OPINIÃO PÚBLICA
 



PSDB aposta em polarização de biografias

 "Serra vai ganhar guerra de biografias"

Caio Junqueira

Luiz González, 56 anos, paulistano, neto de espanhóis da Galícia, deverá ser o principal estrategista da campanha do governador de São Paulo, José Serra, a presidente em 2010. É o marqueteiro preferido dos tucanos paulistas. Sua ascensão no marketing político foi concomitante à consolidação do PSDB no governo estadual. Já se vão 15 anos desde que fez a campanha de Mário Covas, em 1994, mesmo ano em que trabalhou para Serra, que disputava o Senado. Quatro anos depois, ajudava Covas a se reeleger. Em 2000, perdeu com Alckmin na prefeitura, mas o fez governador dois anos depois. Voltaria a trabalhar para Serra na campanha à prefeitura em 2004 e ao governo do Estado em 2006, quando atuou para Alckmin na disputa presidencial. No ano passado, elegeu Gilberto Kassab (DEM) prefeito.

Foi em sua agência Lua Branca, detentora de contratos de publicidade tanto com a Prefeitura de São Paulo quanto com o governo paulista, que ele recebeu o Valor para uma entrevista, explicitou sua estratégia que, a exemplo do governo, é de polarização entre Serra e Dilma - "Só que o embate não vai ser entre Lula x FHC, mas entre a biografia de um realizador e a de uma desconhecida". A seguir, trechos da entrevista:

Valor: O senhor não teme a transferência de votos de Lula para Dilma?

Luiz González: Aqui em São Paulo ou em Caetés (cidade pernambucana em que Lula nasceu)? Em Caetés haverá mais. A pergunta é: quanto Lula vai transferir nos lugares onde a informação é menos variada, chega mais devagar e as pessoas dependem mais do Estado? Quanto isso pesa mais do que a admiração que as pessoas possam ter por um cara como o Serra e a expectativa de que com ele o lugar onde o eleitor vive melhora? Lula fez campanha para Marta. Foi para o palanque e resultou em quê? Nada. Não levantou meio ponto porque o eleitor aqui é atento.

Valor: Mas e no resto do país?

González: Alckmin era desconhecido nacionalmente, enfrentava um mito que tinha disputado as cinco últimas eleições e que havia feito um governo em que a economia ia bem. Agora está invertido. A Dilma é desconhecida, o Serra é mais conhecido e tem mais biografia. Dilma precisa mostrar o que o governo fez. Pode subir até certo ponto, mas para subir para valer tem que expor a pessoa.

Valor: Foi a privatização que derrotou o Alckmin?

González: Eu nunca saí de um estúdio tão festejado como naquele dia do debate da Bandeirantes. Não só os políticos mas também os coleguinhas. E eu sabia que tinha dado errado. Tinha falado pra ele: não faz isso. Foi ali que ele perdeu a eleição. Colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso. O público fala: "Quem é esse cara? Tô desconhecendo". E teve também a reação do Lula no segundo turno. Fez a famosa reunião no Palácio do Planalto com 17 ministros, despachou um para cada Estado e escalou quatro para aparecerem no "Bom Dia Brasil", "Jornal Hoje", "Jornal Nacional" e "Jornal da Globo". Várias entrevistas do PT metendo a ripa no Alckmin e do nosso lado ninguém. O Tasso (Jereissati) estava no interior do Ceará, o Sérgio Guerra, em Pernambuco, o César Maia sumiu. Consegui o Heráclito Fortes para dar uma coletiva. Se você dá uma entrevista às 15h eu tenho que dar outra às 15h30. Esse é o jogo. E o nosso foi um desastre.

Valor: A força do Lula no Nordeste também não foi decisiva?

González: Não foi apenas no Nordeste. Uma grande derrota que ele sofreu foi no Amazonas. Perdemos em Minas, que tem 10 milhões de eleitores, por 1 milhão de votos. No Amazonas, que tem 2 milhões, perdemos por 900 mil votos. Amazonas virou Minas, que é o terceiro colégio eleitoral do país, porque os dois candidatos da base do Alckmin, Arthur Virgílio e Amazonino Mendes, brigaram o tempo todo e nenhum deles conseguiu defender o candidato da acusação de que ele acabaria com a Zona Franca.

Valor: Em 2010, o comando de Lula sobre a campanha não fará a diferença?

González: Uma coisa é o Lula outra é essa mulher [Dilma] que ninguém sabe de onde veio. Estou colocando como caricatura o discurso, mas no fundo é o seguinte: será que as pessoas estão dispostas a aguentar o PT mais quatro anos sem o Lula? Sem o Lula ficam só os Waldomiros [Waldomiro Diniz, ex-assessor do Planalto flagrado em vídeo recebendo propina]. O Lula foi preservado nessa coisa toda, e sem ele como é que fica?

Valor: O senhor aposta numa campanha pela biografia, mas não acha que o governo vai se pautar por temas como Bolsa Família, crédito popular, valorização do salário mínimo?

González: Mas para cuidar disso aí você prefere esse cara aqui ou essa mulher [Dilma] que ninguém conhece? Tudo isso vai continuar e vai melhorar porque onde esse cara [Serra] põe a mão dá certo. Veja só, como ministro: 300 hospitais reformados. Como deputado: tirou o seguro-desemprego do papel. Como ministro da Saúde: fez os genéricos. Como governador: fez três vezes mais metrô que todo mundo. Onde ele põe a mão dá certo. Vai dar certo com aposentadoria, com salário mínimo, água encanada porque ele é um realizador, tem credibilidade, melhora a vida das pessoas por onde passa. E do lado de lá? Quem é? Ninguém sabe.

Valor: E o PAC e o pré-sal?

González: Eles vão mostrar o PAC, nós vamos mostrar que o PAC não existe. Está tudo parado. A vantagem da campanha política é que o contraditório é exercido todos os dias. Cada um fala o que quer, ouve o que não quer e o eleitor julga. Por isso a campanha não é publicitária, é jornalística. Quanto tem para o pré-sal? São 5 bilhões de barris a US$ 40 dólares o barril. US$ 200 bilhões. Por que não põe US$ 100 bilhões na saúde agora? Ah, não existe? Pensei que tivesse. Não estão falando que a Petrobras está sendo capitalizada com 5 bilhões de barris?

Valor: A aposta, então, é que na disputa entre biografias o Serra leve?

González: O Serra é o favorito, tem grandes chances de ganhar. A Dilma passou a ter problemas com a entrada do Ciro [Gomes] e da Marina. Será uma surpresa se ela decolar. O governo acha que vai ser um plebiscito Lula versus não-Lula, ou Lula versus FHC, mas nós não vamos deixar. Não é isso. É a biografia do Serra contra a da Dilma. E daí o nosso japonês é melhor do que o japonês dos outros. Serra foi deputado constituinte, senador, secretário de Estado, ministro duas vezes, prefeito, governador. Tudo o que ele fez alicerça o que vai prometer. Isso dá credibilidade, confiança. E é uma figura nacional.

Valor: Como contrabalançar o Norte e o Nordeste?

González: Uma questão central na campanha é que Serra não pode perder Sul e Sudeste. Não é à toa toda essa movimentação em São Paulo. Eles não são trouxas, precisam de alguém que tire votos do Serra aqui. Uns cinco, seis pontos. Todo esse jogo com o [Gabriel] Chalita é entre PSB e PT porque tem que tirar uns 4 milhões de votos do Serra aqui. O Nordeste é fundamental, é importante, mas acho que nunca se pode perder suas cidadelas. O negócio é que não se pode perder de muito lá e ganhar bem aqui. Serra é tido no Nordeste como o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve.

Valor: O PMDB é crucial?

González: Se o PMDB for para o governo nos prejudica bastante porque tempo de TV é importante.

Valor: O fato de o PMDB ter as maiores bancadas no Congresso e o maior número de prefeitos não é importante também?

González: Não. Isso não é garantido, pois ninguém sabe se eles vão ajudar mesmo. Alguns só ajudam se receberem recurso material, outros até ajudam adversários. O PMDB de Pernambuco é diferente do de Goiás, que é diferente do Rio. Há a possibilidade remota, mas existente, de eles fecharem com o Serra. Aí nossa chance aumenta muito. A possibilidade em que acredito: o PMDB não vai para ninguém. Aí zera e a eleição fica polarizada entre Serra e Dilma. Mas até o início da campanha ela vai sofrer com matérias que ela não emplaca. Alguém do PT em off criticando, dizendo que o gênio dela é ruim, que ela briga com todo mundo. Só bastidores. Ela vai sofrer com isso.

Valor: E o Ciro?

González: Não emplaca. Primeiro porque não vai ter tempo de TV. Vai ter PSB e mais o tempo igualitário, que vai dar uns dois minutos e meio. Sabe qual a leitura do público? ´Aquele pequenininho lá não vai governar porque não consegue agregar. Tem dois que são pra valer e dois nanicos´. Segundo porque ele é verborrágico e alguém vai provocá-lo. Pode ser o Serra ou até mesmo a Dilma, porque pode se travar uma disputa entre ela e o Ciro pelo segundo lugar. Para nós é o melhor cenário. Isso se o Ciro não tiver cometido nenhum deslize verborrágico, o que eu não acredito.

Valor: E a Marina?

González: É uma candidata interessante, bacana, com história bacana, com aura de seriedade. A única coisa que a prejudica neste momento é o pouco tempo de TV. É pouco para expor as ideias, convencer, seduzir e apaixonar. O eleitor também avalia a capacidade de fazer alianças pelo tempo de TV. A tradução do pouco tempo é esse: o cara não tem força. Ela tende a murchar também.

Valor: Aqui em São Paulo o PSDB faz sucessor sem atropelos?

González: São Paulo sempre é uma eleição complicada. É um lugar com opinião pública forte, gente informada, urbanizada, antenada. Mas acho difícil para a oposição mesmo porque não sei quem é o candidato.

Valor: O Palocci pode ser competitivo em São Paulo?

González: Será um erro se ele sair. Tem uma série de coisas de quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto que ainda não foram resolvidas, assim como o caso do caseiro Francenildo que também não foi resolvido na opinião pública.


continua...



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:26 PM
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continuação

Valor: E a disputa entre os tucanos? Alckmin lidera as pesquisas, mas o meio político prefere Aloysio Nunes Ferreira, com dois pontos nas pesquisas. É difícil alavancar o Aloysio?

González: Você pergunta o que é mais difícil, não a minha preferência. Mesmo porque, essa é uma questão partidária e não me caberia opinar. Mas é óbvio que é mais difícil pegar alguém com 3 ou 5 pontos e lutar morro acima para levar a 20, 25 pontos e forçar o segundo turno do que pegar um candidato com 50 pontos, ex-governador do Estado.

Valor: O que é mais determinante ao voto?

González: Tem uma tese do professor João Albuquerque, da USP, defendendo que 15% votam por identificação, o mesmo percentual, por oposição e 70% por expectativa de benefício futuro. A questão central é como se cria uma identificação com o candidato e se desperta no eleitor a confiança de que ele é capaz de melhorar sua vida.

Valor: A internet vai ser importante em 2010?

González: A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.

Valor: Por que?

González: Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios - 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.

Valor: Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?

González: Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.

Valor: O que o senhor achou da reforma eleitoral recém-aprovada?

González: Lamentável. O Congresso perdeu a oportunidade de limpar as regras eleitorais, de deixar o pleito mais livre. Por exemplo: não se pode usar imagem externa nas inserções ao longo da programação, nos comerciais. Mas se pode usar imagem externa nos programas grandes, em bloco. Qual o motivo?

Valor: Quais são os outros problemas da reforma?

González: A reforma instituiu um "liberou geral" nas coligações. Agora é possível, na mesma circunscrição eleitoral, fazer coligações que se contradizem. Essa emenda do "liberou geral" para as coligações atende a estratégia governista. Nos últimos anos, prevaleceu a norma que impedia o uso de um espaço eleitoral no rádio e na TV por um candidato a outro cargo. Mesmo assim, em 2006 Lula "invadiu" grande parte das campanhas estaduais, principalmente onde o candidato a governador do PT era fraco. Foi parcialmente punido por isso, com perda de tempo de TV. Nem todas as "invasões" foram descobertas a tempo de se acionar o TSE. Na eleição de 2010, as campanhas estaduais estão autorizadas a veicular "imagem e voz" do candidato a presidente, ou de militante político nacional. Traduzindo: é a licença para Lula e Dilma" invadirem" os tempos de propaganda de candidatos a governador, senador e deputados. Vai ser uma festa. Infelizmente, a oposição deixou passar. Vamos ver o que o TSE diz sobre o assunto.



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:22 PM
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Massa revela mágoa, critica FIA e diz que "Alonso sabia" de "roubo"

Murilo Garavello
Em São Paulo
Ferrari Press/AFP
Para Massa, seu futuro companheiro de equipe Fernando Alonso sabia de escândalo da Renault
Felipe Massa não esqueceu o "roubo". E tem "certeza absoluta" de que seu futuro companheiro de equipe na Ferrari, Fernando Alonso, sabia da armação que levou Nelsinho Piquet a bater de propósito para ampliar as chances de o espanhol vencer o GP da Cingapura de 2008. Dois dias após dirigir um carro de F-1 pela primeira vez desde o acidente em treino para o GP da Hungria, que o tirou do resto da temporada 2009, o brasileiro conversou com a imprensa em uma churrascaria de São Paulo nesta quarta-feira e mostrou que, para ele, o episódio não foi resolvido.
"O roubo da corrida continua. Podem mandar Briatore para casa, mandar o engenheiro para casa, mas o roubo continua. Não foram atrás de corrigir o que foi roubado", disse Massa, que terminou o GP da Cingapura em 13º, e viu o rival Lewis Hamilton acabar a prova em terceiro lugar -ou seja, se o resultado da prova fosse anulado, o título seria do brasileiro. "Se eu ia ser campeão, não interessa no momento. Depois de tanto tempo, de tudo isso que aconteceu e foi falado, ia ficar até meio chato ter esse título no meu currículo".
Massa citou outros modalidades para defender sua tese de que "a Federação tinha que ir atrás de corrigir isso". "Na Itália, times foram para a Série B (a Juventus foi rebaixada e disputou a Série B na temporada 2006-2007, e Lazio, Fiorentina, Milan e Reggina perderam pontos no campeonato de 2006-2007). No Brasil, jogos foram cancelados (no campeonato de 2005, esquema conhecido como "máfia do apito" fez 11 partidas serem realizadas novamente). Se alguém que ganhou a medalha de ouro na Olimpíadas disser que quando ganhou estava drogado, a medalha vai ser cancelada", apontou Massa. "A entrada do safety car mudou a história da corrida de pelo menos dez carros. A corrida tinha que ser cancelada".

Questionado sobre a participação de Fernando Alonso, que declarou desconhecer a armação que levou o chefe da equipe Flávio Briatore a ser banido da F-1 e o engenheiro Pat Symonds foi suspenso por cinco anos, Massa foi veemente -e até repetitivo. "Ele sabia, sem dúvida. Ele sabia, lógico que sabia. Tem que saber. Ele sabia, lógico que sabia. Tenho certeza absoluta". Horas depois, por pressão da Ferrari, o brasileiro
"suavizou" o tom das declarações, afirmando que "tudo é fruto de sensação que tive, e não com base em elementos concretos".

Massa também criticou a atitude de Nelsinho. "O que ele fez foi muito negativo. Ele mesmo está colocando isso. Com certeza o nome dele na Fórmula 1 não está tão forte depois disso. Mas, para mim, não muda nada. Nunca tive uma amizade grande com ele".

O piloto revelou ainda que não conversou com o espanhol desde que ele foi anunciado como seu companheiro de equipe para a temporada 2010, em 30 de setembro, e se disse se ver em posição confortável. "A Ferrari tem um jeito de trabalhar, ao qual eu estou adaptado. A equipe está adaptada a mim. E ele vai ter de se adaptar a essa forma de funcionar da Ferrari".

Projetando 2010
Após confirmar que, apesar de sua vontade de antecipar o retorno, só voltará a disputar uma corrida de F-1 em 2010, Massa disse esperar que a mudança de correlação de forças de uma temporada para outra será menor desta vez, ou seja, 2010 não deverá trazer uma reviravolta entre as equipes como a que ocorreu de 2008 para este ano.

"O desempenho da Brawn foi uma coisa também política. A liberação do difusor deu uma tranquilidade grande para eles. As outras equipes demoraram algumas corridas para chegar perto. Para o ano que vem, acho que a mudança será menos radical. As equipes que estão bem agora provavelmente vão continuar bem no ano que vem. Quem acabar bem, vai começar bem", disse o ferrarista, que disse ter passado boa parte da última semana em Maranello, na sede da Ferrari, trabalhando no projeto do carro para 2010 -inclusive participando de uma reunião de "quase quatro horas".

"É o momento de trabalhar e de tomar as decisões certas. Temos de testar tudo, avaliar com números, e constatar que tudo está funcionando bem. Em fevereiro, será tarde demais", disse Massa.

Em 2010, como tem sido praxe, a F-1 contará com modificações em seu regulamento. A principal mudança é a proibição do reabastecimento, ou seja, os carros terão de largar com combustível suficiente para toda a corrida. "O carro vai ser um pouco diferente com o tanque cheio. Nunca andei assim, vou ter de aprender, mas todo ano tem várias coisas novas para aprender".


 Escrito por Clóvismoliveira às 06:00 PM
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Ciro Gomes diz que não cederá ao PT e concorrerá à presidência em 2010
PSB, partido do deputado federal, faz parte da base aliada do governo Lula

Pré-candidato pelo PSB à presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes afirmou que não cederá à pressão do PT para que desista de concorrer com Dilma Roussef, que representará o partido nas eleições de 2010. O PSB integra a base aliada do governo Lula. Mesmo transferido o domicílio eleitoral para São Paulo, ele descarta concorrer ao governo estadual.

— A tal distância do processo, o que podemos é revelar intenções. E a minha intenção é firme, definitiva e pacífica. (...) Eu não posso ser um bom presidente da República se (ceder) a uma pressãozinha minúscula como essa frente às gravíssimas pressões que um presidente de um país como o nosso deve estar treinado para sofrer. Eu tenho 30 anos de vida pública. Eu jamais teria medo de uma pressão desta que afinal de contas é legítima — afirmou em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.

Correligionário do deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, Ciro Gomes é companheiro do parlamentar na campanha pela distribuição dos royalties do pré-sal para todos os Estados:

— A lei de royalties atual já produz ineficiências e injustiças. Só para dar exemplo, Campos, um município do Rio de Janeiro, tem só de royalties um orçamento superior à metade do orçamento do Estado de Alagoas. Sinto que nós vamos vencer esta batalha, de maneira que os royalties sejam partilhados de forma igual entre todos os brasileiros.

Ciro Gomes acompanha o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em visita às obras de transposição das águas do Rio São Francisco. O roteiro inclui Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

— Em relação ao Nordeste é uma das três intervenções mais importantes da história. O povo gaúcho da metade sul sabe o que é a falta de água devido às mudanças climáticas. Esse rio é o único que tem uma sobra (de água), e a ideia é tirar de onde está sobrando e levar para onde está faltando. São 720 quilômetros de canais, dois grandes rios artificiais, que têm bombas para levantar a água por cima de relevo — explicou o deputado.



 Escrito por Clóvismoliveira às 05:47 PM
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BBC Brasil

Mussolini trabalhou para serviço secreto britânico, diz historiador

Benito Mussolini

Mussolini ganhava salário de 600 libras esterlinas semanais

Um historiador da universidade britânica de Cambridge afirma que o ex-líder fascista da Itália, Benito Mussolini, trabalhou para o MI5, o serviço secreto britânico.

A revelação foi feita pelo historiador Peter Martland ao jornal britânico The Guardian.

Em 1917, Mussolini tinha 34 anos e trabalhava como jornalista. Segundo o historiador ele também recebia um salário de 100 libras esterlinas por semana do MI5 para defender, em seu jornal, a participação da Itália ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial.

"O parceiro menos confiável da Grã-Bretanha na guerra na época era a Itália, depois que a Rússia revolucionária abandonou o conflito. Mussolini recebeu 100 libras esterlinas por semana no outono de 1917 por pelo menos um ano para manter a campanha pró-guerra - equivalente a cerca de 6 mil libras esterlinas por semana nos dias de hoje", disse Martland ao Guardian, em reportagem publicada nesta quarta-feira.

Segundo a pesquisa do historiador, os pagamentos foram autorizados pelo parlamentar Samuel Hoare, que trabalhava para o MI5 em Roma. Ele gerenciava cerca de cem agentes britânicos na Itália.

Hoare mencionou o recrutamento de Mussolini em suas memórias, publicadas em 1954, mas os detalhes da quantia paga ao ex-líder italiano só foram revelados agora. O historiador encontrou as informações no arquivo pessoal de Hoare.

Mussolini também teria informado Hoare que mandaria um grupo de veteranos de guerra para agredir manifestantes pró-paz em Milão.

Hoare e Mussolini voltaram a se encontrar em 1935. Hoare, na condição de ministro das Relações Exteriores britânico, assinou o acordo de Hoare-Laval, que deu controle da Abissínia à Itália.

'Le Monde': Lula inventa universidade do século 21

Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

O 'Le Monde' elogia as iniciativas do governo Lula na área de educação

Na edição desta quarta-feira, o jornal francês Le Monde publica uma elogiosa reportagem sobre educação no Brasil nesta quarta-feira, na qual afirma que, com sua política para a área, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "inventa a universidade brasileira do século 21".

Em um caderno especial sobre educação, o correspondente do jornal em São Paulo, Philippe Jacqué, afirma que o presidente Lula deu “um sopro de oxigênio ao ensino superior” e multiplicou, desde 2002, planos para dinamizar as universidades do país.

O Le Monde cita como exemplos a Universidade Federal do ABC, em São Paulo, criada em 2005, para “formar os engenheiros do futuro” e as inovações da Universidade Federal do ABC, “na zona operária onde Lula começou sua carreira”.

“O governo federal não economizou na Universidade ABC. Meio bilhão de euros foi injetado. Desde 2005, pelo menos 280 professores foram contratados, todos titulares de um doutorado”.

'Reformulação total'

O Le Monde afirma também que a equipe jovem de professores, com idade média de 35 anos, corresponde ao desejo de reformular totalmente o modelo universitário brasileiro.

“Na Universidade ABC, não há departamentos de disciplinas, mas centros de pesquisas multidisciplinares para facilitar a cooperação”.

Outra inovação da Universidade ABC, segundo o diário francês, é a criação de 300 bolsas de iniciação à pesquisa por ano.

O jornal afirma ainda que o presidente Lula desenvolveu instrumentos para facilitar o acesso ao ensino universitário.

"Com apenas 4,9 milhões de universitários (16% dos brasileiros entre 18 e 24 anos), o país não soube até o momento democratizar o seu ensino superior”, escreve o Le Monde, afirmando que é a classe média alta, em grande maioria, que tem acesso às 200 instituições de ensino superior público e gratuito.

O jornal lembra que o sistema universitário brasileiro, “seletivo”, favorece alunos com maior poder aquisitivo, que são mais bem preparados porque puderam estudar nas melhores e mais caras escolas privadas.



 Escrito por Clóvismoliveira às 05:29 PM
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GRAMPOS REVELAM AÇÃO DE FILHO DE SARNEY NO GOVERNO

HUDSON CORRÊA

FAMÍLIA SARNEY INTERFERE EM AGENDA DO MINISTRO DO PRÉ-SAL

Fotomontagem Toinho de Passira

A perigosa “Madre Superiora”

Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), controla a agenda do ministro Edison Lobão, informam Hudson Corrêa, Andréa Michael e Andreza Matais. Nos diálogos, Fernando e o ex-ministro Silas Rondeau, aliado da família Sarney, ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores.

Grampo mostra que filho e aliado do senador têm ingerência em compromissos de Lobão

Fernando Sarney e Silas Rondeau incluem reuniões na agenda do ministério; Lobão cita amizade e diz que são "apenas solicitações"


O ministro encarregado pelo presidente Lula de administrar o pré-sal, a riqueza que representa o "passaporte para o futuro" do Brasil, é um aliado de José Sarney tão obediente que permite ao presidente do Senado interferir em sua agenda.
Conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que o filho mais velho de Sarney e um apadrinhado antigo do clã maranhense têm livre acesso ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e a seu gabinete.
Nesses diálogos, eles ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores e secretárias, marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente, orientam Lobão sobre o que dizer a empresários que irá receber, falam de nomeações no governo e discutem contratos que acabariam assinados pelo ministério.
As conversas, no entender da PF, configuram "tráfico de influência" -crime de solicitar ou obter vantagem para influir em órgão público-, que prevê de dois a cinco anos de prisão.
O relatório do inquérito diz que Fernando, o filho mais velho de Sarney, "coordenou a prática ilícita". Silas Rondeau, o aliado de Sarney que antecedeu Lobão no Ministério de Minas e Energia e de lá saiu em 2007 sob denúncias de corrupção, seria seu subordinado.
Obtidas pela PF com autorização da Justiça, as escutas fazem parte da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), que investigou negócios da família Sarney e culminou com o indiciamento de Fernando sob a acusação de crime de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Apelidos

Foto: Arquivos

”Magro Velho”, “Bombinha” e “Baixinho” importantes membros da organização criminosa encabeçada por “Madre Superiora”


Nas conversas, Lobão, Rondeau e Fernando se tratam quase sempre por apelidos. O ministro é chamado de "Magro Velho". Rondeau é o "Baixinho". Fernando é chamado de "Bomba", "Bombinha" ou "Madre", e José Sarney é chamado de "Madre Superiora".
Questionado pela Folha, Lobão negou que José Sarney, por meio de Fernando e Rondeau, interfira em sua agenda ou tenha influência sobre questões do governo. Eles "podem fazer solicitações", disse. "O [nosso] relacionamento é de amizade."
O conteúdo de oito grampos a que a Folha teve acesso, porém, mostra que o ministro "terceirizou" aos colegas a sua agenda de compromissos.
Num diálogo de 16 de setembro de 2008, Fernando conversou com o então assessor de imprensa de Lobão -Antônio Carlos Lima, o Pipoca- e contou que marcou um jantar de negócios para o ministro para a semana seguinte: "Depois eu me acerto com ele [Lobão]".
Nesse mesmo dia, Fernando falou com Lobão sobre dois compromissos que este teria no ministério e deu instruções.
O primeiro foi uma audiência com representantes de emissoras de rádio e de TV, para discutir como revogar o decreto presidencial que programava o início do horário de verão. Lobão resistiu. "Escuta e vê se é possível. Entendeu?", disse Fernando. "Tá bom."
O segundo foi uma reunião com Lauro Fiúza, da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). "Eu tinha acenado com ele que de repente você ia fazer um contato mais próximo. (...) Vão fazer uma exposição para você sobre os projetos", comunicou Fernando. Em 2008 Fiúza contratou por R$ 10 mil mensais a RV2 Consultoria, de Rondeau, para assessorar a ABEEólica.

Secretária
Noutra conversa, datada de 30 de junho de 2008, Rondeau pediu à secretária de Lobão, Telma, para inserir na agenda do ministro um encontro com o grupo espanhol Gás Natural em 9 de julho. "Como é o nome da empresa?", perguntou Telma.
Rondeau explicou que "é parceira da Petrobras na distribuição de gás natural no Rio" (embora tenha sido exonerado da pasta em 2007 e denunciado à Justiça um ano depois, Rondeau continua no Conselho de Administração da Petrobras.)
Dois minutos depois de acertar com a secretária de Lobão a audiência, Rondeau ligou para um executivo da Gás Natural e disse que o ministro tinha "bastante interesse em ouvir que vocês estariam dispostos [a investir] em caso do Maranhão como um mercado gasífero".
Ainda em 30 de junho de 2008, Rondeau contatou a secretária para agendar outra reunião. "Dia 4 está bom. São dois donos da Engevix que querem tratar o assunto do Peru. Ele [Lobão] sabe o que é", disse.
Rondeau ligou a seguir para José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, e ouviu o pedido para que o acompanhasse à reunião com Lobão para tratar da construção de hidrelétricas no Peru com a participação da Eletrobrás, estatal ligada à pasta: "Sua presença é fundamental pelo fato de que os próximos passos já saem na hora com sua cooperação", afirmou Antunes.
Na tarde de 4 de julho, Rondeau ligou de novo para Telma e solicitou a ela que alterasse os registros da agenda oficial: "Tira do registro. Tu te lembras das fofocas de agenda, de registro. Você está bem vacinada. Para evitar qualquer ilação, tira meu nome. Se eu puder ir, eu vou, mas tira do agendamento".
No sistema interno do Ministério de Minas e Energia não há anotação de reunião de Lobão com a Engevix no dia 4 -apenas de outra, no dia 9. Dois meses depois, a Engevix assinou acordo com a Eletrobrás para estudar a viabilidade de construir seis usinas em território peruano, num negócio estimado em US$ 16 bilhões.
Além de interferir na agenda de Lobão, a PF concluiu que Fernando Sarney tratava de nomeações no ministério. É o que indica conversa de 27 de agosto do ano passado com o assessor de imprensa de Lobão.
"Tu te lembras hoje de manhã que tu me falaste daqueles cargos que tinha de R$ 800, R$ 900, aquele negócio todo?", pergunta Fernando. "Eu vou pedir para uma amiga minha, que se chama Lina, vou dar o teu telefone pra ela. Eu queria que tu botasse [ela] nesse esquema", pediu o filho do presidente do Senado. "Manda ela ir me visitar lá", disse Pipoca.



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:02 PM
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Folha Online
Lula diz que Brasil teve muitos governantes de "duas caras"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que o Brasil teve muitos governantes de "duas caras", que prometiam mas não realizavam as obras de transposição do rio São Francisco. Em discurso durante visita às obras, em Buritizeiro (MG), Lula disse que hoje seu governo se dá "ao luxo" de dar início a um projeto idealizado por D. Pedro 2º.

"Essa obra, quase 200 anos depois, não conseguiu andar para a frente, porque nós tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra em um Estado e não faziam a obra, e prometiam não fazer em outro Estado", afirmou.

Ricardo Stuckert/PR
Lula diz que Brasil teve governantes
Lula diz que Brasil teve governantes "duas caras" ao visitar obra de transposição

Até sexta-feira (16), Lula visita as obras de revitalização e integração do rio São Francisco em quatro Estados: Minas, Bahia, Pernambuco e Paraíba. Hoje, o presidente disse que no roteiro inicial da viagem não estava previsto "fazer comício", mas justificou ao dizer que quer "fazer uma sinalização para o Brasil e para o mundo".

Segundo Lula, pelo menos três pessoas já foram os responsáveis pelo projeto para "levar água para 12 milhões de brasileiros": o vice-presidente José Alencar, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e agora o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

Na segunda-feira, em seu programa de rádio "Café com o Presidente", ele afirmou que a obra é vital para o país e que, além de recuperar as margens do rio, vai levar água para 12 milhões de pessoas.

Lula disse que a obra custará mais de R$ 6 bilhões, e inclui recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "Uma parte dela ficará pronta até 2010, outra parte ficará pronta até 2012. O dado concreto é que alguém tinha que fazer, e nós estamos fazendo. É uma obra muito importante e ela vai tornar as regiões brasileiras menos desiguais."

Dilma defende a aliados 3º mandato para projeto de Lula

FERNANDO EXMAN
da Reuters, em Brasília

As conversas que passou a ter com os partidos aliados têm como objetivo assegurar a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Pré-candidata à Presidência da República, a ministra já teve reuniões com o PMDB, o PDT, o PRB e o PC do B. Na noite desta terça, a cúpula do PR ofereceu um jantar à ministra.

"Vamos discutir a conjuntura nacional e como é que fica para todos nós, não uma candidatura propriamente dita, mas a nossa contribuição para fazer com que o projeto do presidente Lula tenha um terceiro mandato", afirmou Dilma a jornalistas antes de ser recebida pelos líderes do PR.

"Vamos discutir as consequências do processo que vai levar à sucessão do presidente Lula de uma ótica de como nós vamos dar continuidade ao projeto."

Dilma lembrou a proximidade que ela e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), têm devido ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

"Eles (PR) são da base do governo e vamos obviamente considerar importante a participação deles (na campanha de 2010)", destacou.

Dilma evitou comentar as informações de que o PT fechou um acordo para que o PMDB, maior legenda aliada, indique o candidato a vice-presidente da sua chapa para a eleição de 2010.

"Não posso assumir uma posição dessas porque eu teria que assumir que eu sou a pessoa indicada. Eu não posso fazer isso ainda, uma vez que o PT não se reuniu para definir isso", afirmou, lembrando que o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), tem liberdade para fazer esse tipo de comentário.

Dilma negou que os demais partidos governistas estejam insatisfeitos com o fato de o PT priorizar uma aliança com o PMDB.

"O PR está satisfeito com o governo", respondeu.

O ministro dos Transportes, que acompanhou parte da entrevista concedida pela ministra, acrescentou: "Isso é natural. O PR, em número, é o terceiro partido da base do governo, e quer ser tratado como tal."

Perguntada sobre a afirmação que Berzoini fez à Reuters segundo a qual Dilma deixará o governo em fevereiro depois que o PT homologar sua candidatura, ela desconversou. "Se eu for candidata, é uma possibilidade... essas coisas a gente não discute a hipótese."



 Escrito por Clóvismoliveira às 01:54 PM
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Folha Online
Pra frente Brasil!
Sérgio Malbergier

O clima de patriotismo pós-vitória do Rio é constrangedor, mesmo que previsível. Lula, líder inconteste da nação, levou (trouxe) mais essa. Às lágrimas, como sempre.

"O Brasil ganhou definitivamente sua cidadania internacional. Nós não somos mais de segunda classe, somos de primeira classe", disse, para lá de emocionado, um presidente que só faz inflar na história do país.

Conquistamos as Olimpíadas de 2016 depois de, sob seu comando, levarmos a Copa de 2014, descobrirmos o pré-sal, liderarmos o G20, ditarmos regras em Honduras, resistirmos bem à crise.

Ninguém segura esse país, dizem os entusiastas e os ingênuos.

Os anos 00 são o ano zero do Brasil potência. Somos melhores produtores das commodities mais básicas do planeta, que mesmo na crise são difíceis de cortar. Teremos muito petróleo. Nosso sistema financeiro provou solidez quando o sistema global colapsou. Nossa moeda só ganha força. Temos mercado interno grande e em expansão. Indústria diversificada. Multinacionais se agigantando. Ufa! Um país a fazer e uma embocadura econômica capaz de iniciar o processo.

O país volta a viver um clima ufanista de pra frente Brasil não visto desde a ditadura militar. Só que agora pela esquerda, patrulheira.

Outro dia, neste espaço, postei texto com o título "Vergonha de ser brasileiro". Sobre minha vergonha de ver o presidente do meu país afagar Mahmoud Ahmadinejad pouco depois de o iraniano chamar o Holocausto, que dizimou familiares deste e de outros milhares de brasileiros, de "mentira". Que vergonha!

Choveram cartas de insulto, como se um bom brasileiro não pudesse se envergonhar do país. Pelo contrário. Patrioticamente, me envergonham a miséria, a falta de educação, de justiça, de ética, me envergonha a falta de vergonha dos políticos.

Mas os próximos anos prometem. São a melhor chance do país. Não menos porque vivemos um bônus demográfico inédito que turbina o crescimento, uma combinação de quedas de natalidade e mortalidade com mais mulheres e adultos em idade produtiva e menos pessoas por lar.

Depois de tantas décadas perdidas, não podemos deixar mais essa passar. É hora de espírito crítico e racionalidade. A euforia não deve esconder os grandes defeitos do país, todos óbvios, provas óbvias do nosso subdesenvolvimento.

Vencemos Chicago e Obama, mas não vencemos Sarney e Renan.

Falta muito para o Brasil ser de primeira classe, como decreta Lula. Tem muita gente vivendo em classes muito piores.

Como estarão os miseráveis nos morros cariocas quando a tocha olímpica iluminá-los em 2016? Já temos um prazo.



 Escrito por Clóvismoliveira às 01:50 PM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Depois de ‘morder’, Lula deseja ‘soprar’ Ciro Gomes

  Folha
Sob orientação de Lula, Dilma Rousseff e o PT dedicaram-se nas últimas semanas a morder a candidatua presidencial de Ciro Gomes.

 

Decidido a desligar Ciro da tomada, o presidente encomendara um cerco ao PDT e ao PCdoB.

 

Assediadas por Ciro, o candidato multiuso do PSB, as duas legendas passaram a piscar só para Dilma.

 

Dono de temperamento mercurial, Ciro tornou-se um aliado com o fio desemcapado. Quem o conhece sabe o quanto lhe custa o silêncio.

 

Numa tentativa de evitar o curto-circuito, Lula recomendou a Dilma e ao grão-petismo que soprem as mágoas de Ciro.

 

Conforme noticiado aqui, Lula inicia nesta quarta uma vistoria de três dias nas obras da Transposição do Rio São Francisco.

 

Ciro foi convidado a integrar-se à caravana. Alega-se que foi na gestão dele que o ministério da Integração Nacional começou a tirar a obra do papel.

 

Meia-verdade. Sob Ciro, não havia senão papel. Coube ao sucessor dele, o ministro pemedebê Geddel Vieira Lima, comandar a abertura do cofre.

 

Seja como for, Ciro terá três dias -o tempo de duração da caravana- para estreitar a inimizade com Dilma Rousseff, que também integra a comitiva.

Temporão volta a defender CSS e deixa Lula irritado

  Marcello Casal/ABr
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) foi aos holofotes, nesta terça (13), para defender, de novo, a recriação da
CPMF.

 

Informado, Lula custou a crer. Abespinhou-se. Quem o ouviu ficou com a impressão de que Temporão foi à frigideira.

 

Há coisa de seis meses, gente que tem miolos e sabe fazer as contas informara ao presidente o seguinte:

 

Se insistisse em levar a voto a ressurreição do imposto do cheque, rebatizado de CSS, o governo levaria uma tunda no Congresso.

 

Em homenagem ao óbvio, Lula decidira retirar o governo da operação de fininho. De olho nas urnas, achou melhor sumir com o projeto.

 

Só a ficha de Temporão ainda não caiu. “O congresso concebeu um imposto que é diferente da CPMF, embora o objetivo seja semelhante”, disse o ministro.

 

“Ele está, desde o início, voltado exclusivamente para financiar o SUS, 100% dos seus recursos vão para o Fundo Nacional de Saúde".

 

Temporão acrescentou: "O percentual de brasileiros que não vão pagar um centavo se aproxima de 80 milhões. Só quem ganha acima de R$ 3.600 vai pagar".

 

Um auxiliar de Lula fez a conta pelo lado avesso: “O número de brasileiros que terão de pagar o novo tributo se aproxima de 110 milhões”.

 

O mesmo assessor, conhecedor dos humores do chefe, afirmou: “A volta desse assunto ao noticiário deve ser idéia do comitê de campanha do José Serra”.

 

Vários dos ministros que tentarão a sorte nas urnas de 2010 flertam com a idéia de deixar a Esplanada antes do prazo legal, no início de abril.

 

A julgar pela reação de Lula, Temporão não terá dificuldades se quiser limpar as gavetas mais cedo. É só pedir.

 

O ministro talvez devesse desperdiçar um naco do seu tempo para observar a cena ao redor. Do contrário, arrisca-se a brigar com o óbvio.

 

De resto, a releitura de Nelson Rodrigues não faria mal a Temporão. O cronista ensinou:

 

“Muitas vezes esbarramos, tropeçamos no óbvio. Pedimos desculpas e passamos adiante, sem desconfiar que o óbvio é o óbvio”.



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:28 AM
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Mantega e Dilma na malha fina

Maria Lima e Vivian Oswald

Declarações de IR dos ministros ficam na malha fina. Lula recebeu restituição no 1º lote


BRASÍLIA. A classe média, que teve as restituições do Imposto de Renda (IR) represadas devido ao caixa apertado do governo, não é o único alvo das garras do Leão. Uma consulta ao banco de dados da Receita Federal na internet revela que até mesmo o chefe do Fisco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, caiu na malha fina de 2009. Estão tendo suas declarações analisadas com lupa pelos auditores federais também outros pesos pesados, como a pré-candidata do PT à presidência e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Cair na malha fina não é sinônimo de má-fé fiscal e pode indicar apenas que o contribuinte se enganou ao preencher sua declaração.

Dilma teve problemas com o Fisco no ano passado também, por divergências de informações sobre os rendimentos de aluguel de um apartamento em Porto Alegre.

As informações são da própria Casa Civil.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o atraso na devolução da restituição do IR este ano devido à necessidade fiscal da União, não tem do que reclamar. Ele recebeu a restituição no primeiro lote, em junho último. Na consulta de seu CPF, a Receita informa que a devolução foi creditada no Banco do Brasil após a liberação do lote número 1.

A revelação provocou críticas contundentes da oposição, apesar de a explicação para a rapidez da devolução do dinheiro do presidente ser, muito provavelmente, o fato de Lula ter mais de 60 anos. Pelo Estatuto do Idoso, pessoas acima desta idade têm direito a receber a restituição na frente.

— Esse leão está ficando muito seletivo.

Deve ser leão de circo, com algum domador bajulador. Os outros Silva do Brasil, que estão tendo sua restituição retida, têm todo o direito de ficar indignados — reagiu o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Informado o número do CPF, a contribuinte Dilma Vana Rousseff recebeu o seguinte aviso do Fisco na página na internet: “Sua declaração apresenta pendências que podem ser consultadas no Extrato do IRPF”. A assessoria da Receita explicou que a mensagem indica que a declaração caiu na malha fina.

Qualquer declaração pode cair na malha pela razão mais corriqueira, até a digitação equivocada de um endereço. Ou um erro de preenchimento de dados do empregador, por exemplo.

Em muitos casos, a declaração é liberada sem que o contribuinte precise fazer nada. Há casos em que a pessoa precisa enviar nova declaração, retificadora.

— É preciso desmistificar a imagem de malha fina. Isso é apenas um critério eletrônico para a seleção. Não significa, nem remotamente, que a pessoa tenha cometido uma infração fiscal — disse o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel.

Segundo a assessoria de Dilma, a retenção de suas declarações decorreu de divergências sobre informações relativas ao aluguel de um apartamento. A ministra informou os valores recebidos, mas o inquilino não teria declarado. Em relação à declaração do ano passado, a assessoria informa que a ministra informou o aluguel, recolheu o imposto, mas preencheu o campo errado do formulário.

No caso do presidente da Petrobras, quando incluído seu CPF, aparece a mesma mensagem: “Sua declaração apresenta pendências que podem ser consultadas no Extrato do IRPF”. Gabrielli se disse surpreso com a informação. Já a consulta ao CPF do ministro Guido Mantega indica que ele também caiu na malha fina. Até 2007, Mantega teve imposto a restituir, mas a partir de 2008, passou a ter de pagar a mais para o IR. Procurado, o ministro não quis se manifestar

PSB não é uma sublegenda do PT, afirma Ciro

Soraya Aggege

SÃO PAULO. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) anunciou ontem que seu partido deve lançar o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, para o governo paulista em 2010. Ciro descartou qualquer possibilidade de desistir da disputa à sucessão do presidente Lula. Diante de uma plateia de empresários, banqueiros e ambientalistas, ele foi levado por Skaf para o palco da entidade, ao lado do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, Nobel da Paz de 2007, e posou para uma foto.

— Filiamos Skaf para ser o nosso candidato ao governo de São Paulo — disse Ciro, ao lado do empresário.

Perguntado sobre a rejeição do PT paulista para uma possível aliança com seu partido, se o candidato for o líder empresarial paulista, Ciro foi enfático: — PT é PT, PSB é PSB. Somos amigos, mas queremos que o PT nos respeite porque não somos sublegenda do PT.

Sobre as expectativas petistas para sua candidatura ao governo do estado e o projeto do presidente Lula para lançá-lo em São Paulo, ele voltou a argumentar que se sente liberado até fevereiro, quando as alianças serão fechadas, mas adiantou: — O verbo desistir supõe um sujeito, e eu não desisto (da candidatura a presidente da República).

Perguntado se as últimas declarações da ex-ministra Marta Suplicy (PT), que não o quer na disputa em São Paulo, reforçaram sua decisão, Ciro deixou claro que tem enfrentado um teste de resistência: — Os companheiros do PT podem fazer o que quiserem, dizerem o que quiserem, eu não vou responder a isso.

Ciro disse que soube pela imprensa sobre as costuras políticas que estão sendo feitas pela pré-candidata a presidente do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o PMDB, e afirmou que não costuma acreditar em tudo o que lê: — Medo maior é que o PMDB tem o hábito de fazer acordos e descumpri-los



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:15 AM
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Já era

Monica Bérgamo

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Cesar Asfor Rocha, decidiu cancelar o que seria uma das mais importantes licitações do ano no Judiciário: a que previa a virtualização de 390 milhões de páginas de processos que correm no tribunal. Depois de 163 dias em que o pregão foi realizado e descambou numa guerra de recursos entre as oito empresas que participavam dele, o ministro anulou a concorrência numa canetada.

ESPONJA
A disputa acirrada para digitalizar os processos se justifica: a empresa vencedora se credenciaria para participar de licitações de outros tribunais brasileiros que se comunicam com o STJ. A gota d"água para a decisão foi uma diligência feita pelo próprio STJ que verificou que uma das empresas apresentou documento de prestação de serviços num banco privado que, de acordo com o STJ, não correspondiam às necessidades do tribunal.

QUESTÃO DE MÉRITO
Ao anular a concorrência, Asfor Rocha decidiu contratar os serviços de um instituto de Brasília que trabalha com deficientes auditivos. Um grupo de 60 deles já digitalizou processos para o tribunal. Mais concentrados, os portadores de necessidades especiais gastam 30% menos tempo que um trabalhador comum para fazer o mesmo serviço.

MANO VERDE
O PV em São Paulo anunciou a filiação do rapper Sandrão, do RZO (Rapazes da Zona Oeste), ao partido. Conhecido pelo rap "Todos São Manos", o músico deve ser lançado candidato a deputado estadual em 2010.

LULA PIRATA
A escolha de Olinda, em Pernambuco, como sede da primeira exibição do filme "Lula, o Filho do Brasil", do diretor Fábio Barreto, frustrou os planos da "candidata" Caetés (PE), terra natal do presidente. Com 25 mil habitantes, a cidade, como tantos outros municípios brasileiros, não tem sala de cinema. A ideia de transmitir o longa em um telão improvisado num campo de futebol não vingou, por problemas de segurança. "Vamos esperar passar na TV ou saírem os DVDs piratas", diz o secretário municipal da Cultura, Thiago Wanderley.

Discurso da inocência

Editorial

De uma ponta a outra do espectro político, crítica à imprensa é recurso frequente de acusados por irregularidades

NENHUMA afinidade ideológica, por certo, aproxima figuras como João Pedro Stedile, líder do MST, do presidente do Senado, José Sarney; tampouco o ex-ministro José Dirceu se situa no mesmo campo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma palavra mágica, entretanto, é capaz de irmaná-los, conforme a ocasião, numa notável concordância.
A palavra é "mídia". Abreviação confortável, porque impregnada de conotações "críticas", para qualquer órgão de comunicação, eletrônico ou impresso, que se disponha a noticiar denúncias, irregularidades, escândalos ou crimes que envolvam personalidades públicas.
Um grupo de vândalos do MST promove a destruição de milhares de pés de laranja numa fazenda do interior paulista; a TV transmite as cenas. Entrevistado pela Folha, João Pedro Stedile dá sua versão do ocorrido.
"A direita, por meio do serviço de inteligência da PM, soube utilizar [as imagens divulgadas] contra a reforma agrária, se articulando com emissoras de TV para usá-las insistentemente." Poderia dizer, até com maior verossimilhança, que "a direita" forjara todo o episódio, contratando falsos invasores para destruir a plantação.
Deixe-se o rústico ambiente mental em que florescem ideólogos do MST, e será fácil encontrar, nos salões atapetados do Congresso, o mesmo tipo de discurso. O presidente do Senado, José Sarney, declara que "de certo modo, a mídia é inimiga das instituições representativas".
Seguiu-se um adendo resvaladio: "Estou repetindo aquilo que, no mundo inteiro, hoje se discute". Da teoria à prática, foi rápido o percurso: o jornal "O Estado de S. Paulo" continua impedido de noticiar fatos a respeito de uma investigação da Polícia Federal que envolve a família Sarney.
É a "mídia", sempre a mídia, que se coloca "acima dos poderes e da Constituição", "não teme o Judiciário nem o Legislativo e afronta o Executivo": eis uma tese em que insiste cotidianamente o ex-ministro José Dirceu, deputado federal democraticamente cassado.
Com nuances de ênfase, o pensamento do líder petista faz rememorar o que dizia, há cerca de dez anos, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, quando vieram a público gravações sigilosas a respeito da privatização do sistema Telebrás.
"Os que movem a mídia", teorizou o peessedebista, "não sabem o poder que têm ou, às vezes, não trazem consigo a responsabilidade"; surgiriam assim "escândalos fabricados", uma vez que "nada é neutro nesse mundo político".
Nada é neutro, e são todos inocentes, é claro, "nesse mundo político". Resta apenas, de uma ponta a outra do espectro ideológico, uma origem a ser apontada para todos os males do país: a "mídia" -pois falar em "imprensa" desvelaria mais facilmente o intuito de censura.
Que seja. Por maiores que sejam suas deficiências e defeitos, não haveria melhor forma de elogiar os meios de comunicação do que as indignações de tantas figuras insuspeitas.



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:10 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Lula, o blockbuster

Em reunião ontem na sede da Força Sindical, representantes de 30 sindicatos de São Paulo e os irmãos Fábio e Paula Barreto, respectivamente diretor e produtora do filme "Lula, o Filho do Brasil", definiram que o ingresso da cinebiografia do presidente custará R$ 5 para filiados que fizerem compra antecipada até 20 de dezembro. A partir de 1º de janeiro, data da estreia nos cinemas, a apresentação da carteira do sindicato dará direito a meia-entrada (por volta de R$ 7, a depender da sala e do dia da semana).

Fábio Barreto disse que o plano de distribuição visa transformar o filme no mais visto do país. Para o pré-lançamento na Força, em 20 de novembro, a central convidou Dilma Rousseff, que ainda não deu resposta.

Escala. Também o DVD de "Lula, o Filho do Brasil" terá preço especial. Segundo Fábio Barreto, chegará à lojas por R$ 10 (contra os cerca de R$ 35 habituais de títulos novos). E a data de lançamento não será fortuita: 1º de maio.

Matinê. Lula, que hoje inicia por Pernambuco uma visita de três dias às obras de transposição do rio São Francisco, já marcou nova visita ao Estado. Será em 14 de novembro, para pré-estreia em Olinda do filme sobre sua vida.

Meio vazio... A situação PT-PMDB no Pará não está tão resolvida quanto diz a governadora petista Ana Júlia, mas melhorou bastante após a passagem de Dilma pelo Estado, no fim de semana.

...meio cheio. Um dos elementos facilitadores do entendimento é que o peemedebista Jader Barbalho, diferentemente de aliados em outros Estados, não se opõe à ideia de disputar o Senado tendo ao lado na chapa um candidato do PT -no caso, Paulo Rocha. A questão principal será como recompor a participação do PMDB no governo.

Confederados. Pelos cálculos da cúpula do PMDB, a resistência à aliança com Dilma está hoje restrita aos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. E os caciques avisaram ao PT que outros Estados, como Mato Grosso do Sul, Minas e Rio, ainda exigem muita conversa.

Cimento. O Ministério das Cidades recebeu ontem dados da CEF apontando salto de R$ 1 bi, em pouco menos de duas semanas, nos valores contratados pelo Minha Casa, Minha Vida. A previsão é que o programa para construção de 1 milhão de casas consuma R$ 34 bi em subsídios, com repasses da União e o FGTS.

Tactel 1. No final de 2003, o governo Lula manifestou pela primeira vez a ideia de distribuir uniformes escolares. Cristovam Buarque (PDT-DF), então ministro da Educação, falava em contemplar 38 milhões de crianças, Agora, seriam 50 milhões.

Tactel 2. A meta de Cristovam, porém, nunca saiu do papel. Meses depois, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação cancelou o pregão para contratar a empresa que confeccionaria as peças. O menor preço oferecido era 70% superior ao que o governo planejava gastar.

Prospecção. Emisssários do Planalto sondaram a receptividade de ministros do Supremo Tribunal Federal ao nome do procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, para ocupar o cargo de advogado-geral da União, deixado vago com a ida de José Antonio Toffoli para o STF. Não foi colhido nenhum depoimento desfavorável.

Troco. Engavetado pedido de impeachment de Yeda Crusius (PSDB-RS), seus aliados agora tentam desarquivar pedido idêntico contra o vice e inimigo, Paulo Feijó (DEM).

NAVARRO

Tiroteio

"Se o Serra vai lançar uma cartilha, melhor tomar cuidado com o lugar em que vão colocar o Paraguai."

Do deputado federal JOSÉ MENTOR (PT-SP), sobre a intenção do governador de lançar uma cartilha sobre gestão pública. Meses atrás, a Folha revelou que alunos da rede paulista receberam livro com mapa da América do Sul que trazia "dois Paraguais".

Contraponto

Em mil pedaços

Garibaldi Alves (PMDB-RN) presidia ontem bem-humorada sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na qual foram votados projetos sobre mudanças em regras tributárias e a liberação de empréstimos da União. De repente, surgiu uma divergência séria entre o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e o da bancada do PT, Aloizio Mercadante (PT-SP).
-Não disseram que havia acordo?- reagiu Garibaldi.
Jucá e Mercadante responderam que sim, mas em seguida intensificaram o debate, agora discutindo detalhe por detalhe. Garibaldi jogou a toalha:
-Ah, entendi... É um acordo em pedacinhos...

Lula leva Dilma e Ciro para vistoriar obras

Em Minas, o governador Aécio Neves também participará da visita aos trabalhos de transposição do rio São Francisco

Viagem começa hoje e deve durar três dias; Lula, que vai dormir em acampamentos do Exército, tenta mostrar que projeto não está parado


Acompanhado por três pré-candidatos ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá hoje início a três dias de visita às obras de transposição do rio São Francisco. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) participarão de todo o roteiro, que inclui Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.
Já o governador Aécio Neves (PSDB) receberá a comitiva hoje em Minas: "Sempre terei com o presidente conversas extremamente republicanas, até porque mantenho com ele relações pessoais que estarão preservadas, independente dos campos políticos", disse Aécio, acrescentando que a situação política "não tira a fidalguia e a capacidade de conversar".
Convidado por Lula, Ciro viajou ontem para Brasília para integrar a comitiva. A participação do deputado foi confirmada por sua assessoria. A comitiva visitará seis trechos das obras e dormirá duas noites em acampamentos do Exército, no sertão de Pernambuco.

Obra em andamento
Além de apresentar a região a Dilma, Lula quer mostrar que as obras estão andando após paralisações decorrentes de fiscalização do Tribunal de Contas da União, exigências ambientais, disputa judicial de empresas envolvidas na licitação e regularização fundiária para indenizar desapropriados.
Estimada em R$ 5 bilhões, a obra foi dividida em 14 lotes. A comitiva dormirá no lote 11 do eixo leste, o trecho mais avançado, com 38,3 % da obra executada. Hoje, após passagem por Pirapora e Buritizeiro, em Minas, ela visita pontos de dragagem em Barra (BA). Não está previsto encontro de Lula com o bispo dom Luiz Flávio Cappio, que fez duas greves de fome contra a transposição.
Das cerca de 8.000 pessoas que trabalham nas obras, o presidente quer encontrar, entre cerimônias e visitas, 5.000. "Essa obra sempre teve um impedimento por discussões políticas, divergências entre os Estados doadores e os receptores, e nós tomamos uma decisão de construir um projeto", disse Lula no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
Além de Dilma, estão na comitiva os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Franklin Martins (Comunicação Social) e cinco governadores.



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:05 AM
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Correio Braziliense

Casa nova

Brasília-DF

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), marcou a mudança do primeiro grupo de funcionários para a futura sede do governo do estado, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte, para 15 de janeiro. O último pilar de sustentação da futura sede do governo — o maior prédio suspenso do mundo — já foi retirado. Inicialmente, serão transferidos para a Cidade Administrativa, projetada por Oscar Niemeyer, a Governadoria, a Vice-Governadoria e as Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão e de Governo. Cerca de 16 mil servidores serão transferidos ao longo do primeiro semestre.

No ar

No Brasil, três obras ficaram famosas por desafiarem a engenharia, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), a ponte Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo, e a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis (SC). O prédio da Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais, com quatro andares, envidraçado, está suspenso pelo teto por apenas duas colunas. Tem vão central de 80 metros e duas balanças de 35 metros. Ou seja, tem o comprimento de 150 metros

A foto de Pirapora

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), desembarcou ontem à noite em Brasília. Motivo: pegar uma carona hoje de manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Pirapora (BA), onde começa a Caravana do São Francisco de Dilma Rousseff (PT), a ministra candidata que precisa subir rápido nas pesquisas. Lula guarda na memória a primeira grande incursão pela região, em 1994, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso mas começou a conquistar o coração dos nordestinos. Uma foto sua coalhada de crianças, às margens do São Francisco, é uma de suas favoritas.

Wagner poderia esperar a comitiva na Bahia, como bom anfitrião, mas aí a foto do desembarque seria capitalizada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), seu desafeto, que desafia o petista com o propósito de tomar o seu lugar no Palácio de Ondina. Foi o próprio presidente Lula quem solicitou a presença do governador baiano no voo presidencial. Há quem aposte que usará seu poder de sedução para fazer nova tentativa de reaproximar Geddel e Wagner, garantia de um único palanque governista para Dilma. Não será tarefa fácil, a não ser que Geddel jogue logo a toalha, mas esse não é do feitio do tinhoso peemedeebista. A aliança PT-PMDB na Bahia hoje não existe.

Participativo/ O relator-geral do Orçamento, deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), discute, hoje, às 9h, a previsão de gastos e investimentos do governo federal para 2010. Participarão do debate os representantes do Fórum Brasil do Orçamento (FBO), que reúne entidades de todo o país que acompanham a execução do orçamento público. Além de apresentar propostas, se discutirá a destinação de recursos para o incentivo à participação das entidades civis no controle dos gastos públicos.

Traslado/ A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou, em caráter terminativo, proposta que obriga o governo a arcar com os custos de repatriação de brasileiros falecidos no exterior quando sua família for de baixa renda. Preocupado com o impacto no orçamento da estrutura consular, o Itamaraty não gostou da iniciativa. O Ministério do Planejamento também está ressabiado com a nova despesa.

Cautela/ Apesar da vontade de ser vice na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), não deve abandonar a agenda no interior paulista. Para todos os efeitos, até as convenções partidárias de 2010, o peemedebista não quer descartar a possibilidade de disputar a reeleição a deputado federal.

Armas/ A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma PEC que proíbe, pelo prazo de 10 anos, o arrocho de verbas destinadas ao reaparelhamento das Forças Armadas. Pela proposta, os recursos também não poderão ser usados para engordar o superávit, durante o período.

Arrocho

A CPI das Tarifas de Energia Elétrica, presidida pelo deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), vai realizar, nesta quarta-feira, audiência pública com o diretor-presidente das empresas do Grupo AES-Eletropaulo, Britaldo Soares. Quer esclarecimentos sobre as tarifas cobradas dos consumidores paulistas.

Sem essa

Celso Brando/INCA
 
 


Apesar do empenho do ministro da Saúde, José Gomes Temporão (foto), do PMDB, o novo imposto do cheque agoniza. Se depender da conversa entre líderes partidários na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), ontem, a derrubada da Contribuição Social da Saúde (CSS) será a moeda de troca para se votar, enfim, a regulamentação da Emenda 29 na Câmara. Os deputados não querem ouvir falar da criação de novos tributos às vésperas de ano de eleição.

Benção

Carlos Moura/CB/D.A Press - 16/02/2007
 
 


O governador de Sergipe, Marcelo Déda (foto), do PT, continua internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ainda se recupera da cirurgia a que se submeteu há 10 dias para a retirada de um nódulo no pâncreas, sem previsão de alta. De acordo com os médicos, o governador reage bem aos tratamentos e em breve deve ser liberado. Fará fisioterapia em casa. No feriadão, recebeu a visita do arcebispo de Aracaju, dom José Palmeira Lessa, que foi a São Paulo exclusivamente para orar pela saúde do petista.

 



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:02 AM
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Ciro afina discurso com Skaf em SP

Julia Duailibi

Sob o fogo amigo do PT, o deputado Ciro Gomes e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ambos potenciais candidatos pelo PSB nas eleições de 2010, afinaram o discurso em evento para empresários no qual tentaram demonstrar a união do partido em torno do projeto presidencial e dos planos de candidatura própria para o governo do Estado na corrida eleitoral do ano que vem.

Questionado sobre o fato de o PT estar trabalhando para fechar aliança com o PDT e o PC do B e, dessa forma, diminuir o tempo de televisão de Ciro a ponto de inviabilizar sua candidatura, o parlamentar disse que não está nos seus planos desistir da disputa presidencial. "O verbo desistir pressupõe um sujeito, e eu não desisto em hipótese alguma", declarou Ciro, depois da palestra na Fiesp do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

RESISTÊNCIA

Aliado dos petistas na esfera federal, o PSB conta com a resistência do partido para firmar uma composição em torno do projeto que lance Skaf ao governo do Estado. Petistas também trabalham para "desidratar" a candidatura de Ciro ao Palácio do Planalto - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra lançar dois candidatos da base governista à Presidência da República, preferindo unir os esforços em torno da eleição da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Caso o deputado seja mesmo candidato a presidente, parte do PT ensaia lançar candidatura própria em Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, o que dificultaria os planos do PSB nesses Estados.

INSEGURANÇA

"O que posso dizer é em tese. Não estou falando de PT nem de PSB. Mas quando a gente, na vida, se vê obrigado a abrir mão do argumento e partir para a ameaça, a gente está revelando uma insegurança, e é cedo para isso", disse Ciro.

Na semana passada, Dilma estreitou as conversas com o PDT e o PMDB. Ontem, ela participou de um jantar com a cúpula do PR. Lideranças nacionais do PC do B também já enviaram recados ao governo de que o caminho natural será o apoio à candidatura da ministra.

Indagado sobre a forma que viabilizaria sua candidatura, num cenário em que os aliados são cortejados pelo PT, Ciro afirmou: "Isso é um problema meu, que resolverei no tempo certo."

O parlamentar, que não criticou o PT, declarou não acreditar que a legenda trabalhe para inviabilizar seu nome. E citou as eleições realizadas em 1998 e de 2002, quando disputou a Presidência e conseguiu fechar alianças com o então PL e, no pleito seguinte, com PTB e PDT.

"O PT é companheiro, é gente boa, mas queremos que o PT lembre humildemente que não somos uma sublegenda dele, mas um partido político", disse Ciro. Ele voltou a criticar o PMDB - o que para os petistas mostra que o deputado gostaria mesmo é de ser vice de Dilma Rousseff, posto que é negociado com o PMDB.

DESTINO

Potencial candidato a governador pelo PSB, Skaf disse ainda não ter resolvido o seu destino político. "Neste momento, como cidadão, o meu candidato a presidente se chama Ciro", afirmou o presidente da Fiesp. O deputado retribuiu: "Queremos que Skaf examine (a candidatura)."
PMDB anunciará ''noivado'' com PT na próxima semana
Vera Rosa
A cúpula do PMDB anunciará na próxima semana que vai apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à Presidência em 2010. Para fechar a aliança, o partido exigiu não apenas a vaga de vice na chapa - já oferecida há tempos pelo PT - como mais poder em caso de uma nova gestão petista à frente do Planalto. Até agora, o nome mais cotado para vice de Dilma é o do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

O "noivado" entre o PT e o PMDB será formalizado em reunião de dirigentes dos dois partidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma, no dia 21 ou 22. Até a noite de ontem, a data ainda dependia da agenda presidencial. O casamento de papel passado, porém, só ocorrerá em junho de 2010, após as convenções.

"Nós vamos firmar um pré-compromisso com o PT, deixando claro que estaremos juntos em 2010 e a vaga de vice será do PMDB", afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder da legenda na Câmara.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), disse que os problemas regionais entre os dois partidos para a formação de palanques não impedirão a coligação nacional. "Há Estados onde o PT e PMDB não se bicam, mas isso não atrapalha a aliança", argumentou. "Já dissemos várias vezes ao PMDB que estamos dispostos a estabelecer uma parceria estratégica para governar o Brasil."

Diplomático, o petista fez questão de elogiar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que também está de olho na cadeira de Lula. "Ciro é nosso amigo e não vamos brigar. Se ele sair candidato, a disputa será feita nos marcos da cordialidade."

NEGOCIAÇÕES

Nos últimos dias, o Planalto intensificou as negociações para fechar as alianças com os partidos que formam a base aliada. A ideia é criar um fato consumado para neutralizar o assédio do governador José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, sobre os integrantes da coalizão federal, como o PMDB, que hoje ocupa seis ministérios na Esplanada e dirige uma penca de estatais importantes.

"Existe um movimento dos serristas para tentar impedir nossa aliança com o PMDB, mas quero dizer que estamos muito bem", reforçou Berzoini.

Orientada por Lula, Dilma tem se reunido com as bancadas, sempre sorridente e simpática. Nas palavras de deputados que participaram desses encontros, ela faz questão de mostrar que não é apenas "técnica". "A ministra pode aposentar aquele o bambolê que demos a ela, pois já está provado que tem muito jogo de cintura política", comentou o líder do PMDB.

Nem tudo, porém, são flores no caminho do altar. Desde que foi realizado o jantar entre parlamentares e dirigentes do PMDB, no dia 6, não param de chegar reclamações à cúpula do partido sobre o casamento com o PT. As divergências são muitas nas campanhas para os governos estaduais. Os dois partidos vivem às turras em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Há ainda dificuldades de relacionamento em Minas, no Rio e Rio Grande do Norte.

Além disso, senadores peemedebistas como Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS) e Geraldo Mesquita Junior (AC) condenaram publicamente a dobradinha. "Precisamos ter bom senso para conduzir o processo com baixo nível de estresse", diz Berzoini.
PT define regra para candidatura estadual
Gustavo Porto
Empenhado em afastar a impressão de que ficou refém do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) em São Paulo, o comando do PT paulista começou a definir ontem as regras para o registro de pré-candidaturas ao governo de São Paulo. A Executiva Estadual do partido, que já havia anunciado que abriria em 1º de novembro o prazo para a inscrição dos interessados na vaga, decidiu ontem que postulantes ao Palácio dos Bandeirantes precisarão da indicação formal de 1% dos filiados.

"Acreditamos que agora o partido vai começar a se mexer e veremos quem realmente pretende ser candidato ou tem uma base de apoio capaz de fazer essa indicação", afirmou ontem o presidente estadual do PT, Edinho Silva.

Como era esperado, o comando partidário manteve a possibilidade de os próprios filiados indicarem um pré-candidato, sem que ele sequer diga publicamente que quer concorrer. Desde que consigam reunir as assinaturas de 2.970 petistas (1% dos 297 mil petistas no Estado), os próprios filiados podem realizar o registro.

Com a medida, o PT procurou prevenir qualquer tipo de constrangimento aos possíveis candidatos, caso Ciro decida aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se candidatar ao governo de São Paulo. Ainda assim, o partido ganha a chance de dizer que não paralisou seus preparativos para a corrida estadual, enquanto Ciro decide se será candidato a presidente ou ao Palácio dos Bandeirantes.

A Executiva Estadual do PT continuou discutindo a polêmica sobre a indefinição na corrida estadual, após o convite feito por Lula a Ciro. Ainda assim, a sigla decidiu dar continuidade às conversas com potenciais aliados.

No próximo dia 20 de outubro, o comando petista deve se reunir com representantes do PC do B. A sigla também planeja conversar com PR, PDT e PSB.


 Escrito por Clóvismoliveira às 10:56 AM
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Folha Online
"Tentaram me impedir de cantar jazz", diz Tony Bennett

GUILHERME WERNECK
colaboração para a Folha de S.Paulo

O pintor Benedetto terá de quebrar a rotina nos próximos dias. Não poderá acordar e tomar o rumo do ateliê, como faz quando está em casa. Em vez de trabalhar nas aquarelas em que retrata as praias do Brasil a partir de Nova York, Benedetto terá de botar os pincéis de molho para dar lugar aos compromissos de seu duplo mais famoso, o cantor Tony Bennett.

AP
O cantor nova-iorquino Tony Bennett é cercado por mulheres e fãs após apresentação, em 1951
O cantor Tony Bennett é cercado por mulheres e fãs após apresentação, em 1951

Aos 83 anos, o cantor desembarca no Brasil para uma série de shows que começa por Porto Alegre, no dia 21, e se estende até o dia 31 em Recife, passando por Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Sem muitas surpresas, o repertório é aquele que Bennett construiu nos últimos 60 anos como crooner, músicas que vão de baladas a standards do jazz. Não faltarão as clássicas "I Left My Heart in San Francisco", "Fly Me to the Moon" e "The Way You Look Tonight".

O que surpreende nessa série de shows é a formação enxuta da banda formada pelo pianista Lee Musiker, o guitarrista Gray Sargent, o baterista Harold Jones e o baixista Marshal Wood. A novidade fica por conta da participação da filha do cantor, Antonia Bennett, 35.

Tony Bennett faz entretenimento puro, essencial. É o último de pé da linhagem que cresce com o "boom" da indústria da música nos anos 1950, poucos anos antes de o rock virar de ponta cabeça a cultura de massa. "Eu amo entreter as pessoas, fazer com que elas se sintam bem" diz o cantor à Folha, por telefone, em Nova York.

Por ser um grande vencedor e mesmo estando do lado dos vencidos, do ponto de vista dos esforços da indústria da música, Bennett tem uma carreira das mais interessantes.

Ele começou na Columbia em 1950, com a condição de não imitar o Frank Sinatra.

Uma estratégia que deu certo em termos, já que o próprio Sinatra resolve adotá-lo. "Ele [Sinatra] era 10 anos mais velho que eu, e acabou se tornando meu mestre porque era um artista maravilhoso. Eu o adorava. E, quando ele disse à revista "Life" que, de todos os cantores, ele me considerava o melhor que já tinha ouvido na vida... Eu nunca superei isso. Até hoje", diz.

Contratado para cantar baladas, Bennett teve de lutar pela sua integridade artística e para poder ser hoje o grande porta-voz do cancioneiro americano. Foram mais de dez anos para conseguir gravar seu estilo preferido, o jazz.

"Minha gravadora tentou me impedir de cantar jazz por muitos anos, dizendo que eu não venderia muitos discos. Eu tinha de brigar, dizia que era a melhor música inventada nos Estados Unidos. Foi uma luta, mas no final deu tudo certo porque me deram um contrato de US$ 10 milhões pelo meu catálogo." Outra cruzada foi contra o rock. "Eu não gostava mesmo. Até deixei a gravadora um tempinho e mudei para a Inglaterra para fugir do rock."

Nos anos 70, pagaria a língua ao gravar músicas orquestradas de uma série de roqueiros, de seu antigo desafeto Elvis Presley aos Beatles.

Mas, cavalheiro como ele só, não é de falar mal de gravações passadas. "Não tenho problemas de cantar nada do que gravei", diz. "Se você faz uma coisa boa, ela é sempre boa. Quando você ouve Sinatra ou Nat King Cole, João Gilberto ou Tom Jobim, é sempre bom", completa.

Mulherengo

Nessa temporada brasileira, Bennett vai tirar um tempo para encontrar o amigo João Gilberto, que conheceu no Rio, em sua primeira temporada no Copacabana Palace, ainda nos anos 50. "Eu era um artista bem novo, ninguém me conhecia. Me falaram de um cantor muito bom. Conheci João Gilberto na praia, no começo da bossa nova."

Tony Bennett sempre teve fama de mulherengo. Pergunto se ainda tem jeito com as mulheres aos 83. Rindo, ele desconversa: "Algumas vezes sim, em outras não".



 Escrito por Clóvismoliveira às 10:39 AM
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Aterrisagem de UFO na Turquia confirmada como sendo real

O TÜBITAK, órgão governamental para pesquisa em ciência e tecnologia da Turquia, emitiu um parecer histórico sobre a autenticidade de um vídeo de 35 minutos feito por um guarda noturno, que mostra um objeto-voador-não-identificado e a silhueta de 2 supostos tripulantes, algo inédito na ufologia mundial!

O UFO, visto por quase uma dúzia de moradores de Kumburgaz, na Turquia, e filmado por Yalcin Yalman, causou furor ao redor do mundo e em parte da mídia da China, Rússia, Brasil e Suíça. Filmado em agosto de 2007 e analisado primeiramente pelo grupo “Sirius UFO”, foi liberado ao público no dia 17 de janeiro de 2008 em uma conferência de imprensa. Críticas logo surgiram, começando pelo Prof. Adnan Öktem, do Departamento da Universidade de Istanbul de Ciências de Astronomia, o Prof. Mehmet Emin Ozel, do Departamento da Universidade de Física e o Prof. Kerem Doksat, do Departamento da Universidade de Psiquiatria, que disseram que a filmagem era uma brincadeira feita com uma maquete ou animação de computador. E disseram isso sem terem conduzido uma análise ou qualquer outro tipo de estudo.

Assim, o grupo “Sirius UFO” decidiu ir à TV e informar que estavam submetendo o vídeo ao Prof. Adnan Oktem para ser estudado na confiável e renomada Instituição Científica do Estado chamada “TÜBITAK”, que fez uma análise completa e preparou um relatório oficial declarando: “Os objetos vistos no filme acima mencionado possuem uma estrutura que é feita de material específico e definitivamente não são feitos por qualquer tipo de animação de computador nem por qualquer forma de efeitos especiais usados para simulação em um estúdio ou para um efeito de vídeo. Então, em conclusão, está decidido que o avistamento não é uma maquete ou uma fraude”.

Além disso, na última parte do relatório ficou concluído que estes objetos no vídeo possuem estruturas físicas e materiais que não pertencem a qualquer categoria conhecida (aviões, helicópteros, meteoros, Vênus, Marte, satélites, bolas de fogo, lanterna chinesa, etc.), caindo assim na classificação de OVNI (Objetos Voadores Não-Identificados).

O incidente aconteceu por dois meses diante dos olhos dos residentes de “Yeni Kent”. O grupo “Sirius UFO” falou com todas as testemunhas em separado e conseguiu testemunhos por escrito e filmados. Uma análise detalhada da filmagem mostrou que três objetos diferentes aparecem ao mesmo tempo, coisa que não era possível às testemunhas verem. Também disseram que analisando todos os 35 minutos é possível ver todo o ambiente onde foi filmado.

O vídeo, detalhes da análise e testemunhos serão apresentados na Conferência Internacional sobre UFOs em Laughlin, Nevada.

Parecer do TÜBITAK

As imagens foram examinadas pelo TUG – Unidade Processamento de Imagens do Observatório Nacional. Como analisar todas as imagens seria um processo muito demorado somente partes aleatórias das imagens foram pré-examinadas. Durante este processo foram obtidos os seguintes resultados:

· As imagens foram gravadas em formato NTSC Digital.
· A data no vídeo indica que ele foi gravado durante o verão de 2007.
· As imagens do objeto que visivelmente tem uma certa configuração não são animações de computador, efeitos especiais de vídeo ou modelos recriados em estúdio.
· A filmagem é genuína.

A primeira observação feita sobre a filmagem é que algumas das imagens foram gravadas a noite e a certa altitude do horizonte. A filmagem também cobre imagens da Lua em algumas partes o que prova que o vídeo foi gravado a noite e ao ar livre. Mas o fato de que a data mostra o horário AM em alguns frames e PM em outros, levanta suspeitas sobre a validade do tempo em que as filmagens foram feitas.

Sendo que não há outro objeto que seja apresentado como referência nos frames em close-up e não foram achadas diferenças observáveis na examinação do fundo, a locação real, distância, dimensões e natureza dos objetos não puderam ser determinadas.

Através do exame de filmagens em múltiplas datas, há uma forte possibilidade de que 2 ou 3 objetos diferentes foram capturados. Entretanto, é difícil determinar se os objetos estão se movendo ou não. Seu movimento é lento se é que se move.

Os reflexos de luz no objeto são algumas vezes causados pela Lua que se encontrava em locação conveniente no momento e algumas vezes produzido por outras fontes de luz.
O reflexo de luz no lado esquerdo do objeto que é visto na filmagem de 10 de Agosto não é produzido pela Lua. Naquela hora a Lua estava quase nova e localizada aproximadamente em ângulo de 10 Graus com o horizonte. Mais ainda, a análise da imagem revela que o centro do objeto tem a mesma densidade do fundo, como se fosse transparente.

Concluindo, mesmo após um exame detalhado da filmagem, o objeto permanece não-identificado.

Dr. phD. ZEKI EKER
Director
National Observatory of TUBITAK

Assistam ao vídeo:



 Escrito por Clóvismoliveira às 10:29 PM
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PT e PMDB praticamente fecham acordo sobre chapa para 2010

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Se o PMDB depender de qualquer sinalização do PT para embarcar na campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República pode ficar tranquilo e já pode começar a trabalhar os nomes para compor a chapa com a indicação à Vice-Presidência. O atual presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), mantém contato permanente com os peemedebistas e afirmou à Agência Brasil que a aliança já está fechada com 80% do partido.

“Essa é uma aliança estratégica não só politicamente, mas para governar o país. Já falei com o PMDB. Os peemedebistas podem, publicamente, assumir que são vice da gente”, disse Berzoini.

Para consolidar essa união, no entanto, os peemedebistas correm contra o tempo. Até novembro, o partido realiza convenções regionais para eleger os novos diretórios e serão justamente essas pessoas que decidirão, na convenção nacional do partido em junho de 2010, que rumo o PMDB tomará nas eleições presidencial. A cúpula do PMDB está afinada com a cúpula, petista mas há resistências regionais.

O Rio Grande do Norte é um exemplo. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse que essa aliança entre petistas e peemedebistas ainda está por ser decidida. Ele condiciona as definições das alianças estaduais como pré-requisito para se começar a conversar a respeito de aliança nacional.

“Se colocarmos a situação nacional de imediato até que poderemos obter o consenso, mas ficaremos devendo uma solução nos estados, que tenha o mesmo êxito”, afirmou Garibaldi Alves.

O peemedebista acrescentou que não vê problemas em se fechar uma aliança nacional com o PT, entretanto tem dúvidas se este seria o melhor momento de o PMDB discutir um nome para a Vice-Presidência numa futura campanha presidencial. “O problema é que com relação ao estado [Rio Grande do Norte] há algumas divergências e a partir do momento em que se antecipar essa discussão pode-se gerar problemas no partido.”

Na semana passada, outros peemedebistas reclamaram desta “pressa” da cúpula do PMDB de fecha uma aliança nacional com o PT para 2010. Os senadores Pedro Simon (RS) e Geraldo Mesquita Júnior (AC) discursaram em plenário condenando a iniciativa da cúpula partidária de amarrar um acordo com o presidente Lula e o PT sem consultar as bases do partido.

O vice-líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), no entanto, é um dos articuladores da futura aliança que garante a indicação da Vice-Presidência numa eventual campanha de Dilma Rousseff. Para ele, o assunto já foi debatido o bastante no partido, e a hora de fechar o acordo é agora.

“Quem está falando contra [o acordo do PMDB com o PT] que dispute na convenção [nacional de 2010]”, disse o parlamentar Eduardo Cunha. Ele destacou que a maior parte dos dirigentes estaduais de hoje são favoráveis à aliança com o PT. Entretanto, esse quadro pode não ser o mesmo a partir de novembro, quando o PMDB terá definido os novos representantes dos diretórios estaduais que decidirão, em junho de 2010, o rumo do partido na sucessão presidencial.

Edição: Talita Cavalcante



 Escrito por Clóvismoliveira às 09:29 PM
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LULA JÁ RECEBEU R$ 105.000,00 DE RESTITUIÇÃO DO IR. FOI O PRIMEIRO

O governo federal aplicou o calote na restituição do Imposto de Renda em cerca de 2 milhões de brasileiros, que só verão o dinheiro em 2010, mas entre os prejudicados não está o portador do CPF 070.680.938-XX. Trata-se de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu sua restituição já no lote número 1, paga em 15 de junho passado. A restituição foi creditada em sua conta corrente, na agência 4883 do Banco do Brasil, no valor de R$ 105.000,00.

A - APARECIDA

O governo não informou o número de vitimas do calote, mas admitiu que o valor soma R$ 3 bilhões, a serem restituídos só no final de 2010.

Lula não gostou da vinculação do calote do governo a interesses econômicos: “Acho falta de compreensão…” Claro, presidente, claro.

No Itamaraty, sexta, Lula disse que “não é a primeira vez na História” que o governo dá calote nos contribuintes e eles ficam calados, mas não citou precedentes.

Não deixa de ser estranho que Lula, com aposentadorias e salário de presidente, sem gastar nada, ainda tenha direito a restituição????????.



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:58 PM
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Para alegrar seu dia !!!
 
Corinthians -13/10/1977- Basílio
Corinthians Campeão Paulista 1x0 Ponte Preta
ETERNAMENTE !!!

Dia 13 de outubro de 1977. A data é inesquecível para todo corinthiano que com orgulho brada o bordão 'maloqueiro e sofredor' que sintetiza a paixão de milhões de pessoas por uma instituição chamada Sport Clube Corinthians Paulista.

No dia 13 de outubro de 1977, em um estádio chamado Morumbi, abarrotado com mais de 80 mil torcedores, Basílio fez o gol que arrancou o Corinthians do dolorido jejum de vinte e dois anos e sete meses sem levantar uma taça.

Aquele dia 13 de outubro de 1977 fez heróis, arrancou gritos de alegria, lágrimas de emoção. Enfim, marcou a vida de corinthianos apostólicos romanos em São Paulo e em todo Brasil.

Mas não foi uma decisão tranqüila para o time do Parque São Jorge. Aquela temporada não havia começado bem para o Timão. O clube havia disputado pela primeira vez a Copa Libertadores da América e o fracasso do alvinegro ainda na primeira fase da competição fez a torcida imaginar mais um ano de fracassos e derrotas.

Não foi bem assim. Sob o comando de Oswaldo Brandão, o Corinthians concentrou todas suas forças no Campeonato Paulista. E após alguns tropeços, o Timão chegou na histórica final contra a Ponte Preta.

Surgia, então, a primeira polêmica da decisão. Ignorando a força do interior do Estado, a Federação Paulista de Futebol marcou as três partidas decisivas para o Morumbi. A Macaca reclamou, mas não foi muito além disso.

Empolgado, o Timão venceu o primeiro jogo por 1 a 0. Festa e euforia pelas ruas de São Paulo. Bastava um empate na segunda final para o Corinthians sair, finalmente, da fila. Mas a Ponte Preta, que havia feito a melhor campanha da competição, surpreendeu e venceu o confronto seguinte de virada. Vaguinho abriu o placar para o clube do Parque São Jorge, mas Dicá e Rui Rei marcaram para a Ponte Preta.

A frustração evidente da torcida corintiana, que havia registrado o recorde do Morumbi na segunda partida ao superlotar o estádio com 138 mil pessoas, deu ainda mais forças para o elenco corintiano.

E Basílio acabou com o sofrimento aos 36 minutos do segundo tempo. Não havia tempo para a recuperação da Macaca. Não havia força para a Ponte Preta calar os milhares gritos de 'é campeão, é campeão'. No momento que Dulcídio Wanderley Boschíllia encerrou a partida, o estádio do Morumbi foi tomado por uma multidão de corintianos agradecidos e emocionados, que cruzaram o gramado de joelhos como conclamando aos céus a conquista de um título inesquecível, que ficará para sempre na memória corintiana.

Ficha Técnica
Campeonato paulista 77
Corinthians 1x0 Ponte Preta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13/10/1977
Público: 86.677 pagantes, para uma renda de Cz$ 3.325.470,00
Corinthians: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Russo, Luciano, Basílio e Vaguinho; Geraldão e Romeu. Técnico: Osvaldo Brandão
Ponte Preta: Carlos; Jair, Oscar, Polozzi e Angelo; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá e Lúcio; Rui Rei e Tuta (Parraga). Técnico: Zé Duarte
Gol do Corinthians: Basílio aos 36 minutos do segundo tempo
Cartões vermelhos: Rui Rei, Oscar e Geraldo
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschíllia (SP)



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:29 PM
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ISTOÉ - Independente

A rebelião petista

Alan Rodrigues

Marta lidera revolta contra Ciro em São Paulo, mas a resistência só dura enquanto Lula permitir

Fotos: Sérgio Castro /ae; Adriano Machado / Ag. istoé

INDIGESTÃO Marta deixa a sede do PT depois de dizer que não engole a candidatura de Ciro

Há muito tempo, o PT abriu mão de sua autonomia e submeteu o seu histórico de decisões colegiadas, que suscitavam disputas calorosas entre suas tendências, à vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, alguns petistas insistem em tentar convencer o público de que suas vontades podem prevalecer sobre o projeto eleitoral de Lula para 2010. Uma das cenas desta nova forma de o PT se rebelar ocorreu na noite da segunda-feira 5, em São Paulo, e a protagonista foi a ex-prefeita Marta Suplicy. Em reunião na sede do partido, ao lado de nomes da cúpula dirigente, Marta atirou contra o projeto de Lula de lançar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista.

O motivo é que, se der certo, a estratégia Ciro atropelaria cinco candidatos do PT ao Palácio dos Bandeirantes. Pior. Com a coligação, os eleitores vão digitar nas urnas o 40, número do PSB, o que, segundo cálculos petistas, pode encolher a bancada do PT em até 30% - entre as candidaturas em perigo estariam, principalmente, as dos aliados de Marta.

Foi por isso que Marta tomou a frente da rebelião. Embora separados também politicamente, o ex-casal Suplicy atuou na mesma direção. Enquanto a exprefeita atacava o candidato de Lula afirmando que "há uma percepção de que a candidatura Ciro não tem nada a ver com o Estado", seu ex-marido surpreendia a todos, lançando seu nome para a disputa ao governo. Eduardo Suplicy tornou-se, assim, o quinto candidato do PT à sucessão do governador José Serra e ampliou a resistência a Ciro. "O PT é a favor de ter uma candidatura própria, isso é quase uma unanimidade", discursou Marta. Ledo engano.

Dentro do próprio PT paulista já existe a tendência dos conformados com a hegemonia da vontade de Lula. "A prioridade é a eleição nacional e em benefício desse projeto podemos estar sim com o PSB", afirma Emídio de Souza, prefeito de Osasco, outro pré-candidato. "A Marta foi irresponsável, ela tentou criar um fato que não existiu", diz Souza.

"Isso faz parte de uma estratégia conversada com o presidente Lula. Só estou executando", respondeu Ciro, quando soube do ataque de Marta. "Essa revolta acaba na hora que o Lula bater o pé", afirma um parlamentar petista. Os mais próximos a Lula usaram um argumento inquestionável para apagar o incêndio. "Temos que nos preparar para um cenário em que o Ciro ultrapasse a Dilma", afirmou o exministro e deputado Antônio Palocci, referindo-se à candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República.

As ultimas pesquisas mostraram Dilma em queda e Ciro em ascensão. Quem conhece Palocci ficou se perguntando se o alerta do ex-ministro já não é visto como um fato dentro do Palácio do Planalto. Dois dias depois do encontro do PT, a própria Dilma passou a defender apenas uma candidatura governista em 2010. "Vai ser um candidato que vai representar o governo", disse a ministra, depois de jantar com a cúpula do PDT, em Brasília. Parecia até o presidente falando.



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:13 PM
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Gustavo Chacra

Sempre existiram dois Estados Unidos. Ou a imagem de dois Estados Unidos. O primeiro é o clichê que todos conhecem no mundo, com os filmes de Hollywood, o Burger King, o Starbucks, Elvis Presley, Michael Jackson. E o segundo é os Estados Unidos dos americanos, com o baseball, o futebol americano, o sanduíche de peanut butter and jelly, a Pink lemonade, os programas de TV, as milhas, as "pounds", os colleges.

Quase todos acolescentes brasileiros sabem identificar uma foto do Brad Pitt com a Angelina Jolie. Os um pouco mais velhos se lembrarão do Michael Jordan, já que o basquete é um esporte internacional. Mas quantos sabem que o Yankees, com seu gênio Alex Rodriguez, mais conhecido como A Rod, chegou à final da American League ontem? A própria rede de TV CNN diferencia estes dois Estados Unidos. Para o mundo, exibem a mais moderada e pouco opinativa CNN International. Internamente, transmitem a CNN americana, com figuras que não medem palavras como Lou Dobbs.

No caso do atual presidente dos Estados Unidos, também parece existir dois Barack Obama. O primeiro é o idolatrado em todo o mundo, com discursos no Cairo, Istambul e Berlim, Nobel da Paz, com camisetas com seu nome para vender em Damasco e seu retrato exposto em cidades do Nordeste brasileiro. Obama seria a salvação dos Estados Unidos e do mundo para muitas destas pessoas. Nos EUA, na eleição do ano passado, a maior parte da população também o enxergava assim.

Agora, quase nove meses depois do início de seu governo, Obama se torna um presidente comum, mesmo porque seria quase impossível ser diferente dentro sistema democrático e bipartidário americano. Como Bill Clinton, enfrentará uma complicadíssima batalha para tentar aprovar as reformas no sistema de saúde. Como Ronald Reagan, tem a obrigação de recuperar a economia. Como Jimmy Carter, idealiza solucionar o conflito no Oriente Médio. Como George W. Bush, terá a sua guerra.

Criticado em seu país, Obama pode sair vencedor ou perdedor e muitos fatores que não estão sob o seu controle influenciarão o resultado final, como influenciaram os outros presidentes. Porém, nos EUA, Obama é um mortal comum. E como todos os mortais, já se tornou motivo de gozação nos programas de comédia, que em sua maioria absoluta o apoiaram nas eleições.

A imagem de Obama, nestes programas, é a de um homem indeciso, confuso e que adora falar bonito, mas não consegue nada concreto. Analistas diziam ontem no New York Times que os humoristas refletem justamente a percepção do restante da sociedade. E hoje é assim que vêem Obama. Alguns apostam que ele terminará como Carter, um bem intencionado presidente, com algum sucesso na área externa, como o acordo entre o Egito e Israel, mas fracassos no Irã e na América Central. Com a economia em crise, foi trucidado por Reagan. Há ainda outros que têm a esperança de que Obama seja um Roosevelt ou um Wilson. Vamos esperar. Mas, que fique claro, nos EUA, Obama se tornou um presidente como qualquer outro. A idolatria externa já perdeu completamente o fôlego aqui, com sua popularidade em queda constante.



 Escrito por Clóvismoliveira às 06:00 PM
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 Escrito por Clóvismoliveira às 05:55 PM
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Fatos e pessoas que influenciaram totalmente a história

 

A história sempre tem algo a dizer sobre as pessoas e os números. Determinados indivíduos podem tornar-se famosos por uma série de feitos heróicos, infelizes ou até mesmo, eventos incontroláveis. Conheça a história de algumas dessas pessoas.

O primeiro vírus da internet: Morris Worm

Em 1988, o estudante Robert Tappan Morris criou um vírus de computador e o apresentou para o mundo cibernético. Ele alegou que estava tentando medir o tamanho da internet. O vírus trabalhava explorando vulnerabilidades conhecidas no Unix sendmail, finger, rsh/rexec e senhas pouco relevantes. O “Morris Worm”, como ficou conhecido, infectou 10% dos 60 mil computadores conectados na época. Curiosamente, hoje, Robert é professor universitário na mesma instituição em que ele iniciou a propagação do vírus.

A primeira cena de nudez no cinema: Audrey Munson

Desde o início da indústria cinematográfica, tivemos diversas expressões de nudez no cinema. Vários filmes da “era silenciosa” usaram cenas de nudez em um contexto histórico ou religioso. Em 1915, a atriz Audrey Munson apareceu nua pela primeira vez. Entretanto, Annette Kellerman foi a primeira mulher a mostrar um nu frontal num filme.

O primeiro ator a receber US$ 1 milhão num único filme: William Holden

William Holden é um dos atores mais célebres e famosos de Hollywood. Na década de 1950 ele apareceu em vários filmes clássicos e em 1957 estrelou na produção de “As Pontes do Rio Kwai”, recebendo US$ 1 milhão pelo seu trabalho. Originalmente orçado em um total de US$ 2 milhões, o filme acabou ultrapassando US$ 44 milhões.

O primeiro primata a entrar no espaço: Albert II

Antes dos seres humanos irem para o espaço, várias espécies animais foram lançadas na atmosfera, a fim de testar os efeitos biológicos das viagens espaciais. Intencionalmente, os primeiros animais enviados para o espaço foram moscas de frutas, acompanhado de sementes de milho, a bordo de um foguete V2, lançado em 1947. Mas foi em 1949 que o primeiro primata entrou oficialmente no espaço. Infelizmente, Albert II morreu no impacto do retorno. Poucos meses depois, Albert III morreu quando seu foguete V2 explodiu.

A primeira pessoa a ser concebida por fertilização in vitro: Louise Brown

No final de 1970, cientistas fizeram uma descoberta extensiva em tecnologia de reprodução assistida. Descobriram um processo no qual os óvulos são fertilizados por espermatozóides fora do útero, in vitro. O ovo ou zigoto fertilizado é então transferido para o útero da paciente com a intenção da criação de uma gravidez bem sucedida. Em 10 de novembro de 1977, Lesley Brown submeteu-se a esse procedimento, que foi realizado por Patrick Steptoe e Robert Edwards. Ela era incapaz de conceber filhos naturalmente devido ao bloqueio de falópio. Louise Joy Brown nasceu em 25 de julho de 1978, no Hospital Geral de Oldham, em Greater Manchester, Inglaterra. Hoje, Louise vive uma vida plena e saudável.

A primeira pessoa a morrer da pandemia de Aids: Ken Horne

A origem da SIDA e HIV tem intrigado os cientistas desde que a doença veio à tona na década de 1980. Em 24 de abril de 1980, o morador de San Francisco, Ken Horne, teve registrado o primeiro caso de Aids que se tem notícia. De repente, uma elevada percentagem de homens gays em San Francisco e Nova York começaram a ser contaminados pelo vírus. Em 1981, 121 pessoas já haviam morrido e a AIDS começava a se espalhar por todo o mundo. Em 1992, a AIDS tornou-se a principal causa de morte nos Estados Unidos para indivíduos com idades entre 24 e 44 anos. Entre 1981 e 2006, a AIDS matou mais de 25 milhões de pessoas no mundo inteiro. Os números continuam crescendo e hoje as estimativas indicam que cerca de 90 milhões de pessoas na África estão infectadas com o vírus HIV.



 Escrito por Clóvismoliveira às 09:58 AM
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 Escrito por Clóvismoliveira às 09:53 AM
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Internet terá novas regras em 2010

Gerusa Marques, BRASÍLIA

Anatel prepara novo regulamento para o setor, com uma série de obrigações para as provedoras de acesso

A partir do próximo ano, as empresas provedoras de acesso à internet, incluindo as grandes operadoras, como Oi e Telefônica, terão de seguir regras com metas de qualidade na prestação dos serviços. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está preparando um novo regulamento para o setor, com obrigações para as empresas e uma lista de direitos dos usuários. As novas regras têm também o objetivo de incentivar a competição e a entrada de novas operadoras no setor.

A garantia de entrega da velocidade contratada é um dos principais objetivos da Anatel. As estimativas são de que grande parte dos clientes não tem disponível nem metade da velocidade prometida pelas operadoras. "Hoje, o cliente não tem como exigir a velocidade. Ele quer baixar um filme, mas tem dificuldade, porque a empresa está saturada e não dá a ele o mínimo de garantia de acesso", disse a conselheira da Anatel Emília Ribeiro, em entrevista à Agência Estado.

Uma das ideias em estudo é estabelecer no contrato uma velocidade máxima e mínima, e a conexão só poderá oscilar dentro desta previsão. A conselheira cita uma experiência do governo do Chile que disponibiliza um programa de computador, que pode ser baixado gratuitamente, para medir a velocidade de conexão na casa ou no escritório do assinante. "Estamos querendo trazer isso para nós", disse.

Pela proposta em estudo, haverá regras de atendimento ao cliente, de solução de problemas, de cobrança e de cancelamento do contrato, por exemplo. A empresa que descumprir as obrigações estará sujeita a abertura de processo administrativo e multa. O desempenho na prestação dos serviços será cobrado no Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ), que terá, entre outros indicadores, taxas para medir a quantidade de falhas nas tentativas de conexão e o número de quedas na conexão enquanto a internet está sendo usada.

SERVIÇO ESSENCIAL

Com cerca de 18 milhões de assinantes no Brasil, a banda larga para conexão à internet se tornou um serviço essencial, exigindo a atualização dos regulamentos. A necessidade de regras mais duras para a internet ficou evidente também com as panes do serviço de banda larga Speedy, da Telefônica, que deixaram milhares de clientes sem conexão à internet.

As vendas do Speedy foram suspensas em junho, e na votação que permitiu a volta das vendas, em setembro, a Anatel estabeleceu como prioridade interna a reformulação do regulamento e a definição de metas de qualidade para a internet. A previsão da conselheira é que a proposta da área técnica da Anatel seja encaminhada ao conselho diretor ainda este mês.

Após aprovada pelo conselho, a proposta será colocada em consulta pública e será novamente analisada pelos técnicos e pelo conselho diretor da agência. A expectativa é de que o novo regulamento entre em vigor no primeiro semestre de 2010.

Estão sendo estudadas também medidas de estímulo à competição, com menos exigências para pequenas empresas, que atuam no interior e em nichos de mercado. Com isso, a conselheira estima que deverá dobrar o número de empresas provedoras de acesso à internet, passando das 1.467 atuais para 3 mil empresas, num período de um ano. Uma das propostas é baixar o preço da autorização. A licença regional continuará custando R$ 9 mil, mas a licença local terá o preço reduzido para R$ 1,2 mil.

A agência está preocupada também em evitar a venda casada. Pela proposta, as prestadoras podem oferecer facilidades para a contratação de pacotes que tenham outros serviços, como telefonia e TV por assinatura, mas o assinante sempre terá a opção de contratar apenas o acesso à internet.

De acordo com o regulamento em estudo, as empresas não poderão bloquear acessos a redes de trocas de arquivos e de relacionamentos. Também não podem vetar a utilização de programas para baixar vídeos, de comunicação instantânea ou de telefonia pela internet.

Para colaborar com ações de combate a práticas ilícitas, como pedofilia, a Anatel deverá impor uma regra para obrigar os provedores a guardar por três anos os dados de conexão do usuário.



 Escrito por Clóvismoliveira às 09:48 AM
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Agora
Lula vai dar uniforme escolar em ano eleitoral

Folha de S. Paulo

O governo federal lançará ainda neste ano um programa de aquisição de uniformes escolares para alunos da rede pública de todo o país. O público-alvo são os 50 milhões de estudantes matriculados nos ensinos fundamental e médio. A estreia das vestimentas nas salas de aula será em 2010, ano com eleições para presidente.

No desenho atual do programa, ainda sem nome definido, cada item do uniforme terá estampado logotipos do governo federal, do Ministério da Educação e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A iniciativa para a aquisição dos uniformes partirá de municípios e dos Estados, que terão de aderir formalmente ao programa se tiverem interesse. Ao governo federal caberá facilitar e centralizar essa compra, por meio de um pregão eletrônico e do registro nacional de preço.

Assim, quem vencer a licitação será obrigado a fornecer o produto em todas as regiões do país. Cada peça terá também um preço único nacional --o que facilitará a fiscalização pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União).

Os recursos devem sair de diferentes fontes: cofres dos Estados, dos municípios e da União (via emendas de parlamentares e convênios com o FNDE) e também via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A uniformização dos alunos da rede pública é vista no governo federal como a última peça para a formação daquilo que chamam de o "quadrado mágico" da educação, ao lado dos livros didáticos, dos ônibus e merenda escolares.

De acordo com José Carlos de Freitas, do FNDE, prefeitos e governadores não precisam comprar todas as peças do uniforme. "Ele [gestor] entra no sistema e adere ao item que quiser. Não podemos impor o kit completo", afirmou.

Cada kit (com camiseta, agasalho completo, meia, short e saia) deve custar cerca de R$ 100, segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

A entidade, com cadeira nessa formulação, já estima uma série de ganhos do setor com o programa: avanço de 6% a 7% no consumo de matéria-prima e de 15% em empregos diretos e indiretos. Governo e Abit negociam a participação apenas da indústria nacional nesse programa.

Mudanças
Prefeituras, governos estaduais, indústria e sociedade civil poderão sugerir mudanças nos uniformes, num processo de audiência pública previsto para o início de novembro. "Na audiência pública, a gente apresenta o projeto e abre para a discussão do setor. Com isso, você afasta a possibilidade de direcionamento. É a validação do processo", explica Freitas.

Nessa audiência pública, passo obrigatório antes do lançamento oficial do programa, será possível, por exemplo, sugerir mudanças no tecido do agasalho.



 Escrito por Clóvismoliveira às 09:00 AM
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Estrelas do Senado correm risco de não se reeleger

Eugênia Lopes

Como se não bastasse a crise que desmoralizou o Senado neste ano, as eleições de 2010 ameaçam tirar o brilho de antigas estrelas da política nacional, que enfrentam dificuldade para se reeleger. Os obstáculos atingem em cheio senadores de todos os partidos que estão sendo obrigados a fazer arranjos políticos para garantir, ao mesmo tempo, sua sobrevivência e a eleição nos Estados.

Na oposição, há casos emblemáticos como os dos senadores tucanos Sérgio Guerra (PE), atual presidente do PSDB, e Tasso Jereissati (CE), ex-presidente da sigla, que correm o risco de não voltar ao Senado. Os percalços eleitorais também abrangem senadores governistas, como Renan Calheiros (PMDB-AL), que provavelmente terá de encarar como adversários na corrida pelo Senado o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) e a candidata à Presidência pelo PSOL em 2006, Heloisa Helena.

O enfraquecimento de cabeças coroadas da política é mais visível no Nordeste, onde tradicionalmente os governadores são responsáveis pela eleição de senadores. Depois de governar Pernambuco por oito anos consecutivos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tem mais cinco anos de mandato, é pressionado a sair candidato ao governo do Estado. O motivo é que a candidatura do peemedebista seria o caminho mais tranquilo para alavancar a eleição tanto de Sérgio Guerra quanto do ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE).

Com dificuldade para se reeleger ao Senado, os dois torcem para que Jarbas dispute o governo do Estado e, com isso, ganhem um palanque forte. Afinal, ambos terão como adversários o ex-prefeito de Recife, o petista João Paulo, e o deputado Armando Monteiro (PTB). Com mandato desde 1971, Maciel é o que tem mais "recall" junto ao eleitorado. Já o senador tucano é o que dispõe da maior estrutura partidária no Estado, mas sem o palanque de Jarbas enfrenta dificuldade de se reeleger para o Senado.

"Todos os candidatos de oposição serão mais competitivos se Jarbas for candidato ao governo", admite Guerra. O senador peemedebista prefere, no entanto, manter o suspense até o carnaval, data em que confidenciou a amigos que irá bater o martelo sobre sua candidatura. Se Jarbas resolver não entrar na disputa eleitoral, Guerra vai tentar seu quarto mandato de deputado. Para "guardar lugar", já lançou sua filha Helena Guerra à Câmara.

Governador do Ceará por oito anos, Tasso elegeu para o Senado quem bem entendeu durante a década de 90 e até 2002, quando ele e sua afilhada política Patrícia Saboya (PDT) conquistaram as duas vagas no Senado. Mas agora a situação é tão delicada que a ex-mulher do pré-candidato à Presidência pelo PSB, deputado Ciro Gomes, vai disputar uma vaga de deputada estadual. Na sua vaga de deputado pelo Ceará, Ciro pretende eleger Pedro Brito (PSB), ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos. Tasso tenta obter o apoio velado de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro e atual governador do Ceará, para voltar ao Senado.

O cenário cearense ficou complicado depois que o ministro da Previdência, José Pimentel (PT), entrou na disputa por uma das duas cadeiras de senador. A outra é pleiteada pelo deputado Eunício Oliveira (PMDB), ex-ministro das Comunicações de Lula. Teoricamente, Cid apoiará as candidaturas de Eunício e Pimentel.

Ocorre que historicamente os Gomes sempre estiveram juntos de Tasso. "Na história política do Ceará nenhum governador se elegeu sem deixar de fazer os senadores", diz Oliveira, que aposta no apoio do governador para conquistar o Senado.

Homem forte no Senado do governo Lula, Renan também se prepara para enfrentar uma eleição dificílima. Com a provável candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência, Heloísa Helena teria desistido de tentar disputar a sucessão presidencial. A expectativa é que obtenha "um caminhão de votos" na eleição para o Senado. A candidatura do ex-governador Lessa também é forte: quase se elegeu em 2006 para o Senado. Perdeu para Fernando Collor de Mello (PTB).

Depois de chegar ao Senado com mais de 10 milhões de votos, o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), não deverá ter reeleição fácil. A situação dele se agravou depois que o vereador Gabriel Chalita migrou do PSDB para o PSB para disputar uma das vagas por São Paulo. Com a aliança entre o PSDB e o PMDB em torno da candidatura ao Senado do ex-governador Orestes Quércia, Mercadante estaria contando em ser o "segundo voto" dos tucanos. Mas agora o "segundo voto" deve migrar para Chalita.



 Escrito por Clóvismoliveira às 08:56 AM
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Tucano fala em missa sobre papel de governante

Um dia depois de a ministra da Casa Civil e pré-candidata petista à Presidência em 2010, Dilma Rousseff, participar do Círio de Nazaré, ontem foi a vez de outro pré-candidato ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), marcar presença em evento religioso de grande porte, em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Anteontem, Dilma assistiu ao Círio, em Belém (PA), que reuniu cerca de 2 milhões de fiéis. Ontem, Serra foi à missa no santuário de Aparecida (a 167 km de São Paulo) e também falou sobre política. Segundo os organizadores, o evento contou com 43 mil pessoas.
Em discurso e em entrevista coletiva, Serra afirmou que "o Brasil precisa de governantes que sirvam ao povo, não que se sirvam do povo". "[Ser cristão] para mim significa, no governo, servir ao povo. A minha felicidade depende de eu poder proporcionar mais felicidade aos outros. Isso para mim é o que significa ser cristão", disse.
Durante seu discurso, falando sobre Nossa Senhora Aparecida, o governador afirmou que sua grandeza serve para a "libertação do nosso povo".
"Essa libertação pressupõe uma sociedade mais justa, igualitária e políticos que trabalham nessa direção, olhando para hoje e para o futuro. Quando se governa, tem que se governar com um olho no presente e um olho no futuro."
Adversária de Serra, Dilma e outros petistas têm defendido que a próxima campanha presidencial se transforme numa comparação entre o governo do PT (entre 2003 e 2010) e o do PSDB (entre 1995 e 2002).
O tucano disse ainda que os governantes devem se empenhar "em abrir às nossas famílias, às famílias brasileiras, um futuro de trabalho, de cultura, de fraternidade, um futuro de amor, paz e que permita ao nosso país se encontrar dentro da Justiça e da solidariedade".
Serra terminou o discurso saudando romeiros de todo o Brasil presentes na missa. "É um orgulho que venham para nosso Estado, para este santuário, que para todos nós representa uma grande conquista espiritual do povo brasileiro."
À tarde, Serra participaria de evento na favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo, devido ao Dia das Crianças. Mas a forte chuva que atingiu o local antecipou o encerramento do ato.

Lula entre dois atos

Fernando de Barros e Silva

SÃO PAULO - "Não tem nenhum [outro] grande líder. No Brasil hoje -e esse é um dado triste para o Brasil-, a única figura de dimensão nacional sou eu". Quem fala é Lula. Está num jatinho que vai de Macapá a Belém, a cinco dias do segundo turno das eleições de 2002. A cena faz parte de "Entreatos", o documentário dos bastidores da campanha petista, dirigido por João Moreira Salles e lançado em 2004.

Se o diagnóstico já estava certo, hoje parece ainda mais verdadeiro. Até por isso, enquanto a biografia romanceada de Lula, by Barretão, não chega às telas, não perde tempo quem se dispuser a assistir ao filme em que o próprio candidato representa seu personagem.
Hoje, o que mais chama a atenção em "Entreatos" é a capacidade que Lula teve de sobreviver a seus coadjuvantes. Praticamente todos encolheram ou foram banidos do poder. O protagonismo do presidente, em contrapartida, só aumentou.
É curioso rever Mercadante, o maior papagaio de pirata, usando a câmera como um espelho, no qual contempla seu ego irrevogável. Ou lembrar de Zé Dirceu, para quem a câmera parece sempre uma intrusa, pondo em risco segredos & negócios de Estado. Deu no que deu.
Palocci, Gushiken, Duda Mendonça, Silvinho Pereira, Frei Betto, Ricardo Kotscho -todos os que aparecem ao redor de Lula de alguma forma fizeram água. Dilma, na época, não existia politicamente. E Delúbio, que existia até demais, não surge em cena, quem sabe por isso.
Fica claro em "Entreatos" que Lula já tinha perfeita noção de seu tamanho histórico. Mas também fica patente que ninguém ali sabia bem o que iria fazer no governo.
De certa forma, o enredo da comunhão nacional que vivemos hoje, cuja síntese apoteótica está na figura do próprio Lula (o filho do Brasil), é uma criação do ator eclético e camaleônico que ele soube ser.
Quanto de ficção e quanto de realidade? Fernando Meirelles disse há pouco que "Lula é o melhor ator, não sei se o melhor presidente". Na falta de um país, já temos um filme.

Cresce gasto com publicidade em Minas e SP

PAULO PEIXOTO

Serra e Aécio aumentam em 158% e 21%, respectivamente, verba de divulgação institucional em 2010 em comparação com 2006

SP prevê gasto de R$ 120 mi em publicidade, enquanto Minas destina R$ 40 mi; os tucanos são pré-candidatos do partido à Presidência


Os governos tucanos de Minas Gerais e de São Paulo pretendem aumentar em 21% e 158%, respectivamente, os gastos com publicidade governamental no ano eleitoral de 2010, comparado com 2006.
Naquele ano, quando José Serra se elegeu governador paulista, o Orçamento de São Paulo foi elaborado pelo seu antecessor, o tucano Geraldo Alckmin, que concorreu à Presidência. Aécio Neves era o governador de Minas e foi reeleito. Agora os dois são pré-candidatos do PSDB à Presidência.
A previsão de gastos para 2010, no caso do governo de São Paulo, ultrapassa a evolução real do Orçamento do Estado desde 2006. Nesse período de quatro anos, o valor total do Orçamento paulista cresceu 26,9%. Já a evolução do Orçamento de Minas foi de 25,1%.
Considerando o valor dos Orçamentos de SP (R$ 125,5 bilhões) e de Minas (R$ 41,1 bilhões) para o próximo ano, a proporção dos gastos com publicidade previstos por Serra e Aécio é exatamente igual: 0,1%.
As comparações com 2006 feitas pela Folha contemplam os valores reais da propaganda institucional de cada governo, corrigidos pelo IGP-DI. Estão fora desse cálculo publicidade específica, como campanhas na área de saúde ou de segurança.
Serra prevê gastar no próximo ano R$ 119,9 milhões em publicidade institucional, enquanto Aécio prevê gastos de R$ 40,4 milhões, conforme as propostas orçamentárias que os governos enviaram no mês passado aos seus respectivos Legislativos estaduais.
A lei estabelece como limite para gastos com publicidade em ano eleitoral a média da verba gasta nos três anos anteriores. O texto da legislação eleitoral (lei 9.504/1997) não deixa claro se o cálculo da média inclui apenas as despesas com publicidade institucional, ou todos os gastos na rubrica "comunicação social".
No caso de São Paulo, chama a atenção o fato de Serra ter elevado os valores da publicidade na sua gestão em comparação com os gastos orçados por Alckmin para o ano eleitoral de 2006 (R$ 46,5 milhões, valor também atualizado).
O peso da publicidade no Orçamento paulista mais do que dobrou em relação àquele ano e também em relação a 2007 -primeiro ano da gestão Serra, mas com Orçamento elaborado pelo governo antecessor.
Na disputa pela indicação do PSDB para a candidatura presidencial, fala-se nos bastidores sobre a possibilidade de haver uma chapa "puro-sangue" com Serra e Aécio. Ambos negam.
Aécio já anunciou que deixará o governo até o começo de abril, sendo ou não o escolhido para ser o candidato ao Planalto. Se o escolhido for Serra, ele deve tentar o Senado.
Serra disputa a reeleição somente se não for escolhido candidato a presidente.



 Escrito por Clóvismoliveira às 08:33 AM
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Correio Braziliense

Ciro sofre ataque especulativo do PT

Luiz Carlos Azedo

Partido de Lula ameaça governadores do PSB com rompimento de alianças regionais e endurece jogo para que legendas aliadas não fechem com socialista
Marcos D´Paula/AE
Ciro reitera disposição em disputar presidência no próximo ano
 


Desde que ultrapassou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), nas pesquisas de opinião, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sofre um ataque especulativo dos petistas para desistir da candidatura a presidente da República. Além de pressionar os governadores da legenda — Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE), candidatos à reeleição, e Vilma Maia (RN) — com a ameaça de romper as alianças regionais, o PT força a barra com os partidos aliados para não aderirem à candidatura do socialista.

Na única conversa da cúpula do PSB com Luiz Inácio Lula da Silva sobre a sucessão de 2010, Ciro reiterou que pretende disputar a Presidência. Lula enfatizou que prefere uma eleição plebiscitária, com uma candidatura única da base contra a oposição, mas disse que não pretende pedir a retirada da candidatura de Ciro, porque foi candidato quatro vezes e entende a posição de seu ex-ministro.

Segundo o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), Ciro não pretende ser candidato a governador. “Ele transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo com o objetivo de manter o diálogo com o PT.” Essa mudança, porém, manteve as esperanças do Planalto de deslocar a candidatura de Ciro para o governo paulista e levou à intensificação das pressões do PT sobre o PSB. O ex-ministro José Dirceu, uma espécie de eminência parda nos bastidores da sucessão de 2010, tentou convencer o governador Cid Gomes a patrocinar a retirada da candidatura de Ciro e ouviu um sonoro não: “Só trato das eleições a partir de março do ano que vem”, disse-lhe o irmão de Ciro.

A resposta do PT veio a galope, numa entrevista da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, à imprensa local. Ela ameaçou se lançar candidata contra a reeleição de Cid Gomes se Ciro não retirar a candidatura. O recado serve também para Eduardo Campos, que precisa do apoio do PT para enfrentar a candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). O ex-prefeito do Recife João Paulo, que integra o secretariado de Campos, é uma carta na manga do PT para forçar Campos a operar a remoção de Ciro.

Confusão
O problema é que o PT está à beira de um ataque de nervos por causa do crescimento de Ciro, sem contar com a confusão na seção paulista da legenda. A ex-prefeita Marta Suplicy (PT), por exemplo, lidera a mobilização contra a candidatura de Ciro em São Paulo, em franca oposição à tese de Lula. “Essa discussão somente serviu para alavancar a candidatura a Ciro, prejudicando Dilma, não resolve nosso problema em São Paulo”, critica o deputado Carlos Zaratinni (PT-SP), aliado de Marta Suplicy.

Enquanto Ciro não se decide, não faltam candidatos petistas sem o respaldo de Lula. O mais carismático é o senador Eduardo Suplicy. Mas também são pré-candidatos o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia, aparentemente, desistiram da candidatura. Lula, porém, avalia que nenhum deles resolve o problema eleitoral de Dilma em São Paulo. A solução é Ciro Gomes disputar o Palácio dos Bandeirantes.

As duas hipóteses

Brasília-DF

Direto do purgatório, onde aguarda um veredito sobre suas estrepolias em vida, o Barão de Itararé (1895-1971) resolveu aplicar à sucessão do presidente Lula a sua velha teoria das duas hipóteses, segundo a qual, em qualquer situação desfavorável, sempre poderia haver uma situação pior ainda. As conjecturas psicografadas do gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhofer Torelly (este era seu verdadeiro nome), criador do jornal humorístico A Manha, são as seguintes:

A ministra Dilma Rousseff (PT) tenta por todos os meios recuperar a posição de candidata mais competitiva do governo, frente ao favoritismo do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Foi ultrapassada pelo ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes (PSB), que se tornou o principal adversário do tucano. Há duas possibilidades: a petista conseguir seu objetivo e Ciro desistir da disputa, concorrendo ao governo paulista; ou Ciro não conseguir, estando em segundo ou terceiro lugar, não importa.

Não sabe
Patrícia Pillar, que acaba de lançar um documentário sobre o falecido cantor romântico Waldick Soriano, toca a vida de artista sem expectativa em relação ao futuro, principalmente quanto a ser ou não ser primeira-dama. “A situação é muito confusa, prefiro não pensar nisso”, explica a mulher de Ciro Gomes.

Ofensiva

Carlos Moura/CB/D.A Press - 18/2/09
 
 


Depois de descolar o PDT e o PCdoB da candidatura de Ciro, Dilma Rousseff se reúne nesta semana com a bancada do PR, liderada pelo deputado Sandro Mabel (foto), de GO, numa ofensiva ao centro que começou junto à bancada do PRB, partido do vice-presidente da República, José Alencar. A estratégia do Palácio
do Planalto é asfixiar a candidatura de Ciro, deixando-o sem tempo de televisão.

Xeque

Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press - 4/8/09
 
 


O governador do Ceará, Cid Gomes, em reunião com deputados estaduais, ameaçou não se candidatar à reeleição se o PT lançar a candidatura da prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins, em retaliação ao seu apoio à candidatura do irmão, Ciro Gomes. O gesto foi interpretado como uma ameaça de apoio ao tucano Tasso Jereissati (foto), aliado histórico dos Gomes, que pode ser candidato ao governo do estado.

 

A fricção


Na primeira hipótese, haveria uma eleição plebiscitária, Serra versus Dilma, polarizada pelo discurso governista da “continuidade” contra “o retrocesso” à era FHC, que é tudo o que Lula quer. Porém, todo plano tem fricção, nunca acontece como foi concebido. Vamos supor, segundo o Barão, que a estratégia seja tão bem-sucedida, graças à economia bombando em 2010, que Serra desista e resolva concorrer à reeleição. O candidato da oposição seria o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), com o discurso do “avanço pós-Lula”. É tudo o que Lula não quer, pois acredita piamente que Serra é seu freguês de carteirinha.

A dúvida


Por enquanto, a segunda hipótese do Barão, entretanto, sobrevive: Ciro continuaria na disputa, com sua tese de que seria melhor ter duas candidaturas da base do que uma para garantir o segundo turno (com ele contra Serra, é claro). Qual seria a postura de Lula se Dilma não emplacasse? Vencer com Ciro ou assumir a posição de magistrado, deixando o pau quebrar entre o tucano e o ex-tucano? Correr o risco de perder novamente ou ficar bem com quem ganhar? Segundo o Barão, tais perguntas são novas hipóteses de sua curiosa e inesgotável teoria.

Não chega


A Receita Federal do Brasil intensificou o combate ao comércio irregular de mercadorias estrangeiras, principalmente produtos eletrônicos, encaminhadas por intermédio de encomendas domésticas pelos Correios. O valor das apreensões chega a R$ 784.857,50


Balanço/ O estado-maior do PSB se reúne hoje em Brasília. O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, os deputados Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF), e o senador Renato Casagrande (ES) farão um balanço da ofensiva de Dilma para isolar a candidatura de Ciro Gomes (PSB) na base aliada. Segundo Rollemberg, é preciso ter cabeça fria e não aceitar provocações dos setores petistas que querem provocar um rompimento com Ciro por interesses regionais.

Ciranda/ O Ministério da Fazenda estuda medida mais inteligente do que a cobrança de imposto de renda sobre as cadernetas de poupança com mais de R$ 50 mil para evitar a evasão das aplicações dos fundos de investimento. A ideia é aumentar a remuneração paga aos investidores, que hoje é menor do que a da caderneta por causa da queda da taxa de juros Selic. Medida antipática, a cobrança do imposto de renda sobre as cadernetas virou bandeira de oposição nas mãos do presidente do PPS, Roberto Freire.

Guru/A convite do secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Guimarães, o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia fará uma palestra hoje no Ministério das Relações Exteriores para integrantes da alta burocracia federal. Profundo conhecedor da esquerda latino-americana, Garcia explicará a política do presidente Lula para o Continente. Destaques para a relação com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a situação de Honduras.

Aeroportos/ Presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira prepara um novo modelo de concessão para os aeroportos. Faz segredo da lista dos que serão privatizados. “A decisão de qual aeroporto receberá o benefício e quantos não é decisão da agência e, sim, do governo federal”, garante. Deve entregar o documento ao Ministério da Defesa e à Casa Civil até dezembro
.



 Escrito por Clóvismoliveira às 08:31 AM
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Painel - Renata Lo Prete

Sinais trocados

Embora Ciro Gomes tenha feito sua parte no roteiro desenhado por Lula ao transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, é do PT que o deputado está levando mais chumbo neste momento. No Ceará, no Rio Grande do Norte e em Pernambuco, o partido ameaça lançar candidato ao governo, contra o PSB, se Ciro insistir em permanecer na disputa nacional. Em São Paulo, parcela expressiva da sigla resiste à ideia de não ter candidato próprio e apoiá-lo ao governo.
Paradoxalmente, há gente graúda no PSDB dizendo que seria melhor ter Ciro candidato ao Planalto. "Acabaria pegando no pé da Dilma e brigando com o PT", avalia o presidente do partido, senador Sérgio Guerra. José Serra já foi ouvido dizendo o mesmo.


Grandes... Um grupo de políticos de oposição convenceu o Bradesco a resistir às pressões do governo para tirar o executivo Roger Agnelli do comando da Vale. Argumentou-se que a ingerência abriria "precedente perigoso".

...negócios. Foi o jornalista Roberto D"Ávila o responsável por abrir as portas do Palácio do Planalto ao empresário Eike Batista, que agora negocia compra de participação na Vale e defende que o petista Sérgio Rosa, presidente da Previ, substitua Agnelli.

Há dois anos. Lula não conversa com o MST desde novembro de 2007, quando recebeu dirigentes na Granja do Torto. Os visitantes, João Pedro Stedile à frente, desceram o sarrafo no governo.

É só? O presidente ouviu tudo impassível. Quando acabaram, levantou-se, agradeceu a presença de todos e se retirou.

Agenda lotada. Desde então, nada. Na última marcha a Brasília, quando sem-terra ocuparam o Ministério da Fazenda, houve negociação e vários pontos foram atendidos, mas não o pedido de audiência com Lula.

Leão 1. A oposição estima ter votos suficientes para aprovar requerimento de Arthur Virgílio (PSDB-AM) convocando o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o secretário Otacílio Cartaxo (Receita) a explicar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a retenção das restituições do Imposto de Renda.

Leão 2. A CAE também deve votar projeto de César Borges (PR-BA) que permite ao contribuinte usar a restituição do IR para quitar débitos tributários. Se aprovado na comissão, o texto seguirá direto para a Câmara.

Link. Pernambuco, um dos Estados que Dilma Rousseff visitará nesta semana em sua incursão pelo Nordeste, criou um cadastro na página do governo na internet para adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida, peça de resistência nos discursos da candidata.

Tempo real. Na esteira das recentes discrepâncias identificadas entre o que diz o site da Casa Civil e a agenda real de Dilma, a assessoria da ministra agora registra, ao lado dos compromissos, a ressalva "última modificação", com data e horário.

Maníacos da árvore. O caderno de encargos para a Olimpíada, que prevê o plantio de 24 milhões árvores no Rio até julho de 2016, virou motivo de piada com o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. "Começando em novembro, serão 9.880 mudas por dia", calcula Chico Alencar (PSOL-RJ).

Presente. Paulo Skaf ainda não sabe se a variável Ciro Gomes vai lhe permitir realizar o sonho de concorrer ao governo paulista, mas, por via das dúvidas, o presidente da Fiesp fez programa de candidato ontem: assistiu à missa no santuário de Aparecida.

Ausente. Já Geraldo Alckmin (PSDB), frequentador assíduo do 12 de outubro em Aparecida, não foi neste ano. Está no exterior.

com VERA MAGALHÃES e SILVIO NAVARRO

Tiroteio

Lula se acha inimputável. O governo dele falha feio, prejudica milhões de estudantes, e ele diz que o governo é que foi prejudicado. Do tucano EDUARDO GRAEFF , secretário-geral da Presidência no governo FHC, sobre o fato de Lula ter sugerido que a fraude no Enem visou prejudicar o governo; um dos acusados afirmou à revista "Época" que "todo mundo" tinha acesso à prova.

Contraponto

Para todos os gostos

A bancada do PSDB na Câmara compareceu em peso ao evento promovido há duas semanas para recepcionar a colega Rita Camata (ES), que ingressou no partido depois de sair do PMDB. A ala feminina preparou um buquê, e coube a Júlio Semeghini (SP) abrir os discursos:
-Rita, seja bem-vinda! E note que, bem ao nosso estilo tucano, o ramalhete tem rosas de todas as cores...
Instalou-se um silêncio na sala, e a própria homenageada fez cara de quem não havia entendido, até que Semeghini resolveu arriscar uma explicação:
-Sabe como é... Não queremos correr o risco de errar...



 Escrito por Clóvismoliveira às 08:28 AM
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Dilma faz campanha durante procissão do Círio de Nazaré

, ouve governadora ser chamada de “safada” e que “sua hora vai chegar”

Angela Lacerda

Em evento com 2 milhões de pessoas, em Belém, ministra faz propaganda do projeto Minha Casa, Minha Vida

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aproveitou ontem a procissão do Círio de Nazaré, que reuniu 2 milhões de pessoas, em Belém, para fazer propaganda da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ver que o tema tinha receptividade, a pré-candidata à Presidência passou a falar de um dos principais programas sociais, o Minha Casa, Minha Vida.

"Fico muito satisfeita com o fato de termos feito o programa Minha Casa, Minha Vida, porque é visível aqui a importância que as pessoas atribuem à casa, como o local fundamental para qualquer pessoa ter segurança, criar seus filhos, desenvolver suas relações afetivas, enfim, ter um teto para desfrutar todos os momentos da vida - os bons e os ruins", declarou.

Dilma lembrou que a meta do programa é entregar 1 milhão de casas para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Juntamente com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida deverá ser um dos projetos mais explorados pela ministra na disputa eleitoral de 2010.

Ao assistir à manifestação religiosa em Belém, que considerou uma das maiores do mundo, Dilma disse ter ficado impressionada com o fato de muita gente levar miniaturas de casas e tijolos. "Perguntei a duas pessoas que carregavam as miniaturas se era por agradecimento ou pedido. Uma respondeu que era por agradecimento, outra por promessa para conseguir uma casa."

No palanque do governo estadual, montado em um órgão público no percurso da procissão, Dilma presenciou um protesto contra a governadora Ana Julia Carepa (PT). Os manifestantes cobraram do governo do Estado "saúde" e "segurança" e chamaram a governadora de "safada". Logo em seguida, o mesmo grupo gritou: "Dilma/pode esperar/a sua hora vai chegar."

Os manifestantes integravam o numeroso grupamento de pessoas que, com grande esforço, acompanha o Círio de Nazaré segurando uma corda de 800 metros de comprimento - outra tradição da cerimônia, que ocorre há 217 anos. Descalços, eles disputam o lugar na corda. Muitos desmaiam durante a procissão.

Foi a terceira vez em menos de uma semana que Dilma participou de um evento religioso. No começo da semana passada, esteve em templo da Assembleia de Deus, em São Paulo. Na sexta-feira, visitou a Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, onde distribuiu beijos para crianças e posou para fotos.

Diante dos fiéis de ontem, em Belém, a ministra comentou o périplo religioso dos últimos dias. Disse que não vai encerrar a peregrinação que vem fazendo - de encontros com evangélicos à missa de ação de graças na Igreja do Senhor do Bonfim. Sorridente, disse ter feito pedidos a Nossa Senhora de Nazaré, mas não revelou quais . "São segredos da fonte."

MULTIDÃO

Dilma afirmou ter ficado estarrecida, em alguns momentos, com a "manifestação muito forte que mistura a força da fé com a força das multidões".

Ela comparou a multidão de homens, mulheres e crianças, todos querendo saudar Nossa Senhora de Nazaré, a um mar humano, com ondas que vão e voltam. Em uma dessas "ondas", a multidão se deslocou em direção ao palanque, furando o bloqueio policial. Houve certa tensão, mas o bloqueio foi logo retomado. Na confusão, a ministra ajudou a recolher do chão para o palanque crianças que haviam se perdido dos pais. "Uma festa dessas só pode inspirar isso: generosidade e solidariedade", declarou.

"Deve-se ter orgulho dessa festa, que permite que o Círio seja uma boa imagem do Brasil", resumiu. "Um país de paz, que tem essa imensa capacidade de comemorar."

Por fim, lembrou que o Brasil tem uma relação especial com Nossa Senhora. "É Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Consolação, Nossa Senhora das Águas."



 Escrito por Clóvismoliveira às 11:04 AM
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Reinaldo Azevedo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda vai ganhar o Prêmio Nobel de Literatura  — uma homenagem à sua obra de ficção —, deu uma entrevista em que sugere que houve sabotagem no vazamento da prova do Enem. Deixou no ar a suspeita de que foi uma tramóia política, coisa dos adversários do seu governo. Vai ver um daqueles rapazes que tentaram vender a prova tem uma tia cuja vizinha é cunhada do primo do irmão de um motorista que freqüenta a mesma roda de pagode da faxineira da sede do PSDB. Taí uma relação que tem de ser investigada! Lula só não admitiu que a incompetência é de Fernando Haddad, o Megalomimoso, que pretendeu fazer um dos maiores vestibulares do Planeta com o mesmo nível de segurança com que se faz uma rifa no PT.

O MST, o braço mais radical do lulo-petismo, atribuiu a agentes infiltrados aquelas barbaridades perpetradas da fazenda da Cutrale. Não fossem estes baderneiros, aquilo não teria acontecido porque sabemos que a turma comandada por João Pedro Stedile (ver posts abaixo) é essencialmente pacífica. Não sei, não… Vai ver os radicais de FHC conseguiriam furar o cinturão de segurança do MST. Vocês sabem: quando é para radicalizar, os tucanos são exemplares.

No Rio, a população padece as agruras de um dos sistemas de transportes mais caóticos da terra. Não pega bem, eu sei. O paraíso está logo ali, em 2016. É chato ficar vendendo uma cidade futurista, com um povo sorridente, feliz e sestroso, e ver o socialismo moreno naquela penúria. Antigamente, isso renderia tanta música do Chico Buarque!!! Haveria tantos desdentados vertendo o seu lirismo de contestação, espremidos em vagões fétidos ou errando, em massa, pelos trilhos…

Isso é coisa de antigamente, de quando, como escreve Diogo Mainardi em sua coluna desta semana, Marilena Chaui considerava o nacionalismo uma construção ideológica “dazelite”. Agora, não! O patriotismo foi “socializado” pelo povo. Não venham dizer que o sistema de transporte é uma merda! Se deu problema, só pode ser… sabotagem! É coisa de gente descontente com as Olimpíadas de 2016.

Bem, fomos descobertos! Ricardo Kotscho, o Amaral Netto da pororoca lulista, já nos denunciou. Terei de confessar. Fraudei a prova do Enem; Diogo sabotou os trens, e temos um Cabo Anselmo infiltrado no MST. Diogo é experiente nesse negócio. Com 16 anos, foi flagrado depredando bancos. O negócio dele é a ação direta. Eu, que fui trotskista quando criança, acho que é preciso acirrar as contradições de classe, tentando fraturar este bloco formado pela burguesia nacional, pelo capitalismo financeiro globalizado e pela craçe trabaiadora. Não quero a burguesia e os bancos metidos com bolcheviques como aquele Sérgio Rosa, que preside a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e que Eike Batista (ex-Luma de Oliveira) quer na presidência da Vale… Acho que isso atrapalha o esforço para aperfeiçoar o nosso sistema de exclusão social.

A vigarice, como se nota, não tem mesmo limites. Petistas e apaniguados são a exata expressão da caricatura que as esquerdas faziam do Regime Militar. Na boca destes novos patriotas, o “Ame-o ou deixe-o” virou poesia nacionalista; lá no cocho do Kotscho, por exemplo, não se ajoelhar diante da divindade eneadáctila é assim como estar possuído por “ideologias estranhas à índole patriótica do nosso povo”. O próximo passo será formar milícias nacionalistas para exorcizar os recalcitrantes na base do porrete.

O Brasil está cheio de sabotadores, sim. De sabotadores da democracia. Que esperam continuar no poder para levar adiante o seu projeto. No entorno de Lula já há gente chamando de “histórica” a lei proposta pelos Kirchners para tentar quebrar a espinha da imprensa (veja abaixo).

Não nos enganemos. É uma gente ridícula e perigosa.



 Escrito por Clóvismoliveira às 10:58 AM
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El País diz que Brasil é o 'país do presente'

Em reportagem publicada neste domingo, diário espanhol diz que país já é potência econômica e agora assume desafio de erradicar a pobreza 

Foto por Reprodução

Reprodução
Versão digital da reportagem sobre o Brasil publicada no El País: para diário espanhol, só a corrupção ameaça o 'futuro promissor' brasileiro

O diário espanhol El País disse que o Brasil é o "país do presente", em uma grande reportagem sobre o país publicada em sua edição deste domingo (11). O jornal citou a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a rápida resposta do país à crise econômica global, a diminuição da pobreza e a liderança brasileira na América Latina para sustentar que, quase 70 anos depois de ter sido feita, a previsão de que "o Brasil é o país do futuro" começa a se tornar realidade.

 

A reportagem começa citando a frase colocada pelo escritor austríaco Stefan Zweig em um artigo publicado em 1941, pouco depois de sua chegada ao Brasil. E diz que, depois de superar uma ditadura militar duas décadas [a ditadura brasileira durou de 1964 a 1985] e um período de decadência econômica no final do século passado, com hiperinflação e o aumento da desigualdade social, o país começa finalmente a florescer.

"Hoje, Brasil, um país do futuro [nome do ensaio de Zweig] poderia revelar-se como uma obra mais atual do que nunca, ainda que também poderia se chamar Brasil, um país do presente", disse o El País.

O jornal sustenta que confirmam sua análise as constantes notícias publicadas sobre "o gigante sul-americano": "crescimento econômico sustentado, solidez para aguentar o impacto da crise financeira, criação 'imparável' de empregos, a descoberta de grandes quantidades de petróleo no fundo de seu mar, a consolidação de sua indústria, a diminuição incessante da desigualdade social com o surgimento de uma nova classe média, a liderança política, econômica e militar da América do Sul...".

O jornal disse que seria injusto deixar de citar a estabilidade econômica obtida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), mas afirma que todos os êxitos giram em torno da figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Lula é um animal político cuja intuição e o faro para estar na hora certa no lugar certo estão fora de discussão", diz a reportagem. "[Lula] desperta a simpatia de Barack Obama, ao mesmo tempo em que mira o outro lado ante as estripulias do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Seu carisma e capacidade para agradar a gregos e troianos parece não conhecer limites, talvez por ter forjado um estilo muito pessoal de fazer política baseado na moderação."

 

Para jornal, só a corrupção ameaça o futuro do país

O jornal também destaca a postura do Brasil nos foros internacionais, dizendo que o país "assume há anos o papel de porta-voz extraoficial dos países em desenvolvimento, em especial os latino-americanos e africanos".

E diz que, para o Brasil, conseguir um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) "seria a maneira mais efetiva de fazer com que a voz e os interesses do Terceiro Mundo sejam levados em conta".

"O argumento usado por Lula para alcançar esse objetivo a curto ou médio prazo é a indiscutível liderança brasileira na região sul-americana", escreveu o El País.

Mas o jornal pondera que há apenas uma ameaça que pode fazer com que as previsões sobre o país não sejam cumpridas:

"Só a corrupção, arraigada há décadas na classe política brasileira, representa em si mesma um dragão de sete cabeças que ameaça acabar com um futuro promissor", disse o texto.

Para o El País, cabe ao Brasil agora "demonstrar que sabe aproveitar esta oportunidade única que lhe brinda a história".



 Escrito por Clóvismoliveira às 04:44 AM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Alckmin, 60%, sua o rosto para tourear Aloysio, 2%

  Eduardo Knapp/Folha
Tomado pelos índices de pesquisa, Geraldo Alckmin é um portento.

 

Visto pelo número de desafetos que o rodeiam, é favorito à derrota.

 

Alckmin quer voltar à cadeira de governador de São Paulo.

 

Pesquisas feitas sob encomenda do PSDB atribuiem a ele 60% das intenções de voto.

 

Nas mesmas sondagens, Aloysio Nunes Ferreira, tucano como Alckmin, aparece com 2%.

 

A despeito disso, Aloysio pode prevalecer sobre Alckmin no partido.

 

Para desassossego do favorito, a escolha do candidato passa pelo gabinete do governador José Serra, que morre de amores pelo azarão.

 

Na raia de 2010, Alckmin cavalga três apostas perdidas –2004, 2006 e 2008. Em todas elas aparece na foto puxando o tapete de Serra.

 

Em 2004, governador, Alckmin tentou impor um secretário, Saulo de Castro (Segurança), como candidato a prefeito. Deu Serra.

 

Em 2006, ainda governador, Alckmin tornou-se, de novo, estorvo de Serra. Prevaleceu sobre ele como presidenciável do PSDB.

 

Em 2008, dois anos depois da derrota para Lula, Alckmin virou, novamente, pedra no caminho de Serra.

 

De prefeito, Serra ascendera ao governo do Estado. Mas deixara na prefeitura o vice ‘demo’ Gilberto Kassab. E queria reelegê-lo.

 

Serra fizera uma oferta a Alckmin: apoiando o Kassab-2008, iria a 2010 como um candidato inquestionável ao governo de São Paulo.

 

Alckmin refugou a oferta. Favorito nas pesquisas, desafiou Kassab. Não foi nem ao segundo turno.

 

Desqualificar Alckmin pelas apostas erradas é bobagem. Não se faz política sem apostar. Apostando-se, perde-se ou ganha-se. É da vida.

 

O problema é que, desempregado, Alckmin virou secretário de Desenvolvimento do governo Serra.

 

Ao admitir o desafeto em sua equipe, Serra posou de magnânimo. E Alckmin, de derrotado, ficou com a cara do apostador que sai do pano verde sem as roupas.

 

Para complicar, o rival Aloysio Nunes chefia a Casa Civil de Serra. Além de ser a sombra do governador, controla o orçamento das emendas.

 

É Aloysio quem libera as verbas para as obras que os deputados estaduais plantam no Orçamento. O que faz dele um colecionador de simpatias.

 

Os representantes do PSDB na Assembléia Legislativa são contados em 23. Desses, pelo menos 20 apoiam Aloysio.

 

Em privado, o prefeito Kassab diz que, na hora em que a onça for ao riacho, Serra servirá água fresca a Aloysio, não a Alckmin.

 

Uma das raposas mais felpudas da política brasileira, Ulysses Guimarães, deixou um legado de ensinamentos. Num deles, lecionou:

 

“Você não pode estar tão próximo que amanhã não possa estar distante, nem tão distante que amanhã não possa se aproximar”.

 

A distância que Alckmin tomou de Serra talvez seja um intervalo demasiado grande para ser percorrido no curto espaço que o separa da candidatura de 2010.



 Escrito por Clóvismoliveira às 04:19 AM
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Livraria da Folha
Lula se aliou à "escória política", diz autor do "Rei do Cheiro"

Agraciado três vezes com o Prêmio Jabuti, autor de ensaios, como "Devassos no Paraíso", e romances, como "Ana em Veneza", o escritor paulista João Silvério Trevisan, 65, avalia que o presidente Lula se aliou à "escória política" do país e que políticos e intelectuais apoiadores do PT agora estão mudos, pois viraram "elite cultural". Ele revela ainda que o escândalo do mensalão, revelado pela Folha em 2005, o motivou a terminar o romance "Rei do Cheiro", lançado em agosto deste ano.

Raphael Falavigna/Folha Imagem
Políticos e intelectuais de esquerda viraram elite e se calaram, afirma autor de
Políticos e intelectuais de esquerda viraram elite e se calaram, afirma autor de "Rei do Cheiro"

"O que me parece acontecer no Brasil atual, e eu inseri isso no meu romance, é que nós temos uma vivência de utopia às avessas. Os sinais foram trocados, e nada é o que parece. Aparentemente, a nossa democracia é maravilhosa, mas o que nós temos é o presidente que se dizia de esquerda se juntando com a escória política desse país. Quem manda no Brasil é a elite econômica que financia esses candidatos políticos, e enquanto isso, os intelectuais estão mudos. Parece que não têm mais contribuição a dar sobre um projeto de poder", disse Trevisan à nova edição da revista gratuita "A Capa", que começou a ser distribuída nesta semana, em pontos GLS.

No dia 6 de junho de 2005, a Folha publicou entrevista com o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciava o pagamento de mesada de R$ 30 mil a congressistas da base aliada em troca de apoio político, no escândalo que se tornou conhecido como "mensalão".

Divulgação
"Rei do Cheiro" não é um romance otimista, diz autor; conheça o livro
Divulgação
Silvério Trevisan diz estar lendo
Silvério Trevisan diz estar lendo "Geração Beat", de Jack Kerouac

"Em 2005, com todas as denúncias do mensalão, interrompi outro romance que estava fazendo e disse: 'agora tenho que dar continuidade ao Rei do Cheiro. Eu estava vendo os personagens que projetava na ficção", afirmou Trevisan à publicação.

O livro mostra a formação dos novos-ricos de São Paulo a partir da história de um rapaz do interior que inicia fortuna ao começar a fabricar produtos cosméticos no fundo de sua loja na 25 de Março. Neste romance, o autor aproxima a ficção da realidade ao amarrar a trama do protagonista Ruan Carlos Coronado a personagens emblemáticos deste início de século, como os bandidos do PCC --que aqui vira Croc, Comando Revolucionário Organizado do Crime.

Nos últimos meses, o escritor viajou pelo país para lançar o "Rei do Cheiro". Agora ele quer retomar o livro "Quarto Escuro", interrompido na época do mensalão. A obra trará "histórias e vivências homossexuais", como descreve o autor, coletadas ao longo da vida. Por conta desse trabalho, ele diz estar lendo "Geração Beat", de Jack Kerouac (1922-1969).



 Escrito por Clóvismoliveira às 04:12 AM
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Papa Bento 16 canoniza cinco novos santos neste domingo
Da Redação, com AP

Segundo o pontíficie, os homenageados se doaram completamente por causas sem nenhum ganho pessoal ou interesse

O Papa Bento 16 canonizou cinco novos santos neste domingo (11), incluindo um padre do século 19, padre Damião, que trabalhou com pacientes com lepra em uma ilha do Havaí considerado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como inspiração para quem ajuda os portadores do vírus da AIDS nos dias de hoje.

Segundo o pontífice, os novos santos se doaram completamente por causas sem nenhum ganho pessoal ou interesse. O Padre Damião, por exemplo, morreu em conseqüência da lepra no ano de 1889 após ter contraído de alguma das pessoas que ajudava.

O outro novo santo é Zygmunt Szcezesny Felinski, um bispo polonês que lutou pela fé católica no séculos 19 durante os anos de dominação russa, época quando houve o fechamento das igrejas na Polônia.

Dois espanhóis também foram canonizados: Francisco Coll y Guitart, que fundou uma Ordem dos Domenicanos também no mesmo século e Rafael Arniaz Baron, que renunciou a um estilo de vida de muita riqueza aos 22 anos para se dedicar às orações em um monastério.

O quinto nome canonizado foi o de Jeanne Jugan, uma freira francesa que ajudou a fundar uma entidade “Pequenas Irmãs dos Pobres” que hoje administram abrigos para indigentes idosos ao redor do mundo todo. Ela morreu em 1879.

 



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:59 PM
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Imagine se a primeira pessoa na lua tinha proclamado, “que é uma etapa pequena para a mulher, um pulo gigante para a humanidade.”
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Poderia ter acontecido. No finais dos anos 50, o Governo dos Estados Unidos contemplou mulheres do treinamento como astronautas, e os resultados recentemente liberados do exame médico mostram que eram apenas tão frescos e resistentes quanto os homens que foram à lua.

“Eram tudo mulheres extraordinárias e os grandes candidatos proeminentes do piloto e para o que foi propor,” disse Donald Kilgore, um doutor que avaliasse os candidatos masculinos e fêmeas do voo espacial na clínica de Lovelace, um centro do mid-century da pesquisa aeromedicinala. “Saíram melhor do que os homens em muitas categorias.”

O fundador da clínica, Randy Lovelace, desenvolveu as avaliações da saúde usadas para selecionar a equipe do Mercury 7, e pensadas que as mulheres puderam fazer astronautas competentes. Era uma idéia radical para a era. A libertação das mulheres tinha começado apenas a agitar, e somente um quarto de mulheres dos E.U. teve trabalhos.

Mas Lovelace era prático: As mulheres são mais claras do que os homens, exigindo menos combustível transportá-los no espaço. São igualmente cardíaco de ataque menos inclinados, e Lovelace considerou-os better-suited para a isolação claustrofóbico do espaço.

Em 1959, o colaborador Donald Flickinger de Lovelace, um general da força aérea e conselheiro da NASA, fundou as mulheres no programa o mais adiantado do espaço a fim testar mulheres para suas qualificações como astronautas. Mas a força aérea enlatou-o antes que testar mesmo começou, alertando Lovelace para começar a mulher no programa especial.

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Dezenove mulheres registraram-se no WISP, submetendo-se aos mesmos testes fatigantes administrados aos astronautas masculinos do Mercury. Treze delas - dublou mais tarde o Mercury 13 - passada “sem reservas médicas,” uma taxa mais elevada da graduação do que a primeira classe masculina. As quatro mulheres superiores marc tão altamente quanto alguns dos homens.

“Eram tudo motivado a um grau que você não poderia medir. Souberam que eram candidatos ideais, mas os regulamentos da NASA os mantiveram fora do jogo,” disse Kilgore.

Os resultados dos testes das mulheres são descritos pela primeira vez em um artigo publicado nos avanços de setembro na instrução da fisiologia, e mostram apenas como capaz eles. Um jogo dos resultados, da privação sensorial testa, está golpeando especial.

“Baseou em experiências precedentes em várias centenas assuntos, pensou-se que 6 horas eram o limite de tolerância absoluto para esta experiência antes do início das alucinação,” escreve Kilgore e seus co-autores. “[Jerrie] Cobb, entretanto, passou 9 horas e 40 minutos durante a experiência, que foi terminada pela equipe de funcionários. Subseqüentemente, outras duas mulheres (Rhea Hurrle e o funk de Wally) foram testadas igualmente, com cada despesa sobre 10 horas no tanque sensorial da isolação antes da terminação pela equipe de funcionários.”

Durante o teste, as mulheres foram imergidas em um tanque obscuro da água fria. Pelo contraste, descrições da memória de John Glenn que estão sendo testadas em um quarto não ofuscante-iluminado, onde fosse fornecido com uma pena e um papel. O teste de Glenn durou apenas três horas.

O Mercury em potência 13 astronautas seria prendido finalmente a um padrão diferente do que suas contrapartes masculinas. Alguns oficiais da NASA especularam que o desempenho fêmea poderia ser danificado pela menstruação. Outro quiseram os pilotos que tinham voado já o avião militar experimental - algo somente homens poderia ter feito, desde que as mulheres foram barradas da força aérea.

Em agosto 1961, o WISP foi cancelado. Não se realizava até 1995, quando Eileen Collins pilotou a canela STS-63 em torno da estação de espaço do RIM, que o Mercury 13 encontrou outra vez. Collins era a primeira mulher para assentar bem em um piloto de espaço, mas não a primeira mulher a que mereceu.

“Souberam que era uma possibilidade remota, mas eram dispostos a tomar,” disseram Kilgore. “Eram povos muito especiais.”



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:51 PM
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França vai devolver afrescos ao Egito

A França vai devolver ao Egito cinco fragmentos de afrescos pintados em tumbas antigas, que foram adquiridas pelo museu do Louvre entre 2000 e 2003, por vias pouco transparentes, os egípcios acusam os franceses de roubo

Foto: Museu do Louvre

Papiro egípcio no Museu do Louvre

Fontes: O Globo, Abril Notícias, Hoje em Dia – France Press, Veja Abril

A França está disposta a devolver imediatamente ao Egito cinco fragmentos de afrescos pintados em tumbas antigas, que foram adquiridas pelo museu do Louvre entre 2000 e 2003, disse o ministro francês da Cultura, Frederic Mitterrand, ao acabar de receber aval do comitê do museu.

Desde que o Louvre expôs os afrescos, identificado pelos egícipios, como surrupiados da tumba do nobre Tetaki", perto do famoso templo de Luxor, 670 km do Cairo, o Conselho Supremo para Antiguidades do Egito pediu à França a devolução das antiguidades, gerando farta discussões entre as duas partes e debates no mundo musicológico.

Foto: khaled Desouki/AFP

Os arqueólogos franceses e egípcios visitaram o site de Karnak, em Dezembro de 2007. Os afrescos em questão fazem parte desse conjunto

Uma convenção de 1970 da UNESCO (órgão da ONU para educação e cultura) prevê medidas contra a exportação ilegal de tesouros nacionais.

Mitterrand disse que os cinco murais foram adquiridos de boa fé pela ex-diretora do departamento de Egiptologia do Louvre, Christiane Ziegler e só em 2008 surgiram dúvidas sobre a sua proveniência, com a descoberta da tumba da qual eles foram retirados.

Foto: Jan Egil Kirkebo

A pirâmide de vidro acrescentada, nos anos 80, pelo arquiteto sino-americano I.M. Pei, magicamente harmonizada com a arquitetura neoclássica do Louvre.

Não é a toa que, diante do Museu do Louvre, na sua reforma, tenham construído uma pirâmide de vidro, como portal de acesso. A coleção de objetos, estátuas, sarcófagos, relíquias e múmias egípcias, impressionam pela profusão, variedade e preciosidade. Grande parte desse acervo chegou ao museu francês por pilhagem.

Hoje o Museu do Louvre acumula a maior coleção de antiguidades egípcias fora do Egito, com um total de 55.000 objetos, entre murais, peças de estatuária e arquitetura.

Zahi Hawass (foto), principal arqueólogo do Egito e diretor do Conselho Supremo para Antiguidades, saiu vencedor em mais uma das suas investidas em recuperar relíquias roubadas do seu país.

Desde que assumiu o cargo, Hawass tem feito da recuperação de peças roubadas uma prioridade da sua administração. Ele pretende reaver o busto de Nefertite - mulher do faraó Akhenaton - e a Pedra de Roseta, fundamental para a descoberta dos significados dos hieróglifos. O busto está no Museu Egípcio, em Berlim, e a Pedra de Roseta, no British Museum de Londres. Recentemente, Hawass conseguiu trazer de volta para o Egito fios de cabelo roubados da múmia de Ramsés II.

Foto: Museu do Louvre

Louvre, vasta coleção de sarcófagos



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:38 PM
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Filipinas, a catástrofe anual

Entre 15 e 20 tufões e inúmeros temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar a cada ano pelas Filipinas durante a estação chuvosa, que transcorre entre junho e novembro

Foto: Mike Alquinto/AP/SIPA

Fontes: Estadão, AFP, G1

O tufão "Ketsana" inundou 80% da capital e causou 337 mortos, cerca de 500 mil deslocados, 2,5 milhões desabrigados e perdas multimilionárias pelas infraestruturas destroçadas e cultivos transformados em lamaçais.

Cerca de 300 pessoas morreram só nos deslizamentos de terra e inundações dos últimos dias no norte das Filipinas, elevando a 636 o número de mortos em consequência dos temporais que, há duas semanas, castigam o país, segundo balanço oficial divulgado neste sábado.

Foto: Getty Images

Uma semana atrás, no meio do caos, tentando salvar os bens

Foto: Reuters

As equipes de resgate retomaram hoje a busca de dezenas pessoas sepultadas pela lama dos deslizamentos ocorridos esta semana no norte das Filipinas depois da passagem do tufão "Par ma" e que causaram pelo menos 187 mortos, segundo fontes oficiais.

A maior parte das vítimas mortais se produziu na localidade da Trinidad, na província de Benguet, e em várias aldeias próximas à cidade de Baguio, cerca de 250 quilômetros ao norte de Manila.

Nestas duas áreas da ilha de Luzon foram localizados os cadáveres de 140 pessoas, de acordo com o departamento de Defesa Civil.

Foto: Getty Images

Os mortos foram conduzidos em cortejos conjuntos de funerais flutuantes

O diretor de Defesa Civil, Glenn Rabonza, indicou que na busca de pessoas e a retirada das toneladas de terra, que bloqueiam o acesso de veículos a algumas dessas aldeias, participam também o Exército filipino apoiado por efetivos do contingente militar americano com base na ilha de Mindanao, no sul do arquipélago.

Além de avalanches nas áreas montanhosas, as copiosas chuvas pelo tufão causaram o transbordamento de rios e açudes, seguidas de enchentes, sobretudo na província de Pangasiman, na qual 50 mil pessoas foram evacuadas de diversas aldeias situadas na planície.

Foto: Reuters

Agricultor carrega ração para seus animais em área alagada

As chuvas afetaram grande parte do planalto central de Luzon, destruíram as poucas infraestruturas, bloquearam estradas e inundaram vastas extensões de plantações de arroz, que fornecem o sustento básico para os habitantes pobres da região.

Foto: Getty Images

O trator virou transporte anfíbio

Foto: AP

Helicoptero das Forças Armadas lançam pacotes de alimentos a população faminta

Segundo os números oficiais provisórios, o tufão "Parma" causou danos materiais no valor de 2 bilhões de pesos (US$43 milhões).

Foto: Getty Images

Na emergência a criatividade, o Coca Cola boat

No final do setembro passado, a tempestade tropical "Ketsana", com ventos de 200 km/h, verteu em apenas umas horas sobre Manila e outras 25 províncias de Luzon uma quantidade de chuva muito superior à média mensal nesta época do ano e bateu o anterior recorde, de 1967.

Foto: Getty Images

Todos os bens numa canoa

Os especialistas das agências internacionais identificaram a favelização como o principal fator destes desastres naturais que afetam ao país e que evidenciam o péssimo estado de suas infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios que conta a Administração para responder às emergências.

Foto: Getty Images


Foto: Getty Images

Pescar no meio na inundação, não é tarefa fácil

Foto: AP

Desabrigados aguardam a distribuição de alimentos pelas forças armadas

Foto: AP

Apesar do caos a volta às aulas

Foto: AP

Mal a água baixou o serviço de táxi triciclo voltou a funcionar em Santa Cruz, na província de Laguna

Foto: AP

Engarrafamento de barcos e triciclos nas ruas de Santa Cruz, Laguna, Filipinas

Foto: Getty Images

Integrantes dos “Médicos Sem Fronteiras” examinam adolescente grávida

Neste sábado, a presidente Gloria Arroyo suspendeu o estado de catástrofe natural declarado depois da tempestade tropical e do tufão.

Foto: Jay Directo/AFP

Apesar de tudo, manter a boa aparencia, parece ser muito importante



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:35 PM
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Reinaldo Azevedo

EIKE BATISTA: Apareceu o PTtriota bilionário para tentar tomar a Vale. É o PT e sua tentação chinesa!

Poucos se lembram de que o Lula caroável, afável, bonachão, esconde uma personalidade política vingativa, que não esquece jamais um desafeto. Pode fazer as pazes? Pode! Mas ele só aceita a paz do fraco — isto é, o “arrependido” precisa beijar a sua mão e não aspirar a mais nada a não ser à subordinação a seu projeto político. Foi assim que esmagou no passado lideranças de seu próprio partido. Geraldo Alckmin (PSDB), que disputou com ele a Presidência em 2006, mereceu a alcunha, imaginem!, de “troglodita”. O seu pecado? Disse que Lula estava errado em algumas coisas. Quem está na mira é Roger Agnelli, presidente da Vale. E o instrumento da vendeta é o reluzente e coruscante Eike Batista, que saiu da coleira de Luma de Oliveira para entrar na história.

Todos conhecem o enredo. Os petistas sempre quiseram meter a mão grande na Vale para, sem trocadilho, valer. Embora o partido, por intermédio dos fundos de pensão, influam na companhia — e, portanto, a gigante da mineração é apenas mais ou menos privada —, a idéia sempre foi dar as cartas por lá. A “marolinha” indispôs Agnelli com Lula e com o PT. O presidente considera que ele não foi “PTtriota” o bastante ao demitir funcionários e cortar investimentos — atendendo, vejam que absurdo!, às necessidades da companhia. Reacendeu-se o velho desejo. E o que era uma vaga intenção virou um plano. E o projeto está na rua.

Eike Batista ocupa hoje generoso espaço nos dois principais jornais de São Paulo. Na Folha, na forma de um perfil-entrevista, com um pé em Caras e outro no jornalismo de negócios e um pouco de astrologia. No Estadão, numa entrevista convencional. Como se vê, entrevistados e entrevistadores não deram nem exigiram exclusividade. É a Operação-Vale em ação. Ao Estadão, Eike até diz quem é seu candidato a presidir a mineradora: Sérgio Rosa, presidente da Previ — o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O mesmo Rosa que foi aliado do petismo na luta de foice que se travou, a partir de determinado momento, entre Daniel Dantas e o partido — ou grande parcela dele — pelo controle da Brasil Telecom. O banqueiro acabou, no fim da história, levando uma bolada. Mas teve de cair fora da empresa.

O PT conseguiu criar uma espécie de “ente” que gerencia o capitalismo brasileiro. O partido tem hoje o domínio do estado, dos bancos públicos e dos fundos de pensão e vê o setor privado como mero instrumento de suas demandas. Mesmo que perca as eleições no ano que vem, seu poder continuará gigantesco. Os setores do empresariado que se aproximaram do lulo-petismo sonhando mudar a sua natureza estão percebendo que foram essencialmente inocentes — para não dizer estúpidos. É evidente que o PT não é socialista ao velho estilo — aquele socialismo que morreu com a União Soviética. O que não quer dizer que não seja autoritário. Os petistas entendem o seu partido como o ente que substitui a sociedade e os controles formais do estado democrático. Seu horizonte político e moral é a ditadura dos virtuosos — eles se acham virtuosos…

Segue um trecho da entrevista de Eike Batista ao Estadão. Não sei se Agnelli cai. Se cair, que os empresários se preparem. A depender do futuro, ele é só primeiro. Eike é, assim, o instrumento da tentação chinesa do PT.

Que se registre: um empresário anunciar a investida para comprar participação numa empresa, repetindo rigorosamente o discurso do presidente da República e já declarando qual é seu candidato a presidir a companhia — não por acaso, um homem do PT —, é coisa obviamente inédita na história do Brasil e, acredito, na do capitalismo. Nunca antes nestepaiz ou nestemundo

Por Irany Tereza e David Friedlander:
Depois de meses fugindo do assunto e de muitas respostas genéricas, o empresário Eike Batista finalmente revela detalhes de seu interesse pela Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo. Disse que pode voltar a negociar com o Bradesco, mas no momento está de olho na compra de um lote das ações que a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem na mineradora. “É pequeno, mas, para sentar ali no conselho e direcionar, acho fantástico”, afirmou ao Estado e à AE Broadcast, na sexta-feira.

Com um discurso igual ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eike criticou a administração da Vale por investir fora do País e disse que gostaria de ter Sérgio Rosa, presidente da Previ, no lugar de Roger Agnelli, atual presidente da Vale. “Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil”, afirma. A seguir, a entrevista.

O sr. acha que vai conseguir comprar um pedaço da Vale?
A Vale é o sonho de qualquer minerador. Ela poderia fazer investimentos para agregar valor aos produtos que exporta. E pode também ser um instrumento para dar eficiência à logística do País. Olhando de fora, enxergo na Vale diamantes não polidos a rodo.

Como foi a negociação para comprar a participação do Bradesco na Vale?
Foi uma conversa, não houve um proposta firme, por escrito. Foi só conceito, tipo eu tô aqui!. Houve a conversa e a resposta de volta (o Bradesco não quis vender).

Não houve uma proposta?
Olha, nosso interesse é falar o menos possível. Apenas dizer que existe o interesse estratégico, sim. A gente acha que agregaria valor ao ativo, que seria bom para o Estado, para os fundos de pensão, que são os maiores acionistas, porque a gente sabe criar valor. Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil.

Essa é a intenção? Ter o Sérgio Rosa no comando?
Sim. Estou falando em tese.

Nas suas empresas, o sr. tem o controle. Aceitaria entrar entrar numa empresa onde o controle está nas mãos dos outros?
Quando a gente conversa com autoridades, eu sempre digo assim: é para usar o chapéu de empresário que quer ganhar dinheiro ou do empresário que pensa no Brasil? Aqui a gente estaria pensando no Brasil, participando da gestão. Enxergaram isso aqui? Viram aquilo lá? Poder avaliar quando chegar uma proposta para comprar alguma coisa.



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:21 PM
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''Exilado'' no PSDB, Alckmin reage ao fogo amigo e busca se fortalecer

Julia Duailibi e Vera Rosa

Secretário de Serra foi convencido de que precisa agir rápido para firmar candidatura ao governo de São Paulo

Alvo de fogo amigo no ninho tucano, o pré-candidato do PSDB ao governo paulista Geraldo Alckmin decidiu mudar a estratégia de campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Mantido numa espécie de exílio político, o secretário estadual de Desenvolvimento, líder das pesquisas de intenção de voto em São Paulo, trabalha agora para se reaproximar do PSDB, diminuir a resistência interna e consolidar seu nome na corrida, com a chancela do governador José Serra.

Aliados de Alckmin identificaram adversários, principalmente no DEM, que tentam "vender" sua imagem como a de um homem isolado. Tudo com o objetivo de amarrar o PSDB ao secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, outro postulante à cadeira de Serra. Munido desse diagnóstico, o ex-governador foi convencido de que é preciso agir rápido para neutralizar o bombardeio na seara tucana.

De temperamento discreto e sem tino para articulação política, Alckmin entrou na operação para fortalecer seu nome. "Estou saindo do período sabático, mas continuo na fase paz e amor", anunciou. Apesar de contar com até 60% das intenções de voto, segundo pesquisas contratadas pelo partido, ele coleciona desafetos no PSDB e seu relacionamento com Serra, candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é apenas protocolar.

Disposto a mostrar serviço, Alckmin atuou pessoalmente, nas últimas semanas, para levar filiados ao PSDB. Foram 12 adesões que renderão candidatos a deputados federal e estadual. Além disso, ele tentou organizar reunião com a bancada paulista do PSDB na Câmara. Foi desaconselhado, sob o argumento de que ali prevalece o racha. Passou, então, a chamar parlamentares para conversas em seu escritório. A todos apresenta o mesmo script: uma dúzia de pesquisas, feitas por prefeitos, nas quais desponta como favorito na disputa.

Numa sinalização bem recebida por alckmistas, Serra delegou ao ex-governador a tarefa de representá-lo na filiação da deputada Rita Camata (ex-PMDB) ao PSDB, no último dia 30. Alckmin deixou a discrição de lado e desembarcou em Vitória (ES) acompanhado de oito deputados paulistas, que formam sua "tropa de choque".

O secretário de Serra sofreu dois revezes, nas últimas semanas, que o ajudaram a sair da toca: o desembarque do PSDB de seu afilhado político Gabriel Chalita - vereador mais votado do País, que migrou para o PSB - e a filiação do deputado Geraldo Vinholi, ex-PDT, costurada à sua revelia. O parlamentar, que operou na Assembleia Legislativa contra Alckmin, quando ele era governador, chegou ao PSDB dizendo se identificar "com Serra e Aloysio". Alckmin se sentiu desrespeitado.

LULÉCIO - DILMIN

Ele também ficou bastante irritado ao perceber o movimento pró-Aloysio organizado com o apoio do DEM. A temperatura entre "alckmistas" e "aloysistas" subiu tanto nos últimos meses que adversários dos tucanos já apostavam, em tom de galhofa, em comitês conjuntos entre Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão de Lula, e Geraldo Alckmin, em 2010.

A distorção, batizada de "Dilmin", foi inspirada na eleição de 2006, quando apareceram em Minas os comitês "Lulécio", numa referência a Lula - então candidato à reeleição - e ao governador Aécio Neves, que também concorria ao segundo mandato. Aliados de Alckmin chegaram a identificar uma assessora do Palácio dos Bandeirantes que, ao marcar cerimônias do governo, pedia aos prefeitos apoio a Aloysio.

Empenhado em desfazer a imagem de político que cria atritos - em 2006 ele desafiou Serra e saiu candidato à Presidência e, no ano passado, disputou a eleição contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), aborrecendo o governador -, Alckmin afirma agora estar disposto a ajudar o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a montar palanques para a campanha tucana ao Planalto.

"Eu tive muita aliança e pouco apoio. Sei que isso precisa ser construído", admitiu o ex-governador, neoadepto da técnica de Pilates, que passou a praticar duas vezes por semana com os vizinhos de prédio.

Guerra tenta jogar água no confronto entre Alckmin e Aloysio. "Nós estamos trabalhando para unir o partido", disse ele. Na prática, apesar do discurso pacificador, a rede de intrigas preocupa a cúpula do PSDB. O Estado, maior colégio eleitoral do País, terá influência decisiva na sucessão de Lula em 2010. A avaliação é que qualquer turbulência em São Paulo pode prejudicar a eleição de Serra, que deve enfrentar difícil campanha contra Dilma.

Na tentativa de mostrar sintonia com a direção do PSDB, Alckmin irá a Goiás, na semana que vem, e à Bahia, no começo de novembro. Nas duas viagens, ele participará dos encontros nacionais do PSDB para debater temas como emprego e segurança, que rendem votos.

Além de "tourear" os aliados de Aloysio, o ex-governador também está de olho no deputado Antonio Palocci, possível candidato do PT à sucessão de Serra. Não parece acreditar que Ciro Gomes (PSB-CE) vá encarar a empreitada em São Paulo. Alckmin e Palocci são médicos. Quando o petista era ministro da Fazenda, confidenciou ao tucano que, se voltasse no tempo, gostaria de ser psiquiatra. Foi então que Alckmin lhe deu o livro Curar - o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise, escrito por David Servan Schreiber. Um livro que trata das emoções e, no diagnóstico dos alckmistas, vale para qualquer campanha.

Doações de evangélicos superam R$ 1 bi por mês

Márcia Vieira

Com mais adeptos, a Igreja Católica arrecada menos dinheiro, que tem como um dos destinos as campanhas politicas, segundo especialistas

As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão - precisamente R$ 1.032.081.300,00. A Igreja Católica, que tem mais adeptos espalhados pelo País, arrecada menos: são R$ 680.545.620,00 em doações. Os números estão na pesquisa sobre religião realizada pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.

Entre os evangélicos, as igrejas que mais recolhem são as pentecostais, como a Assembleia de Deus, e neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiel doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro das esmolas que os católicos deixam nas suas paróquias (R$ 14,01).

Os evangélicos não-pentecostais, chamados de históricos (presbiterianos e batistas, por exemplo), são os mais generosos. Doam em média R$ 36,03, o que dá um faturamento mensal de R$ 432.576.180,00 às igrejas.

E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas."

A pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu para 59% e o de evangélicos subiu para 23%. "Ou seja, dois em cada dez brasileiros são evangélicos", diz Almeida.

O cientista político Cesar Romero Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, se diz surpreso com a queda de "15 pontos porcentuais" no número de fiéis da Igreja Católica. Mas não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro.

Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram aliança com as oligarquias. Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. "O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades. Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias."

Figura polêmica, o Bispo Macedo, fundador da Universal do Reino de Deus, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas sua imagem não é das melhores. Para 70% dos entrevistados, "ele usa o dinheiro da Universal para enriquecer". Entre os próprios evangélicos, 57% têm essa impressão. E 18% dizem que "ele é bom e tudo o que faz com o dinheiro da Universal é para o bem de seus fiéis".

A pesquisa mostra que a estratégia de recolher doações funciona muito bem, sobretudo na Universal. "Os pastores falam de dinheiro o tempo todo", constata a antropóloga Diana Lima, do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio, o Iuperj. "Além do dízimo, os fiéis são estimulados a fazer propósitos com Deus e pagam por isso."

O Bispo Macedo, que responde a processo criminal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, levou ao máximo a Teologia da Prosperidade, criada por americanos no início do século 20. "A relação com Deus é de contrato. Não se espera a salvação para depois da morte. O que interessa é o aqui e agora", analisa Diana, que há cinco anos frequenta cultos, para entender o que move uma pessoa pobre a doar o pouco que tem para Macedo e seus pastores.

Diana defende a tese de que a Universal estimula o empreendedorismo dos fiéis. "Não é aquele negócio de pedir uma casa a Deus e ficar esperando que caia do céu. Não. Eles querem oportunidades. E sobretudo não querem mais ser humilhados."

Ela destaca que os pastores falam muito nisso. "Quem tem dinheiro se locomove confortavelmente no seu carro, não passa pela humilhação de andar no trem." O discurso se baseia na lógica do dinheiro. "Os fiéis investem agora, dando dinheiro à igreja nesse acordo com Deus, para ter o lucro lá na frente."

Diana comprovou que os fiéis não se incomodam com o enriquecimento dos pastores. "Uma das explicações é que o pastor está num lugar santificado. Então, faz sentido estar economicamente bem." Quando ouvem acusações de desvio de dinheiro, como a que levou o casal de bispos Estevam e Sonia Hernandes, líderes da Igreja Renascer, para a cadeia, preferem não julgar. "Os fiéis acham errado, mas defendem que cada um tem de se preocupar com seu compromisso diante de Deus. Isso não desautoriza a igreja."

Para Diana, os fiéis aprovam o uso político do dinheiro doado. "Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcoolismo, a violência são coisas do mal. Portanto, ter na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom", explica. "Logo, precisam ter representação política."



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:11 PM
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Estelionato fiscal

Editorial

O governo resolveu fazer caixa com o dinheiro alheio, retendo a devolução do Imposto de Renda pago a mais pelos contribuintes. Está usando esse truque para atenuar o efeito da gastança federal num ano de crise. Em termos mais simples, decidiu meter a mão no bolso dos outros para compensar a própria irresponsabilidade financeira. A lambança começou em junho, quando foi liberado o primeiro lote de restituições, e ninguém sabe quando terminará. No ano passado foram devolvidos R$ 5,6 bilhões até setembro. Neste ano, apenas R$ 4,3 bilhões. O quinto lote, prometido para 15 de outubro, deverá ser de R$ 1,1 bilhão - R$ 300 milhões a menos que o lote correspondente em 2008. Tudo isso é normal, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele nem sequer descartou a hipótese de ficar para o próximo ano uma parte da devolução. "Não há regra rígida sobre isso", limitou-se a comentar.

Segundo o ministro, não haverá perda para o contribuinte porque o valor devolvido com atraso será corrigido pela Selic, a taxa básica de juros. Além de ser ridículo, o argumento denota uma escandalosa falta de respeito aos contribuintes. Quem tiver tomado empréstimo bancário para pagar com a restituição terá um sensível prejuízo. Os juros devidos ao banco serão bem maiores que a taxa Selic. Mas esse não é o único problema. É direito do contribuinte, quando credor do governo, receber seu dinheiro no prazo estipulado pelo próprio Fisco.

A violação desse prazo interfere na vida das chamadas pessoas comuns, as mais indefesas diante das arbitrariedades de quem exerce o poder público. Quantos desses contribuintes precisariam desse dinheiro para resolver um problema de saúde ou para realizar qualquer outra despesa essencial ao seu bem-estar? Mas nem deveria ser preciso formular perguntas como essa. Sejam quais forem os seus objetivos, as pessoas têm simplesmente o direito de receber no prazo normal o dinheiro devido pelo governo. Cabe a cada um decidir se esse dinheiro será usado para cuidar da saúde ou para comprar uma roupa da moda. É só uma questão de direito, mas esse ponto parece ultrapassar a compreensão do ministro da Fazenda.

O ministro abusa da inteligência alheia também ao mencionar a crise para justificar mais esse assalto ao contribuinte. Segundo ele, a arrecadação tem sido mais baixa, "tem sido um ano de ajuste" e, portanto, talvez a restituição demore. De fato, a arrecadação tem sido menor que a do ano passado, porque houve retração econômica e, além disso, o governo concedeu incentivos fiscais a alguns setores. Mas não houve nenhum ajuste nas contas públicas. Ao contrário: de janeiro a agosto a receita do governo central foi 1,5% menor que a de um ano antes, em termos nominais, mas a despesa foi 15,9% maior. São números divulgados pelo Tesouro Nacional. Os gastos com pessoal foram 19,1% superiores aos de igual período de 2008, principalmente por causa da elevação de salários do funcionalismo.

Mas esses dados ainda são insuficientes para mostrar como o governo desperdiça o dinheiro público. Uma comparação mais instrutiva foi preparada pelos especialistas da organização Contas Abertas, com base em números oficiais. Nos 12 meses anteriores ao agravamento da crise internacional - de outubro de 2007 a setembro de 2008 - foram gastos R$ 135 bilhões com pessoal e encargos sociais dos Três Poderes e R$ 25,3 bilhões em obras e compras de equipamentos. Nos 12 meses seguintes - até setembro deste ano - as despesas com pessoal chegaram a R$ 162 bilhões e os desembolsos para investimentos alcançaram R$ 29 bilhões. A conta do pessoal ficou portanto 20% maior, enquanto o valor investido aumentou apenas 13%.

Em tempos de recessão, a política razoável seria uma combinação de impostos menores e investimentos maiores - não uma elevação do custeio permanente. Mas o governo seguiu o caminho mais fácil, mais compatível com sua escassa competência administrativa e com seus objetivos político-partidários. Política de pessoal, no governo petista, não tem relação com produtividade e qualidade do serviço público, mas com interesses de tipo eleitoral.

Se o governo recorre a um estelionato fiscal, adiando a restituição devida, não é por causa da crise, mas de seu estilo de gestão e de seus objetivos políticos. Ao contribuinte indefeso resta pagar. Tudo normal, diz o ministro da Fazenda. Normal, de fato, em governos desse tipo.



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:08 PM
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Josias de Souza - Nos bastidores do poder

Depois do PDT, PCdoB também sinaliza apoio a Dilma

Lúcio Távora/Agência A Tarde

 

De passagem por Salvador, Dilma Rousseff foi à festa de aniversário de Haroldo Lima, presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

 

Deu-se na noite de quinta-feira (8), numa das mais chiques casas de repasto da capital baiana, o Trapiche Adelaide.

 

Comunista da velha guarda –fez 70 anos—, Haroldo Lima é filiado ao PCdoB.

 

O presidente da legenda, Renato Rabelo, estava entre os convidados.

 

Aproveitando a presença de Dilma, Rabelo sinalizou que o PCdoB vai apoiá-la na refrega de 2010.

 

Dois dias antes, num jantar que oferecera em Brasília, Dilma já havia amarrado o apoio do PDT.

 

Juntos, os dois fatos representam um golpe na candidatura de Ciro Gomes.

 

O candidato multiuso do PSB idealizara uma coligação com PDT e PCdoB.

 

Daí a contra-ofensiva de Dilma, que tenta firmar-se como única contendora governista no ringue.

 

A ministra golpeou Ciro. Pode ser uma dessas quedas de meio de luta, da qual ele consegue se levantar.

 

Ou pode ser um nocaute. Um pedaço da direção do PSB avalia o seguinte:

 

Sem o tempo de televisão do PDT e do PCdoB, a candidatura de Ciro beija a lona. 

 

Restaria ao candidato continuar escalando as pesquisas. Teria de ultrapassar a barreira dos 20%, consolidando-se à frente de Dilma.

 

Nessa hipótese, imagina-se que a investida sobre PDT e PCdoB poderia ser retomada com chances de êxito. Fora disso, babau.

 

- Em tempo: Durante a festa, Dilma foi à mesa de Haroldo Lima.

 

Sentou-se entre o aniversariante e o governador petista da Bahia, Jaques Wagner.

 

A certa altura, mandou chamar o grão-pemedebê Geddel Vieira Lima, com quem voara de Brasília para Salvador.

 

A despeito do nariz torcido do petismo, a ministra deixou antever que subirá em dois palanques na Bahia –o de Jaques e o de Geddel.



 Escrito por Clóvismoliveira às 03:05 PM
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 Escrito por Clóvismoliveira às 03:02 PM
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