marca: atacou a CPI da Petrobras, dizendo ser coisa de “quem quer fazer Carnaval”, chamou os senadores de “espertos” — e, no contexto, queria dizer claramente “espertalhões” — e coroou a cadeia de grosserias acusando-os a todos de “bons pizzaiolos”.

O lead da reportagem da Folha, nesta quinta, traz, parece-me, um erro. Está lá: “Ao chamar os senadores da oposição de ‘bons pizzaiolos’…” Vi a entrevista na TV e a seqüência de perguntas e respostas. Errado! Schopenhauer Lula da Silva referia-se a TODOS OS SENADORES. No contexto, aliás, a pecha cabe mais aos da situação, aos seus aliados, do que aos adversários. Uma repórter perguntou-lhe se a CPI terminaria “em pizza temperada com pré-sal”. E ele respondeu: “Todos eles [os senadores] são bons pizzaiolos”.

Sendo assim, quem é o chefão da pizzaria? Ora, é aquele que escolheu o senador João Pedro (PT-AM) — já falo sobre ele — para presidir a comissão e Romero Jucá (PMDB-RR) para a relatoria. E, todos sabem, Lula comandou esse processo pessoalmente. O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), ainda soltou uma nota classificando a frase de “infeliz”. A líder do governo, Ideli Salvatti (PT-SC), nos brindou com o silêncio daqueles seus “esses” e “erres” muito peculiares. Mas João Pedro, o presidente da CPI, preferiu a galhofa: “Eu nem sei fazer pizza…” Demonstra, assim, que, do ponto de vista de Lula, é o pizzaiolo certo no lugar certo. João Pedro está naquela categoria de homens que nunca ficam corados.

Schopenhauer ontem estava impossível. Deve ter sido um daqueles dias em que exagera na água. Irritado com a CPI, observou que a Petrobras “é uma das maiores empresas do país”, o que, então, nos faz supor que empresas, a partir de determinado patamar de faturamento, tornam-se imunes a investigações.

Desrespeito antigo
Não é de hoje que Lula despreza o Congresso. Quem não se lembra de sua frase sobre os 300 picaretas? Como ele cooptou, de fato, uma esmagadora maioria no Parlamento, deve dizer para si mesmo: “Eu estava certo! Tanto é assim, que os picaretas, agora, estão todos comigo”. Lula elegeu-se deputado uma única vez e teve um desempenho abaixo do medíocre. Não dava a menor pelota para a atividade. Estava acostumado ao cesarismo sindical. Voltou a ficar à vontade num cargo público na Presidência da República, quando pode, de novo, brincar de César.

Leiam esta fala: “O Senado só tem gente experiente. Você acha que tem algum bobo no Senado? O bobo é quem não foi eleito. Os espertos estão todos eleitos. Eu aprendi com o Ulysses Guimarães: uma vez falei pra ele que tinha muita gente que não sabe de nada. E ele me disse: ‘Os que não sabem de nada são suplentes. Ninguém é eleito à toa’”  Pois é… Se merece a designação de “esperto” — neste viés obviamente negativo — quem se elege senador, o que se pode dizer de quem se elege presidente? Ignorância, sabemos, não é óbice. A “esperteza” compensa.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:52 AM
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Blog do Vinicius

Piora o vexame petista no Senado

 

"Há uma omissão aqui que é a responsável por essa crise de 81 senhores senadores, nenhum a mais, nenhum a menos! Não vamos querer ser mais certos, mais errados, mais éticos ou menos éticos. Vamos admitir nossa culpa e encontrar uma saída para esse impasse". Isto é Heráclito Fortes (DEM), primeiro secretário da Mesa do Senado, falando hoje no Senado.

Culpa coletiva? É a mesma tese de Aloizio Mercadante e Delcídio Amaral, senadores do PT: não se pode culpar apenas Sarney pelo rolo. Mercadante disse na tribuna do Senado que quer a "punição dos responsáveis", mas também "manter a governabilidade" (isto é, continuar a bajular carcomidos como Sarney e seu lua preta, Renan Calheiros).

Mais Mercadante, o amigo dos aloprados: "Disse publicamente e quero repetir da tribuna: não me parece uma boa atitude a que estamos assistindo, por exemplo, a atitude da bancada do DEM [de pedir afastamento de Sarney]. Estiveram na Primeira Secretaria durante todo o período em que estive nesta Casa. Como simplesmente se retirar neste momento e dizer que a responsabilidade da crise é exclusivamente do presidente? Isso não ajuda".

Para adicionar injúria ao insulto e ao vexame terminal, Mercadante disse ainda que Sarney tem "importância histórica" para "a vida democrática do país".

Bom, talvez seja o caso de apoiar tanto Heráclito, do DEM, como Mercadante e os demais tarefeiros de Lula: se são todos culpados, vamos botar todo mundo para fora.

Caindo na real, porém, o negócio é o seguinte:

1) Sarney soltou uma bomba de gás lacrimogêneo no petismo-lulismo com a sua ameaça de renúncia, ontem. Ameaça que era apenas chantagem. A bancada do PT começou a choramingar de medo e ainda levou uma carraspana de Lula, que não quer perder o PMDB. E o petismo senatorial botou o rabo entre as pernas;

2) O PFL-DEM tentou pular do barco de Sarney, entrando na onda dos que pedem sua saída. Mas ontem também botou o rabo entre as pernas, com a falação de Heráclito, que foi para a direção da Mesa na companhia de Sarney. Os pefelistas-demos estão tão enrolados como Sarney e cia. nas lambanças do Senado (e na Câmara também). Caindo Sarney, com a ajuda deles, vão ficar expostos ao contra-ataque da "Renânia";

3) Está difícil de arrumar um substituto para Sarney. A maioria dos senadores não aguenta uma semana de exposição ao jornalismo, tamanha a capivara, a folha corrida. Uns outros são de oposição ou desafetos de Lula.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:25 AM
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Blog do Sérgio Dávila

Sérgio Dávila

Da série um número vale mais que mil palavras

Vem cá: o déficit fiscal dos EUA acaba de ultrapassar o US$ 1 trilhão. As reservas internacionais da China acabam de ultrapassar os US$ 2 trilhões. A China já é o maior credor da dívida externa dos EUA desde o final de 2008. Alguém arrisca o prazo para o jogo de pôquer acabar e os chineses pagarem para ver?



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:17 AM
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Buemba! Sarney dá novo significado ao PMDB: Parentes com Mordomias Decretadas pelo Bigodudo!

Toda Mídia

Nelson de Sá

Censura

Buemba!

Sob o enunciado "A castidade de Ju", coluna do "Globo" de hoje registra, sobre a atriz da Globo:

Juliana Paes conseguiu na Justiça proibir José Simão, o supercoleguinha gaiato, de fazer certas piadas sobre ela. Simão, diz, fez "anedotas que ultrapassam o limite da ficção de Maya", seu papel em "Caminho das Índias", e "repercutem na honra da atriz e mulher". É que Simão tem brincado com o termo casta, da Índia, e, de farra, dito que "Juliana não é casta". O juiz João Paulo Capanema mandou Simão "se abster dos termos casta e castidade com o nome da atriz", sob pena de multa de R$ 10 mil por ocorrência.

Via Blue Bus.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:12 AM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:37 AM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:02 AM
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PMDB atropela até aliados por Sarney

A manobra dos aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se confirmou. O novo presidente do Conselho de Ética da Casa é o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), cuja missão é a de investigar as denúncias que envolvem os atos de Sarney e de seus aliados políticos em postos-chave da administração no Congresso. A indicação de Duque, foi bancada pelo líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Como nome único – não houve indicação para vice – o novo presidente recebeu 10 votos. Houve uma abstenção e quatro votaram em branco.

Para a oposição, a escolha teve apenas um significado: uma blindagem para proteger Sarney da investigação em torno de quatro denúncias por quebra de decoro parlamentar. Duque é considerado integrante da tropa de choque de Renan. Suplente do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tem perfil considerado intempestivo. Ontem, na instalação da CPI da Petrobras, o peemedebista deu demonstrações de que não se preocupa com o regimento. Ele provocou um mal estar ao desafiar o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e negar o direito dos parlamentares discutirem as indicações, como prevê o artigo 14 do regimento do Senado.

A oposição aproveitou a eleição do presidente do colegiado para ameaçar Duque de recorrer ao plenário, caso não aprove as medidas adotadas por ele.

– Estamos preparados burocraticamente e politicamente. Recorrer-se ao plenário do Conselho e, em seguida, ao plenário da Casa, quantas vezes for necessário – deu o tom o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Para garantir o cargo ao peemedebista, o líder do PMDB se movimentou e provocou um racha entre os governistas. O PT tentou lançar a candidatura de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para a presidência do conselho. Mas sua indicação foi rejeitada pelo PMDB. Valadares acabou renunciando à vaga no colegiado.

O líder do PR, João Ribeiro (TO), também pediu para sair do conselho. Renan negou que as baixas tenham sido motivadas pela pressão para que os integrantes do colegiado saiam em defesa do presidente do Senado. Os nomes dos substitutos ainda não foram apresentados. Para aliados mais próximos de Sarney, a indicação de Duque para o comando do colegiado garante maior controle das medidas do conselho sobre as denúncias contra o presidente do Senado. Os aliados de Sarney trabalharam para colocar um senador fiel no comando do colegiado porque, pelo regimento do conselho, o presidente tem a prerrogativa de rejeitar sumariamente as denúncias e representações contra senadores.

Sarney foi levado ao conselho por uma representação do PSOL e três denúncias do líder do PSDB, Arthur Virgílio. O presidente do Senado foi denunciado por quebra de decoro parlamentar pela edição dos atos secretos e também pela suspeita de ter usado o cargo para interferir a favor da fundação que leva seu nome. Se o processo for aberto pelo conselho – atendendo a algumas exigências, como fundamento do pedido de investigação, fato determinado e cinco testemunhas que validem o documento –, Sarney poderá ser afastado do comando da Casa.

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse ontem que a decisão do PMDB de indicar o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) para comandar o Conselho de Ética foi isolada e que o partido assume as consequências de ter tomado esta escolha.

"A responsabilidade pelo desdobramento quanto à presidência do Conselho de Ética, no que se refere à base, passa a ser inteiramente da bancada do PMDB", lavou as mãos o líder petista, lembrando que que o bloco de apoio ao governo, em sua maioria, apoiava a candidatura do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

O líder do PT encaminhou uma carta a Valadares afirmando que defendia sua candidatura para comandar o colegiado porque ele poderia, à frente do conselho, "contribuir com o equilíbrio necessário a uma tarefa tão difícil quanto a de presidir um conselho que julga outros senadores". Mercadante se disse surpreso com a mudança de posição de Renan. "Durante todo o processo, apoiei sua indicação e fiquei surpreso com a retirada de apoio por parte da bancada do PMDB e, posteriormente, por sua decisão de renunciar, sob o argumento de que não havia consenso na base", disse Mercadante na nota.

Antes da eleição do conselho, Renan minimizou a divisão.

– O PMDB não quer partidarizar o Conselho. Todos os nomes são bons. O Valadares era um nome bom – contemporizou.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:54 AM
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Grupo queria sangrar cofres públicos, diz relatório

Rodrigo Rangel

Destinada originalmente a rastrear saques suspeitos às vésperas das eleições de 2006, a Operação Boi Barrica acabou por esbarrar no que, segundo a própria Polícia Federal, seria a prova de que o grupo do empresário Fernando Sarney se transformou numa "organização criminosa" instalada na estrutura da administração federal.

A partir de escutas telefônicas e documentos obtidos na quebra do sigilo eletrônico dos investigados, a polícia afirma ter chegado a provas de que o grupo usava o poder do sobrenome Sarney para ter acesso, por exemplo, ao Ministério das Minas e Energia e às estatais do setor elétrico, feudos de José Sarney. Outro nicho de atuação do grupo é a Valec, estatal encarregada da construção da Ferrovia Norte-Sul, onde o senador mantém apadrinhados.

Os relatórios da PF falam na influência de Fernando Sarney junto à cúpula do Ministério das Minas e Energia, ocupado por Edison Lobão (PMDB), indicado de Sarney. Há conversas dos investigados com Lobão e com seu antecessor, Silas Rondeau, outro apadrinhado do senador. Rondeau figura entre os investigados, a exemplo do diretor de Engenharia da Valec, Ulisses Assad, colega de Fernando Sarney na Poli (Escola Politécnica) da USP. Outro integrante da turma que está entre os investigados é Astrogildo Quental, diretor da Eletrobrás.

A PF observa, num dos documentos enviados à Justiça, que a atuação do grupo "demonstra claramente" que se está "diante de uma grande estrutura criada para sangrar os cofres públicos". "A organização criminosa tem se utilizado de seu poder político, notadamente pela influência do alvo principal (Fernando Sarney) e seu livre transito por diversas esferas do governo", diz um dos documentos.

Segundo a investigação, empresas mantidas em nome de Gianfranco Perasso e Flávio Lima, também colegas de Fernando, se aproveitavam da posição de comando de Ulisses Assad na Valec para driblar a Lei de Licitações e ganhar contratos do projeto da Ferrovia Norte-Sul. Para a PF, os dois engenheiros atuam como testas de ferro de Fernando Sarney.
Aliados e familiares de Sarney são 10% dos favorecidos
Rosa Costa
Dos 663 atos secretos anulados, pelo menos 10% favoreceram familiares e aliados políticos do presidente da Casa, o senador José Sarney (PMDB-AP). Só para o Conselho Editorial do Senado, presidido pelo próprio Sarney, foram nomeadas 13 pessoas por atos secretos.

Alba Leide Nunes Lima - mulher do ex-senador e atual representante do governo do Maranhão em Brasília, Francisco Escórcio (DEM-MA) - foi uma das beneficiadas. Outro ato sigiloso foi usado em 2006 para dar o cargo de assessor da presidência a Escórcio. Apesar de estar subordinado ao então presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-senador sempre deixou claro que estava à disposição do clã Sarney.

O presidente do Senado também se valeu de atos secretos para tratar da carreira de dois assessores que o acompanham há mais de 20 anos. A secretária particular, Maria Vandira Peixoto Fernandes Rocha, e o braço direito do senador, Osvaldino Gonçalves de Brito. Embora esteja sempre por perto de Sarney e de sua filha, a ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), Vandira foi nomeada por um ato secreto datado de 30 de dezembro de 2003 para o cargo de assessor técnico da Secretaria Especial de Informática (Prodasen).

Osvaldino Brito teve o cargo comissionado transformado em efetivo e a sua nomeação para o gabinete de Sarney por dois atos secretos. O primeiro em setembro e o segundo em outubro de 2001. Outro assessor muito próximo de Sarney, Pedro Costa, foi igualmente nomeado para o gabinete do senador, também por ato secreto.

Sarney recorreu, ainda, a um ato secreto para nomear, em 2003, Emília Maria Silva Ribeiro. No ano passado, ele indicou Emília para o cargo de conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), onde ela está atualmente.

Todos os parentes do senador identificados até agora em cargos comissionados têm um "pé" em atos secretos. O neto João Fernando Michels Gonçalves Sarney, por exemplo, foi exonerado por um deles do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A sobrinha Vera Portella Macieira usufruiu de dois atos sigilosos, ambos com data de 25 de maio de 2003. Outra sobrinha, Maria do Carmo de Castro Macieira, foi nomeada por ato secreto, em junho de 2005, para o gabinete da senadora Roseana Sarney.

Foi ainda por um ato secreto que Sarney elevou o salário dos integrantes do Conselho Editorial do Senado para R$ 10 mil. Na lista de favorecidos aparecem Nathalie Rondeau Cavalcante Silva - filha do ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau - e dois aliados políticos. Um deles, Luiz Cantuária Barreto, é o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá. O outro, Jorge Nova da Costa, é o ex-governador do mesmo Estado.


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:50 AM
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É de embrulhar o estômago

Cláudia Lamego e Adauri Antunes Barbosa

 

RIO e SÃO PAULO. Decepcionante. Triste. Desconfortante. Uma facada. Uma traição. Nojo.

Em poucas palavras, representantes da geração que foi às ruas em 1992 pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor resumiram seus sentimentos ao ver nos jornais, ontem, a foto do presidente Lula abraçando o antigo adversário.

Caras-pintadas como o escritor Marcelo Moutinho, que era militante do PT à época, se disseram indignados com os elogios de Lula ao senador Collor, 17 anos depois: — É de embrulhar o estômago.

 

No site do ministério, desempregado vira 'vagabundo'

Juliana Câmara

Para consultar o seguro-desemprego, trabalhador tinha que digitar palavras também ofensivas como 'frouxo', 'potranca' e 'saliente'

Quando o economista Marcos Costa entrou no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para consultar o andamento da sua solicitação do seguro-desemprego e viu as letras dispostas na tela (tipo “caçapalavras”) pelo sistema de verificação para consulta de dados, achou que se tratava de uma piada de mau gosto. A palavra que deveria ser digitada para que a pesquisa continuasse era “vagabundo”. Ofendido, o economista, que estava desempregado há um mês, escreveu para o Eu-Repórter, a seção de jornalismo participativo do jornal O GLOBO.

“Se é uma forma de evitar consultas por robôs, tudo bem. Mas ter a infeliz ideia de colocar essa palavra numa consulta que será feita por alguém que está desempregado é um desrespeito.

Lembro que o PT não gostou quando o (ex-presidente) Fernando Henrique chamou os aposentados com menos de 50 anos de vagabundos.

Agora, o atual governo faz o mesmo com quem está desempregado no meio de uma crise econômica mundial?”, escreveu Costa.

Uma busca no site do ministério ofereceu outras surpresas. “Potranca”, “frouxo”, “perua” e “saliente” foram palavras encontradas e que tornaram a consulta ao seguro-desemprego, no mínimo, curiosa. O aplicativo utilizado pela Datamec, empresa terceirizada que presta serviços para o ministério, apresentava na tela uma folha semelhante a um caça-palavras com códigos circulados, dos quais apenas um formava uma palavra em português. O usuário deveria identificá-la e digitá-la.

A geração dos códigos era feita de forma aleatória, a partir de um repertório composto por aproximadamente 4 mil palavras coletadas de um dicionário eletrônico. Mas, depois que a reportagem mostrando a ocorrência de palavras constrangedoras foi publicada no site do GLOBO, ontem à tarde, o Ministério do Trabalho alterou a forma de consulta às informações do seguro-desemprego.

O ministério também procurou se retratar publicamente: “Pedimos desculpas aos trabalhadores usuários pelos inconvenientes, e comunicamos que o objetivo do MTE é sempre prestar o melhor serviço aos cidadãos, corrigindo os eventuais erros neste atendimento”. A partir do fim da tarde, o sistema de “caça-palavras” tinha sido substituído por combinações aleatórias.

Para a gerente de projetos de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Suraya Pires Daltro, esse problema é inaceitável em um site de tamanha visibilidade, como o de um ministério: — Por mais que tenha sido sem querer, eles têm que prever essas ocorrências.

Segundo Kauê Linden, diretor da Hostnet, empresa de hospedagem de sites, esse tipo de problema pode ser facilmente evitado com a utilização de filtros, ainda mais em um universo limitado, em termos de tecnologia, como o de 4 mil palavras.

Ele alerta, no entanto, que a questão vai além do constrangimento aos trabalhadores: — A utilização de códigos que misturam letras e números, e exigem que o usuário digite apenas as vogais, por exemplo, garante a maior segurança do sistema.

O problema no site do Ministério do Trabalho despertou grande interesse dos internautas. Até as 19h de ontem, a reportagem publicada no site do GLOBO havia sido lida por 300 mil visitantes únicos.

O LEITOR OPINA

“Não acreditei que o site de um ministério poderia proporcionar uma situação tão absurda. Fui tirar a prova e, no primeiro acesso, a palavra selecionada foi ‘acabado’” — Luis Paulo Ferreira Dias, em comentário no site do GLOBO “Se as palavras já estão previamente armazenadas em um banco de dados do sistema, parece-me que sua exibição não é aleatória, mas pura maldade mesmo” — João Gomes Soares, em comentário no site do GLOBO “O sistema é randômico, porém o universo de pesquisa é uma base de dados com 4 mil palavras. O fato de estar na base já gera a probabilidade de que alguém se depare com esse tipo de coisa. Deviam pensar antes de criar esse banco de dados, pois o portal atende milhares de pessoas por dia, um pouco de bom senso não custa nada” — Frederico Augusto Marques, em comentário no site do GLOBO


Hoje (ontem), quando vi a primeira página do GLOBO, encontrei mais um motivo para desacreditar na política. Não que fique surpreso, porque concessões, em nome do pragmatismo, até são compreensíveis. Mas há imagens simbólicas, e essa é uma delas. Pragmatismo tem limite. Há concessões que vão além do pragmático: são uma facada na própria biografia dele (Lula), e em quem acreditou nele, por consequência.

Anteontem, em Alagoas, Lula abraçou Collor e disse que precisava fazer justiça com o ex-presidente e o líder do PMDB, Renan Calheiros, que “têm dado sustentação muito grande ao governo no Senado”.

Moutinho lembra que, na época das passeatas do Fora Collor, ele tinha o cuidado de, mesmo como petista, pedir aos colegas de faculdade que não usassem o broche do partido nas manifestações.

— Meu argumento era de que aquilo não era um movimento de um só partido, mas de indignação de toda a sociedade — diz Moutinho, que tinha 20 anos em 1992.

O historiador Renato Motta Rodrigues da Silva, hoje com 38 anos, também ficou decepcionado.

Embora admita que votaria em Lula outra vez, se tivesse oportunidade, ele disse que se sente desconfortável ao ver o presidente apoiando pessoas como Collor.

— Fizemos muita mobilização pelo impeachment de Collor, que era o contraponto da nossa utopia de mudar o Brasil. Foi a última grande manifestação estudantil e política no Brasil. Ver o presidente Lula ao lado dele é muito decepcionante — diz Renato, que é carioca, mas mora atualmente em Recife e é arquivista da Universidade Federal Rural.

Para a atriz Inês Viana, que afirma ter votado “a vida inteira em Lula”, o gesto do petista é uma traição aos seus eleitores.

— Eu me sinto traidíssima e fico completamente decepcionada. O Brasil não pode esquecer tudo o que Collor fez. Dá até pânico pensar que ele pode voltar a ser eleito, e com apoio do Lula, que não precisa disso. O nosso presidente tem apoio de 80% da população, e é triste que esteja fazendo esse papel — disse a atriz, que, em 1992, estava começando a fazer teatro no Rio e integrava uma companhia dirigida por Aderbal Freire Filho.

A hoje escritora Thalita Rebouças tinha 17 anos, estava no terceiro ano do ensino médio e foi a muitas passeatas, algumas com o pai.

— Eu vestia uma camisa do Brasil, pintava a cara e ia feliz. Fui cara-pintada empolgada, e tive o maior orgulho de ir para a rua gritar pelo que eu achava ser o melhor para o país. Naquela época, acreditava que Lula podia mesmo fazer a diferença.

Quanta ingenuidade! Hoje, ao ver a foto dele com Collor nos jornais, além de revolta e nojo, eu senti uma enorme impotência.

Muito triste.

Líder dos caras-pintadas no colégio Mater Dei de São Paulo em 1992, Alexandre Sayad disse que achou a foto “bárbara”: — Ela é muito simbólica do que acontece hoje na política.

Também com 17 anos na época, o carioca Carlos Zambrotti analisou: — Em Alagoas, o Lula tinha que elogiar o Collor. Acho que ele até ficou um pouco constrangido.

Mas isso mostra que não existe aquela coisa de direita e de esquerda que tinha antes.

O que existe é a briga pelo montinho, quem vai ficar com o montinho.

 

Segundo ele, que tem 34 anos, todos de sua família votavam em Collor na época, o que não o desanimou a participar do movimento dos caras-pintadas, uma experiência que considerou fundamental em sua vida.

Procurado, o hoje prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, um dos líderes dos caras-pintadas na época, não retornou as ligações do GLOBO.

No dia 13 de dezembro de 1994, os jornais estamparam a repercussão da absolvição de Collor pelo STF — ele já tinha sido afastado pelo impeachment no Congresso. Lula, que tinha sido derrotado por Collor, dizia: “Como cidadão brasileiro que tanto lutou para fazer a ética prevalecer na política, estou frustrado, possivelmente como milhões de brasileiros. Só espero que, na esteira da maracutaia da anistia para Humberto Lucena (ex-presidente do Senado envolvido em caso de impressão irregular de panfletos na gráfica da instituição), não apareça um trambiqueiro querendo anistiar Collor da condenação imposta pelo Senado”.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:30 AM
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Os compadres

Editorial

NEM TUDO saiu dentro do previsto na passagem do mandatário da República por Palmeira dos Índios, Alagoas.
O helicóptero da Presidência era muito grande para pousar próximo à barragem da qual parte uma adutora financiada pelo PAC. Aboliu-se o desembarque porque, como explicou o presidente, "podia dar problema".
O plano alternativo também falhou. A ideia era demonstrar ao vivo as maravilhas da adutora a ser inaugurada. A torneira que traria água até o palanque, porém, não foi instalada. "Lamentavelmente, não deu tempo de a gente fazer a obra, e a torneira não pôde chegar aqui", justificou Lula, na terra outrora governada pelo autor de "Vidas Secas", Graciliano Ramos.
Dadas as circunstâncias um tanto restritivas, o presidente resolveu inaugurar algo mais abstrato: "Um outro jeito de fazer política no nosso país". Antes dele, discursou, as decisões do governo eram tomadas na base do compadrio; prevalecia "a política dos amigos". Lula valeu-se do fato de inaugurar obra ao lado de um governador do PSDB, Teotonio Vilela Filho, para persuadir de que os tempos mudaram.
O presidente exagerou. Todos os que já se sentaram na sua cadeira se viram compelidos a alargar seus horizontes político-partidários. A atitude faz parte do instinto de sobrevivência de todo governante e é necessária para que a democracia funcione. Mas a generosidade de Lula nesse aspecto tem sido maior que o seu helicóptero.
Ainda em Alagoas, o presidente rasgou elogios a uma notória dupla de congressistas. "Quero aqui fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado." Dias antes, Lula fizera "justiça" ao ex-presidente José Sarney e expusera o PT a mais um vexame histórico.
O presidente da República torna-se o fiador do que há de mais retrógrado na política brasileira. Abençoa de bom grado o compadrio -bem como sua matriz, o patrimonialismo- que displicentemente afirma combater. O uso de contratos, cargos e dinheiro públicos para beneficiar amigos e parentes é o roteiro monótono do interminável escândalo do Senado. Alguns de seus protagonistas gozam da proteção de Lula.
Os modernistas inventaram a metáfora da antropofagia para designar a sua plataforma estética. Cabia devorar a tradição, como os caetés devoraram o bispo Sardinha, para dar à luz algo novo e vigoroso -no caso, uma cultura nacional. Na relação entre Lula e os velhos oligarcas, não se sabe ao certo quem é devorado e quem devora.
Parecem todos desfrutar do mesmo banquete de privilégios e mandonismo. No século 21, o presidente Lula e seus compadres dão sobrevida ao Brasil decadente retratado por Graciliano Ramos -um mundo que já deveria estar sepultado.

Associação tentou verba para ginecologistas

ALAN GRIPP e Hudson Corrêa

Ministério nega pedido de entidade ligada à família Sarney para incluir médicos em projeto com Lei Rouanet

Ao tentar buscar recursos para uma escola de música para crianças carentes de São Luís (MA), uma entidade que toca projetos da Fundação José Sarney incluiu na proposta enviada ao Ministério da Cultura itens com preço acima de mercado e sem relação com a atividade, entre eles o pagamento de ginecologistas.
O projeto, apresentado pela Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), foi aprovado "com ressalvas" pelo MinC e, por causa do sobrepreço, revelado terça-feira pelo Painel, sofreu um corte de R$ 210 mil.
O ministério autorizou investimento total de R$ 978 mil via Lei Rouanet. Agora, quem estiver disposto a bancar a Escola de Música do Bom Menino do Convento das Mercês terá direito a incentivos fiscais. A associação, que já recebeu patrocínios de estatais, procura interessados.
Além das suspeitas de sobrepreço e de desvio de finalidade, o projeto cultural revela também a ligação estreita entre a Abom e Fundação José Sarney, que tem como presidente de honra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Em seu site, a fundação divulga a escola de música como um projeto seu, desde 1993.
Além disso, documentos obtidos pela Folha mostram que as duas entidades têm sete diretores em comum, entre eles, Ronald Furtado Sarney, irmão do presidente do Senado.
Pelo segundo dia consecutivo, representantes das duas entidades não foram localizados para falar sobre os patrocínios.
No projeto da escola de música, a Abom incluiu orçamento de R$ 24 mil para o pagamento de médicos de diferentes especialidades. O MinC vetou, alegando que esse tipo de despesa não pode ser financiado por meio da Lei Rouanet.
A Folha esteve na sede da Abom. Não há sinal de atendimento médico. Os moradores do local dizem que médicos, inclusive ginecologistas, dão plantão na sede da fundação, localizada no prédio vizinho, o Convento das Mercês.
"Hoje mesmo medi minha pressão [no convento]. Minha mulher, grávida de sete meses, já fez consulta com ginecologista. Os médicos atendem uma vez por semana", disse Luís Nogueira, 62.
Presidente da associação de moradores local, Francinaldo Rodrigues, 43, diz que a fundação é a principal responsável pela assistência social a pessoas que vivem no entorno do convento.
Para as aulas de música, oferecidas na Abom, a entidade previu gastos com instrumentos musicais acima do mercado. Os técnicos do ministério reduziram, por exemplo, o valor do item "saxofone alto" a menos da metade do previsto inicialmente -de R$ 43 mil para R$ 20 mil.
O Ministério da Cultura não informou se o valor citado se refere a um item ou a um conjunto de instrumentos. Em três lojas consultadas pela Folha, o saxofone alto mais caro disponível, da marca Yamaha, custava R$ 4.490.
Os técnicos também cortaram os gastos com pessoal. O orçamento de alimentação foi reduzido de R$ 302 mil para R$ 160 mil. O de impostos, com a redução do projeto, caiu de R$ 80 mil para R$ 52 mil.

Lobby militar francês leva deputados a Paris

ANA CAROLINA DANI

Temer e outros 7 congressistas foram convidados pela França, que tenta vender 36 caças ao Brasil, para festejos da Queda da Bastilha

Presidente da Câmara, que teve viagem e hospedagem pagas por seus anfitriões, afirma que "houve um lobby muito saudável e elegante"

Oito deputados federais visitam Paris a convite do governo francês, que tenta vender 36 caças Rafale ao Brasil.
Eles foram convidados pelo Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional, em nome do governo da França, para participar das comemorações da festa nacional da Queda da Bastilha, em 14 de julho, e discutir a parceria militar com o Brasil.
Um dos deputados é o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). "Estão, na verdade, tentando nos sensibilizar. Esse convite foi um pouco para isso ", afirmou Temer.
Também foram a Paris o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), o líder do PT, Candido Vacarezza (SP), o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), o presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, Raul Jungmann (PPS-PE), a vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), e os deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Carlos Zarattini (PT-SP).
Segundo os próprios deputados, todas as despesas de viagem e hospedagem foram pagas pelos anfitriões. Eles estão no requintado hotel Lutetia, no turístico bairro de Saint Germain de Près, com diárias que vão de 192 a 535.
Temer disse que o tema dos caças Rafale foi abordado em diversas reuniões com representantes do Executivo e do Legislativo franceses.
O assunto apareceu sobretudo, afirmou o deputado, em reunião na manhã de ontem, no Palácio do Eliseu, com o almirante Edouard Guillaud, chefe do estado maior particular do presidente da República. A mensagem do governo francês é a de que a construção dos caças será feita com transferência total de tecnologia.
Assessores que acompanharam a reunião afirmaram, ainda, que Guillaud também comentou as vantagens do Rafale em relação a seus concorrentes, o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab.
Questionado sobre o jogo de bastidores, Temer disse: "Houve um lobby muito saudável e elegante, porque é um interesse de ambas as partes".
Além das reuniões com representantes do Legislativo e Executivo, os deputados brasileiros também participaram de uma apresentação sobre o Rafale na sede da Dassault, empresa que fabrica os caças.
Para Jungmann, a parceria com a França na aérea de defesa é importante para o Brasil.
"É a possibilidade de acessar uma tecnologia de primeiro mundo, o que os americanos não fazem. Eles não liberam o código fonte, não liberam a plataforma, não aceitam o processo de desenvolvimento."
Jungmann também confirmou que houve diversas discussões específicas sobre o Rafale, mas preferiu falar em "tentativa de sensibilizar" os brasileiros a citar o lobby francês. "Eles sabem que nós não temos nenhum poder de decisão. Mas evidentemente que querem mostrar que, ao lado do produto Rafale, a França está oferecendo tecnologia."
A ação dos deputados em relação às compras militares está ligada ao fato de que o dinheiro para isso sairia do Orçamento da União, que precisa ser aprovado no Congresso.
Na terça-feira, os deputados acompanharam o desfile militar da Queda da Bastilha na tribuna de honra, onde estavam o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Jobim está em Paris para negociar o financiamento de contratos para aquisição de equipamentos militares. Ele visita hoje a linha de montagem da Dassault e deve voar em um caça Rafale.
A missão dos deputados acaba hoje com a visita a uma base aérea nos arredores de Paris.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:25 AM
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Correio Braziliense

A arte de neutralizar os críticos

Flávia Foreque

A frase de aproximação com Fernando Collor e Renan Calheiros consolida a tendência conciliadora do presidente Lula, dizem especialistas
Daniel Ferreira/CB/D.A Press
 
 


Os elogios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL) em discurso em Alagoas, na última terça-feira, aumentam a lista de afagos do petista a políticos que, no passado, foram seus adversários ferozes. Ao longo dos quase oito anos à frente do Palácio do Planalto, Lula neutralizou oposicionistas e suavizou o discurso contra antigos desafetos. A defesa do presidente do Senado, José Sarney, após inúmeras denúncias contra sua gestão na Casa, é um dos exemplos mais recentes.

“Quando Lula foi preso como dirigente sindical, o Sarney já fazia parte do establishment do governo militar”, lembra Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). A necessidade de apoio político no Senado e as eleições presidenciais de 2010 são apontadas como motivos para aproximação. “Isso é uma troca política. O presidente Lula tem muita legitimidade, muita popularidade e, por outro lado, depende dessas figuras políticas que têm parcelas de poder”, pondera o professor. Os movimentos de reconciliação podem ser constatados, na verdade, ainda no primeiro mandato.

Após desentendimentos com Delfim Netto, ministro da Fazenda na ditadura militar, Lula deu sinais de aproximação com o deputado federal. “Passei vinte e poucos anos criticando o Delfim e hoje sou amigo dele”, afirmou Lula em 2006. Os afagos também vieram do ex-ministro. Pouco mais de 3 meses depois do início do primeiro mandato de Lula, Delfim afirmou que Lula cumpria o que prometeu durante a campanha e elogiou a política econômica do petista.

As farpas entre o presidente e o senador Antônio Carlos Magalhaes também ganharam destaque na mídia. A desavença entre os dois políticos chegou ao auge quando ACM afirmou, durante campanha ao segundo mandato, que o petista não estaria em “condições mentais de dirigir o país”. O político baiano, por outro lado, foi qualificado por Lula de “hamster do Nordeste”. Anos depois, o petista faria visita de cortesia ao senador, internado em São Paulo para tratamento de pneumonia. Para ACM, o gesto foi “de generosidade, delicado e com delicadeza será respondido”. Dias após, ACM faria visita a Lula no Planalto, tecendo elogios ao líder do Executivo.

Realismo
Os movimentos de conciliação fazem parte da política nacional, avaliam especialistas. A postura seria resultado de um realismo político e de uma espécie de cinismo oficial, avalia o filósofo Roberto Romano. “Essa tendência do Lula é uma tendência de boa parte dos nossos políticos. No caso dele, não está como os outros políticos, na planície. Ele está no alto do morro e impõe um padrão”, afirma.

O presidente do IBPS pondera que, com o alto índice de popularidade entre os brasileiros, a coerência partidária não é cobrada pelos eleitores. O apoio ao chefe do Executivo é tamanho que o professor cita como exemplo as manifestações no Rio de Janeiro, lideradas por estudantes e sindicalistas contrários à instalação da CPI, discurso adotado pelo governo até a constituição da nova comissão parlamentar. “O que o presidente faz, com muita competência, é encurralar a oposição”, resume.

Outras reconciliações


LULA SOBRE DELFIM
Passei vinte e poucos anos criticando o Delfim e hoje sou amigo dele (12/2006)

DELFIM SOBRE LULA
Num segundo mandato, o sujeito só tem a opção de sair como estadista ou registrar seu nome na história. Eu confio na inteligência do Lula e que ele vai fazer o primeiro. A inteligência dele vai levá-lo a isso (11/2006)

ACM SOBRE LULA
Esse homem bebe demais
ou não está em condições mentais de dirigir o
país (9/2006)

Um presidente que ganha as eleições com 20 milhões de votos de diferença, na minha opinião não precisa se submeter a ninguém, não deve ficar refém de nenhum partido (4/2007)

LULA SOBRE ACM
Não tenho medo de cara feia e, se ele quiser que eu o receba, vai ter que me respeitar. Para mim, ele não é o leão do Nordeste, como já foi chamado, mas um hamster (9/2006).

Tempos depois, o presidente faria uma visita de cortesia ao líder baiano e selaria um tempo de paz entre ambos



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:04 AM
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Correio Braziliense

Espelho meu, espelho meu

Brasília-DF

Kleber Sales/CB/D.A Press
 
 


Não satisfeito com os altos índices de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do Planalto realizará uma alentada pesquisa de opinião pública sobre como o povo se informa sobre o seu governo. De caráter nacional, pesquisará a penetração de todos os veículos de comunicação — jornais, rádio, TV e internet — nas grandes, médias e pequenas cidades. 

A pesquisa substituirá o “achismo” sobre a suposta “irrelevância da mídia” por critérios científicos de avaliação do papel dos diversos meios de comunicação na relação do presidente Lula e seus ministros com o povo. Também servirá para segmentar a opinião pública, tradicionalmente identificada com a parcela mais escolarizada da sociedade, identificando os “novos formadores de opinião” que neutralizam os críticos do governo na grande mídia.

Após a pesquisa, a publicidade oficial será segmentada com base em suas conclusões.

Tucanou


Contra a orientação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP), atual prefeito de João Alfredo (PE), o PP rompeu com o governo de Eduardo Campos (PSB). Fechou com a reeleição de Sérgio Guerra (PSDB) ao Senado.

TV Justiça
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, está na Rússia, a convite da Suprema Corte daquele país. A viagem é parte de um programa de cooperação com os tribunais superiores da Rússia, Índia e China. O que mais desperta interesse nesses e outros países é a TV Justiça, devido à transmissão ao vivo das sessões do STF.

Otimista
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho (foto), está exultante com o desempenho da economia brasileira. Segundo ele, chovem consultas de empréstimos ao banco, um sinal de que a economia estaria se reaquecendo. Coutinho aposta no crescimento de 1% do PIB neste ano e de 4% em 2010.

Créditos polêmicos
O líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), conseguiu retirar da pauta, ontem, a Medida Provisória nº 460, que assegura o direito das empresas ao crédito-prêmio do IPI. Segundo Rollemberg, a medida foi votada no Senado com uma emenda da líder do governo no Congresso, Ideli Salvati (PT-SC), porque supostamente haveria um acordo entre o governo e os empresários. Segundo cálculos da Receita Federal, o Tesouro teria prejuízo de R$ 144 bilhões a R$ 288 bilhões.

Madeira


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, visitam hoje as polêmicas obras das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. As duas usinas, maiores investimentos do PAC, custarão R$ 28,4 bilhões

Adilson Vasconcellos/JCom - 7/2/08
 
 


Clandestino/ A Polícia Legislativa do Senado foi alertada ontem sobre a presença do protagonista do quadro O impostor, do programa humorístico Pânico, pelos corredores do Congresso Nacional. O ator é conhecido por burlar esquemas de segurança para se aproximar de celebridades — ou de autoridades. A ordem é mantê-lo longe do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cujos seguranças já foram acusados de agredir um repórter do CQC.

Catecismo/ Relator do Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deu parecer favorável ao acordo entre o Brasil e o Vaticano na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Ele afirmou que o texto não fere a Constituição, apesar de prever o ensino religioso nas escolas públicas. Educadores criticam a proposta.

Madrinha/ A rejeição da recondução de Bruno Pagnoccheschi à Diretoria de Projetos da Agência Nacional de Águas (ANA) pelo Senado – retaliação dos senadores à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter chamado os parlamentares de “bons pizzaiolos” – foi um tranco na senadora Marina Silva (PT-AC). Ela é que indicou o ambientalista para a diretoria da agência.

Gozador

Jose Varella/CB/D.A Press - 14/10/08
 
 


O Twitter do líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (foto), do PT-SP, virou desaguadouro das queixas de eleitores descontentes com o apoio da bancada petista ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Na base da gozação, um internauta insinuou a existência de laços de parentesco entre Mercadante e Sarney por causa dos bigodes que ostentam.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:00 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Aliche e mussarela

conseguiu emplacar o octogenário Paulo Duque (PMDB-RJ) na presidência do Conselho de Ética, foi precedida de uma reunião de generais do Senado, em caráter reservado, na noite de terça-feira.

A conversa foi na casa do líder do DEM, José Agripino (RN), e reuniu outros quatro líderes: Renan, Arthur Virgílio (PSDB-AM), Romero Jucá (PMDB-RR) e Gim Argelo (PTB-DF). Renan e aliados deixaram claro que vetariam Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para presidir o conselho. O recado ficou nas entrelinhas: há munição de sobra de ambos os lados, e o melhor seria usar o recesso para "acalmar os ânimos".

Na moita. Renan chegou a negar que tivesse participado da reunião na véspera, apesar de todos os relatos em contrário. O anfitrião Agripino não comunicou o teor da conversa nem no Twitter, no qual é assíduo, nem aos liderados.

Anéis e dedos. Um cacique tucano resumiu o espírito do acordo: "Chegou a um ponto que era mais importante ter CPI do que brigar pelo comando do Conselho de Ética".

Tô fora. Derrotado na tentativa de fazer de Valadares presidente do conselho em aliança com a oposição, o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), nem apareceu na sessão que elegeu Duque.

Também quero. Depois de Valadares e João Ribeiro (PR-TO), que renunciaram ao conselho, uma nova baixa pode ser registrada. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) revelou desconforto com a função, pelo fato de integrar a Mesa Diretora da Casa.

Piada pronta. Um dos integrantes de "Os Trapalhões", o humorista Dedé Santana procurou ontem o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no plenário. Ele quer ser candidato a deputado federal pelo partido, no Paraná.

Valet Parking. Além de alugar suas instalações para toda sorte de eventos, a Fundação Sarney, novo foco da crise no Senado, também cedia o estacionamento do Convento das Mercês para um bar-restaurante vizinho.

Faxina. Depois dos novos seguranças terceirizados, o Senado anunciará em breve abertura de licitação para a contratação de empresa para executar serviços de limpeza. Ambos os serviços vinham sendo prestados por meio de contratos prorrogados sem nova concorrência.

Secreto. No processo de varredura dos contratos do Senado, técnicos foram procurar a documentação da empresa Aval, que abocanhou R$ 18,7 milhões para executar serviços de informática. E descobriram que o contrato sumiu.

Merendeiras. Com o encerramento do contrato da empresa fornecedora de café, a Câmara vive uma crise de abastecimento pré-recesso. Alguns gabinetes, cujas secretárias levam garrafas térmicas de casa, têm fila na porta.

Pena de ouro. O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) pegou emprestada a caneta de Marcio Fortes (Cidades) na Marcha dos Prefeitos. "Essa caneta vale muito", brincou. "Vale R$ 1,5 bilhão", respondeu Fortes, numa referência ao valor do desconto na contrapartida das obras do PAC, anunciado durante o evento.

Torneira... Diferente dos anos anteriores, a marcha não contou com o patrocínio de estatais. "Fiquei constrangido quando, em outros anos, soou que o governo estaria financiando o evento. Somos autônomos", disse o presidente da entidade que comanda a marcha, Paulo Ziulkoski.

... fechada. Em fevereiro, o Planalto promoveu o "seu" encontro de prefeitos. Os custos, na ocasião, foram superiores a R$ 2 milhões.

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"O presidente Lula redunda quando diz que em seu governo não há compadrio: todo mundo sabe que ele prefere ter cúmplices a compadres."

Do deputado estadual RICARDO MONTORO , secretário municipal de Participação e Parceria de São Paulo, sobre os elogios de Lula ao senador Fernando Collor de Melo (PTB) em evento em Alagoas.

Contraponto

Comunicação inadiável Presidente em exercício da Câmara dos Deputados e responsável por comandar a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o deputado Marco Maia (PT-RS) esclarecia pontos da proposta em entrevista a jornalistas no Salão Verde, na terça-feira à noite.
Depois de tirar dúvidas sobre a tramitação da matéria, ele despertou a curiosidade dos repórteres ao se queixar:
- Bah, mas eu estou com um problema sério!
Todos pensaram que se tratava de uma dificuldade em votar a LDO e quiseram saber de que se tratava.
- Nasceu uma espinha na ponta do meu nariz -, disse, com naturalidade. -E eu não sou mais guri!

POLÍCIA FEDERAL INDICIA FILHO DE SARNEY POR SUSPEITA DE FORMAR QUADRILHA

Fernando é principal alvo de ação iniciada para apurar suposto caixa 2 de Roseana em 2006


Empresário, que sempre negou suspeitas, é acusado de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais

João Sal/Folha Imagem
 
O empresário Fernando Sarney

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
HUDSON CORRÊA
ENVIADO ESPECIAL A SÃO LUÍS

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi indiciado ontem pela Polícia Federal sob a acusação, entre outros crimes, de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais. Pela investigação, o órgão mais visado foi o Ministério de Minas e Energia -controlado politicamente por seu pai.
Principal alvo da Operação Boi Barrica, nome de um grupo folclórico maranhense, Fernando foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Ele foi ouvido pela PF, em São Luís. Procurado pela Folha, nem ele nem seu advogado quiseram dar entrevistas. Fernando sempre negou ter cometido qualquer irregularidade.
O inquérito foi aberto em 2006, inicialmente para investigar suspeitas de caixa dois na campanha de Roseana Sarney ao governo do Estado. Fernando fez dois saques de sua conta pessoal no valor de R$ 1 milhão cada um nos dias 25 e 26 de outubro daquele ano. O segundo turno foi em 29 de outubro.
Contudo, no decorrer das investigações, que incluíram grampos telefônicos realizados com autorização judicial, foram levantados indícios de outros crimes atribuídos a Fernando, sobretudo de tráfico de influência e fraude em licitações feitas por Eletrobrás, Eletronorte, Valec (estatal do Ministério dos Transportes responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul) e Caixa.
Ele foi apontado como "o mentor intelectual" da quadrilha que intermediava negócios privados com as estatais, que incluiria dois empresários ligados a ele -Gianfranco Vitorio Artur Perasso e Flávio Barbosa Lima. Os dois empresários foram sócios de Fernando e cursaram engenharia com ele na mesma turma da USP.
Após monitorar telefonemas e e-mails de Fernando, Flávio Lima e Gianfranco Perasso, a PF descreve no inquérito ter flagrado um pagamento de R$ 160 mil efetuado pela construtora EIT (Empresa Industrial Técnica) à PBL Construtora, de Lima e Perasso, supostamente como compensação por ter sido subcontratada para obras na Ferrovia Norte-Sul, por intermediação de Fernando.
O relatório da polícia transcreve telefonemas em que Flávio Lima pressiona a EIT a efetuar o pagamento, sob risco de não ser contratada para outro lote da Norte-Sul, cujo contrato já estaria com Fernando.
Em agosto do ano passado, a PF pediu a prisão preventiva de Fernando e do agente da PF Aluísio Guimarães Mendes Filho. Segurança de Sarney no Senado, Aluísio responde a outro inquérito acusado de ter repassado informações sigilosas sobre a a Boi Barrica a Fernando.
O agente da PF, indicado por Roseana neste ano para chefiar a área de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, foi ontem também à PF em São Luís para depor.
O Ministério Público vai decidir agora se oferece ou não denúncia contra Fernando com base no trabalho da PF.
O indiciamento de Fernando é outro revés para o presidente do Senado, que enfrenta desde março acusações de irregularidades dentro e fora da Casa.
Na época dos fatos citados pela polícia e pelos procuradores, principalmente de 2006 a 2007, o ministro de Minas e Energia era Silas Rondeau, apadrinhado de Sarney. Desde o começo do governo Lula, o presidente do Senado mantém o controle de grande parte das indicações no setor elétrico.
Rondeau foi afastado do ministério em 2007, após ter sido investigado na Operação Navalha. Rondeau também é apontado na Boi Barrica como integrante do esquema, mas a Folha não conseguiu confirmar se ele foi ou não indiciado. Outro aliado de Sarney alvo das investigações é Astrogildo Quental, ex-diretor da Eletrobrás.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:53 AM
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BBC Brasil

Maço de cigarros deixa americano com dívida de US$ 23 quatrilhões

Conta online de Josh Muszynski mostrando o engano

Conta online de Josh Muszynski mostrando o engano

Um americano descobriu que sua conta bancária estava com US$ 23,1 quatrilhões (cerca de R$ 45 quatrilhões) de saldo negativo depois de comprar um maço de cigarro em um posto de combustíveis com seu cartão.

Josh Muszynski, do Estado de New Hampshire (nordeste do país), descobriu que tinha sido cobrado US$ 23.148.855.308.184.500 horas depois de comprar os cigarros, uma quantia muitas vezes maior do que o PIB brasileiro ou americano.

"Pensei que alguém tinha comprado a Europa com meu cartão de crédito", disse Muszynski.

Ele afirma que, quando entrou em contato com seu banco pela primeira vez para tentar esclarecer o engano, foi atendido com pouca compreensão, mas, no final, o erro foi corrigido. E o banco também não cobrou a taxa de US$ 15 (quase R$ 30) pelo uso de uma quantia acima do saldo na conta corrente.

"Tudo voltou ao normal. Eles reverteram a taxa, o que foi legal", disse Muszynski ao canal de televisão local WMUR.

Conta negativa

Josh Muszynski

Muszynski pensou que alguém tinha comprado a Europa com o cartão

Muszynski inicialmente pensou que sua conta estava negativa apenas por algumas centenas de dólares.

Mas depois de checar seu saldo pela internet, ele voltou correndo para o posto de combustíveis onde tinha comprado o maço de cigarros.

"É muito dinheiro no negativo", afirmou. "Algo que eu nunca, nunca poderia pagar."

No entanto, o posto afirmou que não poderia ajudá-lo. Então, Muszynski passou duas horas falando pelo telefone com representantes do seu banco, o Bank of America.

Finalmente ele conseguiu falar com o banco que garantiu a ele que no dia seguinte o erro seria corrigido e, na manhã seguinte, Muszynski comprovou a correção.

Mas, até o momento, ninguém conseguiu explicar ao americano a razão de um erro como este ter sido cometido.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:30 PM
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Sem dinheiro, americanos permutam serviços

Susan Dominus - THE NEW YORK TIMES

Se você pode dar aulas de violão ou xadrez, se é alguém organizado, se tem algum talento em web design ou em design de interiores ou se mora em Nova York, não há nenhuma razão para pagar por serviços de lavanderia.

Se você tem alguma das habilidades mencionadas, mas nunca pensou que isso te ajudaria a lavar seus ternos é porque, provavelmente, não tem passado tempo suficiente lendo os classificados do Craigslist nos quais, nesta semana mesmo, uma lavanderia sugeriu uma ampla lista de oportunidades de troca de serviços.

O serviço de permuta tem estado em alta no mundo de negócios desde que as negociações tradicionais começaram a entrar em crise em outubro – o número de membros do site de trocas Itex.com tem aumentado muito, segundo revela a empresa. Este tipo de serviço também tem sido bastante popular no que tange às microempresas: o Craigslist revela que o número de postagens nas seções de troca do site duplicou no último ano.

A tendência deste mercado pode estar em crescimento em nível nacional, mas as postagens locais têm um estilo claramente peculiar a Nova York. No site de Manhattan, por exemplo, as mensagens postadas são uma combinação engraçada da recentemente descoberta frugalidade com um glamour à moda antiga. Um maquiador, que, com sua arte, pode criar tanto um olhar natural quanto um olhar esfumaçado, pode não receber por um trabalho realizado no dia 15 de julho, mas deveria ser enviado para casa com portfólios de fotos – e com o jantar.

Será que existe alguém com espaço de estocagem vazio suficiente para os próximos seis meses? Empreste-o para alguns produtores de programas infantis na televisão que não querem gastar muito e eles tornarão seu filho um astro, dando ao pequeno um espaço de destaque em um show "muito parecido com o Vila Sésamo. Com marionetes. Um "escritor pobre" busca benfeitor que lhe possa oferecer moradia gratuita em troca dos seus serviços como "faz-tudo", editor ou organizador. "Alguma viúva rica disponível?" anuncia (em a oferta que nenhuma viúva rica, ao ler os classificados do Craigslist, poderia resistir).

O efeito dominó da crise no mercado imobiliário de Manhattan também pode ser investigado no site mencionado. Alguém que geralmente presta serviços de pintura de casas de luxo "como subempreiteiras de apartamentos multimilionários nas principais ruas de Nova York" está, agora, desejando trocar seus serviços de luxo por serviços dentários.

Algumas mensagens postadas são esquisitas, tais como a de Manhattan que buscava alguém para tingir camisas francesas manchadas; o dono das camisas, em troca, oferece serviços de fotografia gratuitos – era melhor que estas fotos ficassem mesmo incríveis.

Outras mensagens retratam o desespero da vida em muitos aspectos nesta economia, como uma no site do Brooklyn no qual uma pessoa se oferecia para tomar conta de idosos, cozinhar, limpar, consertar objetos, fazer pequenas viagens ou serviços de jardinagem em troca de moradia. "Atualmente, estou desabrigado", escreve Ken Long, assistente de construção desempregado que postou a oferta no dia 12 de julho. Em uma ligação telefônica, Long disse que tinha sido despejado da casa onde morava em Sheepshead Bay, passando a dormir na rua desde a semana passada. Desde que começou a postar mensagens nestes sites há algumas semanas, confessa, já recebeu seis ligações acerca de sua oferta, mas nenhuma foi adiante. – Está muito difícil encontrar trabalho. Não tenho dinheiro. O mercado na minha área de atuação está fechado – explica.

Talvez o Craigslist não seja apenas uma ferramenta para ajudar a aliviar a dor das mais recentes vítimas da crise econômica mundial. No livro Life Inc., escrito por Doug Rushkoff, o autor argumenta que uma abertura econômica para meios alternativos de troca como estas permutas seriam menos vulneráveis ao atual caos financeiro mundial. Rushkoff, que é meu vizinho e amigo, conta que tentou convencer Craig Newmark, fundador do Craigslist, da ideia de algo que ele chama de "craigsbucks," moeda alternativa que as pessoas não teriam que pegar emprestada nos bancos.

– O que o Craigslist fez com os jornais será nada comparado ao que pode fazer com os bancos – diz.

Acorrentados do MTST encerram protesto

O presidente Lula já pode retornar ao seu apartamento em São Bernardo do Campo sem ter de enfrentar um grupo de ativistas acampado na calçada. Ontem, após seis dias de protesto, a direção do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) anunciou um acordo com o governo federal.

Segundo o movimento, os manifestantes que estavam acorrentados em protesto se soltaram e os cerca de 30 integrantes que permaneciam acampados desde o dia 8 de julho em frente ao edifício também deveriam deixar o local. Até ontem, ao menos oito integrantes do MTST estavam presos com cadeados e prometiam que a cada dia sem um acordo com o governo por terras no estado faria com que mais uma pessoa se juntasse ao grupo.

Os manifestantes reivindicavam do governo federal a "desapropriação de terrenos ocupados pelo movimento; a regularização fundiária do assentamento Anita Garibaldi; a agilidade burocrática para as famílias do acampamento Carlos Lamarca e a participação ativa do governo federal nas negociações do MTST", entre outros.

Para que o protesto fosse encerrado, segundo os manifestantes foi importante as questões terem sido levadas à uma discussão com a Secretaria Geral da Presidência da República, na qual "a pauta de reivindicação do movimento foi discutida e avanços importantes foram alcançados". O encontro foi determinante para o fim da manifestação.

Uma nova rodada de negociações está prevista para hoje, quando representantes do MTST se reunirão com a Superintendência Nacional da Caixa Econômica Federal em Brasília. Na pauta do encontro a inclusão dos associados ao movimento no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, além da agilidade nos processos de desapropriação de áreas atualmente ocupadas pelo movimento, a maioria em regiões do interior do estado de São Paulo.

Declaração de Lula sobre pizzaiolos incendeia Senado

Natuza Nery e Ray Colitt, REUTERS

DA REDAÇÃO - Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira ateou fogo no plenário do Senado. Lula disse que os senadores são "bons pizzaiolos", o que causou uma imediata reação dos parlamentares.

- CPI é muito interessante para quem quer fazer carnaval, para quem quer investigar seriamente era preciso ter outro mecanismo - disse Lula a jornalistas. Perguntado sobre comentários de que a CPI acabaria em pizza, respondeu:

-Depende, eles (senadores) são todos bons pizzaiolos.

Indignados, os senadores deram o troco e derrotaram no plenário a indicação de um diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Bruno Pagnoccheschi.

O líder do governo na Casa, e relator da CPI, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu que a sessão fosse suspensa para evitar estrago maior para o governo.

-A irresponsabilidade do presidente está passando de todos os limites- afirmou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A CPI da Petrobras foi instalada na véspera com controle da base governista, que ficou com a presidência e a relatoria da comissão e sob críticas da oposição de que a maioria do governo poderia fazer com que as investigações acabassem em pizza.

Aos jornalistas, Lula explicou que sua preocupação no momento é o novo marco regulatório do petróleo, cuja proposta está prevista para ser entregue para ele dentro de duas semanas.

- A mim não me preocupa (a CPI), eu quero anunciar ao Brasil qual é esse novo marco regulatório - disse após participar da cerimônia de posse do novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Lula aproveitou também para criticar a oposição, afirmando que:

- a turma que queria privatizar ela (Petrobras), está hoje preocupada com a Petrobras... a oposição grita, eu trabalho.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:15 PM
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Correio Braziliense

COMÉRCIO PROVOCA ROMBO DE R$ 200 MILHÕES EM IMPOSTOS

Luciana Navarro

O valor foi identificado na análise das faturas de cartões e revelou que os comerciantes driblaram a Receita na hora de recolher o ICMS
Fotos: Monique Renne/CB/D.A Press
A funcionária pública Cristiane sempre exige a nota fiscal. Mas o agropecuarita Fabiano atribui a sonegação aos altos impostos



    É um absurdo. Por que temos de pagar nossos impostos e eles não? O que pagamos de imposto para as lojas deveria ser repassado ao governo. E se eles não vão passar para o governo que deem um desconto maior para o consumidor porque o que oferecem é muito pouco.
    Alessandro César Gonçalves, 32 anos, servidor público.
 


O Governo do Distrito Federal levou um calote de R$ 200 milhões de 17 mil empresas varejistas em um ano. O valor corresponde a 55% da arrecadação mensal total de ICMS. (1)Para descobrir a cifra, a Subsecretaria de Receita cruzou dados fornecidos por lojistas desde julho de 2008 com informações coletadas das operadoras de cartões de crédito e das secretarias de Receita de outras unidades da Federação. O resultado está sendo comunicado aos devedores.

De acordo com o subsecretário de Receita do DF, Adriano Sanches, o número encontrado pela Receita mostra que os varejistas informaram um valor de vendas ao fisco diferente do montante encontrado após a análise das faturas dos cartões. “Encaminhamos um comunicado dizendo que identificamos diferença de valores declarados”, afirma. Segundo ele, a empresa que recebeu o carta tem dois caminhos a seguir: assumir e pagar a dívida cobrada ou provar à Receita que o valor declarado anteriormente está correto e que não houve venda não informada.

O ICMS responde por 70% da arrecadação total do GDF. Ontem, a Secretaria de Fazenda não informou a participação do comércio varejista no ICMS recebido pelo governo. Há três anos, reportagem publicada pelo Correio revelava que esse percentual era de 16%. Levando isso em consideração e supondo que a proporção se manteve, os R$ 200 milhões devidos passam a equivaler a quase um terço do total repassado pelo varejo aos cofres do DF em um ano. “São recursos que iriam viabilizar programas do governo ”, diz Sanches.

Ao calcular o preço de uma mercadoria que será vendida, o empresário coloca no valor todos os custos com transporte, armazenamento, pessoal, ponto de venda, tributos e lucros. Uma forma de evitar que o valor do imposto deixe de ser repassado ao governo é pedir a nota fiscal.

A servidora pública Cristiane Azevedo, 37 anos, sabe disso e sempre que compra algo pede o cupom. Para ela, não deveria ser necessário nem fazer o pedido. “Mas estamos acostumados a cobrar para ter qualquer coisa”, lamenta. O agropecuarista Fabiano Braga, 41, acredita que a sonegação ocorre porque os impostos são muito altos. “Se tivéssemos impostos mais baratos, todos pagariam”, defende.

Parcelamento

A dívida cobrada dos varejistas poderá ser parcelada ou paga de uma única vez sem desconto. Uma opção pode ser esperar a nova versão do Refaz, um refinanciamento das dívidas proposto pelo GDF que oferece descontos nas multas e juros, mas não no valor total. O empresário que não pagar as dívidas e não regularizar a situação com o fisco perde a chance de participar de licitações. Além disso, as empresas serão incluídas na dívida ativa e responderão por processo judicial. “Nesse caso, o débito aumenta 10% e a empresa pode ter os recursos penhorados e leiloados”, avisa Sanches.

Segundo o tributarista Luiz Fernando Sachet, da Gasparino, Fabro, Roman e Sachet Advocacia, fornecer dado falso ao fisco ou não prestar informação obrigatória é crime e pode levar à prisão. De acordo com ele, as unidades da federação estão começando a se acostumar com instrumentos como os cruzamentos de dados com as operadoras de cartões de crédito e isso tem melhorado a fiscalização.

Sachet ressalta que, no DF, a sonegação deve ser muito maior se considerada a informalidade. No calote de R$ 200 milhões, apenas os varejistas formalizados foram investigados. Para o advogado, esse valor deve ser muito superior dada a elevada carga tributária do país e também à crise econômica. “Quando estão em dificuldade, a primeira coisa que os contribuintes param de pagar são os impostos”, afirma. Com isso, aumenta ainda mais o rombo. Os dados da Receita consideram apenas informações divergentes constantes nas faturas dos cartões usados pelos consumidores, nas declarações prestadas pelas lojas e nos dados das empresas que fornecem mercadoria para o DF.

1 - ICMS
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços é de competência dos estados e do Distrito Federal. Ele incide sobre produtos que circulam no comércio inclusive em alimentos e bebidas vendidos em bares e restaurantes. O ICMS foi regulamentado pela Lei Complementar nº 87/1996.

E eu com isso


O ICMS recolhido é uma das principais fontes de renda dos governos estaduais para custear o funcionamento da máquina pública. Quando os varejistas deixam de repassar o valor correto à Receita, eles não recolhem para os cofres públicos e podem prejudicar o consumidor, usuário dos serviços e da infraestrutura. Além disso, quando o estado tem frustração de receita, a tendência é que ele eleve ainda mais a carga tributada, onerando novamente o contribuinte.

Tributo sob medida

Percentual de imposto embutido no preço do produto

Produto - Total de imposto*
Aparelho de som (nacional) - 36,80%
Aparelho de som (importado) - 42,60%
Aparelho MP3 ou iPOD (nacional) - 49,45%
Aparelho MP3 ou iPOD (importado) - 57,25%
Batedeira - 44,37%
Biquíni - 33,44%
Bolsa (geral) - 39,95%
Bolsa de Couro - 41,52%
Brinquedos - 39,70%
Calça (tecido) - 34,67%
Calça de couro - 39,80%
Calça Jeans - 38,53%
Camisa - 34,67%
CD - 37,88%
DVD – aparelho (nacional) - 50,39%
DVD – aparelho (importado) - 58,33%
DVD (cartucho) - 44,20%
Fogão 4 bocas - 27,28%
Geladeira - 36,98%
Livros - 15,52%
Material de Construção - 32,80%
Microcomputador até R$ 3.000,00 (nacional) - 24,30%
Microcomputador até R$ 3.000,00 (importado) - 31,61%
Micro-ondas (forno) - 59,37%
Sapatos - 36,17%
Televisor - 44,94%
Tênis Importado - 58,59%

*O percentual leva em consideração todos os impostos e não apenas o ICMS


Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT)

Fecomércio quer mudar lei


A Federação do Comércio do DF (Fecomércio) não concorda com o uso de informações das operadoras de cartões de crédito para analisar dados dos comerciantes. Segundo a entidade, a Lei Complementar Distrital nº 772/2008, que prevê essa verificação é inconstitucional. A prática, no entanto, é feita até com pessoas físicas pela Receita Federal. Quem gasta mais de R$ 5 mil no cartão de crédito tem a fatura cruzada com suas informações financeiras. Entre as pessoas jurídicas, o limite é de R$ 10 mil.

Para o presidente da Fecomércio, senador Adelmir Santana (DEM-DF), no entanto, o fato da entidade não concordar com a legislação aplicada pela Receita local não a coloca na posição de defensora das empresas devedoras. “Não vamos defender sonegadores. Estimulamos a formalização e a instalação do equipamento emissor de cupom fiscal”, afirma. “Não podemos defender quem cometeu erros. Isso não faz parte dos princípios da fundação”, completa. A Fecomércio orienta os lojistas a reconhecerem a dívida caso ela seja real e negociar o pagamento.

IPI MENOR E CONFIANÇA MAIOR PUXAM COMÉRCIO

VAREJO SE RECUPERA APÓS 2 MESES DE QUEDA

Para analistas, crescimento do comércio, baseado até agora nas vendas de itens como alimentos, deve ganhar mais impulso com bens duráveis

 

Loja de materiais de construção em São Paulo; dados do IBGE mostram crescimento do varejo em maio deste ano

DENISE MENCHEN
DA SUCURSAL DO RIO

Após dois meses de queda, as vendas do varejo apresentaram crescimento de 0,8% em maio em relação a abril, impulsionadas pelo bom desempenho de sete dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Considerando ainda os setores de veículos e construção civil, que vendem também para o atacado, a expansão foi de 3,7% -resultado influenciado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) concedida para produtos desses setores.
Em relação a maio de 2008, a expansão do varejo foi de 4%, menor do que os 7,1% verificados em abril, mas ainda considerada positiva pelo IBGE. Segundo Reinaldo Silva Pereira, da coordenação de serviço e comércio do instituto, o desempenho tem sido sustentado sobretudo pelas vendas de super e hipermercados, que cresceram 6,7%, puxadas principalmente pelos alimentos.
Pereira atribui esse cenário ao fato de que, apesar do aumento da taxa de desemprego, a massa salarial está acima da verificada no ano passado. Ele destaca ainda a desaceleração da inflação dos alimentos como outro fator que tem contribuído para as vendas do setor.
Outro dado que sinaliza o bom desempenho do comércio é que as vendas cresceram em praticamente todo o país: 23 dos 27 Estados.
Já no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o aumento sobre maio de 2008 foi menor, de 3,3%. O desempenho mais fraco está relacionado à queda nas vendas de material de construção no período, de 8,2%, apesar do aumento de 5,7% entre abril e maio de 2009.
Segundo Cláudio Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), o setor sofreu com a incerteza e a redução da oferta de crédito trazidas pela crise, mas começa a reagir, em parte, devido à redução do IPI para produtos como cimentos, tintas e cerâmicas. A menor incidência do imposto já vinha contribuindo para o desempenho do setor de automóveis, o primeiro a ter o benefício concedido pelo governo e que em maio teve crescimento de 8% sobre abril e de 4% sobre maio de 2008.
No caso do material de construção, a redução do IPI entrou em vigor em 17 de abril. Desde então, segundo a Anamaco, a queda média de preços foi de 8,5% -e deve aumentar nos próximos meses, diz Conz.
Ele afirma ainda que dados compilados pela associação já mostram alta mais forte das vendas em junho, resultado não só da redução do imposto mas também de fatores como a melhora na oferta de crédito e a recuperação da confiança do consumidor, importantes para a decisão de investimentos em obras e construções.
Esses dois últimos fatores também são citados por Alberto Serrentino, diretor da consultoria Gouvêa de Souza, como motivos que devem contribuir para a melhora do desempenho do varejo.
Segundo ele, o crescimento até agora, calcado principalmente na expansão das vendas de bens não duráveis, como alimentos, deve passar a ganhar o impulso também dos bens duráveis. "Essa reversão já é notada nas vendas das grandes lojas de departamento que comercializam eletrodomésticos, que tiveram crescimento de 11% [sobre junho de 2008]", diz.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 08:03 PM
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http://wwwb.thepassiranews.myblog.com.br

Bomba relógio econômica, a herança maldita de Lula

“Tenho pena do próximo presidente que administrará as contas públicas. Seja quem for, terá de desarmar várias bombas-relógio montadas pelo governo atual” - Alexandre Marinis, economista

Fotomontagem Toinho de Passira

Fonte: O Globo

“O próximo presidente da República tem motivos para se preocupar, seja qual for a sua filiação partidária”, diz a jornalista Regina Alvarez, num artigo no O Globo.

”Na visão de economistas ouvidos pelo GLOBO, a expansão dos gastos correntes no segundo mandato do governo Lula, combinada com a retração da economia pós-crise global, deixará como herança para o próximo governo um quadro fiscal muito difícil, com Orçamento engessado por compromissos assumidos pelo governo atual, sem espaço para ampliar os investimentos em infraestrutura e com risco real de desordenamento das contas públicas.”

O economista Geraldo Biasoto Jr, professor da Unicamp e diretor-executivo da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), ligada ao governo de São Paulo, contabilizou, em estudo recente, as despesas já contratadas pelo atual governo que terão impacto no Orçamento de 2010, chegando a um resultado surpreendente.

Por esses cálculos, o superávit fiscal de R$ 71,4 bilhões nas contas públicas do governo federal em 2008 evoluirá para um déficit de R$ 2,1 bilhões no ano que vem.

Esse cálculo inclui os reajustes concedidos ao funcionalismo no ano passado — que terão impacto no Orçamento até 2012 — mais o custo fiscal de decisões do governo na área social, como a expansão do programa Bolsa Família; na área de educação; e a política adotada para o reajuste do salário mínimo, com ganhos reais cumulativos até 2023.

Em 2010, o Bolsa Família atenderá 13 milhões de famílias; hoje são pouco mais de 11 milhões. Além de ampliar o número de beneficiados, o governo aumentou o valor pago e também a renda per capita daqueles que poderão ser atendidos pelo programa.

Só o impacto das decisões na área social resultará num acréscimo de R$ 20,2 bilhões ao custeio da máquina governamental em 2010, estima o economista, sem considerar os gastos com pessoal.

Nesse caso, o crescimento líquido das despesas é de R$ 31,1 bilhões, na comparação de 2008 com 2010, já descontada a contribuição previdenciária dos servidores, que não tem impacto sobre o déficit público.

“Os dois movimentos — aumento dos gastos com pessoal e na área social — apontam para a fixação do gasto corrente do governo em um patamar muito superior ao vigente durante a década. Essa ampliação do gasto federal vinha sendo facilitada pelo comportamento das receitas de tributos e contribuições (...)”, diz o estudo.

— A partir da crise, as condições de sustentação das novas obrigações federais podem significar danos de grande monta à sustentabilidade da política fiscal — prevê Biasoto.

Essa opinião é compartilhada pelo economista Alexandre Marinis, sócio da consultoria Mosaico Economia Política, que acompanha as contas públicas. Ele alerta para as armadilhas que a atual política fiscal representa para o próximo governo.

— Tenho pena do próximo presidente que administrará as contas públicas.

Seja quem for, terá de desarmar várias bombas-relógio montadas pelo governo atual — afirma. — Não há como sustentar o aumento dos gastos com a economia desacelerada. A dificuldade de gestão de caixa será substancial, e a rigidez do Orçamento muito maior para gerar investimentos.

A professora Margarida Gutierrez, do Instituto Coppead de Administração da UFRJ, considera que a grande herança ruim que será deixada para o próximo governo é um orçamento muito mais rígido, sem espaço para a ampliação dos investimentos, já que muitas das despesas apresentadas pelo governo como anticíclicas para combater a crise são permanentes, como os gastos com pessoal.

— Política anticíclica não se faz com gasto obrigatório. O próximo presidente vai ter um problema bem grande para resolver. O Orçamento dos próximos anos está engessado com gastos obrigatórios. Muito melhor seria se tivéssemos aumentado os investimentos. Haveria repercussão na cadeia de produção e não apenas num setor. Os efeitos são muito maiores, o estímulo muito maior — afirma Margarida.

Na visão da economista, o padrão de gasto do governo é muito ruim e piorou mais este ano.

— O governo concentrou a política fiscal anticíclica em aumentos de salários e benefícios. A sociedade paga impostos, e o governo gasta com pessoal. Isso é muito diferente do que seria a função do governo de provedor de serviços de uso coletivo, como saúde, educação, investimentos em infraestrutura.

O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, também está pessimista em relação ao futuro da política fiscal. Ele prevê um aumento da dívida em relação ao PIB, que se manteria no próximo mandato, a despeito da queda dos juros. E também critica a política anticíclica baseada em gastos de pessoal e custeio.

— É a irresponsabilidade fiscal sob o manto da política anticíclica.

A conta maior será transferida para o próximo governante, seja ele quem for — afirma Velloso.

*“O risco da explosão dos gastos públicos” o título original da matéria assinada por Regina Alvarez



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 07:58 PM
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Folha Online
Lula critica oposição por criação da CPI da Petrobras e diz "todos são bons pizzaiolos"

CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje não estar preocupado com a CPI da Petrobras, instalada ontem. Segundo ele, há outras formas de investigar uma empresa do porte da Petrobras. Lula criticou a oposição pela insistência da criação da CPI.

"A mim não preocupa. O que eu acho é que tem gestos de irresponsabilidade na constituição de uma CPI dessas porque você pode pedir investigações da Receita Federal, da Controladoria Geral da República, do Ministério Público, da CVM", disse ele.

Lula afirmou que a CPI é interessante para quem "quer fazer um Carnaval". "Para quem quer investigar seriamente era preciso ter um outro mecanismo. Acontece que a Petrobras é a maior empresa brasileira, a empresa de maior projeção nacional, tem ações na Bolsa."

O presidente também aproveitou para usar o mesmo argumento dos petistas de que a oposição, quando era governo, queria privatizar a Petrobras. "Por que que a turma que queria privatizá-la ontem está hoje preocupada com a Petrobras? A minha preocupação agora não é com a CPI."

O presidente disse que sua maior preocupação agora é com o novo marco regulatório da exploração do pré-sal. "A minha preocupação é que me entreguem daqui a dez dias o novo marco regulatório da Lei do Petróleo por causa do pré-sal. Que quero anunciar ao Brasil qual será o novo marco regulatório e quero mandar para o Congresso as mudanças na lei que são necessárias. Enquanto a oposição grita, eu trabalho."

Questionado se a mistura de pré-sal com CPI daria em pizza, Lula respondeu: "Depende. Todos eles são bons pizzaiolos".



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 07:34 PM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Renan quer ‘soldado’ na chefia do Conselho de Ética

Lula Marques/Folha

 

Insatisfeito com a obtenção de uma sólida maioria no “Conselho de Ética”, Renan Calheiros trama acomodar na presidência do colegiado um de seus soldados.

 

Chama-se Paulo Duque (PMDB-RJ). Chegou ao Senado em 2007. É segundo suplente.

 

O titular, Sérgio Cabral, renunciou para assumir o governo do Rio. O primeiro suplente, Regis Fichtner, virou secretário de Cabral.

 

Nesta terça (14), o sem-voto Paulo Duque ganhou a atenção dos holofotes ao comandar a sessão inaugural da CPI da Petrobras.

 

Octogenário, Duque é o mais velho da comissão. Por isso lhe coube chefiar a sessão até que fosse eleito o presidente efetivo.

 

Sagrou-se vencedor João Pedro (PT-AM), suplente do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM).

 

Ao transferir a presidência ao colega de suplência, Duque revelou-se um manequim excêntrico: trazia à mostra o cós da cueca (veja foto e destaque lá no alto).

 

Antes, revelara-se inovador também na interpretação do regimento do Senado. Sonegara apartes. Regulara os microfones por cima das regras.

 

Duque parecia submetido a um suplício, do qual desejava livrar-se o mais rápido possível. Os integrantes da CPI riram-se à farta.

 

A despeito da ausência de desenvoltura, Paulo Duque tornou-se o preferido de Renan Calheiros para ocupar a presidência do Conselho de Ética.

 

Aos olhos do líder do PMDB, o suplente do suplente dispõe de uma qualidade que ofusca a falta de credenciais. Sobra-lhe em fidelidade o que lhe falta em cabelos. Numa palavra: é soldado de Renan.

 

Inativo desde março, o Conselho de Ética começou a ser reativado nesta terça. Foram aprovados em plenário os nomes dos novos membros do clube.

 

Plantou-se no colegiado um placar de 11 a quatro a favor de José Sarney, protagonista de um par de representações por quebra de decoro.

 

Renan, ele próprio alvejado por uma representação do PSOL, achou pouco. Não lhe interessa nada aquém do controle absoluto.

 

Levado ao conselho na vaga do PSB, Antonio Carlos Valadares (SE) também cobiça a cadeira de presidente. Parecia favorito. Porém...

 

Porém, Renan pôs-se a conspirar contra Valadares. É eleitor de Sarney. Não aderiu ao “fora, presidente”. Mas não devota a Renan uma lealdade à Duque, incondicional.

 

O presidente do conselho deveria ter sido eleito nas pegadas da sessão da CPI. Renan cuidou de provocar o adiamento. Por ele, a coisa seria empurrada para agosto.

 

Foram a campo os mandachuvas do PSDB e do DEM. Ameaçam bloquear a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, condição para o início do recesso.

 

O abacaxi terá de ser descascado nesta quarta (15). À falta de acordo, Valadares e Duque terão de medir forças no voto. Um teste para o prestígio de Renan, aparentemente infinito.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 02:14 PM
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Correio Braziliense

Missão para Palocci

Brasília-DF

 
 
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorre cada vez mais ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) para operar assuntos de natureza econômica na Câmara dos Deputados. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também. É o que está acontecendo nesta semana, por exemplo, para derrubar o projeto de conversão da Medida Provisória nº 460/08, que reconhece o crédito-prêmio do IPI até 31 de dezembro de 2002. Aprovado por estranha unanimidade no Senado, encerra um contencioso judicial com o setor exportador que pode gerar um rombo de até R$ 288,33 bilhões no Tesouro.

Palocci foi acionado para negociar com os líderes da base a derrubada do IPI. Seria o único capaz de ser ouvido, uma vez que o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram engolidos pelo lobby exportador durante as negociações. Cotado para o cargo de ministro de Relações Institucionais, no lugar de José Múcio Monteiro, que vai para o Tribunal de Contas da União (TCU), Palocci é hoje uma peça importante no projeto de Dilma para a sucessão de 2010. Sua volta ao governo Lula, porém, estaria na dependência de uma absolvição no caso do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de agosto.


Faz de conta/ O PSDB goiano minimiza as chances de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se lançar candidato ao governo do estado pelo PP do governador Alcides Rodrigues. O ministro seria cristão novo na política local, com um governador mal avaliado como cabo eleitoral. Os tucanos acreditam que o candidato lulista será o prefeito de Goiânia, Iris Resende (PMDB), conforme anunciou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Bandeira/ A Federação Única dos Petroleiros (FUP) promove amanhã uma passeata na capital federal contra a instalação da CPI da Petrobras e pela aprovação do marco regulatório para exploração da camada pré-sal. Apoiados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), querem colar a pecha de traidores da pátria em tucanos e democratas. A CPI deu uma nova bandeira ao PT para as eleições de 2010.

Bolo/ Os deputados Domingos Dutra (PT-MA), Chico Alencar (PSol-RJ), Ivan Valente (PSol-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ) e Luciana Genro (PSol-RS) foram os primeiros oradores inscritos na sessão do Congresso de ontem, convocada para apreciar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Pretendiam fazer um piquenique na sombra do senador José Sarney (PMDB-AP), mas o ex-presidente da República não apareceu para presidir os trabalhos.

Tratorada
Quem pode mais, pode menos. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), nomeou os deputados do PT, PSDB, DEM e PPS na CPI das Contas de Luz. Os nomes foram escolhidos por ordem alfabética. Os quatro partidos boicotaram a CPI presidida pelo deputado Dudu da Fonte (PP-PE), mas foram tratorados por Temer.

Controvérsia
O crédito-prêmio do IPI foi criado em 1969 e concedia 15% do valor dos bens exportados para compensar a cobrança do tributo. Seria reduzido gradualmente até 1979, para ser extinto em 1983. Em 2004, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu a favor dos exportadores, com o entendimento de que o benefício somente fora encerrado em 1990. Em 2008, o ministro Gilmar Mendes considerou o crédito-prêmio extinto em 1983. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), com base em estudos do economista Luiz Gonzaga Belluzo, avalia que os créditos somam R$ 69 bilhões, dos quais 70% já foram compensados. A Fundação Getulio Vargas estima-os em R$ 34 bilhões.

Call Center
O projeto de lei que extingue o fator previdenciário foi o assunto que mais movimentou o serviço 0800 da Câmara dos Deputados no semestre passado. O tema motivou 26.388 telefonemas de eleitores até 30 de junho, 12% das 222.314 ligações registradas no período.

Engavetador

Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press - 3/1/07
 
 


Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu blindar José Sarney no Conselho de Ética da Casa, cuja reunião a base governista esvaziou, ontem. O peemedebista quer emplacar no cargo o senador Paulo Duque (foto), do PMDB-RJ. Se assumir a presidência do Conselho de Ética, Duque engavetará todas as representações contra Sarney.

 

Rugidos


A demissão atabalhoada da secretária da Receita Federal, Lina Vieira, lançou a instituição numa luta de facções sem precedentes. De um lado, os quadros da arrecadação da era Jorge Rachid, que foram alijados da maioria das superintendências. De outro, os sindicalistas promovidos por Lina, que são responsabilizados pela queda na arrecadação. A indicação para o cargo do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, subiu no telhado. Ele é sócio da crise.

Loop
A carona do ministro da Defesa, Nelson Jobim, num Dassault Rafale da Força Aérea Francesa, elevou ontem a cotação dos franceses na disputa para abocanhar os US$ 3 bilhões do programa FX-2, que vai reaparelhar a Aeronáutica. Jobim também voou no F-18 Super Hornet, da americana Boeing. Os suecos, que querem vender o Saab Gripen, foram escanteados. Não conseguiram sequer levar o ministro à sua fábrica, apesar dos reiterados convites.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 02:03 PM
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Dora Kramer

Engenheiro de obra desfeita

O presidente do Senado, José Sarney, abriu mão da divisa de respeito conquistada como condutor do primeiro governo civil da transição democrática em sua passagem pelo Palácio do Planalto, entre março de 1985 e janeiro de 1990.

O que fez pela democracia lá, Sarney desfaz agora, ao transformar o Senado Federal em quintal do Palácio do Planalto. Ao mentir a seus pares, ignorar o desejo da maioria e impor ao colegiado a presença de um presidente cuja figura - por justiça ou contingência - sintetiza o pior da política brasileira, José Sarney desrespeita a instituição.

Menospreza a independência do Parlamento, se deixa tutelar pelo Poder Executivo, abre as portas do Congresso para a interferência oficial do presidente da República e, portanto, agride a Constituição e afronta a própria essência do regime democrático que anos atrás ajudou a reconstruir.

Por aquela contribuição perdoaram-se seus malfeitos biográficos. A fim de não incorrer no pecado da condenação por crime de opinião, não incluamos entre eles seu apoio ao regime militar. Fiquemos, pois, no gosto pela política patrimonialista e no desastre da política econômica atrelada a interesses eleitorais.

Mesmo saído da Presidência da República tão rejeitado que sequer pôde atuar no processo da própria sucessão, Sarney recuperou-se e por anos se manteve à tona graças ao reconhecimento de sua obra de tolerância em prol da democracia.

Numa época em que ainda se ouviam com nitidez os roncos da reação, em que a memória da censura e a ação da mão pesada do poder pertenciam a um cotidiano familiar, de Sarney se falou de tudo e mais um pouco. Mas, do presidente, não se ouviu nem viu um só gesto que pudesse ser interpretado como a mais leve ameaça ao mais contundente dos adversários.

Com esse capital, o José Sarney da boa conduta democrática se sobrepôs e sobreviveu ao Sarney das velhas práticas. Atravessou o período delicadíssimo da Constituinte numa condução politicamente impecável.

Deu espaço à consolidação da relação promíscua Legislativo-Executivo sob a égide do lema "é dando que se recebe". Mas não o fez sozinho nem por vontade exclusiva. Teve parceiros poderosos, muitos dos quais celebrados em postos de honra para a eternidade.

Nunca, porém, interferiu no processo. Mesmo, conforme alertou à época, considerando que muitas das decisões dos constituintes tornariam o Brasil ingovernável. Em boa medida, estava coberto de razão. Nem por isso invocou a parceria da força, ainda relativamente viva em vários setores. Nos quartéis, inclusive.

Deixou que a democracia seguisse o seu destino, aos trancos e barrancos, mais erros que acertos.

No fim da carreira, contudo, achou por bem inverter a equação. Entrega o Senado na bandeja à Presidência da República. Não importa que a força agora venha das ruas e não das Armadas.

O fato inquestionável é que José Sarney patrocina o aprofundamento do desequilíbrio entre os Poderes que, não obstante não ter sido por ele inventado, poderia ter sido limitado por ação de consciência democrática.

Há 25, 30 anos, o presidente José Sarney aceitou a evidência: era menor que o País, que o projeto de transição engendrado por um conjunto de forças capitaneado por Tancredo Neves e, de acordo a circunstância, se conduziu.

Agora, o senador José Sarney, talvez pela urgência e premência da falta de tempo, transforma suas agruras individuais em sinuca coletiva.

A maioria dos partidos da Casa por ele presidida pediu que se licenciasse quando apareceram as primeiras denúncias envolvendo gente nomeada por ele para a cúpula administrativa do Senado.

A quase totalidade dos senadores passou a desejar sua renúncia depois que as acusações o atingiram pessoalmente.

E Sarney - que até por dever dos ofícios já prestados, teria um nome a zelar -, simplesmente ignora a posição e o constrangimento de seus pares e se esconde sob as asas do presidente da República, ao modo de um Renan Calheiros qualquer.

Vê seu destino ser decidido em reunião de ministério, assiste a bancada do PT ser enquadrada como se de delegação popular não dispusesse, enxerga perfeitamente o obstáculo que representa a que o Senado ao menos tente dar uma virada, e nada faz além de pensar em si.

Que o presidente Luiz Inácio da Silva não veja o cenário sob uma ótica institucional, sabe-se desde que o PT por ele comandado recusou-se a avalizar todas as ações de avanço nos últimos anos - da transição com Tancredo à estabilização da moeda, passando pela Constituinte.

Mas de José Sarney, pelo passado ora tão invocado e celebrado, era se esperar uma compreensão mais elaborada da História e uma visão mais aprimorada da democracia no Brasil.

CONCEITO DE ÉTICA

Determinados integrantes fazem do Conselho de Ética do Senado uma contradição em termos.


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:57 PM
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prioridades



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:21 PM
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Folha Online
Ministro que chamou Obama de "negrinho" deixa governo em Honduras
O ministro de Governança e ex-chanceler do governo interino de Honduras, Enrique Ortez, que se referiu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como "esse negrinho que não sabe onde está Tegucigalpa", deixou o governo interino nesta terça-feira alegando pressões dos Estados Unidos.

Ortez afirmou que tomou a decisão para "não causar danos" ao governo do presidente interino, Roberto Micheletti, que anunciou nesta quarta-feira suas primeiras medidas econômicas.

A porta-voz da embaixada dos EUA em Tegucigalpa, Chantal Dalton, citada pela agência Reuters, negou as pressões sobre as autoridades que assumiram o país após o golpe de Estado, acrescentando que seu país não mantém contato com um governo que não reconhece.

Ortez renunciou na semana passada ao cargo de ministro das Relações Exteriores depois de seus comentários sobre Obama. Micheletti nomeou-o então ministro de Governança e Justiça.

Em carta de renúncia, Ortez conta que se demitiu por "pressões da embaixada dos Estados Unidos da América ante nosso povo e governo, direta e indiretamente, junto a certos países da Alba", em uma referência ao bloco de países esquerdistas liderado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, principal aliado do presidente deposto, Manuel Zelaya.

O presidente interino Roberto Micheletti, aceitou a renúncia de Ortez.

A derrubada do presidente Manuel Zelaya por militares em 28 de junho recebeu uma ampla condenação internacional, incluindo a dos EUA, que nesta semana suspendeu os programas de ajuda militar a Honduras e ameaçou cancelar outros fundos de ajuda ao país em um volume de até US$ 180 milhões.

"Considerando que a minha presença como ministro de Governança poderia significar o cancelamento da ajuda externa, de que tanto necessita nosso povo, decidi declinar da honrosa designação", disse Ortez a jornalistas.

O governo interino de Honduras disse que apresentou um pedido de desculpas a Washington pelos comentários ofensivos de Ortez em relação a Obama.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 12:17 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:01 PM
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Folha Online
Em Alagoas, Lula elogia Collor e Renan e diz que pretende ajudar a eleger sua sucessora

Charge do Junião

 

 

 

 

 

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que pretende fazer sua sucessora na Presidência da República. Sem mencionar o nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Lula disse que vai ajudar a eleger seu "sucessor" ou "sucessora".

"Está chegando o ano eleitoral e eu não posso falar de eleição. Mas eu só vou dizer uma coisa para vocês. Podem escrever: eu vou fazer, eu vou ajudar a eleger a minha sucessora neste país. Ou sucessor", afirmou Lula no discurso de inauguração de uma adutora em Palmeira dos Índios, em Alagoas.

Lula negou que a inauguração tivesse caráter eleitoral e lembrou que o governador de Alagoas, Teotênio Vilela (PSDB), é de oposição. "Quem viu o discurso do Teo sabe perfeitamente bem que o Teo é um companheiro de um outro partido político, de um partido político que, certamente, terá um adversário para nos enfrentar. [...] O que aconteceu aqui é que a gente não está pensando em 2010, a gente não está pensando nas próximas eleições. A gente está pensando é que esse povo de Palmeira dos Índios merece ser tratado com dignidade. Eu tenho certeza de que, a partir dessa experiência da criação de um novo jeito de governar este país, quem vier depois de mim não será mais mesquinho, terá como paradigma um outro padrão."

No início do discurso, Lula elogiou os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que pertencem a partidos da sua base aliada. "Eu quero aqui fazer Justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado."

Lula afirmou que pretende incluir o canal do sertão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "Vejam uma coisa, o Collor começou o canal do sertão. Normalmente, as obras começavam com uma emenda parlamentar. No ano seguinte, não tinha mais a emenda parlamentar, não tinha dinheiro, a obra parava. [...] Vamos colocar no PAC, porque aí não depende de emenda parlamentar, depende de dinheiro do orçamento."



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:41 PM
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Soldado diz que Obama não é presidente dos EUA e se nega a combater no Afeganistão

Um comandante da reserva do Exército americano entregou uma petição à Justiça federal do país pedindo para não ser enviado ao Afeganistão. Stefan Frederick Cook se nega a lutar porque acredita que Barack Obama não é presidente dos Estados Unidos, já que "não nasceu no país". A informação é do jornal "The Ledger Enquirer", da cidade de Columbus, no Estado da Geórgia.

 A Constituição dos EUA determina que para ser presidente, é necessário que o candidato tenha nascido em solo americano. Obama nasceu no Havaí em 1961, dois anos depois de o arquipélago se tornar o 50º Estado do país. No entanto, desde que iniciou sua campanha à presidência, circularam boatos de que ele não seria cidadão natural dos EUA.

A advogada do comandante Cook, Orly Taitz, que também questionou a legitimidade da presidência de Obama ante outros tribunais, apresentou na semana passada uma petição de 20 páginas pedindo que seu cliente tenha o status de "objetor de consciência" reconhecido. A objeção de consciência é utilizada para justificar o não-cumprimento de ordens militares por motivos éticos ou religiosos.

No caso de Cook, ele alega que atuaria em "violação à lei internacional se participasse de ações militares fora dos EUA sob o mando deste presidente" e por isso estaria sujeito a ser processado "como criminoso de guerra".

O comandante da reserva recebeu a convocação para combater no Afeganistão em 9 de junho e deveria se apresentar amanhã (15) na base McDill da Força Aérea, em Tampa (Flórida). De acordo com "The Ledger Enquirer", haverá uma audiência judicial na quinta-feira (16) para analisar o pedido de Cook.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:46 PM
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Sem-teto usam correntes diante do prédio de Lula

Um grupo com 30 integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) continua acampado em frente ao apartamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. A ação e um protesto pela criação de moradias. Segundo o movimento, ao menos oito pessoas estão acorrentadas em frente ao prédio. O grupo montou o acampamento na última quarta-feira, na calçada oposta à do edifício e não há previsão para que deixem o local. Na ocasião, foi realizada uma passeata no centro da cidade que, segundo a Polícia Militar, reuniu cerca de 200 pessoas.

Segundo integrantes do MTST, a disposição de resistir não tem limite. "A cada dia que não houver negociação mais um se acorrentará", afirmaram participantes do grupo, em nota. Segundo a Polícia Militar, que está no local acompanhando, a manifestação é pacífica.

Os manifestantes reivindicam do governo federal a "desapropriação de terrenos ocupados pelo movimento; a regularização fundiária do assentamento Anita Garibaldi; a agilidade burocrática para as famílias do acampamento Carlos Lamarca; [...] e a participação ativa do governo federal nas negociações do MTST", entre outros itens.

Quando o protesto começou, a assessoria da Presidência da República informou que não se pronunciará sobre a manifestação. Os sem-teto dizem representar 18 mil famílias dos municípios paulistas de Sumaré, Itapecerica da Serra, Taboão, Embu das Artes, Osasco, Guarulhos, Mauá e São Paulo. (Com agências)



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:02 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 01:01 PM
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Uma Casa com 204 copeiros

Adriana Vasconcelos

angeli

Uma Casa com 717 copeiros e contínuos

Cada um deles custa ao Senado R$ 2.400 por mês; são mais de sete para cada um dos 81 senadores


BRASÍLIA. Depois de descobrir que a Casa funcionava com 181 diretores, agora o Senado se depara com outro número surpreendente: pelo menos 20,4% dos 3.500 servidores que prestam serviços terceirizados à instituição são copeiros ou contínuos.

Ao todo são 717, sendo 204 copeiros e 513 contínuos, que foram empregados por meio de contrato fechado, no dia 19 de novembro do ano passado, entre o Senado e a Adservis Multiperfil Ltda, no valor de R$ 22,7 milhões, com vigência até o fim do ano. Em tese, existem na Casa mais de sete copeiros e contínuos para servir a cada um dos 81 senadores.

Isso sem falar nos funcionários de serviços gerais que estão desviados de função e também trabalham como copeiros e contínuos.

O contrato da Adservis estabelece ainda duas categorias de contínuos e copeiros, para diferenciar os que atendem o gabinete da presidência do Senado ou a residência oficial. Entre os copeiros, há pelo menos 14 classificados como especiais.

Já o número de contínuos especiais chega a 77. Em média, um copeiro ou um contínuo terceirizado recebe salário de R$ 1 mil, enquanto os especiais recebem quase o dobro desse vencimento, embora prestem serviços semelhantes. Pelo valor do contrato, cada um dos 717 copeiros e contínuos custa ao Senado R$ 2,4 mil por mês.

Distorções como essas só foram detectadas a partir da auditoria interna realizada por uma comissão técnica designada pelo 1osecretário da Mesa Diretora, senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Essa realidade, no entanto, só deverá começar a mudar com a realização de novas licitações.

— Nossa intenção é corrigir todo tipo de distorções à medida que forem sendo detectadas, reduzindo não só gastos como o número de terceirizados — afirmou Heráclito.

O coordenador do recém-criado núcleo de gestão desses contratos, Dirceu Teixeira, admitiu ontem que é possível que o contrato com a Adservis seja prorrogado, pois considera praticamente impossível que o edital da nova licitação esteja pronto a tempo. Mas ele adiantou a disposição do Senado de reduzir esse número de contínuos e copeiros, cortando também os custos.

— A decisão da Casa, a partir de agora, é contratar o serviço de copeiro ou de contínuo, cabendo à empresa terceirizada definir o número de funcionários necessários para cumprir essa tarefa — antecipou Teixeira.

Na tentativa de reduzir o número de terceirizados e o valor dos contratos, o Senado publica hoje, no Diário Oficial da União e em jornais de grande circulação, um edital para renovação dos contratos com as empresas de segurança que prestam serviço à Casa. A ideia é reunir os quatro contratos que atendem separadamente o Senado, a Gráfica e o Prodasen num só. Isso poderá gerar economia e levar à redução do número de postos de vigilância.

Esse novo contrato deverá ser gerido pela Polícia Legislativa.

Os próximos contratos a serem renovados deverão ser na área de limpeza e conservação. A meta assumida pelo Senado é reduzir os custos com terceirizados em pelo menos 30%, reduzindo em cerca de 40% os cerca de 3.500 terceirizados na Casa.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:45 AM
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Respeito é muito bom...

CLÁUDIO GUIMARÃES DOS SANTOS

Tal crise só será resolvida com vergonha na cara, que, aliás, num momento tão grave da nação, terão que ter todos os brasileiros

A ATUAL crise do Senado não faz senão honrar a tradição de escândalos deploráveis que tanto têm contribuído para corroer a base ética sobre a qual deveria se assentar o sistema de governo representativo da incipiente democracia brasileira.
Dos fatos que levaram ao impeachment de Collor à proeza contábil-arquitetônica do deputado do castelo, das roubalheiras ciclópicas dos anões do Orçamento aos descaminhos do mensalão (ainda não esclarecidos...), da farra das passagens aéreas aos insólitos atos secretos, é extensa a lista de mamatas prototípicas e de nepotismos paradigmáticos que infestam e desfiguram os Poderes da nação.
Sem contar, é claro, a multidão de casos escabrosos que ainda aguardam para sair do armário, faltando, talvez, para que o façam, que uma providencial disputa entre facções políticas rivais como a que se deu no Senado forneça à imprensa a munição necessária para tanto.
Todavia, a peculiaridade do caso do Senado é que ele não apenas revela a estrutura tentacular de um poder paralelo, que se apossou, sem nenhuma vergonha, de uma das Casas do Legislativo federal, com a colaboração ou complacência -falta ainda determinar de vários dos 81 senadores, mas também põe a nu, de modo cruel, a persistência de um fisiologismo anacrônico, que obriga senadores do PT, com currículos respeitáveis, a dobrar as suas espinhas ao sabor das decisões emanadas do Palácio do Planalto, tudo em nome de uma suposta governabilidade -bela palavra que, no entanto, oculta o desejo inconfessável de controlar a sucessão de 2010.
Tal fato ilustra, nitidamente, o caráter retrógrado do "presidencialismo monárquico" brasileiro, no qual o presidente Lula, ao contrário da rainha da Inglaterra, não somente governa como também reina. Influi, assim, demasiadamente na vida dos outros Poderes, além de posar de "grande pai" da nação inclusive chamando alguns de seus ministros de "crianças levadas".
Erra, portanto, o presidente da República quando diz que a governabilidade do país estará em risco caso vingue o desejável afastamento do senador Sarney da presidência do Senado.
O que ameaça, de verdade, a governabilidade e isso o presidente Lula, em nome das suas origens humildes, não poderia ignorar é a perpetuação do estado de falência jurídica vigente em nossa terra, com a impunidade quase absoluta dos poderosos. Pois é ela que reforça o caráter malandro de muitos brasileiros, que ainda festejam o fato de burlar as leis e de não serem pegos, desde os bandidos proeminentes que "calham de ser banqueiros" até os humildes cidadãos que se orgulham de passar, impunes, o sinal vermelho.
Erra, também, o senador Sarney, já que é óbvio que a crise política do Senado não será resolvida com "política", especialmente se esta for do mesmo tipo da que nos causa tanto nojo.
Tal crise, sinto dizer, só será resolvida com vergonha na cara. Vergonha na cara que, aliás, num momento tão grave da nação, terão que ter todos os brasileiros sobretudo os intelectuais para que não se omitam, sob pena de, se o fizerem, não mais serem capazes de se olharem ao espelho.
E que não venham relativizar a moral pública, como fazem alguns "estadistas" mais eruditos, lançando mão de conceitos como a "virtú" de Maquiavel, a "raison d'État" de Richelieu ou, até mesmo vejam só a "ética da responsabilidade" de Max Weber.
Se boa parte da população, por ignorância ou desinformação, ainda se mantém passiva, contribuindo, com seu voto, para a perpetuação de nefastas oligarquias, há, felizmente, cidadãos que sabem muito bem que, em situações como essa, a omissão será sempre pior que a ação e são justamente eles os que não podem se calar.
É preciso dar um basta a toda "política" rasteira e malcheirosa e lutar para que se cumpra a lei no Brasil. Não a lei meramente legalista, retórica na letra e perversa na aplicação, que protege apenas os poderosos; não a lei que deixa brechas incontáveis aos advogados vivaldinos. Mas, sim, a lei que se embasa no espírito de justiça e que, de fato, defende os honestos; a lei que, sobretudo, não acoberta os criminosos, impedindo que sejam julgados.
É preciso, pois, fazer saber a esses políticos larápios que, se desejam manter as suas biografias intocadas até mesmo as que precisam de uma "garibada"-, eles devem, primeiramente, aprender a respeitar os cidadãos que os elegeram. Pois respeito é muito bom, prezadas Excelências e, dele, todos nós gostamos. Ou quase todos nós...

Presidente do Senado omite da Justiça Eleitoral posse de imóvel

HUDSON CORRÊA

angeli

Senador omite da Justiça Eleitoral casa de praia

Embora constasse de sua declaração de Imposto de Renda uma casa em São Luís, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não informou a Justiça Eleitoral sobre a existência do imóvel na sua campanha à reeleição em 2006.
Segundo a assessoria do senador, Sarney foi orientado a declarar o imóvel à Receita Federal, mas havia entendimento de que não era necessário fazer o mesmo à Justiça porque ele já havia assinado, antes das eleições, uma procuração pela qual doava a casa a sua filha, a atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA).
Mas o imóvel, que fica na praia do Calhau, também não consta da declaração de bens da governadora à Justiça Eleitoral em 2006 -quando Roseana disputou e perdeu o governo.
Roseana disse que recebeu a doação em 2006, mas só em 2008 transferiu o imóvel para seu nome e passou a declará-lo à Receita. A assessoria do senador disse que Sarney não se recorda se a procuração de doação ocorreu em 2005 ou 2006.
A demora de dois anos "parece que foi uma coisa burocrática. Mas ele [Sarney] ficou declarando à Receita. Depois, eu passei a declarar", disse Roseana, que assumiu o governo após a cassação de Jackson Lago (PDT). Ela afirmou não haver nenhuma irregularidade no episódio da casa em São Luís.
A casa foi declarada por Sarney à Justiça Eleitoral com valor de R$ 256.769,90 em 1998. Corrigido pelo IPCA, a residência valeria hoje R$ 531 mil. A Folha apurou que o valor médio das casas da região é mais alto. "Não sei quanto é a avaliação porque não está à venda. É uma casa de mais de 30 anos, não se sabe quanto vale", disse.
Em outro episódio revelado na semana passada, Sarney disse ter omitido "por esquecimento" da Justiça uma casa no valor de R$ 4 milhões em Brasília, mas provou ter declarado o imóvel à Receita Federal.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:36 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Patrimônio cultural

Além de patrocínios da Petrobras, Eletrobras e CEF, a Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês, que toca projetos da Fundação José Sarney e é controlada por aliados do senador, está prestes a receber uma bolada de quase R$ 1 milhão até dezembro. O montante se refere à compra de novos instrumentos e manutenção da escola de música da entidade.

Depois de um ano de tramitação, o projeto foi aprovado em janeiro pelo Ministério da Cultura, com uma série de restrições. O dinheiro está parado em uma conta do Banco do Brasil bloqueada. O ministério também aguarda a regularização de documentos: as certidões de FGTS e quitação de tributos estaduais apresentadas estão irregulares.

Veja bem. O parecer técnico do ministério lista discrepâncias nos valores dos instrumentos musicais sugeridos pela associação, o dobro do preço de mercado. Também há diversas falhas nos subsídios administrativos e despesas com pessoal.

Um dia... Chamou a atenção de senadores a admissão por parte de Sarney de que viajou a Veneza com as despesas pagas pelo banqueiro Edemar Cid Ferreira. Uma das acusações que levaram Renan Calheiros (PMDB-AL) a ter de deixar a presidência do Senado em 2007 foi a de que teve contas bancadas por um lobista de empreiteira.

...depois do outro. O artigo 5º do Código de Ética do Senado diz que são incompatíveis com a ética e o decoro parlamentar "a percepção de vantagens indevidas, tais como doações, ressalvados brindes sem valor econômico".

Hora do chá. Nem mais na revista da Academia Brasileira de Letras o imortal Sarney pode buscar um refresco para a crise do Senado. O último número da publicação traz um ensaio de ninguém menos que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), um dos defensores do "fora Sarney".

Não desistem. Apesar da palavra dada por Sarney, a tropa de choque do governo ainda avaliava ontem à noite uma estratégia para tentar adiar a escolha do presidente e do relator da CPI da Petrobras, marcada para hoje.

Pede pra sair. Lula usou a reunião ministerial de ontem para insistir que quem for candidato em 2010 deve ser direto e deixar para lá "a conversa fiada". "Não precisa dizer que o povo está pedindo, ou o partido está sem quadros", disse.

Cumprir tabela. Lula também cortou as incipientes articulações para colocar novos políticos no lugar dos que vão sair: "Eu quero terminar o meu governo, não quero começar um novo".

Agentes duplos. Na reunião, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) reclamou dos colegas que vão ao Congresso aumentar seus orçamentos via emendas parlamentares. E defendeu que, ao menos no último ano de governo, isso seja feito de forma coordenada com o governo.

Aula magna. Orador da parte política da reunião, Franklin Martins (Comunicação Social), além de sentar a pua na imprensa, descascou a oposição. Disse que PSDB e DEM sobrevivem "à base de denuncismo" e de ataques ao "inchaço da máquina".

O escolhido. O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Demóstenes Torres (DEM-GO), vai escalar o correligionário Marco Maciel (PE) para relatar a reforma eleitoral no Senado. Estudioso do tema, Maciel deve propor alterações no projeto que vem da Câmara.

Outro lado. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que não prestou contas do uso da verba indenizatória porque deixou de receber o reembolso desde abril, quando as notas fiscais passaram a ser publicadas na internet.

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"Se ele não diz que eu sou o governador dele, por que o PT dirá que ele é nosso candidato ao Senado?"

Do governador JAQUES WAGNER (BA), sobre os sinais dados pelo ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) de que pode romper com o PT para sair candidato ao governo.

Contraponto

Campanha soviética A bancada do PSDB se reuniu antes da votação da reforma eleitoral para definir os pontos da proposta que apoiaria. Várias ideias de regulamentação surgiram.
Otávio Leite (RJ) propôs que o valor máximo de gasto eleitoral deveria ser limitado pelo PIB e a população de cada Estado. Também defendeu que 20% do total arrecadado fosse para um fundo comum dos partidos.
-Seria uma forma de socialização das doações! disse, empolgado, buscando adesões.
-Camarada Otávio, quando foi que o senhor virou comunista? , interrompeu Waldir Neves.
Foi a deixa para arquivar as propostas sumariamente.

Tudo depende dos... fatos

Eliane Cantanhede

Adivinhe quem o PSDB e o DEM estão articulando para a presidência da CPI da Petrobras?! O Fernando Collor de Melo.
Isso mesmo. O ex-presidente da República que renunciou justamente por causa de CPIs.
Não se fazem mais CPIs como antigamente, mas a verdade é que a oposição lança Collor nem é para ganhar, é só para aumentar a confusão e ter pelo menos um votinho a mais. Instalada hoje, se é que vai mesmo, a CPI da Petrobras terá três nomes da oposição e oito do governo. Com Collor, passa a ser quatro a sete. E vai dar o que falar.
Collor ganhou a primeira eleição direta para presidente, cassou a poupança do brasileiro, isolou-se com PC Farias, rompeu com os partidos e com a opinião pública e caiu.
Até voltar ao Congresso e se tornar aliado de Lula -para quem ele faria um "mandato extraordinário".
O resultado é que Collor virou presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, agora ganha vaga na CPI da Petrobras e está livre, leve e solto para ir para um lado ou para outro. Ou para ambos. Hoje, ele viaja com Lula para inaugurar uma obra. Amanhã, poderá estar nos braços da oposição para disputar a presidência da CPI contra o Lula, ops!, contra a Petrobras.
É assim que a CPI nasce sobre fundadas desconfianças, disputando espaço com aquela Comissão de Ética esquisita e com dois adversários: Lula reuniu o ministério pela segunda vez neste ano e lançou o plano do pré-sal, menina-dos-olhos da candidatura Dilma. E José Sarney sai da condição de réu para a de juiz, cancelando as centenas de atos secretos da era Agaciel Maia (que não agia sozinho...).
O que vai acontecer com a CPI, então? Com a palavra o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que já produziu 40 requerimentos de informações para a estreia da comissão: "Tudo depende dos fatos". A guerra que começa hoje no Congresso é justamente para isso: para ver quem vai produzir mais notícias e manchetes. Material não falta.

Associação repassa verba de patrocínio à Fundação Sarney

HUDSON CORRÊA

Entidade de assistência, também ligada à família Sarney, recebeu dinheiro da Eletrobrás


Associação financiou festas em convento no MA que abriga a fundação; diretor da entidade é do gabinete do senador Lobão Filho

A Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), entidade de assistência social ligada à família Sarney no Maranhão, repassou recursos obtidos por meio de patrocínio cultural para outra instituição associada ao clã: a Fundação José Sarney. Ambas ficam em São Luís.
A associação repassou à Fundação Sarney ao menos R$ 35 mil pelo aluguel de um espaço para festas -o pátio do Convento das Mercês, construído no século 17 e atual sede da fundação no centro histórico da capital maranhense.
Pelo menos uma destas festas foi financiada com dinheiro público. Trata-se do auto de Natal Canto de Luz, bancado pela Eletrobrás, controlada por aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No fim de 2008, a estatal destinou R$ 389 mil à Abom.
Há outra conexão entre a associação e a estatal. O diretor da Abom, Raimundo Nonato Pereira Filho, tem cargo no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). A pasta é responsável pelo controle da Eletrobrás. Pereira Filho não quis falar ontem sobre os repasses.
A Abom também alugou o mesmo Convento das Mercês para realizar outro evento patrocinado, o Maranhão Vale Festejar, festa junina bancada pela Vale. As informações foram confirmadas ontem pelo diretor-executivo da fundação, Fernando Belfort. Ele diz que a entidade sobrevive do aluguel do Convento das Mercês para eventos. A sala para reuniões tem diária de R$ 1.000.
A oposição à governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), a acusa de explorar politicamente as duas festas. No caso da Vale Festejar, ela é apresentada nos meios de comunicação da família como "idealizadora" do evento, que ocorre há sete anos. Roseana nega o uso político.
Ambas as festas foram patrocinadas por recursos da Lei Rouanet, esquema de incentivo gerido pelo Ministério da Cultura. Ou seja, mesmo que os recursos tenham como origem uma empresa privada, eles geram renúncia fiscal.
Em 2007, o patrocínio para a Vale Festejar veio do Ministério do Turismo. Foram R$ 150 mil, dinheiro que a pasta diz não ter tido prestação de contas adequada. O episódio levou o governo a proibir repasses federais à Abom.
Criada em 2000, a Abom está intimamente ligada aos Sarney. Um dos fundadores é o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.
A fundação, que tem José Sarney como presidente de honra, é suspeita de desviar recursos de outro patrocínio cultural. Em 2008, recebeu R$ 1,34 milhão para preservar o seu acervo, e terceirizou o serviço. Mas três empresários contratados, que receberam juntos R$ 124 mil, não souberam explicar que trabalho fizeram para a fundação.
As empresas são Shalom Assessoria Contábil e Fiscal (R$ 72 mil), MC Consultoria (R$ 40 mil) e a Souza Premiere (R$ 12 mil), contratada para fazer curso de história da arte.
Adão de Jesus Sousa, dono da Souza Premiere, não soube dar detalhes sobre o curso. "Eu terceirizo o trabalho", disse.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:23 AM
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Dora Kramer

Atropelado pelos fatos

Uma a uma, desde as primeiras denúncias ainda no início do ano, o presidente do Senado, José Sarney, perdeu todas as chances que lhe foram dadas para tomar providências e, por demonstração de iniciativa, assumir o controle na administração da crise que assola a Casa.

Negou as evidências, contemporizou com toda sorte de irregularidades, fugiu de suas responsabilidades, anunciou ações inócuas, escorou-se na força política do presidente da República, fez vista grossa a chantagens contra adversários, desconversou o quanto pôde.

Tanto deixou de fazer e por tantas vezes e com tamanha imprudência pôs à prova a própria credibilidade que, junto com as oportunidades de agir, perdeu também a autoridade e a majestade.

Agora é alvo de diversas representações no Conselho de Ética e está em vias de se tornar refém de uma tropa de choque composta por suplentes sem voto, gente de vida pregressa contestada na Justiça e de má fama junto à opinião pública.

Tropa convocada especialmente para impedir que tenha o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.

Nesse quadro é que o presidente do Senado decidiu anular os 663 atos secretos editados ao arrepio do princípio constitucional da publicidade, aplicado a toda ação de natureza pública, cuja existência ele mesmo negara e, depois, atribuíra a meros "erros técnicos".

A despeito da opinião de vários senadores, que defenderam a posição publicamente, Sarney, com o aval da Mesa Diretora, preferiu o estratagema de regularizar a ilegalidade mediante publicação dos atos com data retroativa à época da assinatura. Entre os "direitos" dos beneficiados e o Estado de Direito, a direção do Senado optou por ferir o juramento de cumprir a Constituição.

O recuo de ontem não tem o valor da convicção, porque foi pautado pela necessidade individual de sobrevivência. O respeito à Constituição teria, sim, ficado estabelecido como a real motivação se a anulação tivesse sido ordenada de imediato, por uma questão de princípio.

Tal como se valeu da prerrogativa agora - independentemente de resultados de sindicâncias, pois não são elas que determinam a ilegalidade de atos validados à revelia da lei - o presidente do Senado poderia, e deveria, tê-la invocado a tempo de preservar a própria credibilidade.

Agora, o senador José Sarney não corre, como se diz equivocadamente, atrás do prejuízo. Isso ele fez quando se dispôs a presidir o Senado pela terceira vez, na ilusão de encerrar a carreira política ainda na posse do poder de mobilizar poderes na República.

Constatado o erro de cálculo, Sarney corre mesmo é atrás de obter algum benefício para se distanciar o máximo possível do imenso malefício autoimposto e que o levou ao caminho do declínio humilhante.

Uma tentativa de recuperação de fôlego. Suficiente para organizar a saída, nessa altura já inexorável, mas à qual Sarney gostaria muito ver registrada na companhia do adjetivo "honrosa".

Quartel de abrantes

Continua tudo como dantes na seara tucana, no que tange à sucessão presidencial. O governador José Serra continua sendo o candidato do PSDB, cuja cúpula continua achando que o melhor plano é a composição partidariamente unitária com o governador Aécio Neves de vice.

A filiação de Itamar Franco ao PPS e, consequentemente, sua integração à aliança de oposição à candidatura patrocinada pelo Palácio do Planalto, é um fator facilitador. O desejo de Itamar de concorrer a uma das vagas de Minas Gerais ao Senado "empurra" Aécio para mais perto da solução puro-sangue.

Itamar tem, por isso, recebido homenagens antes inimagináveis. Como a série de citações ao nome dele na sessão solene no Senado em comemoração aos 15 anos de Plano Real. Nem um só senador tucano se esqueceu de dividir com ele a paternidade do plano.

Lembrança recente, quando passou a ser eleitoralmente conveniente, já que o crédito dado a Itamar jamais ultrapassou o limite do mérito pela nomeação de Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda.

A boataria sobre a possibilidade de Serra desistir da Presidência e disputar a reeleição por ora é só uma boataria.

Muitíssimo conveniente ao governador de São Paulo que, assim, obtém uma série de vantagens: alivia a pressão dos aliados para entrar em campanha desde já, mantém alto o prestígio de Aécio Neves como possível candidato, reduz a tensão no campo adversário inibindo o início da temporada de ataques e assegura visibilidade às ações administrativas do governo do Estado.

No momento, José Serra não está em dúvida. Se resolver disputar mais um mandato de governador, terá sido uma mudança de posição decorrente não de um dilema do presente, mas de uma alteração das chances reais de vitória, situação que só será examinada de verdade em 2010.


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:19 AM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:35 PM
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http://wwwb.thepassiranews.myblog.com.br

Quem é Mayara Tavares, a menina que Obama azarou?

A jovem carioca feita celebridade instantânea graças a uma olhada indiscreta dos presidentes da França dos Estados Unidos, não tem perfil de sedutora, é evangélica, tímida, solteira e agradavelmente inteligente, muitíssimo mais que um belo bumbum

Foto: Reprodução video RJTV

Mayara falando da sua pesquisa, uma agradável surpresa

Fontes: The Week, The Examiner, ABC News, Sun Times, ”thepassiranews”, G1, O Dia

Toda a grade imprensa mundial, inclusive o noticiário das televisões americanas e francesas no dia apresentaram a foto comprometedora para os presidentes Barack Obama e Sarkozy e de olho no “derriè” da menina brasileira.

A televisão americana absolveu Obama dizendo que ele não estava olhando a menina, mas preocupado em ajudar outra jovem que descia a escada, veja video abaixo, mas não perdoa Sarkozy, que estica a cabeça para olhar Mayara. Achamos que Obama olhou sim.

Quando fomos pesquisar sobre a jovem Mayara Tavares, de 17 anos, estávamos tão mal intencionados quanto Sarkozy, em mostrar uma menina brasileira sedutora, esbanjando sensualidade. Quebramos a cara e envergonhadamente confessamos que descobrimos uma pessoa interessante, cativante e principalmente merecedora de todo o respeito.

Soubemos que essa era a primeira vez que estava saindo do Rio de Janeiro, por ter sido convidada pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para representar o Brasil no chamado Junior-8, reunião de jovens que aconteceria paralelamente ao G-8, na Itália, graças a uma pesquisa que começou há três anos para identificar problemas de jovens de comunidades carentes no Rio.


Mayara com Lula na Itália
“Meu bairro é um bairro carente, pouco visto pelo poder público. É um bairro que não tem tráfico nenhum e que tem muitos jovens. É um bairro bom de morar, mas não para estudar, porque as escolas são longe demais. Ensino médio, principalmente, se você quiser estudar dentro deste bairro, tem que estudar a noite, como eu. Estudo à noite por não ter transporte durante o dia”, contou ela na entrevista.

A solidariedade de Mayara, conta ela, é de família. Começou com a avó, que desenvolvia um trabalho social com costureiras. O pai continuou os trabalhos e foi s inspiração para a adolescente. “Queria ser igual a ele, ser referência dentro da comunidade”, lembra ela.

Mayara estava pela primeira vez usando um vestido, emprestado por amiga da comunidade de Urucânia, onde mora com os pais e dois irmãos em um quitinete, diz o Jornal O Dia.

Seu pai, o líder comunitário e vigia noturno Eduardo Tavares, 39 anos, só soube do sucesso da filha no encontro dos líderes mais poderosos do mundo quando recebeu ligações dos amigos:

“Me ligaram dizendo que não podíamos dar mole, ainda mais com esse tal de Sarkozy. Nunca imaginei que ela fosse chamar a atenção desse jeito. Mas ela é realmente linda e muito capaz”.

Segundo o pai, Mayara não tem noção de que causou furor mundial. “Ela ligou, emocionada, mas não fez comentário sobre os olhares. Só disse que chorou e o Lula enxugou as lágrimas dela. Graças a Deus aquele Berlusconi não estava perto”, afirmou ele, brincando com a fama de mulherengo do primeiro-ministro italiano.

A menina, que cursa o 2º ano do Ensino Médio num colégio estadual e sonha fazer faculdade de Serviço Social, deve encontrar o prefeito do Rio, Eduardo Paes, semana que vem. Ela ficou de lhe entregar lista com 20 metas para o desenvolvimento da juventude de comunidades carentes. “Dessa vez ela vai comportada, nada de vestido”, garante o pai.

Um dia antes de viajar ele falou ao reporte Edney Silvestre para o RJTV sobre suas expectativas com a viagem, jamais imaginava fazer tanto sucesso e por causa do seu poder de sedução. Vale a pena ouvir Mayara e ver que o mundo não está perdido.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:24 PM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 03:30 PM
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"Economia global pode entrar na Terceira Grande Depressão"

PEDRO DIAS LEITE

Historiador da Universidade Harvard prevê estagnação não tão profunda quanto a da década de 1930, mas longa, com um período de baixo crescimento dos EUA e deflação em vários países

Para o historiador, a decisão de permitir a continuidade de instituições "grandes demais para quebrar" vai contra um dos benefícios das crises financeiras: o fim de modelos que não funcionam e a criação e transformação de novos caminhos, bem-sucedidos. O professor de Harvard afirma que a crise pode levar a uma aceleração de um processo, que já vem acontecendo, de declínio dos Estados Unidos e ascensão da China como nova potência. "Seria perfeitamente familiar, do ponto de vista histórico", diz. Em uma ou duas décadas, os PIBs dos dois serão
equivalentes, aposta. O livro, que figurou na lista de mais vendidos do "New York Times", será lançado no Brasil nesta semana. Leia abaixo a entrevista concedida por Ferguson à Folha, por telefone.

FOLHA - Em uma palestra sobre seu livro, o senhor disse que acabou a "era da alavancagem". Em que era estamos entrando agora?
NIALL FERGUSON
- Temo cada vez mais que estejamos entrando na Terceira Depressão, não tão severa quanto a de 1929-33, mas provavelmente tão longa quanto a de 1873-1878. Temos pela frente um período de crescimento baixo na maior economia do mundo, os EUA, e também um ou dois anos de deflação em muitas economias.

FOLHA - Olhando historicamente, existe alguma diferença entre essa Terceira Grande Depressão e as anteriores, para a população?
NIALL FERGUSON
- Uma das grandes diferenças é que os atuais sistemas de bem-estar social e de apoio aos desempregados são muito melhores que os anteriores. Os governos tiveram um papel muito mais ativo na condução da economia, então vimos ações extraordinárias dos bancos centrais para injetar liquidez no sistema -e também enormes déficits dos governos enquanto tentam impulsionar a economia. Isso vai ser diferente e é por isso que não estamos vendo um colapso severo como o dos anos 30. Mas não dá para conseguir tudo. Estamos começando a ver os limites das respostas monetárias e keynesianas a esta crise.

FOLHA - O senhor fala em "destruição criativa". Da quebra dessas empresas, vamos ter um novo tipo de economia. Que nova economia vai emergir dessa depressão?
FERGUSON
- Há duas coisas diferentes. Primeiro, vai ser uma economia mundial em que países como China, Índia e, claro, o Brasil terão um papel muito maior, com os EUA, a Europa e o Japão menos dominantes. O segundo ponto importante é que as economias desenvolvidas, particularmente os EUA, não serão capazes de reavivar o antigo modelo de securitização [em que dívidas são aglutinadas, transformadas em títulos e vendidas como investimento], de bancos de investimento e de crédito ao consumidor. O que vamos ver nos EUA e também na Europa é um retorno a um modelo financeiro mais antiquado. Digo isso com alguma hesitação, porque neste momento os governos desses países estão falando em novas regulações que parecem mirar em reviver esses dinossauros e mantê-los vivos. Em outras palavras, medidas estão sendo tomadas para impulsionar instituições que eram vistas como "grandes demais para quebrar". E eu concordo com os que dizem que, se algo é grande demais para quebrar, é grande demais mesmo, e provavelmente não deveria existir. Mas a tendência da nova regulação é a de manter esses dinossauros vivos, o que vai criar mais problemas. O que mais precisamos neste momento é um retorno a instituições financeiras menores e menos vulneráveis, mas o que vamos pegar é um tipo de megassuperbanco nacionalizado.

FOLHA - Então, nesse caso, o curso natural da história não está sendo respeitado e pode ser a semente de uma nova crise mais para a frente?
FERGUSON
- O perigo de intervir desse modo é acabar com um tipo de "década perdida", no estilo japonês, em escala global. Minha esperança é que serão tomadas medidas para quebrar esses gigantes perigosos, como o Citigroup e o Bank of America. Se essas instituições forem divididas e houver novas instituições, aí pode haver razões para otimismo. Senão, as perspectivas são bastante ruins.

FOLHA - Seu livro vai até a origem do dinheiro. Sempre é feita a comparação da economia de agora com a da década de 30, mas, sob um ponto de vista mais amplo, com que outros pontos da história a atual era pode ser comparada?
FERGUSON
- Há muitos paralelos. Parte do objetivo do livro é mostrar como a história financeira explica a geopolítica. Pense no declínio dos impérios português e espanhol, que nos 1600 pareciam os protagonistas da economia global. O declínio da Espanha foi claramente financeiro, porque a disponibilidade de prata do Novo Mundo teve o efeito de minar a saúde institucional do império espanhol e abrir o caminho para novas potências financeiras. Primeiro a Holanda, e depois, claro, a Inglaterra. A França era um império poderoso no século 18, mas, financeiramente, um império fraco, que em última análise caiu exatamente por isso -a Marinha britânica era muito maior, porque os franceses não tinham um mercado de "bonds", não tinham a capacidade de se financiar naquela escala. No século 20, é o Reino Unido que está em problemas, como consequência de dívida e baixo crescimento, especialmente depois de 1945. Então seria perfeitamente familiar, de um ponto de vista histórico, se essa crise financeira levasse a uma aceleração da mudança dos Estados Unidos para a China. Nós já vimos nos últimos dez anos que a liderança parece estar mudando em direção à China. Embora isso leve tempo e seja imprevisível -já que a China pode sempre entrar em dificuldades-, é razoável dizer que em 10 ou 20 anos os PIBs da China e dos EUA não serão diferentes.

FOLHA - O senhor cria a "Chimérica" no seu livro, o que é isso?
FERGUSON
- Meu argumento é que, para entender a economia mundial, é necessário entender a relação entre a China e a América [EUA]. A China exportadora, a América importadora. A China poupadora, a América gastadora. Essa relação esteve no centro da economia global nos últimos dez anos, e o interessante é perguntar se a crise levará ao fim da "Chimérica". A China tem reclamado cada vez mais do modo como os EUA lidam com a crise.

FOLHA - A China tem falado constantemente numa alternativa ao dólar.
FERGUSON
- Isso tem se tornado tão frequente de Pequim que parece que eles realmente querem dizer isso. Eles têm US$ 1,5 trilhão em títulos em dólar e ficam muito nervosos com os EUA tomando medidas que podem enfraquecer o dólar e, assim, suas reservas. Isso pode parecer o fim desse casamento. Quando cunhei essa expressão, pensei na palavra quimera, uma criatura mítica. Não acho que seja uma relação estável.

FOLHA - É possível ver uma trajetória linear na evolução econômica do mundo ou é algo errático? Estamos indo em alguma direção ou não?
FERGUSON
- O paralelo que eu traçaria é um que me bateu quando eu estava na Bolívia, observando os Andes. Olhando as linhas das montanhas, dei-me conta de que estava olhando algo parecido com os índices do mercado financeiro, os picos, as quedas bruscas, os pontos agudos. E acho que essa analogia é válida. Na economia, as coisas quebram, no sentido de seleção natural, existe a sobrevivência, inovações ou mutações acontecem, novas instituições são criadas. São as bem-sucedidas que sobrevivem e se multiplicam. A diferença é que, ao contrário do mundo natural, temos intervenção de reguladores e legisladores, o que previne o processo natural de acontecer. Uma das maiores diferenças entre evolução natural e evolução financeira é que essa pode ser interrompida, os dinossauros podem ser salvos da extinção, e os mamíferos, impedidos de herdar a Terra. É um pouco isso o que está acontecendo, com instituições que deveriam ter quebrado, mas interviemos para mantê-las vivas.

FOLHA - Mas um dos argumentos é que, se quebrassem, o sofrimento para a população seria enorme, como nos anos 30. Não faz sentido?
FERGUSON
- Isso é correto, e o Fed [banco central dos EUA] fez um bom trabalho em evitar a catástrofe. Se os bancos tivessem quebrado em setembro passado, estaríamos numa situação muito pior. Mas existem diferenças entre medidas temporárias e reformas de longo prazo. As medidas iniciais foram tomadas para prevenir o pânico. Mas, uma vez que isso foi feito, temos de dizer: depois do que você fez, não há a menor possibilidade de continuar como antes. Quando vimos o Goldman Sachs, que recebeu todo tipo de benefício, voltando aos negócios como sempre, os bancos sobreviventes simplesmente voltando ao que eram antes, tudo isso é muito frustrante. O Goldman vai ter em 2009 o mesmo lucro de 2007, ou maior. É difícil acreditar que os contribuintes colocaram seus recursos para prevenir uma depressão, não para que os bancos tivessem um ótimo ano de 2009.

FOLHA - Isso pode levar a reações mais agressivas da população?
FERGUSON
- Isso é parte da dificuldade do público de distinguir entre milhares e milhões. Quando você tenta explicar para as pessoas o que está acontecendo, é complicado, porque, para elas, é difícil distinguir 1 milhão de 1 bilhão. Um dos objetivos do meu livro é encorajar o "alfabetismo financeiro", para que o leitor comum não se sinta intimidado quando ler palavras como derivativos, trilhão. A ideia de que os mestres do universo de Wall Street precisam nos explicar o que está acontecendo é absurda. Está muito claro que a crise financeira foi causada por um grosseiro erro de cálculo e de administração pelas pessoas que geriam os bancos. E o fato de que muitos deles continuam a comandar os bancos é profundamente irritante.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:38 AM
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 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:31 AM
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Dirceu atua para livrar Sarney das denúncias

Gerson Camarotti

Beto Barata/AE

José Dirceu na festa do PT

 

Deputado cassado articula junto à Presidência da República, à bancada do PT no Senado e ao grupo do senador

BRASÍLIA. Desde que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), transformou-se em protagonista da crise política que assola a instituição há quatro meses, o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu retomou com força suas articulações políticas no Congresso.

Nos bastidores, Dirceu tem atuado em três frentes para livrar Sarney das denúncias: na Presidência da República, na bancada do PT e ainda no grupo político do peemedebista.

Nas últimas semanas, agiu diretamente na estratégia de blindar o presidente do Senado, funcionando como um elo entre o Planalto e Sarney.

Renan: “Do PT, é o que mais conhece esse processo” Atuou também fortemente entre os senadores do PT para barrar a tendência da bancada de tirar uma posição contrária a Sarney. Na quarta-feira, Dirceu deixou Brasília aliviado, avaliando que a crise política perdia força. Havia conversado com Sarney por telefone.

— Sarney é um outro homem — disse naquele dia.

Foi véspera da divulgação da denúncia de que a Fundação José Sarney desviou para empresas fantasmas pelo menos R$ 500 mil do R$ 1,3 milhão recebido da Petrobras, o que voltou a fragilizar

Para cúpula petista, apoio a Sarney é forma de manter partido no poder

Maria Lima e Adriana Vasconcelos

Ala majoritária da legenda defende projeto Dilma 2010 a qualquer preço

BRASÍLIA. A rebelião ensaiada pela bancada do PT no Senado contra a decisão imposta com mãos de ferro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apoiar, a qualquer preço, a manutenção do presidente José Sarney (PMDB-AP) no cargo mostrou que é crescente e cada vez mais explícito um sentimento de indignação e revolta em setores do partido. Mas, para Lula e a ala majoritária do PT, não há o dilema de apoiar publicamente Sarney, ainda que enfraquecido e sob uma série de denúncias, desde que consigam se manter no poder no ano que vem com o projeto Dilma 2010.

São cada vez mais frequentes as reuniões de petistas para avaliar os reflexos das decisões do governo e do projeto de eleger a ministra Dilma Rousseff como sucessora de Lula sobre as campanhas eleitorais de deputados, senadores e governadores do PT, ano que vem. Os petistas temem uma desmoralização do partido e muitas dificuldades nas urnas.

Já a avaliação da cúpula é a de que, com Sarney fraco ou forte, com perda do patrimônio ético ou não, com menor bancada ou não, o PT não tem salvação sem o PMDB em 2010.

A orientação é engolir tantos sapos quantos forem necessários para se manter no poder.

Em reunião da coordenação da bancada na Câmara, semana passada, o deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente do partido, foi taxativo para aprovar um aval à decisão de Lula e Dilma: censurou qualquer manifestação contra o apoio a Sarney e argumentou que o desgaste perante o eleitorado será pequeno e compensado com a manutenção de um aliado no Senado.

— Na reunião, o Berzoini, o (deputado José) Genoino e o (líder do PT, Candido) Vaccarezza censuraram a entrevista do Tião Viana e pediram que todos avalizassem a posição de Lula e Dilma em defesa do Sarney. Berzoini disse que, se Sarney sair, assume o Marconi (Perillo, tucano), que ele chama de “Perigo”.

Se renunciar, terá nova eleição e ninguém pode garantir o desfecho.

Disse também que esse negócio de desgaste é opinião publicada, inventada pela mídia, e que o povão não está nem aí — contou o deputado maranhense Domingos Dutra, que se considera a maior vítima do apoio incondicional a Sarney.

Procurado pelo GLOBO para confirmar o relato de Dutra sobre o que disse na reunião, Berzoini não retornou as ligações.

Quanto à discussão sobre o que é melhor para o futuro do PT, Genoino (PT-SP) não tem dúvida e confirma: — A sobrevivência do PT está garantida. Nosso problema é continuar governando o Brasil.

No limite, até no Rio Grande do Sul podemos apoiar o PMDB, desde que apoiem Dilma. Se a gente perder o projeto nacional, aí sim o PT perde força. Minhas prioridades são: eleger Dilma, a bancada do Congresso e depois governadores — diz Genoino.

O deputado Paulo Rocha (PA), envolvido no escândalo do mensalão e agora pré-candidato ao Senado pelo Pará, considera que Lula tem popularidade de sobra e que o desgaste de apoio a Sarney será neutralizado: — A base entende que o apoio a Sarney é uma forma de manter o PT no poder — diz.

— O PT tem que pagar o preço que for possível para ter o PMDB em 2010, mesmo que abra mão de projetos regionais — concorda o vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

— Existem estados onde o apoio ao PMDB é inegociável — discorda o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:09 AM
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INDICAÇÃO POLÍTICA INCHA GABINETES DE SENADORES

ALAN GRIPP e FÁBIO ZANINI

Senadores inflam gabinetes com seus afilhados políticos

Levantamento da Folha mostra que, de cada dez funcionários dos gabinetes do Senado, oito são indicações políticas sem concurso. Elas incluem ex-prefeitos e ex-deputados, transformados em assessores depois de perder eleições. Os servidores comissionados (sem concurso) são 2.673, 83% dos funcionários dos gabinetes.

De cada 10 funcionários dos gabinetes, 8 são servidores comissionados -sem concurso

Ao menos dois integrantes da Mesa, Marconi Perillo (PSDB-GO) e Mão Santa (PMDB-PI), acomodaram aliados nos seus Estados

De cada 10 funcionários dos gabinetes do Senado, 8 são indicações políticas sem concurso público. Fazem parte desta legião ex-prefeitos, deputados e vereadores que não se reelegeram, candidatos derrotados e integrantes das máquinas partidárias. Rejeitados nas urnas, são transformados em assessores parlamentares.
Os servidores comissionados (sem concurso público), muitos com perfil político, representam 83% dos funcionários lotados em gabinetes, aponta levantamento feito pela Folha com base em dados do Senado na internet. Eles são hoje a principal explicação para o inchaço na folha de pagamento.
O aparelhamento inclui a Mesa Diretora, órgão que dirige a Casa. E inclui funcionários que dão expediente fora de Brasília, embora não haja qualquer atividade da Mesa que não seja na capital, e isso vá contra a orientação da área jurídica do próprio Senado Federal.
Pelo menos dois integrantes da Mesa acomodaram aliados nos Estados: o primeiro-vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), e o terceiro-secretário, Mão Santa (PMDB-PI).
O Senado tem hoje 6.272 servidores, além de 3.512 funcionários terceirizados. Pouco mais da metade (54,23%) ingressou por meio de concurso público. O restante tem cargo comissionado. Isso inclui toda a Casa: gabinetes de senadores, áreas técnicas, órgãos de assessoria, gráfica e o Instituto Legislativo Brasileiro, espécie de "universidade" do Senado.
Fazendo o recorte só dos órgãos diretamente ligados a senadores, ocorre o oposto. São 2.673 assessores comissionados em gabinetes, lideranças, comissões e na Mesa Diretora, ou 83,11% do total. Apenas 543 concursados trabalham subordinados a senadores.
Nas comissões permanentes, responsáveis por discutir e votar projetos antes que eles cheguem ao plenário, todos os 61 assessores são comissionados. Não há nenhum concursado.
Senadores de praticamente todos os partidos aproveitam para preencher seus gabinetes com aliados políticos. Perillo colocou ao menos cinco ex-secretários de seu período como governador de Goiás (1999-2006) na estrutura da Primeira Vice- Presidência. Todos batem ponto em Goiânia, no escritório político do tucano.
Ele afirma que nunca houve impedimento para a nomeação de assessores nos Estados em cargos na Mesa Diretora. Diz que pediu a alteração dos ex-secretários para o seu gabinete parlamentar na última quinta, após reunião do órgão que dirige a Casa. Até o final da semana passada, no entanto, as alterações não haviam ocorrido.
A área jurídica do Senado afirma que já existe a minuta de um ato que proíbe expressamente que funcionários da Mesa Diretora trabalhem fora de Brasília. Deve ser votada na próxima reunião do órgão.
"Não há norma que vede [a contratação de funcionários nos Estados], mas, nas poucas vezes em que a advocacia do Senado foi consultada, sugeriu pela não contratação. Os servidores têm que trabalhar para a Mesa, que fica em Brasília", disse o advogado-geral do Senado, Luiz Bandeira de Mello.
Mão Santa emprega entre os assessores da Terceira Secretaria três ex-prefeitos aliados no Piauí. O senador admite que os aliados têm funções políticas -atuam com prefeitos e vereadores no Estado-, mas afirma que eles também vão a Brasília ocasionalmente.
A Folha identificou casos de aparelhamento político em gabinetes de senadores de seis partidos: PT, PSDB, PMDB, DEM, PTB e PDT.

Reforma
A nomeação de assessores políticos para gabinetes é estimulada pelas próprias regras do Senado. Um gabinete pode ter até 79 assessores comissionados, dependendo da subdivisão que o senador adotar para as vagas disponíveis.
Já as vagas para os efetivos são apenas nove por gabinete. Mas alguns senadores nem as preenchem. Gilvam Borges (PMDB-AP), por exemplo, emprega apenas quatro concursados, mas 34 comissionados.
Na semana passada, a Fundação Getulio Vargas divulgou estudo contratado pelo Senado propondo uma redução no número de cargos comissionados nos gabinetes de 40%.
Se isso ocorrer, serão cerca de mil assessores demitidos. Ainda assim, os senadores terão algo como 1.600 cargos de confiança à disposição, três vezes o total de concursados.

Em 10 dias, governo amplia gasto em R$ 9 bilhões

Lu Aiko Otta e Adriana Fernandes

Reajuste do servidor custará R$ 6 bilhões

Valor é somente o impacto neste ano de decisões do governo, como reajustes de servidores e do Bolsa-Família

Só nos últimos dez dias, o governo anunciou três decisões que podem elevar o gasto público em R$ 9 bilhões este ano. O reajuste do funcionalismo a ser pago neste mês aumentará a folha em R$ 6 bilhões em 2009, o aumento do Bolsa-Família, ainda em discussão, custará cerca de R$ 2 bilhões e os parlamentares foram contemplados com a liberação de R$ 1 bilhão para pequenos projetos, como pavimentação de ruas em bases eleitorais.

Apesar da gastança, o governo diz que a situação é tranquila. Com a recuperação da economia e da arrecadação, haverá recursos para fazer frente a essas despesas. Mas analistas privados, como Alexandre Marinis, da Mosaico Consultoria Política, alertam para a deterioração das contas públicas.

As pressões por gastos não param. Na quinta-feira, o Senado aprovou um texto substitutivo à Medida Provisória (MP) 460 no qual foi incluído um artigo que manda o governo pagar o crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos exportadores, algo que está em disputa na Justiça. A conta pode chegar a R$ 288 bilhões. O governo tentará barrar a nova despesa na Câmara.

Os próprios ministérios pressionam a área econômica por liberação de mais verbas. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os pedidos somam R$ 21 bilhões. Ele disse que não há como atender a todos, mas "pedir não ofende". No dia 20, será divulgado um relatório com novas projeções sobre o desempenho de receitas e despesas este ano. Dependendo do quadro, o documento poderá determinar novos cortes ou novas liberações de verbas.

Há pressões também do Legislativo. O Congresso ameaça derrubar o veto do presidente Lula a uma legislação que acaba com o fator previdenciário, que faz com que o trabalhador tenha de continuar na ativa mais alguns anos após atingir o tempo mínimo de contribuição. Segundo a Previdência, a derrubada do veto vai elevar a despesa. Em 2050, o déficit do sistema chegará a 16,35% do Produto Interno Bruto (PIB). Com o fator em vigor, o rombo ficaria menor: 11,23% do PIB.

Outro projeto em discussão no Congresso prevê que a regra de reajuste do salário mínimo (inflação mais variação do PIB de dois anos atrás) seja estendida aos benefícios de valor superior ao mínimo, hoje corrigidos pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). As estimativas da Previdência apontam para uma despesa extra de R$ 4,5 bilhões apenas no primeiro ano.

Pelas contas do ministro José Pimentel, "são 125 projetos de lei (sobre a Previdência) em tramitação no Congresso". Os projetos têm uma característica especial: "Todos aumentam a despesa, nenhum fala em receitas. Se todos forem aprovados, vamos precisar de outro Orçamento da União só para atendê-los", disse o ministro.

O próprio governo concordou com a criação de mecanismos que aumentam automaticamente determinadas despesas que se converteram em armadilhas em um ano de crescimento fraco como 2009. O salário mínimo, por exemplo, será corrigido em 2010 pela variação do PIB em 2008 ( 5,1%). Em 2010, a conta da Previdência, segundo estimativas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vai crescer R$ 22,2 bilhões.

O governo discute uma regra permanente de correção do Bolsa-Família. Também em 2010, aumentará o volume de recursos para a educação básica, cumprindo emenda constitucional aprovada em 2006.

Segundo estimativas de consultores em Orçamento da Câmara, o gasto vai crescer R$ 4 bilhões. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) poderá ter um rombo de R$ 7,9 bilhões em 2010. Para cobri-lo, uma hipótese é pedir aos bancos a devolução de recursos do FAT que estão em operações de crédito. A alternativa é o Tesouro cobrir o buraco, segundo o presidente do Conselho do FAT, Luiz Fernando Emediato.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 11:02 AM
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BBC Brasil

Falar palavrão pode aliviar dor física, diz estudo

 

Falar palavrões ajuda a diminuir sensação de dor, diz estudo

Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.

No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles.

Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.

Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões.

O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões.

Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor.

Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.

"(A prática de) Falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal", diz Stephens.

"Ela mexe com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. Nossa pesquisa mostra uma razão potencial para o surgimento dos palavrões, e porque eles persistem até hoje."

Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho.

Música pode ajudar circulação e coração, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Pávia, na Itália, afirmam que o tipo certo de música pode desacelerar o coração e abaixar a pressão sanguínea.

Músicas vibrantes como Nessun Dorma, de Puccini, que é cheia de crescendos e diminuendos, são melhores para ajudar na reabilitação em casos de derrames, de acordo com os estudiosos.

Melodias com ritmo mais acelerado aumentam os batimentos cardíacos, o ritmo respiratório e a pressão sanguínea. Já a música com ritmo mais lento gera o efeito contrário nos pacientes, segundo os pesquisadores.

A música já é usada em muitos hospitais britânicos por uma terapia barata e fácil de aplicar e também por gerar efeitos físicos perceptíveis no organismo, além de ter um impacto positivo no humor do paciente.

O estudo dos pesquisadores italianos foi publicado na revista especializada Circulation.

Respostas às músicas

O médico Luciano Bernardi e sua equipe de pesquisadores da Universidade de Pávia pediram a 24 voluntários saudáveis que ouvissem cinco faixas de músicas clássicas, escolhidas aleatoriamente, e monitorassem as respostas de seus corpos.

Entre as músicas escolhidas estavam a Nona Sinfonia de Beethoven, uma área de Turandot, de Puccini, a Cantata nº 169 de Bach, Va Pensiero, da ópera Nabuco, de Verdi, e Libiam Nei Lieti Calici, de La Traviata, também de Verdi.

Cada crescendo destas músicas, um aumento gradual do volume, "estimulava" o corpo e levava ao estreitamento dos vasos sanguíneos abaixo da pele, aumentando a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, além de provocar um aumento das taxas respiratórias.

Por outro lado, os diminuendos, diminuição gradual do volume, causavam o relaxamento, diminuindo os batimentos cardíacos e diminuindo também a pressão sanguínea.

"A música leva a uma mudança dinâmica e contínua - e previsível, até certo ponto - no sistema cardiovascular", afirmou Bernardi. "Essas descobertas aumentam nossa compreensão de como a música pode ser usada na medicina de reabilitação."

Música e silêncio

Os pesquisadores testaram várias combinações de música e silêncio nos voluntários e descobriram que as faixas que alternam entre ritmos rápidos e mais lentos, como óperas, parecem ser as melhores para a circulação e para o coração.

As árias de Verdi, que seguem frases musicais de dez segundos, parecem se sincronizar perfeitamente com o ritmo cardiovascular natural, de acordo com o estudo.

"Observamos grandes benefícios (do uso da música) para pessoas que sofreram derrames ou ataques cardíacos. O poder da música é simplesmente incrível", afirma Diana Greenman, diretora executiva da organização Music in Hospitals.

A instituição de caridade britânica especializada em levar música ao vivo a hospitais, asilos e casas de repouso, foi criada logo depois da 2ª Guerra Mundial para ajudar os veteranos feridos.

"Já observamos, em pesquisas anteriores, um estado emocional positivo, que pode ser desencadeado ao ouvir música, e que pode ajudar sobreviventes de derrames", disse um porta-voz da associação britânica especializada em tratamento de derrames, Stroke Association.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:48 AM
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Lina Vieira perdeu o cargo por multar a Petrobras

Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Toda sorriso na posse, a magoada a leoa ferida, Lina Vieira, pode, agora, ser muito útil a CPI da Petrobras.

Fontes: Estadão, Blog do Jamildo, O Globo

A pernambucana Lina Vieira foi demitida com toda a pompa e circunstância pelo ministro Guido Mantega, da Fazenda, há pouco menos de onze meses de sua festiva posse, tida como indicação política.

A alegação oficial é de que, sob sua tutela, a Receita está arrecadando nesse ano menos que no ano anterior, 2008, fato que só ocorreu duas vezes na história, em 1996 e em 2003.

Ninguém do governo contabilizou a crise econômica mundial, como responsável, pelo menos, em parte, para que a atuação da leoa da receita, não fosse tão auspiciosa aos cofres públicos.

Lula já disserá ter se arrependido a ter retirado o antecessor, Jorge Rachid, do cargo e Mantega havia demonstrado em mais de uma ocasião, não está satifeito com a atuação de Lina.

Foi preciso uma fritura de alto nível para justificar a retirada da pernambucana, tentando disfarçar o verdadeiro motivo de sua saída. Lina multou a Petrobras em R$ 4 bilhões, por ter ao investigar a estatal, descoberto, que atráves de uma manobra ilegal, a estatal fizerá por conta própria uma redução na carga tributária.

O que Lina garimpou é que, para reduzir o tributo, tecnicamente a “Petrobras saiu do regime de competência para o regime de caixa na apuração de receitas e despesas para calcular impostos, conseguindo com isso expurgar parte dos ganhos decorrentes da variação cambial do lucro tributável.”

Trocando em miúdos fizerá uma sonegação fiscal radical.

O que a superintendente da receita não sabia é que a experta operação contábil da estatal tivera o apoio do Ministro Mantega da Fazenda, que faz parte do Conselho de Administração da Petrobras e do próprio presidente Lula.

Mantega ficou mais irritado ainda, por ter sabido, depois de aplicada a multa, que a Receita – que é submetida à Fazenda – estava investigando a estatal de Lula.

Para não pagar a multa, a Petrobras entrou com um recurso e o Ministério da Fazenda, com mão pesada, desautorizou Lina Vieira de contestar, dando o caso por encerrado, sem que a sonegadora tivesse que desembolsar um centavo.

A eclosão da descoberta da manobra sonegadora da estatal e a operação abafa que se seguiu, rendeu para o pessoal da oposição que recolhia assinaturas para implantar uma CPI da Petrobras, apoio de integrantes da base aliada do governo, possibilidade êxito na empreitada.

Apesar de não ter sido implantada até agora a CPI da Petrobras é um espectro quem vem assombrando o governo desde então.

Não se pode deixar, porém, de registrar, que Lina Vieira fazia parte de um esquema do poderoso Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) que passaram a controlar postos-chave dentro da Receita e que manobrou inclusive para a sua ascensão e depois, com a sua queda.

Empossada Lina colocou como superintendente Luiz Sérgio Fonseca Soares, que até então presidia a delegacia sindical do Unafisco em Belo Horizonte (MG) e para o comando da Delegacia Especial de Instituições Financeiras a escolhida foi Clair Maria Hickmann, ex-diretora de Estudos Técnicos da Unafisco.

Em Brasília, as mudanças feitas pela secretária eliminaram praticamente todos os nomes ligados ao ex-secretário Everardo Maciel, que comandou o órgão durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que teve boa parte de sua equipe mantida durante a gestão de Antonio Palocci à frente da Fazenda.

A desarticulação da equipe, ajudou e muito a proporcionar a queda de arrecadação da receita, que de alguma forma deve ser debitada a Lina Vieira e a sua queda.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:32 AM
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O PT ficou menor na crise do Senado

RICARDO AMARAL
é repórter especial de ÉPOCA em Brasília.

Com sua posição ambígua diante de Sarney, os petistas mostraram que não estão preparados para o pós-Lula

Houve um tempo em que o PT defendia a extinção do Senado. Se tivesse conseguido impor a tese na Constituinte de 1988, o partido teria sido poupado, 21 anos depois, de um de seus piores vexames. Na crise atual do Senado, o PT ficou tão exposto quanto o presidente José Sarney. Na dúvida entre ser governo e brincar de oposição, a bancada petista fez que ia e não foi, recuou sem ter avançado, tramou afastar Sarney e acabou pedindo sua licença – aliás, licença, por favor.

Os senadores petistas não votaram em Sarney para presidir o Senado nem se consideram responsáveis pelos desmandos na administração da Casa. Poderiam ter aproveitado o momento de crise para sair na frente com uma agenda de mudanças reais no meio da disputa política. Com sua posição ambígua, acabaram atraindo para si uma crise que não era deles, mas de um parceiro do governo. Foram enquadrados, como crianças desobedientes, pelo presidente Lula e pela ministra Dilma Rousseff. Ficaram mal com o presidente, com o aliado e com a opinião pública – que obviamente tentavam afagar com o pedido de afastamento de José Sarney.

O episódio do Senado é mais uma evidência de que o PT não consegue desempenhar ainda o papel que lhe cabe como partido grande – por alguns parâmetros, o mais importante do país. Com a eleição de Lula, em 2003, os melhores quadros do PT foram absorvidos pelas responsabilidades de governo – e os piores se aninharam na extensa máquina do Estado. Com a autoridade moral profundamente ferida no escândalo do mensalão, o partido tornou-se um apêndice do presidente. Perdeu a energia e a capacidade de influir sobre o governo que o hospeda.

Isso não é novo nem aqui nem na China. Partidos de oposição tendem a perder os dentes e a espinha quando chegam ao poder. Para ficar num exemplo doméstico, o PSDB que chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso era bem diferente daquele que deixou o Planalto com ele, oito anos depois. No governo, os tucanos aproximaram-se do antigo PFL a ponto de serem confundidos em muitas circunstâncias. Na base de apoio a Lula, está ficando cada dia mais difícil distinguir um petista de um aliado do PMDB. Essa confusão tende a aumentar com a disputa eleitoral de 2010.

Com sua posição ambígua diante de Sarney, os petistas mostraram
que não estão preparados para o pós-Lula

Ao longo do governo Lula, o PT foi deixando aos poucos de ser “o” partido do presidente para ser um dos partidos da coligação de governo. Vá lá que tenha os ministérios mais importantes, mas está longe de conduzir o processo político e de conformar o pensamento estratégico do governo. Na campanha eleitoral de 2010, o PT também terá de subordinar-se ao objetivo central de Lula, que é eleger Dilma presidente. Para isso, terá de ceder posições ao PMDB nas disputas estaduais, além da vaga de vice-presidente na chapa.

O mais forte sintoma dessa política de subordinação são as articulações para que o ex-ministro Ciro Gomes, do PSB, dispute o governo de São Paulo. Uma pesquisa do PSB mostrou que Ciro teria 20% dos votos para governador do Estado, mas não é isso que interessa. A ideia é plantar o ex-ministro no território eleitoral de José Serra, numa tentativa permanente de tirá-lo do foco da eleição presidencial, o que seria muito útil para Dilma. Ciro gosta mais de atrapalhar a vida de Serra que de ganhar eleições, e cumpriria com prazer esse papel. Tudo bem para Dilma, mas nesse arranjo o PT teria de abrir mão, pela primeira vez, de disputar o governo de São Paulo, berço do partido e ninho de suas estrelas. Em nome do “projeto maior”, como dizem seus dirigentes, o PT pode mesmo pagar mais esse tributo ao pragmatismo, além de apoiar candidatos do PMDB no Rio e, talvez, em Minas Gerais.

O problema real do PT não é o que ele terá de fazer em 2010, mas o que ele vai ser em 2011, quando o país não terá mais um presidente chamado Lula com 80% de popularidade. Se Dilma vencer as eleições, ela vai precisar de partidos de verdade para sustentar seu governo, dispostos a pagar o preço político e assumir responsabilidades. Se o eleito for Serra ou Aécio, o PT terá de recuperar a energia perdida dos tempos de oposição. Em nenhum desses papéis será permitido agir com a ambiguidade dos senadores petistas diante de José Sarney.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:10 AM
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Varejista dá aula de história em fundação de Sarney

RODRIGO RANGEL E LEANDRO COLON - Agencia Estado

maluf

SÃO LUÍS E BRASÍLIA - Uma empresa do ramo de comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, a Sousa Premiere, aparece como prestadora de serviços de um curso de capacitação de história da arte ministrado para a Fundação José Sarney, de São Luís. O suposto curso foi bancado com parte do dinheiro de um convênio com a Petrobrás, de R$ 1,3 milhão, firmado para patrocinar um projeto de digitalização do museu do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O trabalho nunca saiu do papel.

A Sousa Premiere junta-se à lista de empresas fantasmas que aparecem na prestação de contas da fundação para o alegado projeto cultural. O Estado mostrou na quinta-feira que ao menos R$ 500 mil do valor total repassado foram parar na conta de empresas fantasmas ou da família Sarney.

Pelos termos assinados entre a entidade e a Petrobrás, de 2005 a 2007 deveria ter ocorrido o trabalho de digitalização dos documentos do museu e informatização de todo o sistema de acesso ao acervo colecionado pelo senador e ex-presidente da República. Na prática, porém, não há sinais de execução do projeto, segundo confirmou a reportagem na terça-feira.

Já a Sousa Premiere recebeu R$ 12 mil para oferecer, segundo a nota fiscal apresentada pela fundação, um "curso de capacitação em história da arte destinado a funcionários e estagiários do acervo museológico". A atividade teria sido ministrada a um total de 80 pessoas, com valor de R$ 150 por aluno.

''NÃO CONHEÇO''

O Estado esteve ontem no endereço fornecido pela empresa à Receita Federal. A Sousa Premiere tem sede na praia de Araçagi, em Paço do Lumiar, cidade distante 35 minutos de São Luís. A empresa fica em uma rua esburacada, de chão batido.

Em vez de um prédio comercial, há uma residência - a casa do dono da empresa, Adão de Jesus Sousa.

Procurado ontem, o diretor da fundação, José Carlos Sousa Silva, não soube explicar a contratação: "Não lembro todos os nomes de cabeça." E confirmou desconhecer o proprietário da empresa. "Adão de Jesus Sousa? Não conheço."

Vizinhos disseram que nunca ouviram falar de nenhuma ligação de Adão com cursos de história da arte. Só ressaltaram as suas ligações com a política maranhense. Nas últimas eleições, Adão, filiado ao PSDB, tentou em vão ser eleito vereador em Jatobá, no interior do Estado. Aos 29 anos, ele disse à Justiça Eleitoral ser "empresário".


 Escrito por Clóvismoliveir@ às 10:04 AM
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ISTOÉ - Independente

Ela tem a chave da Casa Branca

Luiza Villaméa

A executiva Desirée Rogers está na lista das mais poderosas dos EUA e agora também libera o acesso ao casal Obama

FOTO: CHARLES OMMANNEY/GETTY IMAGES

DINÂMICA Desirée (à esq.) define seu trabalho como "um dos pilares da marca Obama"

Uma cena inusitada ocorreu na cozinha da Casa Branca, a sede do governo americano, antes de o presidente Barack Obama oferecer o seu primeiro jantar anual aos governadores, que é tradicionalmente seguido por um baile. Em companhia da primeiradama, Michelle Obama, Desirée Rogers abriu os domínios do chef Cris Comerford para um grupo de alunos da L'Academie de Cuisine, uma conceituada escola de culinária de Maryland. No começo da visita, Desirée explicou aos futuros chefs que naquela noite os 130 convidados seriam servidos em porcelanas criadas para diferentes presidentes. Mais tarde, depois que Comerford falou sobre o cardápio escolhido para os governadores e sobre a rotina da Casa Branca, Michelle retomou o tema das porcelanas, identificando uma peça como do período do presidente Harry Truman (1945-1953). Na sequência, respondeu a um dos estudantes que sim, ela pretendia produzir sua própria porcelana, pois "fazia parte do trabalho". Logo que houve uma pausa, Desirée interrompeu a primeira-dama.

- Uma correção. Este não é um Truman, alertou Desirée. - Oh, não, não é um Truman, surpreendeu- se Michelle. - É um Wilson. Este prato é um Wilson, completou Desirée, referindose ao presidente Thomas Woodrow Wilson (1913-1921).

Feita no estilo firme mas elegante de Desirée, a observação não provocou nenhum constrangimento a Michelle nem quebrou o clima descontraído do encontro. Naquela noite, Desirée surpreenderia ainda mais, ao colocar os governadores em fila, para dançar a conga, ao som da banda Earth, Wind & Fire, de Chicago. Deixar as pessoas à vontade e, ao mesmo tempo, mantêlas na linha é com ela mesma. Pós-graduada em administração pela Universidade de Harvard, Desirée já havia construído uma sólida carreira como executiva quando se tornou a primeira negra a assumir a Secretaria Social da Casa Branca. À época, integrava a direção de uma instituição financeira. Antes, dirigira uma empresa de energia e, nos anos 1990, a loteria de Illinois, o que lhe rendeu o apelido de Lady Luck (Dama da Sorte). Desde 2005, seu nome aparece nas listas de mulheres poderosas dos Estados Unidos.

Agora, a dona da lista é Desirée. Dos coleguinhas de Sacha e Malia, filhas de Michelle e Obama, a representantes do mundo político, ninguém participa de nenhum evento da Casa Branca sem receber o seu sinal verde. E, como secretária social, sua função vai muito além de colocar as pessoas certas umas ao lado das outras nos banquetes e solenidades. Seguindo a determinação dos Obama de aproximar a Casa Branca do povo americano, Desirée tem mostrado serviço em diferentes setores. No mercado das artes, está causando alvoroço ao procurar obras contemporâneas de representantes de minorias  artistas com origem africana, hispânica e asiática - para dependurar nas paredes da residência oficial americana. A coleção permanente da Casa Branca tem 450 obras  incluindo oito Cézanne resgatados do depósito por Jacqueline Kennedy nos anos 1960 , mas os presidentes não podem comprar peças de artistas vivos. Assim, Desirée está selecionando obras a serem emprestadas de museus e galerias, como fizeram vários antecessores de Obama.

No cotidiano, Desirée tem aberto as portas da Casa Branca até com a ajuda da internet. Pela primeira vez, na Páscoa deste ano a tradicional busca de ovos pelos jardins da mansão contou com a participação de pessoas de todos os cantos do país, pois pistas foram colocadas na rede mundial de computadores. Atualmente ela estuda a possibilidade de criar uma espécie de loteria virtual cujo prêmio será uma visita ao número 1.600 da avenida Pensilvânia. E, embora a assessoria de imprensa de Obama se recuse a confirmar, foi dela a ideia de colocar a primeira-dama cavando uma horta orgânica no endereço mais famoso dos Estados Unidos. No dia seguinte, uma Michelle dinâmica, envolvida com alimentação saudável, apareceu na primeira página dos mais importantes jornais. Não foi pouco: naquele dia as manchetes também anunciavam que executivos de companhias responsáveis pela demissão de milhares de americanos haviam embolsado bônus milionários.

Desirée costuma definir seu novo emprego como um dos pilares da construção da marca Obama. E chega a vangloriar-se: "Temos a melhor marca que existe sobre a Terra." Autor de "The President's House", publicado pela Associação Histórica da Casa Branca, o americano William Seale lembra que o cargo foi criado em 1901, quando a primeira-dama Edith Roosevelt nomeou a funcionária pública Belle Hagner como secretária social. "Belle tinha uma simples mesa no hall superior, em um escritório que não era seu", contou Seale à ISTOÉ. "Hoje, a secretária social ocupa uma série de cômodos da Casa Branca e conta com uma grande equipe, mas não tão grande quanto a quantidade de trabalho sob sua responsabilidade." Na opinião do historiador, nenhuma outra secretária social da Casa Branca foi mais famosa do que Desirée, "exceto, talvez, Letitia Baldrige".

Secretária social do período conhecido como Camelot  a parte idílica da Presidência de John F. Kennedy , Letitia ainda é um ícone da etiqueta nos Estados Unidos e tem 20 livros publicados. Quando o nome de Desirée foi anunciado, a antiga assessora dos Kennedy declarou que os Obama não poderiam ter feito uma escolha melhor. Procurada pela própria executiva, deu apenas um conselho: que, ao preparar as listas de convidados, se prevenisse contra a West Wing, a ala da Casa Branca onde trabalham o presidente e seus assessores diretos, pois eles tentariam empurrar o nome de "todos os políticos". Por enquanto, Desirée tem conseguido promover uma mistura eclética nos eventos presidenciais. Mas foi dura quando a imprensa americana comparou o atual período ao dos Kennedy, usando o termo "Camelot negro". Lembrou que os Obama têm estilo próprio e disparou: "Esta Presidência não duplica nem copia."

COZINHA OFICIAL Com Michelle, o chef da Casa Branca e estudantes

Aos 50 anos, completados no dia 16 de junho, a própria Desirée tem as raízes fincadas na comunidade negra de New Orleans, na Louisiana, onde nasceu e foi por duas vezes rainha do Mardi Gras, o Carnaval local. Aprendeu a receber visitas dentro de casa, na época em que seu pai, fã de jazz, era vereador. Suas duas avós marcaram época na cidade: uma era sacerdotisa de vodu; a outra, conhecida como Big Mamma, causava sensação nas missas de domingo, às quais aparecia com vestidos vistosos e chapéus extravagantes.

Desirée trocou New Orleans por Chicago quando se casou com John Rogers, dono de uma sociedade de gestão financeira, com quem teve a filha Victoria, hoje com 18 anos, estudante da Universidade de Yale. Batizada Desirée Glapion, manteve o sobrenome do marido mesmo depois da separação. Após se submeter a uma série de cirurgias, em 2003 ela venceu um câncer de mama. Em momento algum deixou de lado a carreira de executiva. Para chegar ao posto da Casa Branca, sem similar no Brasil, contou ponto um detalhe fundamental: é amiga de Michelle há cerca de 20 anos. Seu ex-marido jogava basquete com o irmão da primeiradama, Craig Robinson, na Universidade de Princeton. E, aliada à boa reputação como executiva, Desirée é famosa por cultivar relações sociais.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:52 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Notório saber

Embora a base governista no Senado conte com o recesso para esfriar no nascedouro a CPI da Petrobras, a ser instalada amanhã, a oposição já começou a montar seu QG para tentar criar embaraços com os contratos da estatal. O PSDB convocou o ex-senador Antero Paes de Barros (MT), conhecido incendiário na época da CPI dos Bingos, para pilotar o "escritório". A ideia é usar uma sala conjugada ao gabinete do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), onde também serão instalados técnicos -já recrutados- do Tribunal de Contas da União. Além disso, tucanos prepararam um blog para divulgar dados e se opor ao blog oficial que a empresa criou desde que a palavra CPI veio à tona.

Divisor. Apesar de uma ou outra voz isolada continuar prometendo levar a Fundação José Sarney para o âmbito da CPI, a ordem na oposição é clara: o que diz respeito ao senador é caso para o Conselho de Ética; a CPI é para investigar a Petrobras e o PT.

Assinatura do patrocínio cultural conferido pela Petrobras à Fundação José Sarney



Fontes. Não foi só de patrocínios da Petrobras que a Fundação José Sarney se abasteceu nos últimos anos. A entidade também recebeu repasses diretos de diferentes autarquias em Brasília, como o Ministério da Cultura, que enviou R$ 83,4 mil em 2002 para "recuperação do acervo" de áudio e vídeo.

A festa... Investigadas pelo Ministério Público da Bahia até o mês passado, as duas ONGs ligadas ao PT que gerenciavam verbas de patrocínio da Petrobras para festas de São João voltaram a receber dinheiro da estatal entre o final de maio e junho. A Aanor (Associação de Apoio e Assessoria a Organizações Sociais do Nordeste) e a Fundação Galeno D'Alvelírio firmaram contratos de R$ 815 mil e R$ 986 mil, respectivamente.

...continua. Em nenhum dos casos houve licitação. Em junho, a promotoria determinou que as comarcas do interior do Estado instaurassem investigações sobre o uso da verba pelas prefeituras. O MP também ouviu o assessor da presidência da Petrobras Rosemberg Pinto, suspeito de usar critérios políticos na destinação dos recursos.

Pop. Já se nota no Congresso uma disputa informal para ver quem reúne mais seguidores no Twitter. "Tem políticos cujos assessores inflam a quantidade de seguidores com métodos pouco recomendáveis", denuncia o senador e "twiteiro" Delcídio Amaral (PT-MS).

Do coração. Dilma Rousseff sabe que precisará de um vice do PMDB, mas, se pudesse escolher, o parceiro de chapa seria Ciro Gomes (PSB). Sem amarras. Do monstrengo de regras eleitorais aprovado na Câmara, juízes e advogados destacam três pontos destinados a livrar os políticos da fiscalização: permissão de candidatura de quem teve rejeitadas as contas da campanha anterior; brecha para que candidato inelegível no momento do registro possa concorrer enquanto tenta obter liminar; e 5 de março como data-limite para resolução do TSE.

PT do amanhã 1. Não bastasse o receio da eventual candidatura de Marta Suplicy à Câmara, que poderia sugar votos de atuais expoentes, um time de "bichos papões" assusta os deputados do PT.

PT do amanhã 2. Entre os pré-candidatos de peso estão os ex-prefeitos José de Filippi Júnior (Diadema) e Newton Lima Neto (São Carlos) e os deputados estaduais Vanderlei Siraque, Carlinhos Almeida e Vicente Cândido.

Árbitro. O grupo do ex-ministro Humberto Costa tem maioria e deve ganhar a eleição para o diretório do PT em Pernambuco, mas a palavra final sobre o candidato ao Senado será do governador Eduardo Campos (PSB). E ele sabe que o ex-prefeito João Paulo agrega mais à chapa.

Oportunidades. A visita que o presidente de Moçambique, Armando Gebuza, fará ao Brasil inclui jantar no dia 19, no Copacabana Palace, com Roger Agnelli (Vale), David Feffer (Suzano) e Gilberto Tomazoni (Sadia).

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio
"Depois dessas denúncias quero ver alguém do governo ainda ter coragem de dizer que é a oposição quem quer privatizar a Petrobras."

Do senador SÉRGIO GUERRA (PE), presidente do PSDB, sobre as suspeitas de desvio de verba da Petrobras repassada à Fundação José Sarney.

Contraponto

Tamanho P A Comissão de Infraestrutura do Senado debatia dias atrás a modernização dos aeroportos, em audiência com a presidente da Anac, Solange Vieira.
A certa altura, os presentes resolveram se queixar do não cumprimento da famosa promessa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de ampliar o espaço entre os assentos dos aviões. Flexa Ribeiro (PSDB-PA) tratou de ilustrar o problema:
-Continua tão apertado que o Heráclito resolveu fazer cirurgia de redução de estômago para poder viajar!

O papa e a crise

Editorial

Para além de polêmicas doutrinárias, encíclica de Bento 16 reforça a necessidade de reformas na economia global

GOVERNAR a globalização, civilizar a economia. Promover a responsabilidade ambiental, nas empresas e entre consumidores. Criar mecanismos mundiais de regulamentação do mercado financeiro. Intensificar a ajuda econômica e tecnológica a países pobres.
Propósitos desse tipo poderiam constar das resoluções de grupos como o G8, que acaba de reunir-se na cidade italiana de Áquila -sem trazer novidades ao que vai se tornando consenso entre lideranças mundiais.
O conjunto de recomendações sintetizado acima não provém, todavia, dos discursos de Lula, Obama ou Sarkozy, mas sim da última encíclica do papa Bento 16, "Caritas in Veritate".
A rigor, não surpreende a proximidade entre as reflexões pontifícias e a crítica, hoje corrente, aos equívocos do ultramercadismo e às irresponsabilidades, individuais e coletivas, que vicejaram no sistema financeiro ao longo dos últimos anos. Conservadora e rígida no âmbito da vida privada, a atitude da Igreja Católica no que diz respeito à economia caracteriza-se, há muito, pelo fato de ser talvez utópica, mas nada fundamentalista.
Nesta sua terceira encíclica, Bento 16 mantém-se coerente com a doutrina social de seus predecessores. O que se atualiza não é apenas a abordagem de uma série de questões específicas -que vão do turismo à imigração ilegal, das patentes farmacêuticas ao multiculturalismo-, mas também o próprio contexto em que são divulgadas.
Com a derrocada do chamado "socialismo real", no plano geopolítico mais amplo, e com o paralelo esfacelamento das forças vinculadas à "teologia da libertação", no plano organizacional interno da igreja, mudou naturalmente o foco das preocupações doutrinárias do Vaticano.
Há questão de 20 anos, criticar o marxismo tinha como efeito alinhar o Vaticano à direita do espectro ideológico. Tal alinhamento automático deixou de fazer sentido: é o fundamentalismo de mercado, e não mais o estatismo totalitário, a crença a ter seus limites e desastres expostos à luz do dia.
Sob os selos de "progressista" ou de "conservador", o Vaticano mantém-se, na verdade, como uma espécie de centro gravitacional, do ponto de vista ético, no terreno da economia.
Como líder religioso, Bento 16 insiste, por certo, no papel da fé cristã como o fundamento para conferir ao progresso econômico e tecnológico um autêntico sentido humano de fraternidade e de justiça. Pode-se considerar, de um ponto de vista leigo, que são desnecessárias justificativas transcendentes para que se busque um mundo melhor.
Esperanças desse tipo tiveram ao longo da história momentos de amargo desmentido. Com as imensas dificuldades que cercam o presente, porém, merece registro o fato de que um consenso por reformas equilibradas na economia global aos poucos se constitui -e a influência espiritual do Vaticano, neste ponto, reveste-se de um papel bem mais construtivo do que naqueles, tão polêmicos, que vinham marcando as preocupações do pontífice.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:33 AM
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Correio Braziliense

SENADO GASTA R$ 1 MILHÃO AO ANO COM TIME RESERVA

MARCELO ROCHA

SUPLÊNCIAS INFLACIONADAS

Suplentes da Mesa Diretora da Casa têm uma equipe permanente de funcionários sem concurso que custa mais de R$ 90 mil mensais aos cofres públicos. Há servidores com salário de quase R$ 9 mil

Senado gasta cerca de R$ 1,2 milhão por ano com o pagamento de salários de servidores não concursados que ficam à disposição de parlamentares substitutos dos secretários da Mesa Diretora


A Mesa Diretora do Senado, colegiado de parlamentares responsável por decisões políticas e administrativas da instituição, tem quatro secretários. O primeiro, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), cuida, por exemplo, dos contratos com as empresas terceirizadas. Para cobrir as ausências dos titulares, existem os suplentes. Quatro senadores esporadicamente convocados para a tarefa, mas auxiliados nessa missão por um quadro permanente de servidores, escolhidos sem concurso público e mantidos ao custo anual de R$ 1,2 milhão apenas com salários.

Existem hoje 24 comissionados para assessorar os quatro suplentes da Mesa: César Borges (PR-BA), Adelmir Santana (DEM-DF), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gerson Camata (PMDB-ES). Normalmente, as indicações atendem a critérios políticos. Camata, o quarto na linha sucessória, dispõe do maior número de auxiliares. São 11 assistentes, segundo informação do Portal da Transparência, que reúne dados administrativos do Senado.

O peemedebista capixaba não desfruta de mais recursos financeiros do que os três colegas. É que, uma vez respeitado o teto mensal de gastos, cada parlamentar tem liberdade para fazer a própria combinação de funções comissionadas. Camata decidiu manter um número maior de servidores, com salários mais baixos. Terceiro suplente, Cícero Lucena optou por configuração diferente: dois assessores com salários de quase R$ 9 mil cada e o restante da verba (R$ 8 mil) distribuída entre três assistentes.

Os postos de confiança vinculados aos suplentes foram criados no passado sob a justificativa de que o time reserva da Mesa Diretora também participa de reuniões e decisões do colegiado, além de emitir pareceres sobre matérias em análise pelo grupo. Politicamente, houve pressão daqueles parlamentares escolhidos para ocupar as suplências, que reivindicavam mais cargos para preencher, além da cota existente nos gabinetes pessoais, a exemplo do que ocorre com os titulares.

Rodízio
Para se ter uma ideia, a Primeira Secretaria conta atualmente com 40 comissionados. É um extra e tanto na hora de contratar os auxiliares. Isso ocorre também na presidência, comandada por José Sarney (PMDB-AP), nas duas vice-presidências e nas demais secretarias. Se pouco ou muito, o Senado tem agora a oportunidade de mensurar e fazer ajustes no processo de reestruturação em andamento. A Primeira Secretaria cuida de uma série de assuntos administrativos, de licitações a horas extras.

Nas suplências, porém, nem sempre isso está claro. Ouvidos pelo Correio, funcionários vinculados a elas afirmaram que existe certa dificuldade em distinguir o que é tarefa de suplente e de parlamentar. A começar pelo espaço físico, que não existe na Casa. Embora no papel a lotação seja o “gabinete” do suplente, essa estrutura é virtual. Adelmir Santana, segundo o Portal da Transparência, tem hoje 25 funcionários em seu gabinete pessoal. Por ocupar a segunda suplência, o parlamentar de Brasília teve o direito de nomear outros cinco auxiliares, que acabam trabalhando no mesmo local dos demais. É comum, inclusive, o rodízio de funcionários entre os gabinetes pessoais e os das suplências.

As assessorias de Adelmir, César Borges e Gerson Camata defenderam a atuação dos parlamentares como suplentes. Informaram que seus patrões, mesmo como reservas, participam das reuniões da Mesa Diretora e emitem pareceres sobre temas debatidos pelo colegiado. Os auxiliares de Borges disseram ainda que os cinco servidores da primeira suplência trabalham “exclusivamente” para isso. A assessoria de Camata ressaltou a importância política do cargo e admitiu que o trabalho das pessoas vinculadas ao posto também inclui tarefas relativas ao gabinete pessoal. Cícero Lucena não respondeu.

Entenda o caso
Enxugamento em pauta

Até o próximo mês, o Senado espera concluir o estudo que definirá a reestruturação administrativa da instituição. É uma tentativa de aliviar a pressão externa que vem sofrendo por causa da onda de denúncias. Apesar das resistências internas, a cúpula da Casa definiu como meta reduzir em 40% as despesas com pessoal — desde 2003, R$ 1,5 bilhão foi gasto com o pagamento de “gratificações por exercício de função”. Resta saber como será feito o enxugamento: se cortando os valores das comissões pagas ou a quantidade de servidores comissionados. A instituição tem atualmente 6,2 mil funcionários, dos quais 3 mil foram escolhidos sem concurso público, incluindo os das quatro suplências. Os senadores pressionam para manter a cota de nomeações feitas livremente. É moeda política. Uma comissão de funcionários concluiu na semana passada estudo sobre a matéria, a partir de sugestões apresentadas pela Fundação Getulio Vargas. Um dos servidores encarregados de analisar o tema, Dirceu Matos, informou ao Correio que as funções comissionadas atreladas aos gabinetes dos quatro suplentes de secretários devem escapar, pelo menos por enquanto, dos ajustes ora em estudo. Elas, no entanto, poderão ser discutidas futuramente, quando o Senado revisar o plano de cargos e salários. (MR)

O custo dos “regra-três”

Primeiro suplente
César Borges (PR-BA)

R$ 23.660,71
por mês com dois assessores técnicos
e três assistentes parlamentares

Segundo suplente
Adelmir Santana (DEM-DF)

R$ 12.775,51
por mês com cinco assistentes
parlamentares

Terceiro suplente
Cícero Lucena (PSDB-PB)

R$ 24.940,92
por mês com dois assessores técnicos
e três assistentes parlamentares

Quarto suplente
Gerson Camata (PMDB-ES)

R$ 28.885,29
por mês com 11 assistentes
parlamentares

Torneira aberta à causa do MST

Diego Moraes

De janeiro a junho, transferências de recursos para entidades ligadas ao movimento cresceram quase 20% em relação a 2008


Apesar das consecutivas quedas na arrecadação de impostos pela União em função da crise financeira global, o governo não fechou os cofres este ano para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dados do Portal da Transparência pesquisados pelo Correio apontam elevação de quase 20% no volume de repasses federais para essas instituições. De janeiro a junho, as transferências somaram R$ 4,76 milhões, contra R$ 3,99 milhões no mesmo período de 2008.

A maior parte foi por meio de convênios com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Os registros indicam migração dos recursos para instituições menos conhecidas. Prova disso é que a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), braço jurídico famoso do movimento, não teve um centavo liberado. A entidade, que já foi uma das campeãs de convênios no início do governo Lula, perdeu terreno desde que teve os bens bloqueados, após suspeitas de irregularidades.

A Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina foi quem mais arrecadou dinheiro na Esplanada este ano: R$ 1,17 milhão, em três repasses. A descrição do que deve ser feito com as verbas é vaga. Os convênios preveem ações como “apoio ao processo de fortalecimento da gestão social”, “implantação de políticas públicas com realização de oficinas e reuniões” e “prestação de serviços de assessoria técnica”, conforme informações do Portal da Transparência.

Embora tenha ficado em segundo lugar na soma total, a Associação Estadual de Cooperação Agrícola do Maranhão é a entidade ligada ao MST que conseguiu o maior repasse de uma só vez: R$ 730 mil do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em abril. Foi a última parcela de um convênio de R$ 5,2 milhões, firmado em 2004 com a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para “serviços de assistência técnica, social e ambiental” a 4.845 famílias assentadas.

Negativa
Já a Cooperativa Agrícola de Assistência Técnica e Serviços, também ligada ao MST, obteve R$ 530 mil em 27 de maio. O dinheiro é para capacitação de agricultores de assentamentos no Nordeste. O gerente da entidade, Kennedy Patrício, afirma que o programa ainda não saiu do papel. “O dinheiro ainda não chegou para nós”, justifica, embora o Portal da Transparência informe que o recurso já foi liberado. “Temos 40 técnicos, engenheiros, biólogos, assistentes sociais e veterinários que dão orientação diária aos agricultores”, afirma Patrício. Ele nega que o MST dê as cartas na aplicação dos recursos. “A gente trabalha em parceria.”

O Correio tentou contato a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina e a Associação Estadual de Cooperação Agrícola do Maranhão, mas nenhum dirigente atendeu os telefonemas. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou, pela assessoria de imprensa, que fiscaliza a execução dos convênios a distância, por meio de relatórios com fotos, e “in loco”, por amostragem.

Outras entidades que estão na base política do PT têm sido beneficiadas com repasses. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) recebeu R$ 37,9 milhões desde o primeiro mandato de Lula e a Força Sindical, R$ 36,6 milhões. A União Nacional dos Estudantes (UNE), outra com simpatia no Planalto, recebeu este ano R$ 207 mil. “Tem toda uma prestação de contas. O recurso só é liberado quando comprovada a despesa”, argumenta a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

Impedimento legal
Embora fundado há 25 anos, o MST não existe juridicamente nem nos registros da Receita Federal. Por isso, não pode receber recursos da União. O fato de participar de invasões de terras também impede o acesso às verbas. Com isso, entidades comandadas por pessoas ligadas ao movimento se proliferaram desde o início do governo Lula. De 2003 até junho, cerca de 40 delas receberam mais de R$ 150 milhões.

Campeãs de repasses em 2009

Iano Andrade/CB/D.A Press
Por estar envolvido em invasões, o MST não pode receber diretamente recursos da União
 


Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina

13 de março
R$ 229 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para “apoio ao fortalecimento da gestão social através da comercialização de produtos da agricultura familiar”.

13 de março
R$ 292 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para “apropriação de instrumentos de implantação, gestão e avaliação de políticas públicas com oficinas e reuniões”.

27 de janeiro
R$ 650 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para “serviços de assessoria técnica, social e ambiental a 5.169 famílias em projetos de assentamento no estado”.

Associação Estadual de Cooperação Agrícola do Maranhão

17 de abril
R$ 730 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário por convênio para “prestação de serviços de assistência técnica, social e ambiental a 4.845 famílias de trabalhadores rurais nos projetos de assentamento do Incra”.

Cooperativa Agrícola de Assistência Técnica e Serviços

27 de maio
R$ 530 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para “acompanhar agricultores familiares” em unidades de produção agrícola.

16 de abril
R$ 77 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para “assessoria técnica social e ambiental a 1.282 famílias dos projetos de assentamentos do Incra”



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:30 AM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Senadores afirmam que Sarney ‘mentiu’ em plenário

maluf

"Quero dizer que eu não tenho nenhuma responsabilidade administrativa naquela fundação".

 

A frase acima é de José Sarney. Ele a balbuciou no microfone da presidênca do Senado, diante das lentes da TV. Era lorota.

 

Sarney fora compelido a falar para se defender de um discurso que acabara de ser pronunciado, da tribuna, pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

 

Referindo-se à notícia de que a Fundação José Sarney desviara R$ 500 mil de um patrocínio recebido da Petrobras, Dias dissera que o tema iria à CPI da Petrobras.

 

Dois dias depois de Sarney ter tentado se desresponsabilizar, viria à luz o estatuto da Fundação Sarney. O documento anota o seguinte:

 

1. Além de fundador, Sarney é “presidente vitalício” da fundação que leva o nome dele.

 

2. O senador preside o conselho curador da entidade.

 

3. Reza o estatuto, textualmente, que Sarney assume à frente da fundação “responsabilidades financeiras”.

 

4. Por isso, dispõe de “poder de veto” no conselho.

 

Representante do DEM no Conselho de Ética do Senado, Demóstenes Torres (GO) afirma:

 

"A mentira configura quebra de decoro. É coisa para perder o mandato".

 

Alvaro Dias dá um passo adiante. Acha que a lorota precisa ser investigada pelo conselho: "De boa ou má-fé, houve uma falsa informação".

 

A assessoria de Sarney argumenta que, por procuração, ele delegou ao amigo José Carlos Sousa Silva a atribuição de presidir –“em exercício”— a fundação.

 

Lendo-se a tal procuração, verifica-se que Sarney não abriu mão do controle da entidade. Tampouco abdicou da presidência vitalícia.

 

Limita-se a conferir a José Carlos a atribuição de substituí-lo no comando da Fundação Sarney na sua “ausência”.

 

As suspeitas que assediam Sarney, por vultosas, já não cabem nas explicações que o presidente do Senado tenta prover.



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:27 AM
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Folha Online
403 "chefes" do Senado têm extra de R$ 1.615

da Folha de S.Paulo, em Brasília

As então 181 diretorias no Senado causaram espanto há quatro meses, mas passou despercebida a existência dos 403 "chefes de serviço", recebendo gratificações especiais de R$ 1.615 para cuidar de elevadores, telefonia celular, assistência elétrica, concessão de vistos e passaportes e entrega de pacotes, entre outros.

Destes, 110 (27%) são os únicos funcionários lotados nas suas próprias chefias. A Folha identificou dois casos de "chefes de si mesmo", que não têm a quem comandar. Outros são responsáveis por chefiar funcionários terceirizados.

O setor de entregas é ocupado só pelo chefe, responsável por uma espécie de serviço de delivery personalizado. De carro, Luiz Gilson Santos Lima leva documentos e pacotes do Senado a ministérios, autarquias e órgãos do Judiciário.

A reportagem não localizou Lima, que está de licença médica. Segundo informações de um colega, ele tem que ir pessoalmente porque também é o responsável por protocolar os documentos, coisa que um motoboy não poderia fazer.

Ex-diretor da gráfica do Senado, Mário César Pinheiro Maia chefia o "serviço de controle e permissões de utilização de espaço". Trabalha com apenas uma secretária que não aparece no site do Senado como subordinada dele.

"O serviço é fundamental. Cuidamos dos espaços físicos do Senado que são utilizados por órgãos de fora da Casa, como assessorias parlamentares de ministérios. Mas o trabalho não é de grande monta. Uma pessoa com uma secretária é suficiente", afirma.

Numa garagem perto do prédio principal do Senado, funciona o "serviço de manutenção de veículos", que faz reparos na frota da Casa 204 veículos, entre carros para uso dos senadores e veículos de transporte de material. O chefe também é a única pessoa lotada em sua seção. Trabalha com oito mecânicos terceirizados na oficina do Senado.

A situação se repete em várias áreas. Só a biblioteca do Senado tem três chefes de serviços solitários: um responsável por "empréstimo e devolução de materiais bibliográficos", outro para "recuperação de informações bibliográficas" e um terceiro de "biblioteca digital".

Segundo a assessoria do Senado, os chefes de serviço recebem a gratificação de R$ 1.651,21 independentemente do salário que recebem. Isso não se aplica a alguns servidores cujos cargos já têm a gratificação incorporada ao salário, como os analistas da área de comunicação e de informática.

Ministro Lobão emprega namorado de neta de Sarney

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

Há quatro anos a pasta é dominada por Sarney. Em 2005, ele indicou Silas Rondeau, que só deixou o cargo após ser citado na Operação Navalha da Polícia Federal. No começo do ano passado, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.

Com salário de R$ 2.518,42, ele ocupa cargo de confiança na Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral. Na tarde de sexta, a Folha tentou encontrá-lo no local, mas ninguém o conhecia. Luiz Gustavo estuda na UniCeub e deve se formar em julho deste ano. Procurado por telefone, não comentou o assunto.

A assessoria do Ministério de Minas e Energia disse que as folhas de ponto de Luiz Gustavo estão todas preenchidas.

O pai de Luiz Gustavo é o desembargador Leomar Amorim. Na terça-feira passada, o Senado aprovou sua indicação para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Sua carreira começou na Justiça do Maranhão.

Ele é um dos 14 integrantes do Judiciário que usam apartamentos funcionais do Senado. No mês passado, a Folha revelou que Sarney emprestou um imóvel funcional reservado em seu nome para o ex-senador Bello Parga (PFL), morto em maio de 2008.

Mais parentes

Sarney abrigou em seu gabinete, até 23 de junho deste ano, as duas filhas de seu primo e deputado federal Albérico Ferreira Filho (PMDB-MA). Ana Carolina e Ana Luiza Ferreira eram assistentes parlamentares, com salário de R$ 2.494,81.

Elas foram exoneradas porque Albérico Filho assumiu o mandato na Câmara no lugar de Gastão Vieira (PMDB-MA), que se tornou secretário de Planejamento do governo de Roseana Sarney. Albérico assumiu na Câmara em 22 de maio e elas saíram do Senado apenas em 23 de junho, infringindo assim, por 30 dias, súmula do STF (Supremo Tribunal Federal).



 Escrito por Clóvismoliveir@ às 09:21 AM
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